2 TEORETISKE PERSPEKTIVER
3.2 Sentrale temaer i forhold til intervensjonen
3.2.3 Massedrap og beskyldinger om folkemord
Antes de partir para os trabalhos empíricos, organizamos uma equipe de pesquisadores composta por estudantes da disciplina Introdução ao Jornalismo. Promovemos em sala d e aula leituras a respeito do Sense-Making e da MQI, enfatizando o caráter qualitativo do experimento que iríamos desenvolver. Além de liderar, supervisionar e conferir o andamento de todas as etapas do trabalho, participamos ativamente do experimento. Com o a quase totalidade do grupo era composta por estudantes recém -chegados a Viçosa, houve necessidade
de conhecerem o mais rapidamente possível o objeto de estudo e o universo informacional da cidade. Desse modo, o trabalho de campo foi organizado em quatro etapas:
(1) estudo morfológico;
(2) investigação da rotina de produção de uma notícia por intermédio da técnica de observação56;
(3) identificação da linha editorial dos veículos por intermédio da análise dos textos noticiosos e da linguagem jornalística e
(4) caracterização do comportamento informacional com aplicação de questionários visando observar a influência do ambiente na evocação de notícias.
Para atender aos objetivos, dividimos os 40 alunos -pesquisadores em oito equipes tendo cada uma delas nomeado um líder. Embora cada grupo tivesse sua área de trabalho, incentivamos a participação em mais de um grupo, o que efetivamente ocorreu. Cada equipe ficou responsável por redigir um relatório técnico de pesquisa e cinco alunos ficaram responsáveis por acompanhar o andamento das fases anteriores, recolher e analisar criticamente os relatórios de cada equipe, comparar dados, preencher uma tabela geral e redigir o texto final.
Primeira fase – Para classificar categorias comunicacionais, gêneros e formato s jornalísticos utilizamos o referencial adotado pela Cátedra Unesco de Jornalismo e Universidade Metodista de São Paulo (Seminário de Ciência da Comunicação – Identidade da Imprensa Brasileira no limiar do século XXI)(UNIVERSIDADE,__). Foram medidos em centímetros quadrados todos os espaços destinados às categorias “Jornalismo”, “Publicidade”,
“Lazer” e “Educação”. O Jornalismo foi dividido nos gêneros “Informativo” e “Opinativo”, tendo cada gênero sido subdividido respectivamente nos formatos “Notícia”, “Nota”, “Reportagem”, “Entrevista”, “Serviço”, e “Artigo”, “Editorial”, “Coluna”, “Carta”, “Charge”, “Comentário” e “Crônica”. Nesta fase foram escolhidas as edições de 25 e 31 de maio de
2007 (EM), 25 de maio e 1º de junho de 2007 ( TL), 10 e 24 de maio de 2007 (OP) e 25 de maio e 1º de junho de 2007 (FM).
Segunda fase - A investigação da linha editorial foi realizada segundo método comparativo entre os veículos e seguindo um roteiro de perguntas e questões previamente preparadas. Selecionamos duas ediçõ es de cada jornal local (TL: 25 de maio e 1º de junho de 2007; OP: 24 e 10 de maio de 2007 e FM: 25 de maio 1º de junho de 2007) e de cada edição
56“Técnica de pesquisa pela qual o pesquisador examina sistematicamente, guiado por uma pergunta ou uma hipótese, um acontecimento, um fenômeno ou uma situação” (Laville & Dione, 1999, p.335).
foram extraídas três notícias preferencialmente cujo assunto tivesse sido comum aos três veículos, totalizando 18 matérias.
Analisamos cada uma das matérias , observando os seguintes tópicos: imparcialidade, neutralidade, objetividade, estrutura textual, correção gramatical e respeito ao código deontológico da profissão. Ainda dentro desta etapa, realizamos outro estudo com relação às matérias de destaque, se as pautas contemplavam o interesse público, observamos a prática do fotojornalismo, o discurso jornalístico, a precisão das informações, a fidelidade ao fato, a qualidade na apuração da notícia, a profundidade do tema exposto, além da tentativa de identificar o posicionamento político do jornal.
Terceira fase – Em uma adaptação da técnica de observação, a terceira equipe acompanhou o processo de produção noticiosa, observando neutramente a captação das informações, o desenvolvimento e a finalização das notícias. Este “mergulho” na rotina de produção demonstrou-se de grande importância, quando foi realizado um seminário em que os grupos se reuniram para compartilhamento de saberes antes de partirmos para a próxi ma e principal fase, em que investigaríamos o comportamento informacional.
