3 BESKRIVELSE AV TILTAKET
3.7 MØLLEPLASSERING
Este estudo piloto descreve a avaliação e testagem prévia necessária do método aplicado na dissertação. O estudo piloto é considerado um ensaio geral de todas as atividades previstas para a coleta e tratamento dos dados, de modo a verificar a operacionalidade e viabilidade do projeto proposto.
OBJETIVOS
Objetivo Geral
Testar procedimentos, aplicação dos instrumentos, preparar pesquisadores para a coleta e análise dos dados da pesquisa e realizar análise estatística preliminar.
Objetivos Específicos
- Verificar a aplicabilidade dos instrumentos propostos, bem como os procedimentos de aquisição dos dados;
- Verificar a aplicabilidade da estatística prevista no projeto de pesquisa;
- Familiarizar a pesquisadora com a aplicação dos instrumentos utilizados na pesquisa;
MÉTODO
Este estudo verificou os procedimentos para execução do projeto de dissertação. Para tanto, foi realizado um ensaio geral de todas as atividades previstas para a coleta e tratamento dos dados, bem como a familiarização da pesquisadora com os procedimentos da pesquisa. Previamente à realização deste estudo piloto, o projeto de dissertação foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos da UDESC, recebendo aprovação (protocolo nº 30/2010 Anexo 2). Após o recebimento da carta de aceite, a coleta dos dados do estudo piloto foi realizada.
Caracterização da academia investigada
A academia escolhida para a realização do estudo localiza-se na Região Central da Grande Florianópolis, próximo à Avenida Beira-mar norte, e foi inaugurada no ano de 1984, sendo esta, uma das mais antigas da cidade. O horário de atendimento da academia é de segunda a sexta das 6:00 horas às 00:00 horas e aos sábados das 18:00 horas as 21:00 horas. Oferece as modalidades de ―musculação‖, ―ginástica localizada‖, ―bike” e ―alongamento‖. Possui um quadro profissional de quatro professores, três estagiários cursando Educação Física e três atendentes de recepção. Atualmente, a clientela é composta de 272 praticantes de musculação, com idades entre 12 e 90 anos e a classe socioeconômica predominante são as B2, B1 e A2, de acordo com os critérios da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa – ABEP (2008).
Caracterização da pesquisa
Este foi um estudo de campo, de natureza descritiva (RUDIO, 1986), dividido em duas etapas. A primeira etapa foi caracterizada por uma abordagem quantitativa, pois trabalha com valores e intensidades, bem como utiliza de análises e testes estatísticos (THOMAS e NELSON, 2002). A abordagem quantitativa deste estudo foi utilizada na caracterização dos participantes da pesquisa, em que a estatística descritiva auxiliou na melhor visualização e no aprofundamento das informações coletadas, objetivando identificar as atitudes dos aderentes e dos desistentes da prática da musculação, em relação aos objetivos específicos descritos.
A segunda etapa se caracterizou por uma abordagem qualitativa e interpretativa, pois buscou captar e compreender as percepções dos aderentes e desistentes da prática da musculação, participantes da pesquisa. De acordo com Triviños (1987), a pesquisa qualitativa é adequada para compreender a complexidade dos fenômenos sociais, por meio da análise e busca dos significados contidos nas ações e informações advindas das pessoas que participaram do estudo. Dados verbais e não verbais fazem parte do interesse do pesquisador qualitativo (RUBIN e RUBIN apud ANDRADE, 2001). Weinberg e Gould (2001) destacam que a pesquisa qualitativa pode ser usada pela psicologia do esporte e do exercício para reconhecer a individualidade dos praticantes de exercício físico.
População e amostra
A população deste estudo piloto foi composta por clientes de uma academia de Florianópolis, de ambos os sexos, com idade compreendida entre 18 e 75 anos, praticantes há, no mínimo, seis meses da modalidade de musculação (aderentes (A)) ou serem desistentes desta prática (desistentes (D)).
Os desistentes foram caracterizados pela ―não prática da musculação‖ a pelo menos um mês e contatados via telefone para agendamento da entrevista e preenchimento do questionário. A faixa etária escolhida justifica-se pelo fato de se encontrar em muitos estudos, diferenças significativas quanto ao perfil motivacional de jovens, adultos e idosos (BALBINOTTI e CAPOZZOLI, 2008; LORES, et al., 2004), assim, optou-se em ampliar a faixa etária incluída neste estudo a fim de compreender, de maneira aprofundada, essa questão.
