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1) Identificação de infinitivo verbal / conjugações verbais

Exemplo:

Cla: Então... Por que não poderia ser “bateu asas e dançou”? Ge: porque se não, não rimava.

Cla: se não, não rimava? Ge: é.

Aluno: tem que voar! TL: tem que dançar! Ed: tem que voar!

2) Identificação do sufixo correspondente ao diminutivo

Exemplo: (cores de borboletas para rimarem em versos)

Cla: (...) Então vocês podem escolher uma dessas cores, um desses jeitos da asa das borboletas, ou vocês podem pensar em outra ainda que eu nem pensei!

Ed: pode fazer assim? As borboletas roxinhas... (ondula com as mãos no ritmo) Cla: pode, pode ser assim também! Se quiserem botar como se fosse pequeninho...

3) Identificação de raiz das palavras destacadas no verso

Exemplo:

Cla: oh, que escuridão Jú: que ikulo (escuro).

4) Consciência de plural / S em final de palavra

Exemplo: (poema As Borboletas)

Cla: são brancas e francas... / Então, nós vamos fazer uma coisa... Vocês notaram que o Vinícius (de Moraes) falou sempre tudo assim, oh?... São várias borboletas, porque sempre é com S no final... Olha só: brancaSSS; azuiSSSS; amarelaSSS; e ele fala das borboletaSSS; e tudo é sempre desse jeito. Então... eu vou convidar vocês...

AM: floreSSS!!!! (fala alto)

5) Consciência do final da palavra indicando gênero masculino/feminino

Exemplo:

Cla: brancos, azuis, amarelos e pretos. Brincam na luz, os belos borboletos / Tá bom? Então, nós vamos fazer uma brincadeira de transformar as borboletas em borboletos.

Cla: vamos lá, então!

Cla: bran... (aponto para eles completarem – silêncio no primeiro momento) Alguns alunos: cos

Cla: azuis, amare...

Jú: amare-la (reformula ao me ouvir) - lo Alunos: los

Cla: e pre... Alunos: tos (...)

6) Consciência de sufixo

Exemplo:

Cla: Arturzito... (digo carinhosamente, batendo em seu ombro) Ge: (ri) – Arturzito! (ressalta o som /o/, no final)

Ed: E Eduarzito...

Cla: gente... (ouço o que Ed diz e reforço) – Eduarzito (bato em sua perna)- rio mais, porque as crianças querem ouvir todos os nomes com esta terminação.

Cla: (aponto a professora Fran) – a Franzita! (...)  CONSCIÊNCIA SINTÁTICA:

1) Interação da rima com estrutura sintática – organização sintática para rimar os versos (vários comportamentos)

Exemplo:

Ed: O meteoro caiu do céu, as pessoas fugiram; ãh, o meteoro (sacode a cabeça e repete), o meteoro ele foi (baixa a cabeça e mexe na mão). Mas daí... (fecha as mãos entre as pernas e diz) – Eu não sei... (sorri)

Cla: vamos ajudar o Ed?

AM: O meteoro caiu no chão / As pessoas descobriram / O meteoro subiu / A pessoa, as pessoas (retoma), se... /

Aluno (completa) - se sumiu!

2) Rima e consciência da ordem temporal das palavras

Exemplo:

Cla: o que que rimou com AMOR?... Aluno: FLOR.

Ed: é que... Sabe, quando tu falou por último do “amor”... Cla: rimou!

Ed: é, rimou!

3) Rima e construção de frase com conetivos

Exemplo: (Dupla do Bru e Ma na tarefa de escrita de verso) Bru: luz.

Ma: gostam... Vai ficar esquisito “gostam muito luz”... Bru fica olhando para ela e pensando

Ma: fica esquisito...

Bru: então escreve (dá o papel para Ma que coloca o “DE luz”)  CONSCIÊNCIA SEMÂNTICA

1) Busca de conhecimento de significado da palavra destacada na rima recepção

Exemplo:

Cla: (recitando o poema) - eu vi a / abelha! No nariz da /vovó! A abelha olhou, olhou... (vários dizem junto) não picou, pois teve... dó!

Aluna: não entendi essa, que “teve dó”! Que é “dó”? Cla: ficou com peninha... tá?

2) Identificação de palavra que completa o verso – segmentação a partir da recepção

Exemplo:

Cla: eu vi o jacaré, deitado na rede, o bocão não me mordeu, porque era... Alunos: quadro de parede! (completam)

Cla: quadro de parede, que a Ge gostou muito! Aluno: rede/parede!

Cla: rede/parede; rimou!

3) Interação da rima com escolha de palavra coerente para completar versos produção (reflexão de significado)

Exemplo:

AM: tipo assim! O óculos do vovô caiu no cocô; o vovô fez cocô... eee / (pensa) chutou o / aluno: (opina) - o cocô!

AM: não... E chutou / (retoma) e chutou ooo.... (pensa) Colega: o urubu!

Cla: o Antenor! (riram)

Artur: NÃO! (enfático) E chutou o urubu!

