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2 THEORETICAL FRAMEWORK

2.6 M ODERN EDUCATION OR SCHOOLING

Prestes a terminar aquela que consideramos ter sido a mais trabalhosa, mas igualmente a mais gratificante experiência em termos académicos e profissionais que tivemos até então, o sentimento de felicidade que nos invade não poderia ser maior. Depois de um 1º ano de Mestrado em EEFEBS onde pudemos adquirir alguma “bagagem” em termos teóricos, fruto de todos os debates, aulas e vivências que tivemos com os nossos professores, iriamos agora neste 2º ano, ter a oportunidade de em contexto real de trabalho aplicar todo esse conhecimento adquirido até então.

Nem sempre as situações correram conforme o planificado, mas por um lado ainda bem que assim aconteceu, porque foi fruto destes constrangimentos, limitações e dificuldades que nós enquanto futuros docentes em EF conseguimos “dar um salto” qualitativo na nossa forma de ensinar. Os obstáculos encontrados obrigaram-nos a manter uma postura critico-reflexiva constante, a perceber quais os caminhos a seguir e que metas deveríamos traçar.

Neste sentido gostaríamos de enfatizar o papel dos professores cooperantes Pedro Amaro e Nuno Azevedo ao longo de toda a PES, que através dos desafios, que nos iam colocando, obrigavam-nos a adaptarmo-nos constantemente a novas funções e diferentes práticas dentro do exercício desta, que será a nossa futura profissão, o que proporcionou a vivência de um leque de experiências verdadeiramente enriquecedoras em termos didático- pedagógicos.

Gostaríamos de salientar de igual modo, a extrema influência que ambos tiveram no desenvolvimento das nossas competências, não só profissionais, mas humanas. Estimulando a nossa capacidade de análise e reflexão, através de regulares debates construtivos, funcionando sempre como a nossa base de apoio, ao longo de todo o processo de ensino-aprendizagem.

Todavia, para que as metas traçadas, para este processo de formação, fossem alcançadas, a colaboração e empenho dos alunos eram fatores primordial, e que sem eles, esta missão não teria o êxito desejado. São eles, os grandes “obreiros” deste “nosso” sucesso. Ao longo de todo o estágio revelaram uma grande disponibilidade para o cumprimento das tarefas que lhes eram propostas, o que acabou por promover um desenvolvimento bastante positivo ao nível das suas habilidades motoras e volitivas. Por vezes revelando atitudes e comportamentos menos ajustados, próprios da idade, do seu estádio de desenvolvimento sociomoral e biológico, num cômputo geral a capacidade

integradora e de entreajuda revelada pelos alunos, são os aspetos que com maior consideração gostaríamos de destacar. O bom desempenho coletivo, que foi observável, deve-se a esta capacidade de querer vencer e de ultrapassar as limitações, tentando sempre encontrar alternativas para o triunfo, o que deixa certamente antever os “batalhadores”, que virão a ser nos dias de amanhã, não só em contexto escolar, mas em todos os outros domínios.

Por toda a compreensão, ajuda facultada e colaboração nas mais diversas tarefas, uma palavra de apreço, a todos os restantes professores do Grupo de EF, professores das diversas áreas de intervenção, Encarregados de Educação, funcionários e demais elementos da comunidade educativo. Estes contribuíram sempre para que fosse possível a implementação de algumas iniciativas propostas no quadro curricular, permitindo-nos reajustar o plano de atividades proposto para o ano letivo.

A planificação e posterior aplicação prática do Projeto de Investigação, dentro da aula de EF, foi para nós o desafio mais aliciante. Atentar o espirito festivo, salutar e entusiasta sobre o qual se desenrolou a aquisição de aprendizagens motoras e cognitivas por parte dos alunos, foi o principal indício de êxito desta ação.

Através da abordagem da unidade didática de Badminton, segundo os princípios do MED, conseguimos promover de uma forma mais genuína e completa vivências, que permitiram aos alunos a aquisição de valores e regras de enorme valor pedagógico, possibilitando que estes fossem os edificadores das suas próprias aprendizagens.

A par da disciplina de EF, na qual sempre tentámos apelar às boas práticas e à adoção de estilos de vida saudáveis, estivemos também inseridos no DE, projeto educativo integrante no plano anual de atividades da Escola, que se apresenta como uma atividade extracurricular que vem de encontro com a necessidade de dar resposta às vontades e motivações dos alunos, em praticarem diferentes atividades do seu agrado, ocupando assim o seu tempo de lazer permitindo-lhes desfrutar de um sentimento de pertença a um grupo. Com a nossa intervenção a decorrer nas modalidades de Xadrez e Futsal, tendo em conta as adversidades observadas, conseguimos atingir os objetivos aos quais nos propusemos: promover o associativismo juvenil através de uma prática desportiva autónoma e salutar, regida segundo um quadro competitivo. Poder conhecer outras Escolas, outras realidades, ajudou a fomentando de igual modo, a dimensão social e cultural dos alunos.

Posto isto, e apresentados os aspetos que entendemos terem sido mais relevantes ao longo deste PES, cabe-nos referir o valioso contributo do professor Carlos Ferreira, que

através da sua vasta experiência e conhecimentos, nos guiou no decorrer destes quase dois anos de trabalho, tendo sido um grande impulsionador ao longo deste percurso.

O desejo após sentirmos que esta etapa está a terminar, é o de voltar atrás, e de recomeçar tudo de novo. Porém, não se podendo concretizar esse desejo, compete-nos a nós olhar para o dia de amanhã esperançados em que dias melhores virão, e que o período delicado pelo qual a EF neste momento passa, certamente irá terminar, dando lugar a um espaço de oportunidade e igualdade a todos nós. Basta acreditar.

8.