A amostra foi selecionada de maneira não-probabilística intencional (THOMAS e NELSON, 2002), pois a intencionalidade garantiu que ambos os grupos preenchessem os critérios de inclusão necessários à sua formação. Para Morton e Willians (apud ANDRADE, 2001), o planejamento da amostra é normalmente intencional, a preferência é selecionar um pequeno número de pessoas com características, comportamentos ou experiências específicas, para facilitar as comparações entre grupos que o pesquisador julga serem importantes.
Desta forma, dos 272 clientes praticantes de musculação na academia investigada, obteve-se a participação de 37 aderentes e nove desistentes, totalizando uma amostra de 46 participantes, de ambos os sexos, sendo 23 (50%) do sexo masculino e 23 (50%) do sexo feminino, para este estudo piloto. A média geral da idade dos participantes foi de 37 anos (min 18, máx 64 anos/±12,47), sendo
a média do grupo aderente de 40,5 anos ±12 e do grupo desistente de 26 anos (±6,5). O tempo médio de prática dos aderentes foi de 52 meses (mín 6, máx 180 meses/±48,3), já os desistentes apresentaram um tempo médio de 25 meses (mín 1, max 60 meses/±22,8) de desistência da musculação. No geral, os participantes são solteiros (45,9%) e nenhum é analfabeto, sendo que 63% possuem o ensino superior completo. As classes socioeconômicas predominantes foram as A2 e B1 (73,3%) e não foi verificado nenhum participante do estudo na classe E, extrato mais baixo, de acordo com os critérios da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa – ABEP (2008).
Instrumentos
O questionário
Para a realização da primeira etapa deste estudo piloto, foram utilizados cinco instrumentos, sendo que três deles ―Questionário de caracterização do participante‖; ―Hábitos de saúde, atividade física e musculação‖; ―Motivos de aderência à prática da musculação‖ para os aderentes ou ―Motivos de desistência da prática da musculação‖ para os desistentes, foram elaborados e estruturados com base no ―Questionário de auto-avaliação do estilo de vida, ocorrência e controle subjetivo do estresse‖ de Andrade (2001) e os outros dois são o ―Questionário de classificação socioeconômica – ABEP (2008)‖; e o ―Questionário de regulação de comportamento no exercício físico (BREQ-2)‖. Estes instrumentos foram reunidos em um único questionário intitulado ―Questionário de caracterização Geral de clientes de academias‖ (Apêndices 3 e 4) e estão apresentados a seguir:
1) ―Questionário de caracterização do participante‖ (questões de 1 a 11): Caracteriza o participante quanto a sexo, idade, estado civil, nível de escolaridade, e histórico de saúde.
2) ―Hábitos de saúde, atividade física e musculação‖ (questões de 12 a 37 para aderentes e de 12 a 38 para desistentes): Avalia os atuais hábitos de saúde, nível de atividade física e prática da musculação.
3) ―Questionário de classificação socioeconômica – ABEP (2008)‖ (questões 38 e 39 para aderentes e 39 e 40 para desistentes): Utilizar-se-á o Critério Padrão de Classificação Econômica Brasil/2008, de acordo com os critérios da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa – ABEP (2007) para verificar o nível socioeconômico dos participantes. Optou-se, ainda, em agrupar os níveis socioeconômicos em três estratos sociais: Estrato alto, correspondente aos níveis A1 e A2; Estrato médio, níveis B1 e B2; e Estrato baixo, níveis C1, C2, D e E, por se acreditar que níveis sociais próximos não se diferem em relação às variáveis deste estudo, como já verificado em outros estudos sobre o tema (ROJAS, 2003; TAHARA e SILVA, 2003).
4) ―Motivos de aderência à prática da musculação‖ para os aderentes (questões de 40 a 48) ou ―Motivos de desistência da prática da musculação‖ para os desistentes (questões de 41 a 44): Este instrumento foi construído com base na revisão de literatura específica sobre o assunto e no instrumento de Andrade (2001), que avalia de maneira subjetiva os motivos atribuídos à aderência e à desistência da prática de musculação nas academias. O instrumento é composto por quatro
escalas do tipo Likert, de quatro pontos cada uma, que varia do menor (0) ao maior (4) grau de importância que os participantes atribuem aos motivos e efeitos citados nas quatro escalas propostas: ―Percepção quanto aos motivos que influenciaram ou influenciam na prática da musculação atual ou passada‖; ―Percepção dos participantes quanto aos motivos de prática da musculação na academia em que pratica‖; ―Percepção dos participantes quanto aos efeitos psicológicos causados pela prática da musculação no praticante‖; ―Percepção quanto aos motivos que influenciaram ou influenciariam na desistência da prática da musculação‖.