4) Identificação de segmento rimado e busca de novas palavras com este – nova contextualização do segmento na palavra e/ou no enunciado

Exemplo: (brincando com ecos) Cla: ela-ela-ela! (eco de Rafaela)

So: que nem ELA! (identifica o pronome) Vários dizem: ela-ela-ela!

Art: virou ELA!

AM: (refletindo) “ELA é bonita!” (sorriu)

5) Consciência dos diferentes significados das palavras21 Exemplo: (explorando a compreensão da poesia O Pato)

Cla: é! Isso mesmo! / O que que tu observou, Ge, que tu falou da pia, e do pato que não pia... que que quer dizer isso?

Ge: ele pia, e a pia é a mesma palavra. (sorri)

6) Reconhecimento do tamanho e delimitação de palavras no verso

Exemplo:

Cla: legal! Gente, que palavras que são bem grandonas que têm nessa poesia? (faço gesto largo com braços abertos)

Ge: escuridão!

Cla: escuridão. Quantos pedacinhos têm? ES-CU-RI-DÃO (conto nos dedos, lentamente) Alunos: quatro!

7) Substituição de palavra para representar gênero ao invés de artigo masc/fem

Exemplo:

21 Cabe aqui ressaltar a discussão linguística que ocorre sobre a diferenciação dos fenômenos de polissemia e

de homonímia na língua, que se relacionam com diferentes significados assumidos pelas palavras e nem sempre possuem fácil distinção. De acordo com Pietroforte e Lopes (2005), a homonímia é um fenômeno da ordem do significante, e a polissemia tem seu critério de definição na ordem do significado. Saconni (1995) define homonímia como duas ou mais palavras que apresentam identidade de sons ou de forma, mas diversidade de significado; e a polissemia como a propriedade de uma palavra adquirir multiplicidade de sentidos que só se explicam dentro de um contexto – trata-se de uma única palavra que abarca grande número de a epç es de t o de seu p p io a po se ti o. Piet ofo te e Lopes o side a ue a li guage humana é polissêmica, pois os signos, tendo um caráter arbitrário e ganhando seu valor nas r elações com os out os sig os, sof e alte aç es de sig ifi ado e ada o texto p. . Buzatto e Ma o , e estudo que comparou conceitos de polissemia de diferentes autores de referência, concluíram que homonímia e polissemia são fenômenos linguísticos que apresentam palavras com a mesma forma e diferentes significados. A distinção a ser feita é que a polissemia apresenta apenas um significante, um étimo, para vários significados, enquanto na homonímia os significantes são dois ou mais, que podem coincidir na forma, mas possue o ige s dife e tes eti ologia . Assi , a ho o í ia est a o de do l xi o, suge i do atividades que o dicionário ajuda a resolver, enquanto que a polissemia, por apresentar múltiplos valores semânticos, leva em conta as elaç es e t e lí gua, ultu a e hist ia BUZATTO & MARCON, , p. -17).

TL: o elefante e a elefante. Cla: muito bom...

Art comenta: a dona elefante e o senhor elefante! (pensou outra forma de identificar gênero!)  CONSCIÊNCIA TEXTUAL

1) Busca de versos conhecidos como forma de identificar rimas/características textuais de referência

Exemplo: (crianças tentando identificar rimas no verso criado por eles) Cla: e como é que terminou o outro?... Do “cocô” e do “vovô” (prolongo o O). aluno diz: cocô!

Cla: Oh, aqui tem outra palavra para rimar com essa! (Ma estava com o braço levantado) Ma: “Batatinha quando...”, não! (leva a mão à frente da boca)

Cla: a encorajo a continuar – Isso! “Batatinha quando nasce...”

Ma: (segue) “se esparrama pelo chão. / A menina quando dorme, põe a mão no coração!” (marca o ritmo da poesia com as duas mãos para cima e para baixo)

2) Produção de texto poético com rimas externas – registro escrito

Exemplo: (leitura da poesia elaborada pela dupla Gi e Ed) Gi: ela tá muito grande, professora!

Cla: tá..., posso ler? Ed: pode!

Cla: (lendo a poesia deles):

- “A ovelha imita a abelha / E a abelha gosta de picar a orelha Na cabeça do vovô/A abelha pousou

Depois que ela picou / Bateu asas e voou O vovô se assustou / Mas não doeu nada Porque era uma picadinha de nada.

E a ovelha foi embora / Porque tem catapora!” (dou risada! Ed ri junto)

3) Produção de versos rimados - registro oral

Exemplo:

Ed: oh, sora, olha só a minha (poesia): “A borboleta é bem branquinha

Ela tem coisas a fazer Vai buscar comidinha.” Cla: ah, que bonitinha...

So: sora, olha só, rimou: que bonitinha!

Cla: rimou “comidinha” com “bonitinha”. É isso aí...

4) Identificação de características textuais do gênero poema (variadas)

Exemplo:

Cla: Que legal! E o que vocês acharam que sempre tem nessas poesias? O que a gente ouve e diz assim: “isso é uma poesia”?

So: (salta e diz) - rima!