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Há diversas classificações para os mais variados tipos de próteses, conforme a necessidade e a condição do amputado, a altura da amputação, o membro amputado etc. Todas as próteses apresentam suas vantagens e desvantagens, entretanto, com o domínio e a aplicação da alta tecnologia, atualmente, na elaboração de novos materiais e na utilização de procedimentos computadorizados, as próteses mais modernas conseguem chegar a níveis muito elevados de sofisticação, muito embora seu preço seja impraticável para a maior parte da população.

A seguir, mostram-se alguns tipos de próteses, com características especificas, dentre as mais comuns adotadas:

• Prótese exo-esquelética (Figura 5): indicada para pacientes com amputação transtibial, tipo PTB, PTS ou KBM, laminada em resina acrílica, opcionalmente com reforço em fibra de carbono, com soquete flexível entre o encaixe e o coto de amputação, pé SACH ou articulado,

Figura 5 - Prótese exo-esquelética transtibial com soquete flexível

Fonte: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA BENEFICENTE DE REABILITAÇÃO, 2000.

• Prótese exo-esquelética (Figura 6): para amputação transfemoral, laminada em resina acrílica com reforço em fibra de carbono, joelho monoeixo, com ou sem impulsor, livre ou com trava ou com freio de atrito contínuo, pé SACH ou articulado.

Figura 6 - Prótese exoesquelética transfemoral

• Prótese exoesquelética com coxal, em resina (Figura 7): para amputação transtibial, soquete flexível, com suspensão ou por manguito de coxa (coxal) conectado ao encaixe de resina, mediante hastes laterais de aço articuladas com rolamentos, pé SACH ou articulado.

Figura 7 - Prótese exoesquelética transtibial com coxal e soquete flexível Fonte: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA BENEFICENTE DE REABILITAÇÃO, 2000.

• Prótese não convencional para má for mação congênita (Figura 8): podendo ser laminada em resina acrílica (exoesquelética) ou sistemas modular (endoesquelética), em aço e alumínio.

Figura 8 - Prótese não convencional para má formação congênita.

• Prótese exoesquelética, para desarticulação do joelho (Figura 9): laminada em resina acrílica, com reforço em fibra de carbono, com articulação de joelho externa, em hastes de aço articulada com rolamentos, encaixe de coxa em resina plástica ou em polipropileno ou em couro, pé SACH ou articulado.

Figura 9 - Prótese exoesquelética, para desarticulação do joelho.

Fonte: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA BENEFICENTE DE REABILITAÇÃO, 2000.

Liner de silicone (Figura 10): o Liner de silicone poderá ser utilizado com o intuito de melhorar a suspensão da prótese, permitindo maior segurança aos pacientes. Utilizado com próteses tubulares de diferentes materiais, também oferece conforto aos usuários.

Figura 10 - Liner de Silicone Fonte: PRÓTESES, 2001.

• Prótese canadense (Figura 11): indicadas em emelias, desarticulações do quadril e hemipelvectomias. Hemicesto em polylite. Nesse tipo de prótese, há vários tipos de joelhos disponíveis no mercado, como: JUPA (trava automática); Habberman (sem trava), livre; com trava automática e rígida.

Figura 11 - Modelo de prótese canadense. Fonte: PRÓTESES, 2001.

• Prótese modular infantil (Figura 12): pode ser utilizada em crianças entre 2 e 12 anos, com altura máxima de 1,45cm e peso máximo de 45 kg. Confeccionada em liga de metal bastante leve. Os joelhos disponíveis para este tipo de prótese são o monoeixo com impulsor incorporado ou com trava. Já o pé disponível é o modelo SACH.

Figura 12 - Prótese modular infantil Fonte: PRÓTESES, 2001.

• Prótese não convencional (Figura 13): fabricada sob medida. Tem indicação para as graves e complexas malformações congênitas dos membros inferiores associadas a grandes encurtamentos

Figura 13 - Modelo de prótese não convencional. Fonte: PRÓTESES, 2001.