5) ―Questionário de regulação de comportamento no exercício físico (BREQ- 2)‖ (questão 49 para aderentes e 45 para desistentes): A motivação dos praticantes de musculação foi verificada utilizando o Questionário de Regulação de Comportamento no Exercício Físico / Behavioral Regulation in Exercise Questionnaire-2 (BREQ-2) (MARKLAND e TOBIN, 2004) (Anexo 1). Tal(???vago, indeterminado...coloquial) questionário é baseado na TAD e tem o objetivo de quantificar os diferentes níveis de regulações motivacionais, internas e externas, bem como a amotivação, relacionadas à prática de exercícios físicos. Trata-se de um dos questionários mais utilizados na literatura internacional sobre a TAD aplicada ao contexto esportivo e de exercícios físicos (MARKLAN e INGLEDEW, 2007; MURCIA et al., 2007).
O questionário é composto por 19 sub-escalas do tipo Likert, com cinco opções de resposta (0= não é verdade pra mim, 4= Muitas vezes é verdade pra mim), separadas em cinco diferentes construtos: amotivação (ex: Acho que o exercício é uma perda de tempo), regulação externa (ex: Faço exercícios porque
outras pessoas dizem que devo fazer), regulação introjetada (ex: Sinto-me culpado/a quando não faço exercícios), regulação identificada (ex: Dou valor aos benefícios/vantagens dos exercícios) e motivação intrínseca (ex: Gosto das minhas sessões de exercícios). Os testes de consistência interna da escala original inglesa obtiveram valores para o α de Cronbach superiores a 0.73, o que demonstra boa consistência interna para as diferentes sub-escalas contidas no instrumento.
O BREQ-2 foi traduzido e validado para a língua portuguesa por Palmeira et al., (2007) em Portugal. Resultados satisfatórios também foram encontrados em tal validação, com valores do α de Cronbach variando entre 0,64 e 0,81. Apesar da semelhança da Língua Portuguesa de Portugal e do Brasil, Viana (2009) realizou uma tradução do instrumento, por especialista em Língua Portuguesa Brasileira, o que demonstrou a necessidade de simples alterações no texto, bem como na apresentação gráfica da escala Likert, de forma a ter sua visualização mais clara (VIANA, 2009).
A entrevista
O instrumento utilizado na segunda etapa da pesquisa foi uma entrevista semi-estruturada (Apêndice 7), baseada no modelo descrito por Andrade (2001), aplicada individualmente em cada participante que tenha preenchido o questionário e que tenha aceitado participar dessa. Os tópicos iniciais da entrevista foram pré- estabelecidos pelo pesquisador, com base na revisão de estudos empíricos que abordaram o tema em questão.O primeiro norteamento foi realizado por matrizes teóricas que atendessem aos objetivos estabelecidos por esta pesquisa, com embasamento no marco teórico realizado, onde foram vistas pesquisas realizadas
sobre aderência e motivos de desistência a programas de exercícios físicos em academias. As categorias estabelecidas para os aderentes foram: motivos de prática da musculação, percepção de barreiras para a prática da musculação, motivos de escolha da academia para praticar musculação. Para os desistentes, a categoria estabelecida foi: motivos de desistência da prática de musculação e para ambos os grupos foram estabelecidas as categorias: percepção quanto aos benefícios proporcionados pela prática da musculação e percepção quanto ao ambiente de prática da musculação.
APLICAÇÃO DOS INSTRUMENTOS
Aplicação do questionário
O preenchimento do questionário pelos aderentes à prática da musculação aconteceu na própria academia, durante o horário de funcionamento. Todos os participantes foram informados sobre a relevância do estudo e de que forma poderiam contribuir para a pesquisa. Antes do preenchimento do questionário, foi esclarecido que a participação seria voluntária e não obrigatória. Assim, foi entregue aos aderentes que aceitaram participar do estudo, uma prancheta que continha o questionário e uma caneta para o preenchimento do mesmo. Os participantes preencheram o questionário durante o intervalo de prática dos exercícios.
O número de praticantes de musculação que preenchiam o questionário, simultaneamente com a pesquisadora, foi de três, sem prejudicar a qualidade da coleta. Os participantes foram orientados a manter a máxima concentração nas
perguntas do questionário. Os questionários foram devolvidos à pesquisadora logo após a conclusão do preenchimento.
