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2.4 Metoder for måling av tilvekst og tilvekstens sammensetning

2.4.2 Målemetoder for tilvekstens sammensetning

Inclusão de Tendência

Segundo McCombie (1997), a inclusão de uma “time-trend” na demanda de importações e exportações em seu nível, muda a interpretação da Lei de Thirlwall. Na lei de Thirlwall sem tendência, as elasticidades renda deveriam refletir as diferentes estruturas e “competição não- de-preço”. Segundo ele, com a inclusão dessa tendência, ela deve passar a refletir a “competição não-de-preço”. As elasticidades passariam, então, a refletir somente o fato de o comércio internacional aumentar em uma proporção maior do que a renda.

Colocando a tendência, torna-se possível associar uma dummy para captar as mudanças estruturais nessa tendência. Esse procedimento é utilizado por McCombie (1997) para os EUA, Reino Unido e Japão.

Bértola, Higachi e Porcile, (2002) utilizam a tendência na equação da Lei de Thirlwall para captar “mudanças seculares na difusão de tecnologia e competitividade internacional”, ou seja, captar, para o caso brasileiro, as mudanças de estrutura e competitividade influenciadas pelas políticas adotadas de 1930 a 1973.

No entanto, não parece tão claro que a tendência estaria captando exatamente o mencionado pelos autores. Na função importação, como sugeriu McCombie, a tendência poderia estar captando mudanças contínuas tanto na elasticidade preço, como na elasticidade renda. No caso da tendência na Lei de Thirlwall, ela captaria mudanças contínuas na razão de elasticidades renda, somente no caso de estimar-se o modelo original, ou seja, sem câmbio e sem capital.

Quebra Estrutural

A maioria dos trabalhos que se propõe a considerar uma quebra estrutural no equilíbrio do balanço de pagamentos, o fá-lo econometricamente subdividindo a série. Por exemplo, acredita-se que, para a maioria dos países desenvolvidos, 1973 tenha sido um ano de quebra estrutural, com o choque do petróleo e o fim de Bretton Woods. Assim, quando Atesoglu (1995) estima a demanda de importações para os EUA, fá-lo para dois períodos, 1947-73 e 1973-92, constatando que, no segundo período, a elasticidade renda das importações é significativamente maior.

A metodologia adotada por Hieke (1997) enfatiza as mudanças nas elasticidades provocadas por mudanças estruturais e observa que a elasticidade pode variar bastante entre um período e outro. Em seu trabalho, ele sugeriu quatro análises: a primeira para o período todo de 1950 a 1990; a segunda análise divide o período em 1950-1971 e 1972-1990, representando os períodos pré e pós Bretton Woods; a terceira divide o período em 1950-1966 e 1967-1990 porque, segundo o autor, estudos prévios indicaram um aumento da elasticidade renda das importações nos anos 60; finalmente, a última análise divide o período entre 1972-1986 e 1967-1986, porque o déficit americano em conta corrente atingiu recordes em 1986.

Como já se discutiu, também é possível captar mudanças estruturais através de uma associação entre tendência e dummy. No entanto, essa dummy captaria apenas mudança nessa tendência, que, segundo McCombie, expressaria a “competição não-de-preço”.

Um outro modo de se possibilitarem quebras estruturais seria através de dummies, como fez Blecker (1992). No entanto, argumentar-se-á, a seguir, que dummies de intercepto não captariam, adequadamente, mudanças estruturais, pois não expressariam uma mudança na elasticidade renda.

Utilização de Dummies

Blecker (1992), ao testar a demanda de importação dos EUA no período 1977-1990, colocou uma dummy de intercepto objetivando testar o efeito da histerese entre 1985 e 1990, ou seja, testar a hipótese de que a sobrevalorização dos anos 80 teve um efeito permanente sobre as exportações e importações. No entanto, essa dummy estava captando um movimento temporário, pois segundo o teste de suavização feito por McCombie (1989) e que será discutido mais à frente, a economia americana voltou, após os anos 90, ao equilíbrio compatível com o balanço de pagamentos.

Assim, acredita-se que, no arcabouço do modelo de Thirlwall, para captar uma mudança estrutural ter-se-ia que construir algo similar a uma dummy de declividade, ou seja, que alterasse as elasticidades renda. No contexto desse modelo, as dummies de intercepto tendem a captar mais efeitos de curto prazo, ou seja, períodos em que y >ou < yb, do que mudanças estruturais de longo prazo.

Suavização de Séries

Inspirado no procedimento de Atesoglu (1993/1994) para o Canadá e EUA, que utilizava a suavização de séries através da construção de uma média móvel de vários anos, McCombie (1997) propõe um método bastante interessante para identificar os períodos em que um determinado país estaria fora do equilíbrio de longo prazo dado pela Lei de Thirlwall original. Esse desvio do equilíbrio de longo prazo estaria associado a variações dos termos de troca e/ou fluxo de capitais.

Com dados para o período 1952-1993, ele calculou a média móvel 15 anos para os dados de crescimento do produto e crescimento das exportações, de modo que ficou com 27 observações de cada série. A partir de então, calculou 27 elasticidades hipotéticas, ou seja,

y x h= /

π . Estimou, para cada 15 anos, a elasticidade de importação, π, de modo que estimou 27 elasticidades com base na função de demanda de importação tradicional. Assim,

anos em que π > ,πh y > yb, ou seja, o país cresceu mais do que o que poderia em equilíbrio do balanço de pagamentos e, portanto, acumulou déficit em transações correntes.

Através desse procedimento, podem ser identificados anos em que a economia esteve acumulando déficits ou superávits no balanço de pagamentos, e que, portanto, a taxa de crescimento da economia divergiu da taxa de crescimento compatível com o equilíbrio do balanço de pagamentos. No entanto, este é um fenômeno de curto prazo, temporário, e, ao identificá-lo, pode-se distinguí-lo de uma quebra estrutural de longo prazo.

Inclusão de outras variáveis nas Funções Demanda Importações e Exportações

Diversos autores tentam estimar as demandas de importação e exportação, controlando por mudanças institucionais. Moreno-Brid (2003), por exemplo, adiciona, na função de importações para o México, um índice de barreiras não tarifárias.

Já Alonso e Garcimartin (1998/1999) propõem que a demanda de exportação seja construída da seguinte maneira:

(80)X=A (Pd/Pf E)η Y*ε G δ

em que G representaria um índice de tecnologia que afetaria positivamente as exportações.

Enfim, como já se ressaltou, mesmo dentro das cinco linhas gerais de metodologia do teste empírico, é possível fazer vários arranjos que captem efeitos que se acreditam ser relevantes para o experimento em questão.