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9. RESULTATER OG DRØFTING

9.3 Lesing og motivasjon

Na perspectiva internacional, há duas linhas teóricas que marcam a trajetória histórica da Sociologia do Envelhecimento. A linha teórica predominante surge da “perspectiva funcionalista”. Entende-se que o aumento gradual da idade é um elemento estrutural da nossa sociedade e que assegura diferentes funções, que serão ocupadas em certas posições, necessárias para o funcionamento da sociedade. Assim, as pessoas jovens são promovidas a posições produtivas, os adultos as ocupam e os idosos as abandonam. Para a perspectiva funcional, somente as necessidades da sociedade são importantes, deixando de lado as necessidades de seus membros (Sanz, Oñate, 2006).

Dentro da perspectiva funcionalista, encontramos a “teoria do

papel” e a da “atividade”, desenvolvidas por Talcott Parsons y Robert Havighurst, e a “teoria da desvinculação” por Elaine Cummings e William Henry. No paradigma funcionalista, a imagem do envelhecimento é um

“problema social” que resulta das mudanças estruturais da família e dos processos de industrialização e urbanização. No final dos anos 60 e princípio dos 70, quando a teoria funcionalista foi questionada por outras perspectivas do envelhecimento, produziu-se uma reação contra o positivismo que havia predominado nas análises da Gerontologia Social (Sanz, Oñate, 2006).

Surge uma Gerontologia Crítica em oposição ao positivismo, empirismo e ao liberalismo pragmático. Utiliza-se cada vez mais a

“perspectiva do ciclo vital”. A perspectiva pós-moderna do envelhecimento analisa o envelhecimento como uma dimensão importante da mudança social. Desde esta perspectiva, já não tem tanta importância o status socioeconômico, tornando mais débeis os limites que separam a juventude da idade madura e os da velhice. Surgem múltiplos estilos de vida que não se baseiam na produtividade, mas, no consumo (Sanz, Oñate, 2006).

Por outro lado, existe uma tendência crescente em abandonar o modelo do envelhecimento como patologia social e surgem aproximações teóricas emancipatórias que dão poder às pessoas idosas, que são cada vez mais capazes de lutarem por si mesmas.

Por último, outro tema surge como um dos mais interessantes na Sociologia do Envelhecimento, a relação entre as gerações tanto em nível familiar entre parentes como a que supõe a criação de um novo contrato social entre as gerações que contribuem a reforçar os estados de bem-estar (Sanz, Oñate, 2006).

Na Espanha, cada vez mais, realiza-se investigação na Sociologia do Envelhecimento e em outras áreas da Gerontologia. Uma das pioneiras é María Pía Barenys, que estuda sobre as residências de idosos e se consagra neste âmbito. Do mesmo modo, María Teresa Bazo Royo, desde uma perspectiva interacionista, faz uma análise sobre a relação entre a saúde e solidão, a relação entre avós e netos, analisa a qualidade de vida do idoso e sua história de vida, como instrumento que serve para construir a vida social através das histórias individuais (Sanz, Oñate, 2006).

As teorias do “ciclo de vida” e da “adaptação ao processo de

envelhecimento” são diversas. Desde a década de 1950 os investigadores sociais formularam questões teóricas sobre as mudanças derivadas do envelhecimento, fenômeno multidisciplinar que afeta todos os componentes do ser humano, sua biologia, psicologia e seu papel social. A própria condição da terceira idade tem provocado uma grande quantidade de teorias que foram evoluindo e se adaptaram às mudanças sociais. Parece que, nas últimas etapas do ciclo vital, também constatamos mudanças que produzem desagregação dos períodos descritos pelos clássicos como Erikson (1982, 1983) (Erikson apud Sanz, Oñate, 2006).

A perspectiva do “ciclo de vida” é mais um marco conceitual do que uma teoria. Incorpora as ideias funcionalistas sobre o papel das normas sociais na conduta do idoso. O envelhecimento é um processo de evolução que se inicia desde o nascimento e cuja experiência varia em função dos

fatores históricos (Cain, Clausen, Neugarten e Hagestad apud Sanz, Oñate, 2006).

Para Moody (1988:23), a Gerontologia Social Contemporânea está evoluindo desde as teorias macro, como a teoria da modernidade ou da desvinculação e, as teorias micro, como a teoria do papel ou da atividade. Todas elas ajudam a compreender os resultados das investigações empíricas, mesmo que a prática oscile entre os extremos (Moody apud Sanz, Oñate, 2006).

