6. TÈCNIQUES DE RELAXACIÓ
6.2. IOGA INFANTIL
No Brasil a autoridade monetária responsável pela condução da política monetária é o Comitê de Políticas Monetárias (COPOM). De acordo com o Banco Central do Brasil (Bacen), formalmente, os objetivos do COPOM são "implementar a política monetária, definir a meta da Taxa Selic e seu eventual viés, e analisar o 'Relatório de Inflação7'". A taxa de juros fixada na reunião do COPOM é a meta para a Taxa Selic, a qual vigora por todo o período entre reuniões ordinárias do Comitê. Se for o caso, o COPOM também pode definir o viés, que é a prerrogativa dada ao presidente do Banco Central para alterar, na direção do viés, a meta para a Taxa Selic a qualquer momento entre as reuniões ordinárias.
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O produto potencial (tendência) é calculado por meio da aplicação do filtro de Hodrick-Prescott. 7
Relatório, divulgado pelo Banco Central do Brasil, analisa detalhadamente a conjuntura econômica e financeira do País, bem como apresenta suas projeções para a taxa de inflação.
De acordo com Navarini (2008) o regime de metas de inflação introduz uma âncora nominal para a política monetária e uma sinalização para a formação das expectativas dos agentes econômicos, de modo que o COPOM orienta suas decisões de acordo com os valores projetados para a inflação, a análise de diversos cenários para a evolução da principal variável que determina a dinâmica da perspectiva dos preços e o balanço do risco associado às suas projeções. Para a efetuação de uma política monetária o COPOM entende que as perspectivas de inflação dependem de forma crítica das expectativas dos agentes econômicos para a inflação. Segundo o COPOM a política monetária deve atuar por meio do ajuste da taxa básica de juros, para contribuir na convergência entre o ritmo de expansão da demanda e oferta, a fim de evitar que pressões isoladas sobre os índices de preços levem a deterioração persistente das expectativas e do cenário prospectivo para a inflação.
Desde 19998 as decisões do COPOM passaram a ter como objetivo cumprir as metas para a inflação definidas pelo Conselho Monetário Nacional, onde o IPCA foi eleito como principal medida de referência para as metas de inflação (meta inicial de 8%) e a taxa Selic foi escolhida como o instrumento de política monetária. Neste ano a variação de 8,9% do IPCA permitiu o cumprimento da meta anual para a inflação, uma vez que a meta fixada para 1999 tolerava a variação anual de 8% admitindo limites inferiores e superiores de dois pontos percentuais, fechando com a taxa de juros Selic em 19%.
Em 2000 observou-se o maior crescimento desde o início do Plano Real, a produção da indústria cresceu em torno de 6,6%. Para este ano o IPCA fechou em torno de 5,9% com uma meta estabelecida de 6%, o alcance da meta foi decorrente da melhoria das expectativas dos agentes econômicos como resposta da implantação do Plano Real e o regime de metas inflacionárias.
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Gráfico 3: Índice de Taxa de Inflação anual – IPCA (%)
Fonte: Banco Central do Brasil
No ano de 2001 os índices de preços registraram uma inflação bem acima do previsto no acordo com as autoridades monetárias que estabelecia uma meta de inflação de 4%, com margem de erro de 2 pontos percentuais. Esse índice, que é o IPCA, fechou o ano em 7,67% e taxa de juros Selic em 19%.
Em 2002, com insegurança da transição de governo e sua nova equipe econômica, diversos indicadores de políticas monetárias sinalizavam este cenário de incerteza, implicou na aceleração do nível de inflação do país terminando o ano em 12,53%, com uma meta prevista de 3,5%, em consequência da pressão inflacionária autoridades monetárias adotou política de elevação da taxa de juros fechando o ano em 25%.
