Como já se viu, o jornalismo está ligado, desde o surgimento, aliás, muito antes, no período chamado pré-jornalismo, com a democracia. Em tempos de comunicação na Internet, discussões a respeito dessa questão são retomadas, a fim de se pensar sobre a influência dessa mídia na promoção da (ciber)cidadania a partir do jornalismo. Os weblogs, expressão que se originou da contração de world wide web e log (registro), são os carros-chefe dessa moda que se irradia na Internet, seguidos pelos fenômenos de podcasting, distribuição de vídeos e wikis (textos colaborativos).
.O jornalismo deve dar aos cidadãos as informações que são úteis, que são necessárias para que eles possam cumprir os seus papéis de pessoas interessadas na vida social, na governação do país, etc. Um papel que é dado ao jornalismo é o de fornecer às pessoas as informações necessárias para que elas possam cumprir os seus papéis como cidadãos. Penso que esse seja um papel importante também para os meios de comunicação social em geral, não especificamente o jornalismo; eles devem ser um espaço, segundo a teoria democrática, para a exposição de diferentes posições sobre diferentes matérias. Ser um mercado de idéias. Por exemplo, os jornais poderão ter páginas de opinião onde diversos membros da sociedade possam expor seus pontos de vista, mesmo que esses pontos de vista sejam minoritários. Enfim, o jornalismo tem um papel fundamental na manutenção das democracias (TRAQUINA, 2006).127
Jornalismo cidadão, cívico, participatório, público. Variados são os nomes para descrever o fenômeno da participação do público na construção das notícias que passam a ser comuns, sobretudo a partir de 1990, quando os jornais notam que “devem retomar o contato com a comunidade, descobrindo o que os leitores
126 “O que eu aprendi é que a audiência, dada a metade de uma possibilidade, tem muito a dizer.
A Internet é o primeiro meio de comunicação pertencente ao público, o primeiro meio de comunicação que fornece voz ao publico” (JARVIS, Jeff. We the Media. Disponível em:
<http://wethemedia.oreilly.com/archives/2004/11/jarvis_on_media.html>. Acesso em: 20 de setembro de 2006).
127 TRAQUINA, Nelson.
Entrevista. Disponível em: <http://www.telejornalismo.com/tony.htm>.
querem e abrindo espaço para discussão dos temas de interesse público”128,
devido ao crescente nível de insatisfação dos leitores, observado em pesquisas da mídia.
No entanto, se, por um lado, se nota a popularização das ferramentas, por outro, não se pode esquecer que se convive com idéias que contrariam essa aparente situação democrática que se observa com intensidade na web.
Alguns autores acreditam que se está passando por uma época de anulação dos princípios que orientavam a profissão do jornalista: “neste começo do século 21 a profissão terá pela frente a maior ameaça de sua história. Vemos pela primeira vez o surgimento de um jornalismo baseado no mercado, mais e mais divorciado da idéia de responsabilidade cívica” (KOVACH; ROSENSTIEL, 2003, p. 49).
Com essa articulação, pretende-se considerar a contradição existente, mas, a partir de uma postura dialógica, observar que o próprio mercado é permeado pelas influências da apropriação social tecnológica.
É preciso tentar compreender “como as mudanças de consumir alteraram as possibilidades e as formas de exercer a cidadania” (CANCLINI, 1997, p. 37) num mundo onde cada vez mais os cidadãos apostam na mídia para responder suas dúvidas129, o que não significa apenas os jornalistas, mas os próprios meios,
entre esses, a web, onde os usuários podem interagir.
