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6 Presentasjon og analyse av data

6.1 Status for klimatilpasning i arealplanleggingen

6.1.3 Mangelfulle styringssignaler hemmer kommunenes tilpasning

A produção do conhecimento é construção coletiva, um processo continuado de busca, no qual cada nova investigação insere-se complementando ou contestando contribuições anteriormente dadas ao tema e sua qualidade e confiabilidade serão muito maiores quando nela forem utilizadas fontes pertinentes à elucidação do problema investigado. Ou seja, quanto maior proximidade tiver a fonte com o tema objeto de investigação, maior será a proximidade entre a discussão apresentada pelo pesquisador e as considerações teóricas que embasaram seu estudo e, por consequência, a validade dos resultados obtidos. Para isso, o pesquisador deve apropriar-se de todos os tipos de fonte disponíveis que possam contribuir para a riqueza e confiabilidade de seus estudos.

Há investigações, por exemplo, cujo problema de pesquisa é respondido lançando-se mão de fontes bibliográficas; em outras, o esclarecimento do problema demanda fontes documentais e, ainda, há aquelas que requerem vozes e pontos de vista dos sujeitos envolvidos no processo para elucidá-lo, ou seja, as fontes empíricas.

Esta pesquisa inclui-se entre as que precisaram de fontes empíricas, documentais e bibliográficas para responder à pergunta que constitui seu problema a ser investigado.

1.3.1 Fontes empíricas

As fontes empíricas eleitas neste estudo envolveram os profissionais vinculados à Pró-Reitoria de Graduação, à Coordenação do Curso de História e aos professores e alunos do Curso. Esses participantes foram considerados atores sociais que produziram conhecimentos e práticas curriculares expressos por meio de suas falas, e até mesmo de silêncios, que representavam atos de poder e resistência.

Segundo Minayo, o pesquisador que investiga o fenômeno social tem por escopo:

[...] compreender e explicar a dinâmica das relações sociais, que por sua vez, são depositárias de crenças, valores, atitudes e hábitos. Trabalham com a vivência, com a experiência, com a cotidianeidade e também com a compreensão das estruturas e instituições como resultados da ação humana objetivada. Ou seja, desse ponto de vista, a linguagem, as práticas e as coisas são inseparáveis. (MINAYO, 1999, p. 24)

Essa compreensão contribuiu para a definição dos principais sujeitos participantes da pesquisa e, por consequência, para que definíssemos os seguintes critérios: esses participantes deveriam ser professores e/ou membros do

Colegiado do Curso durante o processo de sua reformulação curricular, ter um tempo mínimo de cinco anos de trabalho docente na Instituição e serem pós- graduados no campo da História ou da Educação.

O alcance de suas informações sobre o processo de revisão curricular do Curso ocorreu conforme relatado a seguir.

Solicitamos, inicialmente, ao Coordenador do Curso de Licenciatura em História/Ufac espaço em uma das reuniões do Colegiado para apresentar o projeto de pesquisa aos professores e consultá-los no que aludia à possibilidade de prestarem colaboração na pesquisa.

Aceita a solicitação de espaço nessas reuniões, fizemos a exposição, aos professores, do Projeto de Pesquisa, oportunidade em que entregamos uma carta apresentando os aspectos a serem abordados na entrevista e no questionário10. Também foi solicitado que, na medida de suas disponibilidades, colaborassem, respondendo-nos por escrito e enviando-nos por e-mail ou agendando a gravação da entrevista.

Com o retorno dos professores manifestando-se a respeito da participação, ou não, na pesquisa, o universo da amostra constituiu-se de oito professores que estavam de acordo com os critérios estabelecidos e guardavam boa parte da memória do período da reformulação curricular.

1.3.2 Fontes documentais

Para este estudo, foi necessário recorrer, também, às fontes documentais que tratam da legislação educacional que orienta a organização do currículo de

10 Esta carta encontra-se no Apêndice “J”. É oportuno esclarecer que os textos das falas desses professores partícipes, reproduzidas ao longo desta pesquisa, foram classificados, a título de identificação de fonte de citação, da seguinte maneira: Professor 1, Professor 2 etc., para as falas de entrevistas e as de respostas ao questionário, ambas em 2008; Professor A, Professor B etc., para as falas dos participantes do “Seminário pela Reforma do Currículo”, realizado em 2003, no Acre/AC.

formação inicial de professores para Educação Básica no Brasil, bem como à documentação interna da Ufac, referente ao cumprimento dessa legislação.

Fiorentini e Lorenzato (2006, p. 102, 103) salientam que “os documentos para estudo apresentam-se estáveis no tempo e ricos como fonte de informação”.

Considerando o esposado pelos autores pré-citados, utilizamos tanto fontes documentais de abrangência nacional, como aquelas internas, da Ufac.

Dentre as fontes de abrangência nacional, destacam-se:

• Lei Federal no 9.394/96, conhecida como Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN);

• Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial de Professores da Educação Básica, em curso de nível superior (DCNFP) (BRASIL, 2000);

• Resoluções no 01 e 02/2002 do CNE/CP;

• Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Graduação em História (DCNCH) (BRASIL, 2001);

• Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Graduação em História (DCNCH) (BRASIL, 2001);

• Resolução no 13/2002 do CNE/CES.

A análise dessa legislação educacional foi de extrema relevância para a realização da pesquisa na medida em que a LDBEN 9.394/96, as DCNFP/2000 e as Resoluções no 01 e 02/2002 do CNE/CP instituem as orientações gerais para a organização curricular dos cursos de Licenciatura que formam professores para a Educação Básica; e, no caso do Curso de Licenciatura em História, as DCNCH/2001 e a Resolução no 13/2002 do CNE/CES que instituem e orientam a organização dos currículos, complementando a formação de professores de História.

No que tange às fontes documentais pertencentes à Ufac, usamos documentos da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), da Coordenadoria de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino (Caden), do Departamento de Registro Acadêmico

(Derca) do Departamento de Educação (DED), do Departamento de História (DH) e da Coordenação do Curso de História. O material de consulta se constituía em:

• Agenda de trabalho das atividades referentes às reformulações dos cursos de Licenciatura na Ufac (2002-2003) da Prograd;

• Projeto Pedagógico Comum para as Licenciaturas, do DED;

• Cadastro de alunos formados pelo Curso de Licenciatura em História entre 1978 e 2005 pertencente ao Derca;

• Documento transcrito do Seminário “O profissional de História que queremos” do DH;

• Projeto Pedagógico do Curso de Licenciatura em História;

• Monografias apresentadas por alunos do Curso de Licenciatura em História.

A leitura e análise da documentação contribuíram para que fizéssemos a recomposição do movimento pela reforma do currículo do Curso.

1.3.3 Fontes bibliográficas

A revisão das fontes bibliográficas permite ao pesquisador identificar os parceiros intelectuais com os quais é possível contar na produção do conhecimento que se almeja produzir. Além disso, “a familiarização com a literatura já produzida evita o dissabor de descobrir mais tarde, às vezes tarde demais, que a roda já tinha sido inventada” (MAZZOTTI, 2006, p. 26).

Pelas razões aventadas, selecionamos parceiros para este estudo por meio dos trabalhos publicados em entidades acadêmicas e associativas, a saber:

• Banco de Tese e Dissertações da Capes (Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior);

• Anais da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped)11;

Revista Currículo sem Fronteiras; Revista Cadernos de Pesquisa; e Revista Educação & Sociedade.

O uso de cada uma das fontes arroladas está especificado no item 1.4.3 em que explicamos por que recorremos a tais fontes para esta pesquisa.