2.2 Måling av regnskapskvalitet
2.3.1 Periodiseringskvalitet
2.3.1.5 McNichols modifisering av Dechow og Dichevs modell
Bialystok (1983, p. 100) sublinha a falta de consenso, na literatura sobre as EC, não só em torno dos termos ‘estratégias’ e ‘processos’, mas também quando se tratava dos tipos de estratégias (de aprendizagem, de comunicação, de IL).
Para Bialystok (1983) é fundamental desvincular ‘estratégia’ de ‘processo’, bem como ‘estratégia de aprendizagem’ de ‘estratégia de comunicação’. Mesmo assim a classificação a priori das estratégias de acordo com esses critérios podem obscurecer uma consideração simples e pragmática, qual seja: numa determinada situação, o que os aprendizes farão para se comunicar? Especificamente, qual estratégia os aprendizes vão escolher e qual a eficácia dela para atingir o objetivo desejado? De acordo com a autora, é importante observar o comportamento das várias estratégias em situações particulares, independentemente de sua designação teórica, com a finalidade de se verificar seu efeito comunicativo. Assim pode-se afirmar que qualquer estratégia pode operar potencialmente tanto como estratégia de aprendizagem quanto como estratégia de comunicação. A implementação de uma estratégia traz uma contribuição bastante positiva tanto para a aprendizagem quanto para a comunicação.
Quanto à questão de quem usa qual estratégia, quando e com que efeito, Bialystok (1990, p. 109-110), após estudos, chegou à conclusão de que
30[…] the ability to control attention to relevant and appropriate information and to integrate those forms in real time.
os aprendizes mais avançados tendem a empregar, de forma consistente, mais estratégias baseadas na L2 do que os aprendizes menos proficientes. A pesquisadora concluiu ainda que o nível de proficiência, apesar de ser determinante na escolha dos aprendizes, não foi capaz de predizer essa escolha. Segundo Bialystok (1990), a escolha da estratégia seria, em parte, determinada por particularidades dos conceitos da LAL ao serem comunicados pelo aprendiz. Além do mais, as EC pareceram ser mais eficazes para os aprendizes com maior controle sobre a LAL.
A taxonomia desenvolvida por Bialystok (1983) se baseia principalmente na de Tarone (1977), à qual a pesquisadora deu uma reorganização conceitual, como observa a própria autora:
A base de nossa taxonomia é uma consideração da fonte da informação sobre a qual a estratégia se baseia. Por esse motivo, foi proposta uma tricotomia: a informação incorporada ao esforço estratégico pode derivar (a) da língua materna do aprendiz, ou de qualquer outra língua que não a língua-alvo; (b) da própria língua- alvo, ou (c) de informação não-linguística ou contextual em função da situação 31 (BIALYSTOK, 1983, p. 105)
Bialystok (1983) se refere a essas distinções como estratégias baseadas na L1, estratégias baseadas na L2 e estratégias não-linguísticas. Todavia ela não conduziu nenhum exame sistemático desta última categoria.
Usando o rótulo ‘estratégias baseadas na L1’, Bialystok (1983) lista: (1) mudança de língua, significando a inserção de uma palavra ou expressão de qualquer língua, menos da LAL; (2) estrangeirização de itens lexicais da LM, significando a criação de palavras não-existentes ou inadequadas à LAL por meio da aplicação da morfologia e/ou da fonologia da LAL a itens lexicais da LM; (3) transliteração, a qual segundo a autora “reflete o uso do léxico e da estrutura da L2 com a finalidade de criar uma tradução (geralmente inexistente)
31The basis of our taxonomy is a consideration of the source of the information on which the strategy is based. To this end, a trichotomy was proposed: the information incorporated into the strategic effort may be derived from (a) the learner’s source, or any language other than the target language, (b) the target language itself, or (c) non-linguistic or contextual information given with the situation.
de um item ou locução da L1, tal como ‘place de feu’ para ‘fireplace’, do inglês, ou ‘piece de temps’ para ‘timepiece’” 32 (BIALYSTOK, 1983, p. 106).
Sob a denominação ‘estratégias baseadas na L2’ são listadas as seguintes estratégias: (1) contiguidade semântica; (2) descrição; e (3) cunhagem de palavra. A contiguidade semântica ocorre quando se emprega um item lexical que divide traços semânticos com o item correspondente na LAL, a exemplo de chaise (cadeira) ou table (mesa), usados para substituir
tabouret (tamborete).
