8. Stresstesting av DNB Bank
8.1 Makroøkonomisk-scenario
A população brasileira é de 187173 milhões de habitantes. Mesmo com todas as injustiças sociais e econômicas, o país é reconhecido mundialmente pelo número recorde de horas navegadas diariamente pela rede. O Brasil alcança a 11ª posição no ranking global de usuários, o que representa 1,9% dos internautas mundiais174. Fenômenos como Orkut175 (20 milhões de usuários) e mensageiros
171 “Jornalismo contextualizado incorpora não somente a capacidade da multimídia da plataforma
digital, mas também a interatividade, a hipermídia, fluxo de qualidade das comunicações on-line e com características de customização de mídia endereçada”.
172 As referências para esta parte do trabalho foram retiradas de diversas fontes, mas
considerou-se principalmente a Pesquisa TIC, encomendada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, que foi realizada pelo instituto Ipsos Opinion, em 2005, tendo abrangência nacional e como público-alvo a população brasileira acima de 10 anos de idade. O objetivo da pesquisa foi estudar a penetração e uso de Internet e de computadores no Brasil.
173 “Estimativas da População no dia 5/10/2006 às 13 horas e 36 minutos. Somos agora no
Brasil: 187.265.613 habitantes. Somos agora no Mundo: 6.582.468.898 habitantes” (Disponível em: http://www.ibge.gov.br/home/disseminacao/online/popclock/popclock.php. Acesso em: 6 de setembro de 2006).
174 O Brasil aparece em 11º no
ranking global de usuários de Internet, segundo pesquisa divulgada
pela comScore Networks, referindo o mês de junho. Tem 1,9% dos internautas. O relatório diz que
713 milhões de pessoas com mais de 15 anos utilizaram a web. Os EUA lideram com 21% dos
usuários únicos. A China aparece em 2º com 11% e o Japão em 3º com 7% (Disponível em: http://www.bluebus.com.br. Acesso em:março de 2006).
175
instantâneos, como o MSN176 (19 milhões de pessoas conectadas), conquistam o
território nacional e fazem o país ser reconhecido como um dos países que mais participa de redes sociais na web.
De acordo com o IBOPE/Net Ratings, 33 milhões de brasileiros estão online atualmente177, porém apenas 13,4 milhões178 são usuários residenciais.
Essa situação indica que o número seria maior se as pessoas tivessem mais acesso à rede mundial de computadores, hoje restrito basicamente ao trabalho e às escolas179. Problema esse ligado às políticas de inclusão digital do governo, que está inserido em um contexto que depende inicialmente da venda de produtos e serviços de tecnologias, articulado com a alfabetização digital (digital literacy).
Em 2005, a venda de PC (computadores pessoais, desktop e notebook) cresceu 36%, isto é, 5,5 milhões de unidades. Segundo analistas do mercado, esse fato deve-se à motivação que a Internet traz ao usuário doméstico, que se vê envolvido pela nova geração de ferramentas possíveis na web 2.0, as quais facilitam o compartilhamento e a troca de arquivos e informações entre usuários.
176 De acordo com Oswaldo Barbosa de Oliveira, diretor da MSN para o Brasil e América do Sul,
os brasileiros correspondem à segunda maior base de usuários depois dos Estados Unidos e chegam à média de utilização Messenger de 4 horas e 38 minutos por mês por usuário (Disponível
em: <http://www.info.abril.com.br>. Acesso em: 25 de julho de 2006).
177 Entrevista com Fabia Georgetti Juliasz, presidente do IBOPE//NetRatings, instituto mantido em
parceria com o Nielsen, especializado em medir e qualificar a audiência na rede (Disponível em: <http://www.ibope.com.br>. Acesso em: 19 de julho de 2006).