A teoria da desvinculação foi uma das primeiras e mais importantes porque tentou estruturar de uma maneira compreensiva a posição dos idosos na sociedade. O ponto central da teoria considera que durante o processo do envelhecimento, as pessoas experimentam uma separação gradual da sociedade, um decréscimo da interação entre as pessoas e seu meio ambiente. Este retraimento se manifesta especialmente no caso da aposentaria como uma referência fundamental ao afastamento da vida produtiva.

Desde a perspectiva da desvinculação, este processo é uma tendência normal derivado dos ritmos biológicos. Em outras palavras, assume-se que é funcional e que serve tanto às necessidades individuais como às sociais. Deste ponto de vista, a teoria da desvinculação se relaciona com outra teoria que é a do funcionalismo estrutural (teoria da modernidade). A teoria da modernidade pretende explicar as mudanças no status das pessoas idosas a partir das modificações dos sistemas sociais em função do grau de industrialização que alcançam as distintas sociedades. Argumenta-se que o status dos idosos é inversamente proporcional ao grau de industrialização (Sanz, Oñate, 2006).

Assim, nas sociedades ocidentais se manifesta um conjunto de características sociais e culturais que afeta diretamente as estratégias estabelecidas para manter o status dos idosos. Baseando-se no sistema de valores tradicionais, essas culturas têm conseguido minimizar a deterioração do status que parecia inevitavelmente ligado a um desenvolvimento industrial tardio (Sanz, Oñate, 2006).

Segundo Neugarten (1968) as pessoas em idade avançada têm uma interiorização ou introspecção, o qual significa uma maior atenção ao próprio mundo psicológico. Entendida desta forma, a desvinculação não significa necessariamente o abandono de certas condutas, senão, uma atitude dos indivíduos durante a vida (Neugarten apud Sanz, Oñate, 2006).

A “teoria de estratificação por idades” examina as mudanças de sucessivos grupos (estudo de coorte) através do tempo, mostrando que a sociedade se compõe de gerações sucessivas de indivíduos que vão envelhecendo de maneira distinta e que, continuamente, forçam seus antecessores a desempenharem papéis sociais. As pessoas que nascem em datas próximas experimentam o processo de envelhecimento de forma similar, de maneira que cada geração, segundo o momento sócio-histórico em que vive, deve enfrentar um conjunto de acontecimentos e mudanças relacionadas com sua data de adjunção na sociedade. Já as pessoas de gerações diferentes envelhecem de maneira diferente porque a sociedade está sempre em mudança. Vale ressaltar que, as mudanças sociais e os efeitos da idade modificam também as atitudes e comportamentos dos distintos grupos de idade em intervalos diferentes de tempo (Sanz, Oñate, 2006).

Outros conceitos sobre envelhecer, “envelhecimento satisfatório” ou competente ou com êxito, têm tido uma grande aceitação nos contextos científicos e políticos pelos organismos internacionais públicos como a OM ou a UE. Desde esta perspectiva separa-se o processo de envelhecer dos efeitos da doença, uma vez que, o envelhecimento satisfatório se define como aquele que alcança evitar a enfermidade e incapacidades, mantendo o funcionamento físico e mental. Além disto, considera que o idoso, nesta circunstância, requer se manter ativo e comprometido com sua vida social e familiar. Desde este ponto de vista, as pessoas adquirem uma responsabilidade na hora de buscar adaptações às mudanças e centrarem-se em suas áreas de prioridade (OPAS/OMS, 2005).

Neste modelo, os autores buscam um equilíbrio entre ganhos e perdas da idade através de três estratégias: seleção, otimização e

compensação, para compensar certas perdas ocasionais (físicas, cognitivas, emocionais) (Sanz, Oñate, 2006).

A seleção se relaciona com as prioridades que cada pessoa estabelece em função de sua história prévia, de maneira que se concentra nos aspectos que têm alta prioridade e implicam em demanda motivacional, habilidades e capacidades biológicas individuais. A otimização faz referência aos hábitos pessoais de manter os comportamentos que maximizam seus recursos e, a compensação se refere aos mecanismos psicológicos e físicos que compensam o declive pessoal (Sanz, Oñate, 2006).

Os aspectos psicológicos de afrontamento (coping) às condições da doença crônica e os modelos de gestão da enfermidade supõem uma interessante contribuição para compreender a situação de uma porcentagem importante da população. Neste contexto, resulta referir sobre aproximadamente 900.000 pessoas idosas que declararam ter alguma dependência para realizar alguma atividade da vida diária (Sanz, Oñate, 2006).