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2 THEORETICAL FRAMEWORK

4.3 B ELIEFS AND ATTITUDES

A amostra tem 169 entidades concelhias (9 A, 160 B) e 58 entidades transversais. A maioria das

entidades respondentes (A e B) são IPSS (47%) seguidas de entidades públicas (39%).

O público-alvo com frequência mais elevada diz respeito à população geral do concelho, seguindo-se pessoas com carências socioeconómicas/ socialmente desfavorecidas (sejam crianças, jovens, idosos, famílias). No eixo do ciclo de vida, os públicos-alvo são crianças (22), crianças e jovens (15), jovens (15), adultos e famílias (19) e Idosos (18), com respostas simultâneas em vários grupos etários, incluindo descritivos dos 3 aos 65 anos (4) e comunidade escolar (9). Foram identificados públicos-alvo pessoas com perturbação, doença mental e comportamentos aditivos (17, no total), pessoas com deficiência, dependência e vulnerabilidade (33), com necessidades em cuidados de saúde incluindo utentes da RNCCI (8), portadores de doença rara (1) e situações de risco (7).

Seguindo a tipologia do questionário, os resultados das entidades respondentes, apontam:

- Serviços /Respostas – 37 entidades com atendimento e avaliação (7.767 utentes), 42 com apoio domiciliário (total de 1.940 utentes), 18 entidades realizaram ações de divulgação/sensibilização (para 247 utentes), 20 realizaram formação para técnicos (532) e 12 realizaram intervenção precoce (total de 803 utentes); - Grupo de auto-ajuda - 11 entidades realizaram para utilizadores (186) e 8 entidades realizaram para

famílias (44);

- no que respeita a Terapias, 16 entidades com grupo de apoio para os utentes (844 utentes), 8 entidades com grupo de apoio para os familiares (106 utentes), 15 entidades com Programa de Reabilitação Cognitiva (624 utentes), 14 entidades com Programa de Recuperação Psicossocial (421 utentes) e 26 entidades com apoio na integração social (1.748 utentes);

- quanto a estruturas de base comunitária, 6 entidades com Apoio Sócio-Ocupacional (69 utentes), 2 entidades com Unidade Vida Protegida (22 utentes), 2 entidades com Unidade Vida Autónoma (8 utentes), 6 entidades com Residências de Treino de autonomia (19 utentes), 2 entidades com Residências Autónomas de Saúde Mental (18 utentes), 4 entidades com Residências de Apoio Máximo (40 utentes), 3 entidades com Unidades Sócio Ocupacionais (39 utentes), 16 entidades com Equipas de Apoio Domiciliário (411 utentes), 5 entidades com Comunidade de Inserção (462), 3 entidades com Comunidade Terapêutica (31 utentes) e 18 entidades com Centro de Atividades Ocupacionais (715 utentes);

- no que se refere a apoio à integração no mercado de trabalho, 18 entidades realizam apoio na formação profissional (2106 pessoas), 18 entidades realizam apoio à colocação (1477 pessoas) e 18 emprego apoiado (239 pessoas);

- quanto a respostas comunitárias, 32 entidades realizaram atendimento/acompanhamento (28708 utentes), 18 entidades referiram Projetos Locais de Intervenção Comunitária (7513 utentes), 1 entidade realizou programa comunitário Espaço Jovem (119 utentes), 3 realizaram apoio à inserção e distribuição de roupas, 1 Loja Solidária, 2 Cantina Social (333 utentes), 3 realizaram apoio alimentar e distribuição de

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alimentos (387 utentes), havendo registo de 2 entidades com Centro de Recursos para a Inclusão (332 utentes).

- respostas na saúde, 29 entidades registaram 6344 consultas/especialidades (incuindo psiquiatria, psicologia, terapia da fala).