• Próteses para desarticulações do quadril e do joelho (Figura 14): este tipo de prótese é utilizado quando situações adversas (determinadas atividades do paciente, condições geográficas) inviabilizam o uso de uma prótese modular, tecnicamente mais avançada e leve, portanto mais indicada para este nível de amputação. A prótese é composta pelo encaixe, a barra posterior de apoio, a articulação de joelho com panturrilha, o tornozelo e o pé. O encaixe em resina tem a forma de um cesto, com uma abertura na parte anterior. Ele está ligado à prótese através de um eixo (articulação de quadril), além de possuir uma barra de sustentação na parte posterior.

Figura 14 – Prótese para desarticulação do quadril e do joelho Fonte: ORTOPEDIA SÃO JOSÉ, 2004.

• Prótese para amputação do antebraço com acionamento mioelétrico (Figura 15): a mão é acionada pelos potenciais gerados por correntes musculares existentes no coto, que são captados e amplificados por eletrodos. Além da abertura e fechamento da mão, também poderá realizar a prono-supinação. Indicado para pacientes com amputação do terço proximal e médio do antebraço.

Figura 15 - Prótese para antebraço com acionamento mioelétrico. Fonte: PRÓTESES, 2001.

• Antebraço mecânico com gancho (Figura 16): confeccionada com o material, (polylite) sendo que a suspensão é realizada através de cabos e correias com dispositivo terminal (gancho). Neste tipo de prótese, a movimentação ocorre através de propulsão muscular. Através do cabo de aço preso à correia ancorada no ombro oposto se consegue a movimentação (abertura e fechamento do gancho). A indicação é semelhante à da prótese mioelétrica,

Figura 16 - Exemplo de antebraço mecânico com gancho. Fonte: PRÓTESES, 2001.

• Braço com cotovelo mecânico (Figura 17): confeccionada em polylite com suspensão por cabos, correias e tiras de velcro. Neste tipo de prótese temos a opção de um cotovelo com trava externa (fixação manual) ou com trava interna (fixação através de um pequeno cabo, que comandado pelo ombro do mesmo lado, aciona a trava) ou o gancho. Indicada para amputações transumerais.

Figura 17 - Exemplo de braço com cotovelo mecânico. Fonte: PRÓTESES, 2001.

• Prótese híbrida (Figura 18): este tipo de prótese tem como característica a utilização de um sistema híbrido, onde a mão é mioelétrica e o cotovelo mecânico. A suspensão se faz por cabos e correias, sendo que a flexo-extensão do cotovelo é feita pelo cabo, e a abertura e o fechamento da mão correm pela ação dos eletrodos. Como vantagem este sistema apresenta maior facilidade no manuseio da prótese, requerendo também menor gasto energético,

Figura 18 - Exemplo de prótese híbrida. Fonte: PRÓTESES, 2001.

• Prótese para desarticulação do ombro / prótese para desarticulação do cotovelo (Figura 19): São movidas à propulsão muscular. Três tipos de cotovelos disponíveis: com trava externa, com trava interna ou articulação externa com trava opcional. Podem ser utilizadas com 3 tipos de mãos: mecânica, passiva (cosmética) e ganchos. Materiais: resina, cabos, tiras e velcro.

Figura 19 - Exemplo de Prótese para desarticulação do ombro Fonte: PRÓTESES, 2001.

• Próteses modulares dotadas de alta tecnologia (High Tech) com joelhos

computadorizados (Figura 20): Este tipo de prótese é indicado para a protetização acima do joelho, para praticamente todos os comprimentos de coto, e possui vantagens em relação às próteses convencionais tanto do ponto de vista funcional como cosmético. O encaixe, a articulação de joelho e o pé são ligados através de diferentes tipos de adaptadores.

(a)

(b) (c)

Figura 20 - Proteses modulares de Alta Tecnologia, (a) em atividade, (b) completa e (c) Joelho Fonte: ORTOPEDIA SÃO JOSÉ, 2004.

• Prótese para pés (Figura 21): Esse tipo de prótese é usado para amputação bilateral dos pés, fabricado com materiais que agregam resistência e leveza, possibilitando ao usuário realizar certos movimentos que uma pessoa normal não consegue.

Figura 21 - Prótese para os pés Fonte: HUFFINGTON POST, 2008.