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Kapittel 4 - Bioenergiens kontroverser

4.1 Mat eller energi

A partir de um ato respiratório mais completo, passa-se a pensar em outros lugares no corpo que podem ser ensinados a melhor seguir algumas regras para o bom funcionamento geral. Esses lugares, apesar de serem externos no corpo, refletem o funcionamento do todo e por isso podem se relacionar com a realidade

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terna dos corpos poéticos.

Nesse sentido, pensa-se que as 7 Dicas de Centramento em Pé (Figura 19), um dos Fundamentos de Movimento do Fletcher Pilates®, podem ser uma base para o entendimento

de como o corpo pode encontrar e se relacionar com o ato respiratório descrito anteriormente. Figura 19: As 7 Dicas de Centramento em Pé do Fletcher Pilates®.

As 7 Dicas de Centramento em Pé do Fletcher Pilates® são: Centros dos Pés, Ímãs,

Parafusos, Cinturão de Força, Respiração Percussiva, Colocação da Cintura Escapular, Colocação da Cabeça e do Pescoço, mais bem especificados a seguir.

a) Centros dos Pés

A primeira dica diz respeito aos Centros dos Pés, definidos como três centros, localizados abaixo do 1o metatarso, entre o 4o e 5o metatarsos, e no centro do calcanhar. O

peso do corpo deve estar bem destribuído nesses centros para que o bailarino comece a ter uma noção simétrica e dinâmica de como se organizar. Isso ajuda na distribuição das forças ascendentes e descendentes, que fazem com que a base do corpo se estruture para aguentar firme qualquer força imposta. A cada nova posição do corpo do intérprete ocorre uma mudança. O reconhecimento desses pontos de apoio a cada gesto pode trazer mais segurança e confiabilidade para o mover, pois será possível evitar o desmoronamento, e, também, haverá a chance de o intérprete utilizar um apoio em um dos pontos descritos, como, por exemplo, mais no centro do calcanhar, para poder encarnar um personagem específico.

Alguns professores do Fletcher Pilates® ainda citam que existe um quarto centro do

pé, que fica no arco plantar longetudinal medial. Esse centro funcionaria de modo diferente, sendo direcionado para cima, em direção ao teto, de forma a dar suporte para esse arco, já ajudando o corpo a encontrar o sentido do alongamento axial. Assim, esse alongamento começa a ser descoberto desde a base, nos pés (Figura 20).

Figura 20: Figuras de Erick Franklin que dão visualidade aos Centros dos Pés, uma dica proposta por Fletcher.

Imagine a importância dessa dica no caso da dança, que tanto requer dos pés, e, ao mesmo tempo, onde quase tudo é feito com muito alongamento axial. Nesse caso, é comum observar que os bailarinos acabam desabando seus pés para um dos centros dos pés, deixando de usar essa dica para melhor aproveitar o potencial de seus corpos. Ao mesmo tempo, quem já viu um professor de dança pedir que o arco longetudinal medial dos pés esteja mais direcionado para o teto da sala, no intuito de elevar todo o corpo nessa direção? Essas dicas podem ajudar o corpo a se centrar, fato que pode ajudar os bailarinos em suas performances e apropriações de movimento.

b) Ímãs

A segunda dica são os Ímãs. O primeiro se encontra bem perto do quadril, entre as coxas; o segundo, acima dos joelhos, medialmente; o terceiro, nos maléolos mediais. A ação constante e submáxima dos ímãs faz com que o corpo ganhe estabilidade, o que orienta os pés e a colocação do quadril. Há de ser observado que qualquer gesto do corpo pode ser mais centralizado e eficiente se começar a ser feito pelo acionamento das coxas medialmente, como se elas apertassem uma pequena bola de tênis. Isso garante o acionamento sinérgico dos músculos adutores das coxas e do assoalho pélvico, que, em contrapartida, fazem uma ligeira aproximação dos ísquios e uma abertura consequente das sacro-ilíacas, posteriormente, que libera o cóccix para cair em direção aos pés e a coluna para crescer em alongamento axial.

Para os dançarinos, essa dica é primordial. É preciso que haja essa ligação entre membros inferiores, ou polo inferior do corpo, e bacia, para que exista estabilidade nessa região e tronco e polo superior do corpo possam ser bem colocados e utilizados. Nos pliés, tão usados na prática da dança, é comum observar os ímãs se soltarem, fazendo a pélvis balançar em desequilíbrio (Figura 21). Isso pode acarretar grave injúria para joelhos, pés e costas. Figura 21: Imagine as coxas envolvidas por nuvens no plié, para que os ímãs sejam ativados e

c) Parafusos

Os Parafusos referem-se à ideia de que a pélvis pode ser transpassada por essas estruturas, que a fixarão tanto látero-lateral quanto ântero-posteriormente. Os parafusos laterais são colocados nos trocânteres maiores dos fêmures. Os ântero-posteriores são posicionados um na sínfise púbica e outro no meio do sacro. A ideia é que esses parafusos estão continuamente sendo forçados para dentro da pélvis, apertando-a para dentro, quase como se a pélvis fosse um único aparelho ósseo, ligado pela púbis e cóccix e pelos dois ísquios. Essa imagem faz com que haja um acionamento dos músculos ao redor e abaixo da pélvis, ajudando a estabilizar essa peça óssea.

Há de tomar-se bastante cuidado com essa dica, pois os dançarinos já utilizam em demasia os músculos glúteos para fazer as peripécias requeridas. Assim, muitas vezes é preciso construir uma consciência de que os glúteos se relaxam, ao mesmo tempo em que o assoalho pélvico se contrái para levar essa área a um equilíbrio dinâmico. Os parafusos também sugerem uma direção mais precisa à pélvis, que pode se orientar no espaço por essas novas referências, fazendo o movimento dessa área ser mais preciso (Figura 22).