- nos campos de outras respostas, 22 entidades referem Centro de Dia (772 utentes), 14 entidades com Lar (1057 utentes), 4 entidades com Centro de Convívio (172 utentes), 3 entidades com Unidade Residencial (99 utentes), 1 entidade com Centro Acolhimento Temporário (13 utentes), 3 entidades com Lares de Infância e Juventude (236 utentes), uma entidade com Lar-residência deficiência (24 utentes), 1 entidade com Centro de Inclusão Comunitária (3 utentes), 2 entidades com acompanhamento de beneficiários de RSI (968 utentes), 3 entidades com Centro Social, Comunitário e Sócio-educativo (55 utentes), 1 entidade com apoio à vítima (130 utentes) 4 entidades com UCC ou unidades da RNCCI (UCLD, UCMD) com 82 utentes. Consideram-se também os registos de outros tipos de respostas na área da creche e jardim-de- infância, 10 entidades (574 utentes); do pré-escolar e ATL, 13 entidades (1118 utentes); da educação especial e SPO, 5 entidades (122 utentes); atividades desportivas, de grupo coral, Escola de boccia, natação terapêutica, wheeldance; uma entidade relevou existir um Projeto de Educação para a Saúde (86 utentes) e 2 com CAFAP (total de 207 utentes) bem como uma entidade com Programa de Metadona (4 utentes). Nesta área, assinalam-se os dados do CRI de Setúbal, considerando toda a Península, relativos a 2014 (3558 utentes) e a 2015 (3631 utentes).

As áreas consideradas mais prioritárias no âmbito da promoção da saúde mental pelas entidades respondentes são a Saúde, seguindo-se a Ação Social e a Educação. Foram adicionadas sugestões na intervenção familiar, apoio nas AVD e área ocupacional.

Os grupos-alvo considerados mais prioritários foram as crianças e jovens, seguindo-se os grupos vulneráveis, as pessoas idosas e a comunidade em geral. Foram adicionadas as sugestões das entidades: pessoas com dependências, pessoas com doença, famílias dos utentes, os cuidadores informais e jovens/adultos que entram no 1º ano da faculdade.

De acordo com as entidades respondentes, os recursos humanos mais necessários são psicólogos (109 respostas como mais prioritário), psiquiatras (108 respostas) e enfermeiros especialistas de saúde mental e psiquiátrica (106 respostas), seguindo-se médicos de família e terapeutas ocupacionais.

Os recursos materiais, considerados predominantemente "muito necessários" pela maioria das entidades (70 respostas em "muito necessário") releva-se as instalações físicas (69 respostas), seguindo-se equipamento clinico (55) e viaturas (49) como mais necessários. Uma entidade adicionou "Políticas promotas de saúde mental".

Os recursos financeiros, considerados predominantemente "muito necessários" (110 respostas), releva-se como "muito necessário" a alocação de verbas do estado (96 respostas), seguindo-se candidatura a projetos sociais (83 respostas) e mecenato social (62 respostas).

De entre as competências prioritárias na promoção da saúde mental, a mais considerada como "muito necessária" foi "trabalhar em equipa" (118 respostas), seguindo-se "identificar necessidades/sinais de alerta" (109 respostas), "conhecer os princípios da SM" (98 respostas), "encaminhar para as respostas

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existentes" (96 respostas) e "saber respeitar a justiça e os direitos humanos na resposta às necessidades da comunidade" (93 respostas).

Da pertença a Redes, 15 entidades respondentes pertencem à RNCCI, 16 à Rede de Cidades Saudáveis (RCS) e 12 entidades à RCE. As entidades consideram, maioritariamente, que a articulação das Redes de Cidades Educadoras e Saudáveis ou não existe ou não se adequa. Quanto à Rede Social, 76 entidades considera que a articulação tem funcionado na perspetiva da promoção da saúde mental, e 39 assinalaram não.

Quanto à Rede Social, as entidades salientam-se, como pontos fortes que recolhem mais consenso: forte interação entre parceiros, partilha/ troca de informações /experiências/ reflexões / saberes / recursos, boa articulação de recursos/ serviços / entidades e articulação com parceiros / parcerias na procura de soluções/ respostas. Os pontos fracos mais referidos foram diferentes níveis de envolvimento e participação dos parceiros com pouca/fraca participação das entidades nos plenários, descontinuidade do trabalho e irregularidade no desenvolvimento de mecanismos de cooperação, falta de articulação em ações práticas/ de interação / operacionalização das parcerias e rede insuficientemente apropriada pelos parceiros.

Quanto à RNCCI, foi mais valorizada a referenciação nacional /equipas de referenciação em cada unidade de saúde, o trabalho em equipa multidisciplinar / interdisciplinar, constituir-se como alternativa à rede hospitalar / resposta social aos agregados familiares e a melhoria da acessibilidade aos cuidados com tratamento qualificado e individualizado. Quanto a pontos fracos, realça-se o tempo de espera para ingresso / demora na avaliação, o número reduzido de camas reduzidos / de unidades e a falta de recursos para poder responder à população necessitada. Notamos a referência à falta de tipologias para utentes com problemas de saúde mental e referências recorrentes à falta da Rede de Cuidados Continuados em Saúde Mental.