128 “O movimento ganhou uma dimensão nacional quando o Pew Charitable Trust Fund criou, um
centro para aprofundar as bases teóricas da proposta, estimular troca de idéias e desenvolver projetos concretos sobre jornalismo de interesse público. O Centro começou a financiar pesquisas de opinião entre leitores, tentando detectar sua agenda de preocupações, para estimular os jornais, principalmente os regionais, a elaborarem políticas editoriais baseadas nos resultados das pesquisas. A proposta foi aceita por aproximadamente 20 jornais, rádios e emissoras de TV locais, que aproveitaram a apatia dos leitores às vésperas das eleições de 1992 para propor uma nova agenda jornalística, baseada nas questões levantadas pelos cidadãos comuns, em sua maioria profundamente decepcionados com a performance das autoridades eleitas e preocupados com problemas como segurança pública, desemprego, saúde, educação e aposentadorias” (Disponível em: <http://www.igutenberg.org/casti15.html>. Acesso em: 25 de julho de 2006).
129 “Junto com a degradação da política e a descrença em suas instituições, outros modos de
participação se fortalecem. Homens e mulheres percebem que muitas das perguntas próprias dos cidadãos – a que lugar pertenço e que direitos isso me dá, como posso me informar, quem representa meus interesses – recebem suas respostas mais através do consumo privado de bens e dos meios de comunicação de massa do que nas regras abstratas da democracia ou pela participação coletiva em espaços públicos” (CANCLINI, 1997, p. 37).
O foco do cidadão, que parece não depender mais exclusivamente do Estado para a condução de sua vida, foi deslocado para a mídia e, hoje há dúvidas se mais uma vez esse foco não estaria sendo alterado. A mídia, que até então poderia ser reverenciada como principal agente da democracia, muitas vezes decepciona a audiência. Um dos mais conceituados jornais do mundo, o New York Times, foi alvo de severas críticas quando se soube, em 2004, que o repórter Jayson Blair dissimulava matérias durante vários anos, e isso passara despercebido na redação.
Esse episódio, juntamente com outros, levam a questionamentos sobre a validade da mídia tradicional e da chance que as novas mídias merecem usufruir. O vacilo da grande mídia abriu espaços para a expansão da blogosfera.
Os weblogs são as ferramentas mais populares na Internet nos últimos cinco anos. Gillmor (2005), Lasica (2003) e Pryor (2006) consideram os blogs como os principais representantes dessa nova era do jornalismo online, que ainda inclui os sistemas de código aberto e wikis, cujo texto é aberto para edição do público.
De acordo com Gillmor (2004), o motivo que explicaria o fenômeno de participação cada vez maior da audiência é simples: a coletividade, representada por leitores, telespectadores e ouvintes, sabe mais do que os profissionais da mídia. Pelo fato de serem muitos, é preciso reconhecer essa realidade e usar da melhor maneira possível o conhecimento que eles têm: “we shouldn’t see this as a threat. It is, rather, the best opportunity in decades to do even better journalism” (GILLMOR, 2004, p. 111).130
Ao resgatar uma análise, que já se desenvolveu nos capítulos um e dois, pode-se associar novamente a manifestação contemporânea da audiência como pólo emissor de notícias como um tipo de tribalismo que se consolida na rede. A citação a seguir é pontual no enfoque que pretende este trabalho:
Não se trata de dizer se é bom ou mau. É melhor reconhecer que, de encontro a um social racionalmente pensado e organizado, a
130 Nós não devemos enxergar isso como uma ameaça. Isso é a melhor oportunidade, que surgiu
socialidade é somente uma concentração de pequenas tribos que se dedicam, de qualquer modo, a se ajustar, se adaptar, se acomodar entre si. [...] O que é certo é que não é mais a partir de um indivíduo, poderoso e solitário, fundamento do contrato social, da cidadania desejada ou da democracia representativa que se defende como tal, que se faz a vida em sociedade. Esta é, antes de tudo, emocional, fusional, gregária (MAFFESOLI, 2005, p. 14).
O blog das eleições, criado pelo clic, é um elemento a contribuir nessa direção, uma vez que os usuários podem manifestar suas opiniões sobre candidatos e demais assuntos relacionados aos partidos num portal. Eles são responsáveis pela construção das informações que podem tornar-se notícias.
Outra consideração relevante é de que o jornalismo cívico tem suas raízes em momentos de eleições, pois essa novidade (o blog das eleições) do portal clicRBS talvez seja o começo de um jornalismo cidadão, que já é disponível em formato de weblogs de outras editorias, mas poderia indicar o caminho na adesão cada vez maior de usuários.