De acordo com a Bialystok, a descrição possui três subclassificações, que indicam a informação que foi incorporada à descrição, a saber: (a) propriedades físicas gerais, (b) traços específicos e (c) características interacionais/funcionais. As propriedades físicas gerais se referem ao conceito e ao formato universal, tal como ‘é redondo’, bem como à locação dentro do espaço. Por exemplo, ‘é algo que se pendura na parede’. Os traços distintivos específicos normalmente são marcados pela superfície que a estrutura possui. Na ausência do termo específico, por exemplo, a palavra ‘mesa’, o aprendiz substitui-o pela frase ‘tem quatro pernas’. As descrições interacionais/funcionais indicam as funções de um objeto e as ações que podem ser realizadas com ele.
A cunhagem de palavra consiste na criação de um item lexical selecionando-se um traço conceitual do item da LAL e o incorporando ao sistema morfológico da LAL.
Para Bialystok, “as estratégias de comunicação são um evento inegável de uso da linguagem. Sua existência é um aspecto documentado e confiável da comunicação, e o seu papel na comunicação em segunda língua parece particularmente saliente”33 (BIALYSTOK, 1990, p. 116).
A visão de Bialystok (1990) está voltada para o comportamento cognitivo do aprendiz, ou seja, para aquilo que envolve o estudo dos
32 [...] reflects the use of L2 lexicon and structure to create a (usually non-existent) literal translation of na L1 item or phrase, such as place de feu for English ‘fireplace’ or pièce de
temps for ‘timepiece’.
33 Communication strategies are an undeniable event of language use. Their existence is a reliably documented aspect of communication, and their role in second-language communication seems particularly salient.
componentes do processamento da linguagem, diferenciando-se substancialmente da visão linguística, cujo interesse está no produto final, ou seja, naquilo que pode ser facilmente observado. Na explicação da própria autora, sua abordagem está relacionada a
[...] um esquema destinado a explicar o processamento numa primeira e numa segunda língua. A alegação central do esquema é a de que a proficiência linguística não é um fenômeno cognitivo unitário, mas emerge do domínio de dois componentes de processamento subjacentes. (...) Os dois componentes de processamento (...) são o conhecimento linguístico e o controle do processamento linguístico.34 (BIALYSTOK, 1990, p. 117-118).
Dentro de sua visão cognitivista, Bialystok (1990, p. 7) considera que cada solução de problema comunicativo envolve uma estratégia. Para ela, os problemas seriam solucionados de duas maneiras: algoritmicamente ou heuristicamente. A escolha entre esses dois métodos seria estratégica. Considerando a pluralidade de ‘caminhos’ para se chegar a uma solução, a escolha entre essas múltiplas alternativas pode ser considerada estratégica (BIALYSTOK, 1990, p. 8).
Bialystok (1990) sugere três critérios relevantes para a seleção de uma estratégia de comunicação: (1) consciência do problema, ou seja, a habilidade dos aprendizes de distinguirem problemas relacionados ao processamento, na LE, de formas linguísticas errôneas que podem, às vezes, ser utilizadas conscientemente; (2) intenção, a qual consiste no uso sistemático de uma estratégia de comunicação sem uma decisão consciente por parte do falante (a exemplo do uso de pausas lexicalizadas: eh, hum, ah), e (3) consciência do uso estratégico da língua, referindo-se à escolha das EC não pelo seu produto final, mas pelo fato de elas propiciarem um entendimento mútuo entre falante e interlocutor (BIALYSTOK, 1990, p. 185). Conforme evidenciado por Bialystok, para selecionar uma estratégia de comunicação de um repertório de estratégias e desconsiderar as demais opções, o aprendiz deve estar consciente de todas as possibilidades disponíveis, a fim de
34[…] a framework for explaining language processing in a first and second language emerges from the mastery of the two underlying processing components. (…) The two processing components (…) are called linguistic knowledge and control of linguistic processing.
encontrar a solução de acordo com as propriedades do problema comunicativo em questão.
2.4.2.2 Faerch e Kasper e os processos psicolinguísticos subjacentes às