178 Disponível em: <http://www.ibope.com.br/>. Acesso em: 19 de julho de 2006.
179 Conforme pesquisa "Internet Pública", divulgada dia 2 de outubro de 2006 pelo Ibope/
NetRatings: “O Brasil tem 6 milhões de pessoas que acessam a Internet exclusivamente de locais públicos pagos ou gratuitos”. De acordo com a pesquisa, 4,4 milhões de pessoas acessam a Internet de locais públicos pagos, como cibercafés e Lan Houses, pelo menos duas vezes por
semana. Gastam, em média, entre 10 e 15 reais por mês. Apenas 1,6 milhão de pessoas acessam a web de locais gratuitos, número que foi considerado uma surpresa para o Ibope: “Imaginávamos
que seria muito mais”. Nos locais pagos, as classes A e B têm participação de 42%, contra 40% da classe C. Nos gratuitos, a classe C representa 42% e as classes D e E, 22%. “Mesmo nos gratuitos, as classes A e B têm participação, pois o acesso acontece em bibliotecas, escolas e universidades”, justifica Juliasz. Embora não tenha sido a preocupação primária, os pesquisadores do Ibope notaram que internautas de locais públicos pagos acessam mais conteúdos multimídia e de entretenimento. Nos gratuitos, o acesso é mais usado para estudo e para ler e escrever e- mails. “O potencial de desenvolvimento da região e da melhoria do ensino é evidente”, acredita Juliasz (Disponível em: <http://idgnow.uol.com.br/internet>. Acesso em: 8 de outubro de 2006).
Os portais, os mecanismos de buscas e as comunidades são os maiores interesses dos internautas brasileiros domésticos e chegam a 90% do total do tempo gasto na Internet, que é cerca de 20 horas180.
O problema de acesso não é o único que atormenta os usuários brasileiros, que ainda têm que conviver com os baixos índices de conexão em banda larga181. Mesmo que o uso diário da Internet alcance 45% dos internautas, essa utilização ocorre em grande parte por conexão discada182. Um problema na hora de abrir páginas carregadas de conteúdo multimídia, característica a cada dia mais observada nos websites brasileiros. Uma das apostas dos estudiosos do jornalismo online baseia-se na expansão183 da conexão em banda larga184, que permitiria mais interatividade do usuário.
De acordo com várias fontes, a ação mais repetida de qualquer internauta, enquanto navega no ciberespaço, é de mandar e receber e-mails. No caso do Brasil, essa atividade também está em primeiro lugar e corresponde a 71%. As pesquisas pessoais chegam a 61%.
O mercado publicitário está de olho nos rendimentos do ciberespaço. O crescente hábito da leitura de jornais online alcança uma média de 36% dos internautas brasileiros. O índice de leitura de notícias na web chega a 46% (editoria nacional) e a 39% (editoria internacional). O número de brasileiros que
180 “O tempo de uso da Internet por pessoa garante ao Brasil a primeira posição entre os 10 países
medidos, à frente do Japão, onde cada internauta residencial navegou por 18 horas e 7 minutos e da França, com 17 horas e 50 minutos por pessoa” (RELATÓRIO sobre Uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação no Brasil. Disponível em: <http://www.cgi.br>. Acesso em: 20 de agosto de 2006).
181 A banda-larga ainda não penetrou nos lares brasileiros de modo suficiente, pois, em dezembro
de 2005, os usuários ativos de banda larga chegavam a 7,4 milhões (ou seja, quase 2% da população). No entanto, sabe-se que quem tem conexão de banda larga acessa a rede em proporção muito maior do que a conexão discada. A banda larga corresponde a 70% do total de conexões da Internet, sendo que 32% dos usuários têm banda larga (Id. Ibid.).
182 67% dos usuários acessam a rede através de conexão discada (Id. Ibid.).
183 Na América do Norte, 25% dos domicílios estão cobertos pela banda larga. Na Ásia do
Pacífico, esse percentual é de 23% e na Ásia do Oeste e Sul é de 19%. Na Europa ocidental, esse número é ainda mais alto, de 27%, enquanto na América Latina há uma redução brutal para 3%. Índice somente superando pela Europa do Leste e pela África com 2% e 1% dos domicílios com acesso à banda larga, respectivamente. O Brasil, embora esteja à frente da média da América Latina, tem apenas 6,7% dos domicílios com acesso à banda larga (Id. Ibid.).