Os blogs, de um modo geral, possuem vida própria, isto é, não dependem dos portais; mas o que não se pode negar é que, quando um blog torna-se referência, muitas vezes acaba sendo incorporado pela grande mídia, que está presente na rede. Um caso brasileiro é do jornalista Ricardo Noblat, cujo blog foi incorporado, em 2005, pelo Grupo Estado. No caso do blog das eleições, disponível no portal da RBS há ainda mais fatores que o conduzem a uma maior repercussão. Uma vez disponível num portal, sabe-se que se torna mais visível para o internauta e, portanto, pode ser mais acessado131.
O chamado jornalismo cidadão, muitas vezes, é sinônimo de jornalismo participatório, do inglês, participatory journalism; contudo, esse termo, embora seja utilizado para descrever “the content and the intent of online communication
131 O acesso é o maior indicador de prestígio quantitativo de um
blog. O controle e as estimativas
referentes aos blogs estão no endereço www.technorati.com, onde é possível ver o ranking dos blogs por assuntos e ainda acompanhar o número de blogs criados diariamente, mais de 75 mil.
that often occurs in collaborative and social media” (GILLMOR, 2004)132, refere-se
a:
The act of a citizen, or group of citizens, playing an active role in the process of collecting, reporting, analyzing and disseminating news and information. The intent of this participation is to provide independent, reliable, accurate, wide-ranging and relevant information that a democracy requires (GILLMOR, 2004).133
O fenômeno do blogging é recente, mas a idéia de jornalismo relacionado com a comunidade está presente na história do jornal impresso desde meados de 1990, com o jornalismo cívico134.
O jornalismo cívico135 surge em meio a um período eleitoral norte- americano e passa a cobrir também vários interesses e problemas da comunidade. Hoje se confunde com o jornalismo cidadão, mas geralmente é chamado de jornalismo público. Embora envolva a comunidade, as ações desse tipo de jornalismo acontecem mais por iniciativa das empresas de comunicação do que propriamente por parte de entidades comunitárias.
A popularização da Internet e, principalmente, a sua disseminação possibilitaram que movimentos chamados de jornalismo cívico se proliferassem no final dos anos 90. Uma vez que o jornalismo cívico prevê a participação de comunidades na produção de notícias, a web é considerada, por alguns autores, a mídia “ideal” para tal prática, como se pode ler, a seguir, na citação de Fallows:
I would define civic journalism as journalism which is useful to people in the largest sense. It gives them a picture of their communities, of their country, of the world, the political system, the economic system, which makes them feel they understand the forces acting upon them, as opposed to just being mere spectators in some kind of political food fight,
132 “o conteúdo e a intenção de uma comunicação
online que ocorre freqüentemente na mídia
colaborativa e social” (Disponível em: <http://wethemedia.oreilly.com/>. Acesso em: 25 de janeiro de 2006).
133 “O ato de um cidadão, ou grupo de cidadãos, fazendo papel ativo no processo de coletar, de
relatar, de analisar e de disseminar a notícia e a informação. A intenção desta participação é fornecer a informação independente, de confiança, exata, ampla e relevante que uma democracia requer” (Disponível em: <http://wethemedia.oreilly.com/>. Acesso em: 25 de janeiro de 2006).
134 “O
civic journalism, no entanto, ganhou vida própria, a partir do conceito criado por David
Merrit, editor-chefe do Wichita Eagle, o veículo de maior circulação no Estado do Kansas” (SILVA,
Luiz Martins da. Disponível em: <http://www.unb.br/fac/sos/artigos/civicjournalism.htm>. Acesso em: 13 de setembro de 2006).