Gráfico 4: Taxa de Juros Selic anual (%)
8,94 5,97 7,67 12,53 9,30 7,60 5,69 3,14 4,46 5,90 4,31 5,91 0,00 2,00 4,00 6,00 8,00 10,00 12,00 14,00 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 IPCA Anual (%) 2 per. Mov. Avg. (IPCA Anual (%))
19,00 15,75 19,00 25,00 16,50 17,75 18,00 13,25 11,25 13,75 8,75 10,75 0,00 5,00 10,00 15,00 20,00 25,00 30,00 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Selic Anual (%) 2 per. Mov. Avg. (Selic Anual (%))
No ano de 2003 depois de um início de ano tenso, devido ao temor quanto a política econômica que seria adotada pelo novo governo, o medo deu lugar ao otimismo nos mercados brasileiros, a Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA) apresentou rentabilidade de 97,3% no ano. A melhora do ambiente internacional foi crucial para os resultados alcançados pela política econômica no Brasil. As condições internacionais favoreciam a economia brasileira, mas a taxa de juros permaneceu em níveis elevados fechando em 16,5% e IPCA em 9,3% com o restabelecimento da meta de inflação passando de 4% para 5,5% com expansão das bandas inferiores e superiores para 2,5 p.p.
Gráfico 5: Taxa de Juros Selic Real anual (%)
Fonte: Banco Central do Brasil
A partir de 2004 a economia brasileira começa a sinalizar um processo de recuperação desde as seguidas desvalorizações da moeda, reversão do balanço de pagamentos e elevação de preços de commodities no comercio internacional. O índice de inflação IPCA terminou o ano em 7,6% ficando abaixo da meta estabelecida de 5,5% e a taxa de juros Selic fechou em 17,75% ao ano.
Em 2005 a pressão de demanda observada no fim de 2004 levou as autoridades monetárias para um processo de elevação da taxa de juros Selic fechando o ano de 20005 em 18%, esta medida proporcionou a redução efetiva da taxa de inflação para 5, 69% ao ano.
No ano de 2006 apresentava melhora nas expectativas, as quais se mostravam ancoradas nos últimos meses alinhadas à meta de inflação, o PIB do Brasil apresenta crescimento anual superior a 4%, o índice de inflação IPCA alcançou o melhor desempenho
10,06 9,78 11,33 12,47 7,20 10,15 12,31 10,11 6,79 7,85 4,44 4,84 0,00 2,00 4,00 6,00 8,00 10,00 12,00 14,00 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Selic Real annual (%) 2 per. Mov. Avg. (Selic Real annual (%))
desde a implantação do regime de metas de inflação com variação anual de 3,14% e a taxa de juros Selic em torno de 13,25%.
A partir de 2007 deu inicio a crise do mercado imobiliário norte-americano (subprime9) levando desencadeamento de incertezas ao longo das economias mundiais. A taxa de inflação medida pela variação do IPCA alcançou 4,46% dentro do limite definido pela meta de 4,5%, a política monetária adotada pelo BC foi conduzida para um processo de redução da taxa de juros, fechando o ano em 11,25%.
O ano de 2008 foi caracterizado pela desaceleração da economia mundial e o aquecimento da demanda interna influenciado pelo programa de transferência de renda e elevação do crédito da classe média. O índice de variação de preços IPCA alcançou 5,9% impulsionado pela persistência do descompasso entre o ritmo de expansão da demanda e oferta agregada, levando a condução da política monetária ao processo de elevação da taxa de juros Selic chegando a 13,75% ao ano.
Gráfico 6: Taxa de Variação anual do PIB (%)
Fonte: Banco Central do Brasil
A partir de 2009 a economia brasileira apresentou sinais de substancial acomodação da demanda doméstica e de moderação de pressões sobre o mercado de fatores, motivando a
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Crédito de risco, concedido a um tomador que não oferece garantias suficientes para se beneficiar da taxa de juros mais elevada. A crise do subprime foi a crise financeira desencadeada em 2006, a partir da quebra de instituições de crédito dos EUA, que concediam empréstimos hipotecários de alto risco.
6,57 3,61 4,33 3,33 8,71 6,6 7,34 9,21 7,45 0,27 8,51 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 Variação do PIB (%) 2 per. Mov. Avg. (Variação do PIB (%))
desaceleração da inflação com variação anual de 4,31%. As autoridades monetárias iniciaram um processo de redução da taxa de juros terminando o ano 8,75%.