Quanto à Rede de Cidades Educadoras, os pontos fortes mais referidos foram a troca de experiências / encontros de boas práticas, a mobilização/envolvimento da comunidade educativa e a participação em projetos e tomadas de decisão. Quanto aos pontos fracos, foram mais referidos a ncessidade de integração de contributos da área social / aumentar a rede social e a falta de divulgação das atividades. Quanto à Rede de Cidades Saudáveis, os pontos fortes mais repetidos foram trabalhar em rede e

estabelecimento de parcerias estratégicas, Interação entre municipios / articulação dos diferentes parceiros e o investimento dos Municípios nas ações da promoção da saúde e bem-estar. Quanto a pontos fracos, diferentes estadios de desenvolvimento do Projeto Cidades Saudáveis nos municípios associados, diferentes níveis de envolvimento dos Municípios, falta de divulgação na comunidade, dificuldades no acesso aos Cuidados Saude Primários e a regularidade das consultas de psiquiatria. A larga maioria das entidades articula com o setor da saúde (84%) e assinalou como muito elevado o grau

de interação com Centro de Saúde, IPSS's e Hospitais, sendo mais elevada a frequência de "nulo" com entidades como o INSA, a DGS, o SICAD e a ARS.

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- Projetos Terapêuticos de Grupo - 27 respostas apontaram um total de 92 projetos, incluindo na área dos comportamentos aditivos, grupos de ajuda mútua, treino de capacidades sociais; Intervenção em pedopsiquiatria, psiquiatria, psicologia; dinâmicas na área de dia para crianças e grupos de intervenção com adolescentes, na promoção da saúde física e mental dos idosos, nas áreas de terapias e técnicas; - Projetos Terapêuticos Dirigidos à Pessoa com Deficiência Intelectual – das entidades respondentes, 12

registaram projetos nesta área, considerando atividades de animação que se adaptam às pessoas com deficiência intelectual, sessões de relaxamento, educação especial, formação profissional, plano individual de intervenção precoce, incluindo projeto Movisom e Centro de Competências para o Autismo bem como Reabilitação Cognitiva, Terapia Ocupacional Cognitiva.

- Projetos Para Pessoas Portadoras de portadora de Doença Mental Grave - das entidades respondentes, 17 assinalaram projetos, incluindo acompanhamento a consultas e apoio na administração terapêutica bem como na adesão ao regime terapêutico/ prevenção de recaídas, consultas de psicologia, acompanhamento psicológico, psicomotricidade, terapia familiar, pedopsiquiatria, unidade multideficiência para o 1º ciclo de escolaridade; projetada a criação de facilitadores entre o departamento e empresas e um projeto de intervenção no suicídio;

- No tocante a Outros Projetos, foram apontados nas áreas de Comportamentos Aditivos, apoio psiquiátrico, Transição para a vida ativa, Promoção de competências , Situações específicas e Apoio social, com enfoque nos projetos relativos à comunidade infantil e juvenil e projetos dirigidos a técnicos.

No global, as entidades referiram como principais problemas o impasse na implementação da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados de Saúde Mental; insuficiente número de consultas de especialidade (psiquiatria, pedopsiquiatria e psicologia); a inexistência de estruturas de base comunitária e apoios e recursos para respostas a utentes e famílias na área da saúde mental; a inexistência de respostas em saúde mental em caso de agravamento da situação clínica e social dos utentes; a falta de estruturas de apoio e recursos (centro de dia, fórum ocupacional, apoio domiciliário). Entre as necessidades mais referidas, estão:

○ atendimento e acompanhamento especializado - alargamento das respostas de consultas na área da psiquiatria, pedopsiquiatria, psicologia; melhorar a monitorização e acompanhamento dos utentes;

○ existência de mais apoio domiciliário, necessidade de suporte na realização de AVD e gestão doméstica;

○ falta das estruturas previstas na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados de Saúde Mental, além de outras estruturas/equipamentos sociais específicos para a saúde mental, incluindo unidade de Internamento;

○ implementação de projetos de apoio na intervenção na crise e de residências de vida autónoma e protegida;

○ criação de Fórum Ocupacional de Reabilitação cognitiva e alargamento do fórum socio-ocupacional; ○ falta de estruturas de apoio social como lares, centros de dia, centros de Atividades;

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○ a existência de projetos de intervenção, de recursos e apoios (financeiros, sociais)

○ melhorar a gestão e afetação de recursos, assim como a informação, comunicação e interacção entre parceiros da saúde e setor social;

○ promover o acesso à empregabilidade