135 Disponível em: <http://www.pewcenter.org/doingcj/research/measuringcj.pdf>. Acesso em: 20
which is what a lot of our journalism does. I think the Internet can be an important step in this direction, because by definition, getting involved in the Internet requires some active volition on the part of the user. You can’t be a passive Internet user the same way as you can be a passive receiver of TV news (apud HALL, 2001, p. 37).136
Hall (2001) comenta que pode haver certo idealismo nessa perspectiva, mas que não seria de todo infundada, uma vez que a classe excluída pode tornar-se ativa justamente porque o sistema da rede refletiria diferentes possibilidades de transformação sobre identidade, liberdade, democracia e informação.
Esse tipo de jornalismo não é outro tipo de jornalismo, mas sim uma crítica ao modelo que dita as regras atualmente. Para Traquina (2006), é fundamental perceber que “os leitores ou telespectadores são, em primeiro lugar, cidadãos e só em segundo lugar, consumidores”, e essa condição deve ser levada em conta tanto pelos jornalistas como pelos grupos de comunicação:
Nesse sentido, o jornalismo cívico é o movimento que condena, critica, um certo caminho; não que seja novo (esse caminho), o jornalismo sempre foi um negócio, mas que, devido a certos fatores, sentimos que estava a ser esquecido que o leitor deve ser, em primeiro lugar, um cidadão. Depois, a segunda chamada de atenção do jornalismo cívico é que os jornalistas devem se ocupar com as preocupações dos cidadãos. Não esquecer as questões dos cidadãos, dos públicos, e não dar atenção quase obsessiva às posições das fontes habituais de notícias. É nesse sentido que o jornalismo cívico nasce de uma profunda insatisfação, digamos assim, com a cobertura eleitoral de uma campanha presidencial norte-americana. O jornalismo cívico está a dizer que é importante ouvir os líderes políticos, com certeza, mas não é possível esquecer as preocupações dos leitores, dos cidadãos. Parece que os jornalistas só dão importância ao que o presidente diz, ao que um líder político diz, e esquecem por completo que há cidadãos, leitores, e que esses leitores têm uma agenda. Qual é a agenda desses cidadãos... E não só qual é a agenda do líder político. O movimento quer que os jornalistas fiquem ligados aos leitores, não apenas às fontes oficiais de informação. O jornalismo é uma rotina, é normal haver fontes com mais acesso ao campo jornalístico do que outras; o jornalismo cívico é então uma crítica a certas práticas que fazem com que os jornalistas apenas se
136 “Eu definiria o jornalismo civil como o jornalismo que é útil para pessoas no sentido mais amplo.
Isto lhes dá uma visão de suas comunidades, de seu país, do mundo, do sistema político, o sistema econômico, que faz com que elas pensem que entendem as forças que agem sobre elas, ao contrário de ser somente meros espectadores em algum tipo da luta política do alimento, que é o que muitos dos nossos jornalistas fazem. Eu penso que a Internet pode ser uma etapa importante neste sentido; por definição, se envolver na Internet requer algum escolha por parte do usuário. Você não pode ser um usuário passivo de Internet da mesma maneira que você pode ser um receptor passivo da notícia da tevê”.
preocupem com o que as fontes habituais dizem e esqueçam das questões do público, dos leitores (TRAQUINA, 2006).137
As diferenças mais óbvias entre o jornalismo participativo e o jornalismo tradicional são referentes à estrutura, à organização e ao modo de produção. A mídia tradicional é, geralmente, moldada a partir de uma organização hierárquica direcionada ao comércio. Seu modelo de negócio é focado na transmissão e nos anúncios. Por sua vez, o jornalismo participativo é criado por uma rede de comunidades que valorizam a conversação (diálogo), a colaboração e a igualdade mais do que o lucro.
