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Allisons prosessmodeller

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2 TEORETISKE PERSPEKTIVER

2.2 Internasjonale relasjonsteorier

2.2.3 Allisons prosessmodeller

A fim de verificar pressupostos teóricos e empíricos a respeito de compreensão de leitura de notícias de jornais e evocação, Van Dijk (1990, p. 228-248 passim) realizou um experimento de campo, utilizando dois diários de Amsterdan (Holanda). O objetivo consistia em obter dados a partir de compreensão natural e evocação de notícia, estabelecendo semelhanças e diferenças entre leitura e recuperação, quando realizadas e m laboratório e quando cotidiana, casual. Foram selecionados quatro artigos sobre editorias distintas e presumivelmente de interesse dos leitores , mas assuntos igualmente publicados em De Telegraaf e De Volkskrant de 12 de março de 1984.

Os temas foram “Televisão”, “Política”, “Namíbia” e “Futebol”.

1oexperimento: evocação imediata - Os entrevistados foram recrutados aleatoriamente, formando um grupo heterogêneo de leitores médios de várias regiões da cidade (grupo 1) e outro composto por servidores da Universidade de Amsterdan (grupo 2). Classificaram -se os

“acesso a noticiário em geral”, “temas de interesse específico de seu jornal de preferência” e “gênero”. Em relação à leitura daquela edição objeto de estudo, foram observados os seguintes aspectos: “tempo de leitura”, “local de leitura”, “estilo de leitura”, “categorias e ordem de assuntos”.

Perguntava-se de qual jornal eram leitores, alguns dados para iden tificação pessoal e outros a respeito do exercício de leitura (as entrevistas foram realizadas durante o horário de almoço). A seguir, questionava-se exatamente o que se recordava relativo aos quatro artigos publicados naquele dia. Além das dúvidas e erro s, prestava-se atenção especial nas estratégias de recuperação expressadas.

2o experimento: evocação imediata - Um mês após o primeiro experimento, os pesquisadores voltaram a campo e localizaram leitores dos dois jornais que tivessem lido os mesmos artigos utilizados anteriormente. Ao invés de recuperação livre, foram feitas perguntas específicas a respeito daquelas matérias, ainda que as respostas pudessem ser parciais e recorrendo-se a conhecimentos gerais.

Resultados da pesquisa de campo - Depois de algumas semanas, os leitores tendem a se lembrar apenas dos níveis mais altos da macro -estrutura, especialmente se podem resgatar ou reconstruir as notícias a partir de um conhecimento geral. Manchetes e lides são evocadas de forma melhor tanto no teste feito no dia da publicação do jornal , quanto no realizado posteriormente.

Leitores de maior nível de escolaridade e melhor formação política por intermédio de outros veículos de comunicação evocam com maior precisão e quantidade. O que assinala como mais importante no discurso da notícia produzido pelos jornalistas é também objeto de melhor recuperação por parte dos leitores. Descobriu -se ainda que apenas entre um terço e uma quarta parte dos entrevistados puderam responder a perguntas concretas, as quais, a p rincípio, poderiam

também ser respondidas tendo apenas conhecimento político atualizado. “Em termos gerais, pode - se concluir que a evocação natural do discurso jornalístico é muito pobre” ( VAN DIJK, 1990,

p.238).

Experimento de laboratório - A fim de comparar os resultados obtidos na pesquisa de campo com os resultados de recuperação em um contexto controlado, 42 estudantes de Psicologia foram divididos em dois grupos de leitores, cada qual com um conjunto de artigos do De Telegraaf ou do De Volkskrant. Realizada dois meses após os experimentos de campo, o tempo de leitura foi de 20 minutos em média, com um período de intervalo de 15 minutos para evitar evocação literal imediata.

de campo. Houve coincidência de proposições evocadas. Na experiência de laboratório, houve maior recuperação de orações finais dos textos, algo que geralmente se esquece durante a leitura natural dos jornais.

Resultados gerais - O dado mais surpreendente é que os estudos menosprezam a importância da leitura casual de jornais. No experimento realizado, as causas, conseqüências, o contexto e a história de muitos temas, assim como a maioria dos detalhes sobre lugares e cifras

“tendem a cair no esquecimento”. Os pesquisadores dizem que apenas as informações repetidas e recorrentes sobre certos temas podem conduzir a “um modesto câmbio ou à construção de modelos situacionais correntes”. Segundo Van Dijk,

Do ponto de vista de aquisição de conhecimento se pode afirmar que a atualização dos modelos situacionais baseadas no noticiário da imprensa não é absolutamente destacável. Em geral, os indivíduos parecem apenas integrar algumas macro - proposições de cada item jornalístico, e apenas o que se refere a t emas diretamente relevantes para sua compreensão cotidiana da vida política e social em seu próprio contexto regional ou nacional (1990, p. 247) .

Os dois experimentos, de campo e em laboratório, apontam para a conclusão de que a memória informativa é bem baixa e o fato de as melhores informações evocadas nos dois ambientes serem as mesmas sugere haver fatores independentes do contexto na representação e na evocação das notícias. Além de recordar -se melhor daquilo que já se conhece, descobriu -se ainda que melhor educação e leitura de revistas semanais podem influir positivamente nos itens políticos mas não há diferença substancial entre leitores de jornal popular e outro de maior qualidade. Outras conclusões:

a) O nível de evocação está mais ligado à qual idade e ao conteúdo do lide e do título do que à editoria;

b) os fatores mais usuais que determinam a atenção do leitor também se vinculam à representação e à evocação;

c) os temas principais segundo a avaliação dos jornalistas são também aqueles melhor evocados nos dois tipos de experimento;

d) não há indícios de que informações prévias provenientes de outras mídias tenham melhorado a recuperação e

e) observa-se mais a construção de novos modelos e sua atualização que a recordação de informações.

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