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Load Calculation with Strip Theory

Imagem mental: é uma das estratégias mais utilizadas nos programas de treino cognitivo, sendo essa responsável pela estimulação da memorização de informações por meio de representações visuais, expressas por cores, formas e significados. Consiste em uma poderosa ferramenta de aprendizagem por proporcionar que o processamento da informação seja contextualizado (NEELY, 2000). É necessário estabelecer uma conexão entre dois objetos e promover a interação entre os itens que serão evocados (WILSON, 2011). Os objetos não são simplesmente apresentados na mesma imagem, eles precisam estar integrados. Por exemplo, para memorizar um livro e uma bolsa, o indivíduo pode imaginar um livro sendo colocado dentro da bolsa (SALMAZO-SILVA et al., 2013). Para memorizar uma lista de itens que devem ser comprados, como frutas – laranja, maça, pera e mamão –, o indivíduo pode imaginar-se cortando essas frutas para uma salada de frutas, ou até mesmo a imagem dele ou de alguém saboreando essas frutas.

Categorização: esta técnica permite que as informações sejam colocadas em categorias no momento da gravação, reduzindo a sobrecarga de dados no momento da memorização, o que facilita a recuperação quando, necessária. A informação é melhor codificada após ser recebida, porque itens similares são gravados e associados uns aos outros, e, durante a recuperação, um item leva a recuperação ao outro (YASSUDA et al., 2013). De acordo com West (1995), muitos pesquisadores que trabalharam com treino cognitivo para idosos utilizaram essa técnica por acreditarem ser fácil de ser aprendida por este público, pois reconhecem facilmente o valor da estratégia mnemônica. Além disso, essa técnica utiliza a memória semântica que, como vimos no tópico que aborda os sistemas de memória nesta pesquisa, não declina com o envelhecimento e pode ser usada

para diferentes tarefas, como, por exemplo, para lembrar listas de objetos que devem ser comprados, coisas a fazer, recados etc.

Ressalta-se, ainda, que a técnica da categorização pode ser utilizada juntamente com outras estratégias mnemônicas, por exemplo, com a técnica da imagem mental, facilitando ainda mais o armazenamento e o posterior recuperação da informação (LASCA,2003).

Método dos lugares: segundo Salmazo-Silva et al. (2013), é uma técnica associada à técnica da imagem mental. Tem sua origem nos anciãos gregos que atuavam como oradores e foi criada para auxiliar a memorização dos discursos longos. Consiste na elaboração de imagens mentais que associem as novas informações a locais bem conhecidos, como os cômodos de uma casa, ou lugares por onde se passa para chegar à casa, à escola, ao trabalho etc. É preciso gerar uma lista com diferentes lugares e criar imagens vivas e dinâmicas a respeito dos diferentes locais. Depois disso, deve-se criar uma imagem associando um lugar ao item da lista a ser lembrado. Essa sequência de lugares é necessária, já que o primeiro lugar deverá estabelecer uma relação com o segundo que, por sua vez, estabelecerá com o terceiro e assim sucessivamente, por exemplo: ir à padaria, passar na farmácia, deixar as roupas na lavanderia e pegar uma encomenda na casa de alguém (ALVAREZ, 2003).

Associação e elaboração: é outra técnica que pode ser utilizada para auxiliar o idoso a memorizar. De acordo com Lasca (2003), essa técnica é usada para a melhoria da codificação da informação. A autora ressalta que, quando o indivíduo usa relações semânticas ou linguísticas para memorização de palavras, ele está fazendo uso da técnica de associação, já quando ele usa uma frase inteira ao invés da palavra, ele está fazendo uma elaboração. West (1995) salienta que as intervenções que utilizam essa técnica devem ensinar os idosos a gerar e reter associações diferentes. Acreditamos que todos nós, em algum momento da vida, já utilizamos essa técnica, sem saber que era uma alternativa para treinar a memória. Por exemplo, quando usamos um número para memorizar uma senha de banco. Se o número for 1213, por exemplo, a associação do número 12 pode ser feita pela simples data de aniversário de um filho e o número 13 pode ser a data de aniversário do marido. É uma técnica caracterizada como fácil para a maioria das pessoas, no entanto, para o idoso, torna-se um pouco complicada, pois, muitas vezes, este não consegue fazer uso da técnica livremente, precisando assim de orientações.

Repetição:é uma das técnicas existentes na literatura com pouca utilização nas intervenções. Consiste em repetir mentalmente determinada informação. Para Brum

(2012), essa estratégia é entendida como generalista, pois pode ser usada para qualquer informação: nomes, textos, listas, contudo, segundo Alvarez (2003), é preciso entender que essa é uma técnica eficaz para retenção de informações pontuais, não sendo indicada para um aprendizado de longo prazo.

Primeiras letras: é outra técnica pouco utilizada, que consiste na criação de uma frase, cujas primeiras letras sejam a inicial de uma série de informações que precisam ser memorizadas. Segundo Bárbara Wilson (2011), um exemplo dessa técnica é a frase usada para memorizar os nomes dos nove planetas do sistema solar: “Minha avó tem muitas jóias, só usa no pescoço”, tal frase corresponderia aos planetas Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão. Para que essa técnica seja eficaz, é necessário que o conteúdo a ser memorizado já esteja consolidado e que seja relevante repeti-lo na ordem correta.

A seguir, discorremos acerca de alguns estudos sobre o treino de memória, bem como suas descobertas e limitações. Deter-nos-emos nos estudos que utilizaram as técnicas que foram supradescritas.