Para o preenchimento do questionário pelos participantes que desistiram da prática de musculação, a pesquisadora deslocou-se até suas residências e ao aplicar o questionário, solicitou para que no local houvesse o mínimo de interferência possível, o que possibilitou o bom andamento da coleta e a máxima concentração do participante para responder as questões que compunham o questionário.
Aplicação da entrevista
Após o término do preenchimento do questionário pelos participantes do estudo, estes foram convidados a participar de uma entrevista semi-estruturada sobre o tema do estudo. Estes depoimentos permitiram que por meio da análise do conteúdo, fosse possível realizar um aprofundamento da realidade investigada, e dar suporte às respostas objetivas do questionário. Entre os convidados, cinco aderentes e dois desistentes se dispuseram a participar da entrevista.
As entrevistas foram gravadas com a prévia autorização do entrevistado para facilitar o rapport na entrevista e a expressão do conteúdo. Durante a coleta das informações, o entrevistado teve total liberdade para expressar suas idéias. Triviños (1987) afirma que ao mesmo tempo em que valoriza a presença do investigador, a entrevista semi-estruturada oferece diferentes perspectivas para que o pesquisado alcance a liberdade e a espontaneidade necessárias, enriquecendo a investigação. Outra estratégia utilizada foi o diário de campo (ANDRADE, 1990) (Apêndice 11)
para facilitar na remontagem da transcrição dos fatos, principalmente sobre atitudes ou comportamentos dos entrevistados durante a coleta das informações.
Tratamento dos dados dos questionários
Após a realização das coletas, os questionários foram analisados individualmente para verificar falhas no preenchimento. Nenhum deles apresentou falha importante ao ponto de ser excluído, totalizando 46 questionários tabulados no Programa SPSS 17.0, para a análise estatística.
Os dados foram tratados com estatística descritiva e inferencial (BARBETA, 2006; PESTANA e GAGEIRO, 1998) conforme descritos no item 3.6 deste projeto.
As questões abertas do questionário foram analisadas por meio da distribuição das freqüências e percentuais, as quais serviram de suporte, juntamente com a entrevista semi-estruturada, para a construção do ―Questionário de caracterização geral de clientes de academias‖ (Apêndice 1).
Descrição e análise do conteúdo das entrevistas
Para a análise das entrevistas foi utilizada a análise de conteúdo de Bardin (1977), que proporciona melhor aprofundamento, visualização e uma análise detalhada da complexidade das motivações, atitudes, valores e tendências do informante (ANDRADE, 2001). Conjuntamente a esse método, foram utilizados o modelo de matrizes teóricas e a técnica do espelho proposto por Andrade (2001, p.
109) (Apêndice 12) que viabiliza ―uma análise clara e organizada dos conteúdos das entrevistas‖ de cada participante da pesquisa, dos subgrupos e a inter-relação entre eles em relação às categorias do estudo.
A análise do conteúdo das entrevistas dos participantes da pesquisa foi realizada conforme descrito por Andrade (2001):
―Após a transcrição, na íntegra, dos depoimentos dos participantes, o texto foi relido detalhadamente, sendo identificados e destacados os micro discursos, partes das falas da entrevista que continham sentido e associação com as categorias investigadas ou que eram relacionadas à outra categoria emergente. Desta forma, o processo de categorização ocorreu de maneira dinâmica, a maioria delas previamente elaboradas e algumas surgidas das interações da análise do conteúdo. Após seleção de um micro discurso, este foi selecionado e colado junto a subcategoria afim. Desta forma, o conjunto ordenado e organizado das transcrições das entrevistas, dos micro discursos de cada parceiro de conversação, distribuídos nas unidades de análise, categorias e subcategorias foram reunidos num texto (...). A colocação dos depoimentos em cada subcategoria foi organizada, lado a lado, por semelhança para facilitar a apresentação e a análise do conteúdo (...) alguns depoimentos dos participantes puderam ser usados, ―encaixados‖ em mais de uma categoria. Isto ocorreu quando a parte do depoimento dado continha informações que dava suporte para mais uma subcategoria (p.126).‖
Um aspecto fundamental da análise qualitativa dos dados (técnica do espelho – Andrade (2001)) é a construção dos quadros resumos (apresentação e discussão dos dados). Esses quadros são compostos pelas unidades de análise e as ―subcategorias‖, onde a organização das informações facilita as análises iniciais, permitindo melhor visualização dos dados qualitativos e o aprofundamento da pesquisa.