Em 2010 a economia foi caracterizada pela evolução da demanda doméstica, considerando a dinâmica do consumo e do investimento, em contexto de redução da margem de ociosidade na utilização dos fatores de produção. Na trajetória do núcleo de inflação foi marcado pela elevação das expectativas de inflação e indícios de escassez de mão-de-obra e aumento dos custos dos insumos de produção. A taxa de inflação medida pela variação do IPCA alcançou 5,91% dentro da meta de 4,5% e a taxa de juros Selic terminou o ano em 10,75%.
Em suma, o Banco Central obteve sucesso nos dois primeiros anos no objetivo de manter a inflação dentro dos intervalos estabelecidos. Contudo, a partir de 2001 diversos choques afetaram o comportamento da inflação, particularmente nos anos de 2001 e 2002, fatores como crise energética e a incerteza sobre o processo de transição política no Brasil afetaram sobre a taxa de inflação. Diante da inflação emergente o Banco Central adotou a estratégia de alteração das metas inflacionária. A partir de 2005 foi efetivada pelo BC a exposição do êxito da política monetária de controle de inflação, uma vez que nesse período a inflação esteve dentro dos limites das bandas estabelecidos pelas autoridades monetárias, de forma a certificar eficiência da política monetária por meio da utilização da Regra de Taylor.
O gráfico a seguir apresenta o histórico de metas de inflação e comportamento do COPOM na condução da política de controle inflacionário, ocorridos no Brasil no período de 1999 a 2010.
Gráfico 7: Histórico de Metas de Inflação no Brasil / 1999-2010
8 6 4 3,5 4 5,5 4,5 4,5 4,5 4,5 4,5 4,5 8,94 5,97 7,67 12,53 9,3 7,6 5,69 3,14 4,46 5,9 4,31 5,91 0 2 4 6 8 10 12 14 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010
Meta (%) Bandas inferior (%) Banda superior (%) IPCA (%)
De acordo com análise das Atas do COPOM é possível observar foi a partir de 2003 que o Brasil apresentou taxas de inflação dentro da meta inflacionária estipulada pelas autoridades monetárias, demonstrando a eficiência da política monetária com base na adoção da Regra de Taylor como instrumento de condução da política monetária no objetivo de controle inflacionário.
O Banco Central obteve sucesso nos dois primeiros anos no objetivo de manter a inflação dentro dos intervalos estabelecidos. Contudo, a partir de 2001 diversos choques afetaram o comportamento da inflação, particularmente nos anos de 2001 e 2002, fatores como crise energética e a incerteza sobre o processo de transição política no Brasil afetaram sobre a taxa de inflação. Diante da inflação emergente o Banco Central adotou a estratégia de alteração das metas inflacionária.
Tabela 2: Histórico de Metas de Inflação no Brasil
Ano Data Meta
(%) Banda(p.p)
Limites inferior e superior (%) Inflação Efetiva (IPCA%a.a) 1999 30/06/1999 8 2 6-10 8,94 2000 6 2 4-8 5,97 2001 4 2 2-6 7,67 2002 28/06/2000 3,5 2 1,5-5,5 12,53 2003 28/06/2001 3,25 2 1,25-5,25 9,30 27/06/2002 4 2,5 1,5-6,5 2004 27/06/2002 3,75 2,5 1,25-6,25 7,60 25/06/2003 5,5 2,5 3-8 2005 25/06/2003 4,5 2,5 2-7 5,69 2006 30/06/2004 4,5 2 2,5-6,5 3,14 2007 23/06/2005 4,5 2 2,5-6,5 4,46 2008 29/06/2006 4,5 2 2,5-6,5 5,90 2009 26/06/2007 4,5 2 2,5-6,5 4,31 2010 1/7/2008 4,5 2 2,5-6,5 5,91
A partir de 2005 foi efetivado pelo Banco Central do Brasil apresentação de êxito nas políticas monetárias de controle de inflação, uma vez que nesse período a inflação esteve dentro dos limites das bandas estabelecidos pelas autoridades monetárias. De forma certificar a eficiência da política monetária por meio da Regra de Taylor.
Em relação à tomada de decisão do Banco Central, a leitura e a avaliação das atas das reuniões do COPOM a partir da adoção do sistema de metas possibilitaram identificar as variáveis relevantes comumente analisadas para a tomada de decisão do patamar da taxa básica de juros (Selic), que serviram como subsídio para a estrutura da função de reação estimada nesta seção.