• No results found

Hva møtte Bernhof da han kom til Trondheim i 1907, og hvilke rammer fikk han å arbeide under? å arbeide under?

8 Lærer i Trondheim

8.1 Hva møtte Bernhof da han kom til Trondheim i 1907, og hvilke rammer fikk han å arbeide under? å arbeide under?

De uma maneira geral, os profissionais do PSF criticaram negativamente os homens alheios, os que não contribuem com o trabalho doméstico.

(Discurso do grupo) Ela continua quantas jornadas forem possíveis, cuidando do marido, cuidando da casa, cuidando dos filhos. Ele fica lá no bem-bom esperando a cervejinha, cuidando do seu futebol.

(Discurso do grupo) O homem chega do serviço e não há continuidade do serviço dentro de casa. Então, é a mulher que faz tudo. Isto quando não tem que cuidar de tudo sozinha porque não tem homem em casa.

Há que se ter em conta que a família conjugal moderna estruturada através da divisão sexual do trabalho impediu o exercício da liberdade e igualdade de forma equivalente pelos dois sexos (Vaitsman, 2001).

Isto se torna ainda mais evidente quando se pensa nas mulheres sozinhas com os filhos sendo responsável pela reprodução tanto quanto pela produção social. Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2006), realizada em outubro de 2006, revela que a maioria (78,6%) das brasileiras chefes de família recebe menos de três salários mínimos (R$ 1.050). As chefes de domicílio representam 29,6% das mulheres que

trabalham nas seis principais regiões metropolitanas do país. Os resultados da pesquisa mostram que essas mulheres são mais velhas do que a média da população feminina ocupada, com menor nível de escolaridade, ocupam empregos mais precários, com nível de informalidade maior e enfrentam jornada de trabalho mais longa.

Incluem-se entre as chamadas mulheres chefes de família nos censos e estudos populacionais aquelas que estão nessa situação devido à dissolução do casamento, ao abandono, morte ou inexistência do marido. Para o Ministério da Saúde, “Hoje o status de pai/chefe de família deixou de ser natural e passou a ter que ser endossado, dentre outras formas, pela adequação do seu desempenho”. Cita, inclusive, mudanças legais, como o pátrio poder, que passou a ser designado àquele que assume a responsabilidade parental, podendo ser exercido pelo pai ou mãe (Brasil, 2001:27).

Para o IBGE, o crescimento da participação das mulheres como chefes de família já configura uma tendência. De 2002 a 2006, esse percentual cresceu 20,9% e, em agosto de 2006, elas somaram 2,7 milhões de pessoas. Metade das mulheres que chefiam famílias mora sozinha com os filhos; 24,4% são casadas e 17,5% moram sozinhas. Uma em cada cinco chefes de família trabalha como empregada doméstica, sendo a participação dessa atividade de 21,9% contra 18,0% para o total de mulheres ocupadas. O grau de escolaridade das chefes de família é menor do que o das mulheres ocupadas em geral. Elas estudam em média 8,7 anos, contra 9,5 na população feminina ocupada e enfrentam uma jornada de trabalho mais longa: de 39,2 horas contra 38,7 horas para o total de mulheres que trabalham.

As chefes de família ganham 11,6% a mais do que a média das mulheres que trabalham, segundo a pesquisa. O rendimento médio das principais responsáveis pelo sustento da família é de R$ 927,10. A renda da população feminina ocupada, pelos dados de agosto, é de R$ 830,87. O rendimento superior das chefes de família surpreende porque elas apresentam escolaridade menor, maior grau de informalidade e estão

inseridas em segmentos de pior remuneração, como trabalho doméstico e trabalho por conta própria.

As mulheres que moram sozinhas contribuem para elevar a renda das chefes de família. Nesse grupo, 56,1% das mulheres contam com 11 anos ou mais de estudo contra 38,8% para as que são solteiras e com filhos. Mas, mesmo com o efeito favorável das mulheres que moram sozinhas, as chefes de família ganham menos do que os homens. Segundo a pesquisa, a renda domiciliar em casas chefiadas por homens chega a R$ 2.116,28. Nas casas chefiadas por mulheres, ela é de R$ 1.503,99. A inserção no mercado de trabalho como conquista ou meta da maioria das mulheres é valorizada, sobretudo por possibilitar a construção de sua autonomia, ou ao menos por trazer independência econômica em relação aos homens.

Os participantes também reconhecem que as mulheres são as responsáveis pelo cuidado e, em geral, são responsáveis por mais de uma jornada de trabalho, o que lhes acarreta muitas responsabilidades.

(Discurso do grupo) Essa sacola representa todos os cuidados que existem no ambiente familiar sob a responsabilidade da mulher, os cuidados com os filhos, com a família, a casa, comida, a roupa.

Mesmo quando desempenha uma função remunerada fora do lar, a mulher continua a ser responsabilizada pela tarefa de preparar as gerações mais jovens para a vida adulta. A socialização dos filhos, portanto, constitui tarefa tradicionalmente feminina (Saffioti, 1987).

Há um investimento social para tornar esse processo natural, delegar à mulher o espaço doméstico e conseqüentemente a sua capacidade de ser mãe. Assim, “é natural que a mulher se dedique aos afazeres domésticos, aí compreendida a socialização dos filhos, como é natural sua capacidade de conceber e dar à luz” (Saffioti, 1987:9).

“É próprio da espécie humana elaborar socialmente fenômenos naturais. Por esta razão é tão difícil, senão impossível, separar a

natureza daquilo em que ela foi transformada pelos processos

socioculturais. A natureza traz crescentemente a marca da intervenção humana, sobretudo nas sociedades de tecnologia altamente sofisticada. Há, portanto, ao longo da história, uma

humanização da natureza, uma domesticação da natureza por parte do homem” (Saffioti, 1987:10).

Em 96% dos domicílios em que residem mulheres, uma mulher é a principal responsável pela execução ou orientação dos afazeres. Em contrapartida, apenas 19% dos homens auxiliam nas tarefas. Essa desigualdade na divisão sexual do trabalho social torna evidente como o peso da dupla jornada de trabalho, com o acúmulo dos trabalhos remunerado e não-remunerado, tem recaído sobre as mulheres. A maioria das mulheres (71%) concorda em dividir igualmente entre mulheres e homens o trabalho doméstico e 17% em parte: para 55% destas, mesmo que queiram, os homens não sabem realizá-lo, cabendo a eles, principalmente, o sustento da família para 65% de mulheres (Venturi,Recamán, 2004).