184 “Segundo levantamento da Publicação Teletime, em 1993 tínhamos 251 municípios atendidos
pela banda larga. Número que subiu para 1.175 em 2004 e para 1.606 até setembro de 2005, com quase 4 milhões de assinantes” (Id. Ibid.).
lêem notícias online aumenta a cada ano. Em 2005, eram 5,3 milhões e, em 2006, chegou-se a 6,7 milhões. Esse índice aponta um crescimento de 26%, maior do que as próprias conexões em geral da rede. Os sites de notícias correspondem a 55,9% do universo da Internet. As notícias, incluindo os portais de conteúdo, tiveram um aumento de acesso de 24,4% nos últimos meses.
Com essas breves considerações a respeito do perfil do usuário brasileiro, pretende-se ressaltar a importância de se considerar a Internet como uma mídia para o jornalismo.
Ao se fazer uma projeção com os dados referentes ao perfil do usuário norte-americano, o qual está mais adiantado nas práticas de Internet, devido a vários fatores socioeconômicos, tem-se um cenário ainda mais favorável ao entendimento de que o jornalismo online está no início de sua expansão.
A largura de banda (bandwitch) já é uma realidade para grande parte dos usuários dos Estados Unidos e já está definindo o perfil do consumidor de notícias online que adotou a banda larga185. “Approximately 25% of the growth of daily online news consumption since 2002 is attributable to the increase in home broadband adoption”186. No Brasil, há esperanças de crescimento, mas ao mesmo tempo há restrições previstas de que o número de usuários de banda larga vai aumentar, porém irá estagnar em determinado ponto porque não terá penetração na maior fatia de internautas.
A conectividade, entendida como a fácil navegação/circulação pela web, é decorrente do desenvolvilmento/amadurecimento das possibilidades do meio. Por fim, a credibilidade do conteúdo tem sido apontada como um processo decorrente da popularização da Internet. Hoje, as pessoas estariam preocupadas em buscar fontes legítimas na rede. Portanto, se há desconfiança de algum conteúdo, logo existe a manifestação desse descontentamento. Os blogs inauguram uma nova fase desse tipo de comportamento. Também, websites, como digg.com e a versão
185 “Largura de banda não é a única coisa por trás da popularidade das notícias online. Há outros
fatores como o crescimento geral da Internet e o aumento do nível das experiências na rede. (Disponível em: <http://www.pewinternet.org>. Acesso em: 8 de outubro de 2006).
186 Aproximadamente 25% do crescimento do consumo das notícias online diárias, desde 2002, é
atribuído ao aumento da banda larga (Disponível em: <http://www.pewinternet.org>. Acesso em: 8 de outubro de 2006).
brasileira eucurti.com.br, que contam com a participação da audiência para criar conteúdos e avaliar permanentemente os valores das informações produzidas, são representativos de uma postura de participação pública sujeita à verificação do próprio público.
Os números indicam, ainda, que a Internet é uma excelente extensão para a mídia tradicional, que encontra nos usuários facilidade de penetração. Como será visto no subitem 4.4 desta tese, os portais/websites mais acessados são aqueles que estão de algum modo veiculados à mídia offline. Nos Estados Unidos, verifica-se semelhante situação.
O clicRBS faz parte da estratégia de expansão dos veículos da RBS, tradicional grupo de comunicação do sul do Brasil. Observa-se que o portal é utilizado com uma mídia adicional para “entrega de conteúdo” e ainda serve como uma ferramenta de interatividade para as grandes mídias (rádio, televisão e jornais impressos) que passam a noticiar o clic em sua programação, a fim de que o leitor/telespectador/ouvinte acesse a página na Internet e envie seus comentários, sugestões e participe de ações, como “Escreva uma carta para o Papai Noel”.
4.3 HISTÓRIA DO JORNALISMO ONLINE – DA SIMPLES TRANSPOSIÇÃO