Figura 22: A contração em alongamento que acontece nos pliés e se relaciona com os Parafusos da pélvis.

d) Cinturão de Força

Sobre o Cinturão de Força, ele é formado pelos músculos e ossos que englobam as partes ântero-posteriores do abdomen e pélvis, incluíndo aí a parte inferior da pélvis e do tronco e a parte superior das coxas. Assim, músculos como o diafragma, oblíquos externo e interno, transverso do abdomen, multífidos, grande dorsal, adutores, todos do assoalho

pélvico, e glúteos podem ser classificados como pertencentes a esse cinturão. De forma geral, esse termo se refere a estes músculos, que, quando acionados, comprimem essa região do corpo tridimensionalmente, causando um afunilamento em direção ao centro e um consequente alongamento axial. Uma das principais ações nesse sentido é a expiração forçada, que faz com que vários músculos citados anteriormente sejam ativados.

Para o dançarino, é importante que ele conheça profundamente esse mecanismo e que consiga utilizá-lo em seu favor. É comum pensar que essa parte do corpo funciona como um macaco de carro ou como uma cebola. Neste sentido, a coluna vertebral seria a barra de ferro no eixo central do macaco e os músculos do centro de força seriam as várias camadas que envolvem essa barra como uma cebola. Quando esse instrumento é acionado, as várias camadas periféricas que abraçam a barra de ferro começam a ser apertadas em uma direção centrípeta. Essa ação faz com que seja gerada uma força absurda, que torna a força de um ser humano capaz de levantar um carro de várias toneladas (Figura 23).

Figura 23: Cinturão de Força, na visão de Erick Franklin.

e) Respiração Percussiva

Sobre a Respiração Percussiva, muito já foi falado anteriormente. Pode-se acrescentar que, durante a exalação, quatro quadrantes imaginários, localizados entre as costelas mais baixas e a sínfise púbica, serão acionados para garantir que todo o ar será expulso dos pulmões. O primeiro quadrante localiza-se logo abaixo das costelas e seu limite inferior é o ponto mediano localizado entre o processo xifóide do esterno e a cicatriz umbilical. O segundo vai desse ponto mediano, localizado entre o processo xifóide e a cicatriz umbilical,

até a cicatriz umbilical propriamente dita. O terceiro vai do umbigo até uma linha inferior traçada entre as duas espinhas ilíacas ântero-superiores/EIAS. O quarto é em formato triangular, sendo formado pelo triângulo que liga as duas EIAS e a sínfise pubiana. A ideia é que cada quadrante delimita uma região que envolve o tronco e a pélvis tridimensionalmente. Na exalação forçada, o objetivo é apertar cada quadrante em direção centrípeta, tridimensionalmente, para a linha média do corpo. A imagem usada para ativar os três quadrantes superiores é a de que existem três cintos que envolvem o tronco e passam por cada um deles. Na exalação, a sensação seria a de apertar esses cintos. Já no quarto quadrante, o que acontece é diferente, pois há uma sensação de sugar o umbigo para dentro e para cima, em direção ao topo da cabeça, trazendo junto o assoalho pélvico, que sobe em direção à cabeça. A sensação é a de que esse sugar cria uma "energia" que vai subindo pela parte anterior do ligamento longetudinal anterior da coluna vertebral até sair pelo topo da cabeça. f) Colocação da Cintura Escapular

Já a Colocação da Cintura Escapular é de vital importância para o equilíbrio do corpo todo. Essa dica faz o polo superior do corpo se enraizar para dentro do polo inferior. Pelo acionamento correto dos músculos estabilizadores da escápula, dentre eles um dos mais importantes, o grande dorsal, e pela manutenção da forma arredondada do tórax, existe uma possibilidade para que essa parte do corpo funcione a contento. Quando as forças do polo inferior e do superior estão sendo bem utilizadas há maior alongamento axial, com o corpo ficando leve e pronto para agir (Figura 24).

Uma das principais dicas para fazer com que os braços funcionem bem, nesse caso, é a de pensar que o ar é sólido e que o braço tem de fazer certa força para vencê-lo. Ainda, pode ser pensado que existe uma toalha enrolada entre as mãos e que ela está constantemente sendo esticada pela ação não das mãos que a seguram, mas pelo acionamento das escápulas para baixo, ao mesmo tempo em que esses dois ossos abrem-se ligeiramente para envolver o gradil costal lateral e anteriormente.

Os indivíduos acostumaram-se, pela evolução filogenética, a usar os braços somente para direcionar as mãos, que fazem trabalhos finos e especializados de pinça. Assim, boa parte dessa região vem sendo subutilizada há anos e as lesões nessa área tornaram-se abundantes. É preciso redescobrir a cintura escapular e os membros inferiores como âncoras, que levam o corpo a se estabilizar no polo inferior. A resultante disso tudo deve ser o alongamento axial, entendido como uma seta que joga a coluna vertebral tanto para cima quanto para baixo.

g) Colocação do Pescoço e da Cabeça

Sobre a última dica de centramento, a Colocação do Pescoço e da Cabeça, diz-se que se todas as outras dicas estiverem sendo utilizadas essa colocação estará garantida! É importante lembrar que o pavilhão auditivo estará mais bem alinhado com o ombro se o ouvido estiver ligeiramente voltado para a face anterior desse segmento corporal. Os olhos também passam a ser vitais para o bom desenrolar do movimento dessa região, pois eles guiam o movimento que acontecerá. Em outras palavras, o movimento é favorecido em sua ação se os olhos se acionarem na mesma direção pretendida.