3.7.1 Blogs: a nova era do jornalismo
Os blogs entram em cena no cenário jornalístico no dia 11 de setembro de 2001, logo após o atentando terrorista às torres do World Trade Center. Isso ocorre porque os sites mais conhecidos ficam superlotados e acabam caindo do sistema138. Desde lá a mídia convive com a expansão da blogosfera de modo tão
expressivo que as funções do jornalismo estão sendo alvo de permanente discussão. De acordo com Lasica:
[...] a venerável profissão do jornalismo encontra-se num raro momento da história, na qual, pela primeira vez, a hegemonia do
gatekeeper das notícias está ameaçada não apenas pela nova
tecnologia e competidores, mas potencialmente pela audiência.139
Desde 2001, a audiência está mostrando ao mundo o poder de sua atuação. Ao mesmo tempo em que houve uma sobrecarga aos servidores dos principais sites de notícias nas primeiras horas que se passam após o incidente, a motivação dos usuários da rede também era de conseguir mais informações que
137 Disponível em: <http://www.telejornalismo.com/tony.htm>. Acesso em: 6 de setembro de 2006. 138 De acordo com a Pew Internet Project, os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001
geraram o maior tráfico aos sites tradicionais de notícias da história da web. Muitos destes sites
não agüentaram a demanda. Por essa razão, as pessoas foram procurar mais informações em
e-mails, weblogs e fóruns (LASICA, J.D. What is Participatory Journalism? Online Journalism Review. Disponível em: <http://mediacenter.org/mediacenter/research/wemedia>. Acesso em: 26
de março de 2006).
pudessem explicar o que estava ocorrendo e quais os motivos por trás da tragédia. Por cautela, os principais grupos de comunicação evitavam, ao menos logo no início do dia 11, transmitindo e falando sobre tudo aquilo que pudesse comprometer o governo norte-americano, tarefa essa assumida por milhares de blogueiros e de leitores que passam a procurar fontes alternativas à grande mídia. Esse exemplo de participação da audiência faz com que se pense que o jornalismo está começando uma transformação “mais cívica e democrática” (GILLMOR, 2005, p. 33).
Considerado como um dos episódios mais emblemáticos da história do jornalismo contemporâneo, a tragédia das torres gêmeas, juntamente com o atentado a Oklahoma City, o suicídio em massa da seita Heaven`s Gate, o acidente da princesa Diana, o Drudge’s Report (que publicou as revelações do caso do ex-presidente Bill Clinton com a estagiária Mônica Lewinsky) e a guerra do Kosovo representam a evolução do jornalismo online.
O progresso do jornalismo online, que, nos últimos anos, tem contado com a participação da audiência de modo inédito, com o boom dos blogs, corresponde ao jornalismo contextualizado (PAVLICK, 2001), que será visto mais detalhadamente no quarto capítulo. O que importa pensar, agora, é que o relacionamento dos jornalistas com os blogs está diretamente relacionado com a descrição de Pavlick:
Journalists now need to think about a global audience that not only read what they write and report but can comment, provide perspective, and offer new insight into the complexities of an increasingly global society. This the essence of the contextualized journalism possible in the digital age (2001, p. 27).140
Quando se fala em web 2.0, é preciso retomar a idéia de que o surgimento da web e, portanto, as idéias de Berners-Lee, estão ligadas à plataforma técnica que consiste na conectividade entre os documentos da rede. No entanto, a conectividade não se restringe à possibilidade de navegar pela web apenas para leitura. Supõe-se que o usuário não seja passivo e possa fazer o seu
140 Agora os jornalistas precisam pensar sobre a audiência local não apenas ler o que escrevem,
mas comentar, dar perspectiva e oferecer novas idéias sobre as complexidades de uma crescente sociedade global. Esta é a essência de um jornalismo contextualizado possível na era digital.
caminho pela web sem depender de um traçado previamente estabelecido. Também se pode dizer que versão 2.0 da web indica que o usuário possa interagir mais com o conteúdo e com a forma dos hiperdocumentos. Chamada de web interativa (GILLMOR, 2005), esse sistema prevê que, além de acessar muitas páginas, o usuário participaria com a produção de conteúdo. Todavia, há de se pensar que o computador/informática necessita de uma linguagem própria para ser manipulada. Muitas vezes, essa atividade é extremamente técnica. O que acontece é que o desenvolvimento de softwares específicos auxilia os usuários leigos na execução de tarefas, como a publicação de textos na Internet, ou seja, pela primeira vez o ato de escrever na Internet tornou-se fácil e viável.
Aos primeiros blogueiros está atribuída a missão do renascimento da web