Ao interpretar inicialmente as subcategorias, pode ocorrer o clareamento destas, através da melhor definição dos nomes, melhor distribuição das categorias e dos conteúdos e a formatação junto aos quadros resumos. Identificadas muitas subcategorias, pode-se fazer mais de um quadro para diferenciar núcleos de conteúdo/categorias.
RESULTADOS DO ESTUDO PILOTO
Os resultados do estudo piloto serão apresentados em função dos objetivos propostos:
1 - Verificar a aplicabilidade dos instrumentos propostos, bem como os procedimentos de aquisição dos dados.
O tempo médio de preenchimento do questionário foi de 15 minutos. Acrescido a este tempo cinco minutos de explicação sobre o mesmo, totalizando 20 minutos de coleta de dados. Esse tempo pareceu ser adequado para o preenchimento dos questionários pelos desistentes, pois a pesquisadora aguardou o preenchimento na casa dos mesmos. No entanto, para os aderentes que responderam ao questionário na própria academia, este tempo parece ser inapropriado, sendo esta uma limitação identificada no estudo. O praticante de musculação que vai para a academia, geralmente não tem tempo para permanecer no local, inclusive, já tem seu treino personalizado para o tempo que poderá dedicar- se ao exercício.
Os questionários foram entregues em uma prancheta, logo que o praticante chegava na academia, explicados os objetivos e importância do estudo em questão, solicitado para que o mesmo preenchesse o instrumento e logo ao seu término, devolvesse à pesquisadora. Os participantes preencheram o questionário durante as pausas entre as séries da prática da musculação.
O número de praticantes de musculação que preenchiam o questionário, simultaneamente com a pesquisadora, foi de três. Os participantes foram orientados a manter a concentração nas perguntas do questionário. Os questionários foram devolvidos à pesquisadora logo após a conclusão do preenchimento na própria academia.
Para facilitar, aprimorar e aumentar o número de participantes nas próximas coletas em futuros estudos, será necessário no mínimo três pesquisadores, ou, então, solicitar que os participantes levem o questionário para responderem em suas residências e o devolvam posteriormente, junto à recepção.
Quanto à entrevista, essa foi aplicada logo após o término do preenchimento do questionário. Para os aderentes, a entrevista foi aplicada em uma sala da academia que não apresentava interferência para a sua realização. Já, para os desistentes, tanto o questionário quanto a entrevista foram aplicados na própria residência, sendo solicitado a não interrupção do participante durante a entrevista.
2 - Verificar a aplicabilidade da estatística prevista no projeto de pesquisa;
A análise exploratória dos dados mostrou que as variáveis principais do estudo não apresentaram distribuição normal (tabela 1). Se confirmados esses resultados nos dados da dissertação, os testes utilizados serão os não-paramétricos, como estabelecidos no item 3.6 do projeto.
Tabela 1: Resultado do teste de normalidade para as principais variáveis em estudo.
Variável Shapiro-Wilk (Sing.)*
Tempo de prática 0,00 Tempo de desistência 0,03 Faixa etária 0,00 Peso 0,03 Amotivação 0,00 Regulação Externa 0,00 Regulação Introjetada 0,00 Regulação Identificada 0,00 Motivação Intrínseca 0,00 Indice de Autodeterminação 0,00
*Resultados superiores a 0,05 indicam que os dados são paramétricos.
Os tipos de testes previstos de correlação, comparação e predição foram considerados adequados para os objetivos propostos.
3 - Familiarizar a pesquisadora com a aplicação dos instrumentos utilizados na pesquisa;
Apesar da pesquisadora ter pleno conhecimento da estrutura dos questionários, suas propriedades e modo de aplicação, esse objetivo foi proposto pela necessidade de uma prévia aplicação prática. O estudo piloto foi uma importante oportunidade de treinamento para a pesquisadora, vivenciando melhor as dificuldades no entendimento das questões, as principais dúvidas dos aderentes e desistentes e a melhor organização do espaço da coleta. Considerando as contribuições advindas deste estudo piloto, certamente, essa foi uma experiência fundamental para a continuidade da pesquisa.
4 - Adequar o instrumento para a coleta de dados final.
Com base na análise das respostas das questões abertas e fechadas dos instrumentos que compõe o ―Questionário de caracterização geral de clientes de academia‖ (Apêndices 2 e 3) e na análise dos resultados da entrevista semi- estruturada (Apêndice 10), foi possível verificar e descrever algumas alterações que deverão ser efetuadas nos instrumentos para aplicação no estudo final - dissertação. Desta forma, pode-se definir que:
O questionário sofrerá modificações nas questões números 41, 43, 45 e 47 do