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Mètodes de relaxació dels autors més rellevants

5. MARC TEÒRIC

5.2. LA RELAXACIÓ

5.2.5. Mètodes de relaxació dels autors més rellevants

Taylor (1993) sugere uma regra onde o Banco Central responde aos desvios da taxa de inflação em relação à meta. A derivação da Regra de Taylor pressupõe a base da Teoria Quantitativa da Moeda (TQM). A teoria estabelece que nível de preço varie diretamente com a quantidade de moeda em circulação, pois a velocidade e as transações são consideradas constantes no curto prazo. Dessa forma, variações no estoque de moeda não teriam impactos sobre o nível real do produto, mas apenas sobre o nível de preço.

A partir da equação de trocas de Fisher (MV=PY), Milton Friedman, na década de 70 sugeriu que a condução da política monetária fosse orientada por um crescimento constante da oferta de moeda. De posse da equação de Fisher, aplicando o logaritmo às variáveis e derivando em relação ao tempo, tem-se:

p = m + v – y (17)

onde p é a taxa de inflação; m é a taxa de crescimento da moeda; v é a taxa de aumento da velocidade de circulação da moeda; e, y é a taxa de crescimento do PIB Real.

Taylor (1993) propõe uma mudança na condução da política monetária, onde de acordo com Regra de Taylor “v” (velocidade de circulação da moeda na economia) é substituída por taxa de juros real. Onde tem-se:

p = m + (i) – y (18) i = p + m + y (19)

O principal instrumento de ajustamento deveria ser a taxa de juros, e não a oferta de moeda. O autor aponta que as regras baseadas na oferta de moeda são automaticamente contra-cíclicas: quando o produto real cai, as taxas de juros também declinam. Supondo uma regra de crescimento constante da oferta monetária e a demanda por moeda tradicional (função do produto real e da taxa de juros nominal), temos que, quando a oferta de moeda é fixa, obtemos uma relação funcional entre a taxa de juros nominal, o nível de preços e o produto real. Assim, o aumento do nível de produto ou a subida da inflação implicam aumento da taxa de juros nominal. Portanto, uma similaridade entre esta relação funcional do PIB, juros e nível de preços e a regra descrita baseada na decisão da taxa de juros pelo Banco Central. O autor, no entanto, argumenta que, desde o início da década de oitenta, os principais bancos centrais das economias desenvolvidas passaram a conferir maior relevância ao comportamento da taxa de juros ao invés de agregados monetários. Um dos motivos apontados para esta mudança é a grande instabilidade da demanda por moeda, ou “a aparente quebra da relação entre o crescimento da moeda e a inflação” (KOZICKI, 1999:6).

A estabilidade de (v) mostra uma forte correlação com a taxa de juros nominal de curto prazo. A elevação dos juros faz agentes demandarem menos ativos líquidos, aumentando a velocidade de circulação da moeda. A regra, defendida por Friedman, está diretamente ligada aos agregados monetários e garante um equilíbrio na condução da política monetária em relação ao nível de preços.

De acordo com Santos (2006) a idéia proveniente do debate regras versus discricionariedade de que a persistência da inflação é atribuída à perda de reputação do governo devido ao não cumprimento dos acordos previamente firmados com a sociedade levou a transformações na condução da política monetária. O regime de metas para inflação difundiu-se com grande velocidade nas economias devido à preocupação de mostrar ao público o comprometimento da autoridade monetária no controle da inflação. Em geral, o governo anuncia a meta de inflação e o banco central utiliza a taxa de juros de curto prazo, levando em conta o desvio entre a expectativa da inflação e a meta anunciada, para obtê-la.

Taylor (1998) argumenta em favor da utilização de regras recordando que a pesquisa acerca da inconsistência intertemporal mostra que, sem a assunção de um compromisso pelas autoridades monetárias, estas estariam propensas a uma escolha sub-otimizada de política, com taxa de inflação média mais alta sem ganhos na taxa de desemprego.

No início dos anos 90, foram observados vários momentos de instabilidade da demanda por moeda, forçando os economistas buscarem uma nova regra para a condução da política monetária, uma regra que não fosse conduzida e determinada pelos agregados monetários. Em 1993, Taylor propôs esta nova regra, onde seu raciocínio concentra-se na determinação da taxa de juros nominais em regime de metas de inflação.

A construção do seu modelo depende de duas hipóteses básicas: a) existe um crescimento constante da oferta de moeda; e, b) a velocidade de circulação da moeda depende diretamente da taxa de juros nominal. Dessa forma, é possível substituir a variável (v) pela variável (i) na equação (X). Isolando a taxa de juros nominal tem-se uma relação da taxa de juros com duas variáveis; nível de preço e do produto real. Taylor também admitiu uma função linear na taxa de juros.

Taylor (1993) sugere que o comportamento das taxas de juros dos EUA poderia ser representado por uma relação linear simples com a taxa de inflação, uma taxa de juros de equilíbrio mais a soma entre dois desvios: a diferença entre a taxa de inflação de equilíbrio e o hiato do produto. Dessa forma a Regra de Taylor é determinada em função de duas variáveis exógenas ao modelo: a inflação de equilíbrio e o PIB potencial. O modelo sugerido foi:

𝑖! = 𝜋

!  +  𝑟 ∗   +0,5(𝜋!− 𝜋 ∗) + 0,5  (𝑦!) (20)

Onde:

𝑖!: Taxa de juros do Banco Central no tempo t; r*: Taxa de juros de equilíbrio;

𝜋

!  : Taxa de Inflação no tempo t;

𝜋 ∗: Meta de Inflação;

𝑦!: desvio percentual do produto em relação ao produto potencial no tempo t.

O coeficiente de inclinação da inflação é (1+h) e o coeficiente de inclinação do hiato do produto é dado por (g). Os valores de (g) e (1+h) dependem do regime de política monetária adotado. Expresso dessa forma, a equação de Taylor pode ser considerada um guia normativo para a condução da política monetária. A regra sugerida poderia ser expressa determinando intervalos específicos de valores nos parâmetros. Taylor sugere os seguintes valores, para a economia americana: g=0,5; h=0,5; r*=2% e π*=2% distribuídos anualmente.

Segundo Biondi (2006) a taxa de juros de curto prazo, principal instrumento de política monetária utilizada nos países que adotam o sistema de meta de inflação, em geral pode afetar a inflação por meio de diversos canais de transmissão. O canal mais convencional seria que os aumentos na taxa de juros levariam a uma redução na demanda agregada, no produto e na inflação. Portanto, é possível observar que a ocorrência de choques, mudanças na taxa de juros trariam a inflação para a média reduzindo a variável da inflação de demanda, o que resulta em um maior controle da atividade econômica e geração de desemprego.

Taylor (1999) aponta que a maioria dos modelos de ciclos de negócios admite uma relação entre a mudança na taxa de inflação e o nível de desemprego, sendo a subida da inflação associada ao produto real acima de seu nível potencial e a desinflação ou deflação ligada aos períodos em que o produto está abaixo de seu nível potencial.

De acordo com Rambalducci (2011) a política monetária adotada a partir da Regra de Taylor está relacionada à atuação do Banco Central para dimensionar os meios de pagamentos e os níveis das taxas de juros, adequando essas variáveis aos objetivos de crescimento da

produção e do emprego, com estabilidade de preços. A atuação do Banco Central opera-se pela determinação do volume de reservas obrigatórias dos bancos, dependendo do comportamento do público e dos bancos em relação às quantidades de moedas que desejam reter.