Quarta fase - A maior parte do grupo de alunos (equipes “4”, “5”, “6” e “7”) se responsabilizou por pesquisar a recepção das notícias entre a população de Viçosa através da aplicação de questionários semi -abertos. Esta última fase foi dividida em três momentos:
a) aplicação do formulário em que se buscava delinear o perfil do leitor e seu ambiente informacional (APÊNDICE A);
b) leitura de notícias veiculadas na última edição de u m dos jornais selecionados (ANEXO A);
c) quatro semanas depois, entrevista para investigação de evocação das citadas notícias.
De cada jornal selecionamos quatro notícias com o seguinte escopo: temas não coincidentes entre si, mas comvariedade de editorias (Esporte, Política, Local e Educação/Ciência), matérias com tamanho máximo de 2100 caracteres, assuntos locais e nacionais, notícias recentes e preferencialmente estruturadas com lide e Pirâmide Invertida e, quando possível, que tivesse sido publicada em mais de um jornal. Assim, foram selecionadas as seguintes notícias (ANEXO A):
Folha da Mata
N1: Jornalista apresenta projeto de Educação Ambiental à CMV ; N2: Lavrador assassina enteado com um tiro no peito ;
N3: Servidores das Federais param dia 28 e N4: Drogas em Viçosa chegam a cavalo ;
Tribuna Livre
N1: Contador denuncia Raimundo por Caixa 2 ; N2: Alzheimer pode ser evitado com proteína ;
N3: Patrimônio histórico de Viçosa é tema de mostra e N4: Conquista dupla no atletismo ;
O Popular
N1: População é contra o nepotismo;
N2: Extinta a unidade da Receita Previdenciária de Viçosa ; N3: Empresários estão preocupados com a insegurança pública e N4: Novo presidente da CNBB ;
Estado de Minas
N1: Deputada processa Clodovil ; N2: Choradeira espanhola;
N3: Aquecimento Global deve criar um bilhão de refugiados e N4: Gêmea sofre hemorragia .
Para cada jornal aplicamos vinte entrevistas, sendo dez estudan tes e dez moradores da cidade. Entrevistamos os moradores nos dias 17 e 18 de maio de 2007 na rua Arthur Bernardes, entre as praças do Rosário e Silviano Brandão, no trecho conhecido como
“Calçadão”. Com os estudantes foram realizadas no campus da UFV (nas dependências ou
próximo à Biblioteca Central e ao Restaurante Universitário, locais onde presumivelmente haveria maior disponibilidade de tempo dos entrevistados) ou ainda em suas residências. A amostragem foi acidental, explicando aos possíveis entrevistados o objetivo da pesquisa, o tempo provável a ser despendido e a preservação de seu anonimato. Nes se momento era verificado ainda se o entrevistado atendia aos pré -requisitos de seleção: que não tivessem lido as notícias daquela edição (o que contaminaria o resultado), disponibilidade de cerca de 25 minutos e concordância em serem novamente entrevistados no mês seguinte (mas não revelamos que seria para evocação).
Metodologicamente, foram adotados os seguintes procedimentos (e nesta seqüência): 1) Preenchimento do Questionário 1 (APÊNDICE A) contendo as seguintes variáveis: perfil do leitor, envolvimento social, autodefinição socioeconômica, hábito de leitura,
credibilidade dos jornais, decodificação crítica e identificar “situação” e “lacuna/necessidade de informação”.
2) Cada entrevistado leu as matérias N1 e N2 de determinado jornal , tentando aproximar-se ao ritmo de leitura que faria em situações rotineiras, sem marcá -las ou fazer anotações. Imediatamente tais notícias foram recolhidas.
3) Fornecemos então as matérias N3 e N4 mas agora pedindo -se que marcassem com o traço (/) a lápis ou caneta imediatamente ap ós a leitura de uma expressão ou frase que
despertasse questionamento, desejo de esclarecimento, dúvidas ou quaisquer outras questões que julgassem, a seu critério, de alguma relevância. Obedecendo à técnica Message Questioning Interview, cada uma das marc ações deveria ser pontuada em escala de 0 (sem importância) a 5 (muito importante), em critério de importância para o usuário (e segundo seus próprios critérios).
4) Solicitamos que comentassem as motivações para o registro “/” de maior
pontuação. Os entrevistadores puderam optar por gravar o comentário para posterior transcrição.
5) Após 30 dias, os entrevistados foram abordados pessoalmente ou por telefone e indagados sobre as quatro matérias lidas no mês anterior.
Ao final de cada etapa os dados foram r eunidos e agrupados em tabelas que compuseram um panorama , possibilitando o cruzamento dos blocos de dados que remetiam a
“ambiente informacional”, “credibilidade”, “decodificação crítica”, “envolvimento social”, “lacuna” e “evocação” (APÊNDICE F).