5. Drøfting av funn
5.3 Lederutviklingsprogram – hva er det godt for?
Na sequência são citadas algumas cidades elencadas por Beatley (2000), sendo holandesas as cidades de Utrecht, Groningen e Leiden; alemã a cidade de Freiburg.
O distrito de Leidsche Rijn, na cidade de Utrecht, possui um plano para uma área de 2.500 ha para receber 75% do crescimento da região, em 30 mil casas e 30
92 Disponível em: <http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2012/04/confira-o-ranking-das-cidades-com-
mil postos de trabalho, cuja densidade construtiva se aproxima de 37 unidades/ha. Além da conexão com o centro antigo e da concentração de trabalho na área, há incentivo para a promoção do uso de bicicleta (Figuras 80 e 81) e o desencorajamento do uso do automóvel por meio do transporte coletivo.
Figura 80 – Vasta adesão ao uso das bicicletas em Leidsche Rijn Figura 81 – Estacionamento de bicicletas em Leidsche Rijn
Disponíveis em: <http://www.utrechtsummerschool.nl>. Acesso em: 10 jun. 2011
Groningen (Figuras 82 e 83) tem algumas ações para um programa de melhoria do centro, que incluem a criação de um calçadão em áreas comerciais e um novo conceito em transporte coletivo, que contempla estacionamentos periféricos gratuitos com serviço de ônibus conectando-os ao centro, criando, com isso, uma área livre de carros, que possibilita incrementar o número de ciclovias e aumentar a atratividade da região central.
Figura 82– Estacionamento de bicicletas em Groningen Figura 83 – Estacionamento de ônibus em Groningen
Disponíveis em: <http://www.viajesaholanda.com/groningen-2/>. Acesso em: 10 jun. 2011 Leiden possui percursos de pedestres, preservando a sua região central. Existem vários estacionamentos de baixo custo, chamados parking bus, que operam
durante o dia e aos sábados. Ônibus circulam por uma rota para transportar as pessoas dos estacionamentos para o centro da cidade.
Freiburg prioriza o pedestre e os ciclistas (Figuras 84 e 85), além do investimento constante em transporte coletivo. A velocidade dos bondes é relativamente alta, uma vez que, em grande parte da cidade, ele corre em faixa exclusiva e os semáforos nos cruzamentos são eletronicamente ativados quando ele se aproxima. A cidade tem investido gradualmente em bondes com piso baixo que permite aos passageiros entrar e sair mais rápido, aumentando a velocidade dos trens.
Figura 84 – Calçadas amplas propiciam o encontro de pedestres em Freiburg Figura 85 – Faixa exclusiva para a circulação de bicicletas em Freiburg
Eduardo Garcia Fortes (2012)
O esforço das cidades europeias em devolver as ruas aos pedestres remonta à década de 1960 e continua até hoje. Copenhagen, na Dinamarca, começou essa tendência em 1962, com o fechamento da principal rua de compras e outras vias, sendo que, em 1996, a área dedicada ao pedestre tinha sido consideravelmente ampliada. Esses espaços também são lugares que favorecem o seu uso no período noturno, já que as lojas não fecham suas vitrines e os cafés, bares e restaurantes têm um grande movimento.
Segundo Beatley (2000), o sucesso dessas transformações se deve à forma como elas ocorreram, sendo introduzidas gradualmente, ao invés de mudanças drásticas. Dessa forma, as pessoas tiveram tempo de mudar seus padrões que consistiam em dirigir e estacionar, para padrões de andar de bicicleta e utilizar o transporte coletivo.
Mesmo com a retirada dos carros das ruas, não houve perda de negócios. Geralmente, as experiências sugerem que esse medo é infundado e que as atividades de negócio e lucros são normalmente aumentadas quando a circulação de carros é restrita (BEATLEY, 2000).
Vauban, por exemplo, é uma cidade planejada, na fronteira da Alemanha com a Suíça, que abriga cerca de 5.500 habitantes em seus 2,8 km². As ruas são de uso misto, sendo que lojas, restaurantes, bancos e escolas se intercalam às residências, incentivando o acesso a pé e de bicicleta. O principal meio de transporte é o bonde, que leva à cidade de Freiburg, de 215.000 habitantes, a 4 km de Vauban. O limite de velocidade na rua principal da cidade é de 30 km/h, e na área residencial é de apenas 5 km/h, o que possibilita que as ruas sejam compartilhadas (Figuras 86 e 87).
Figura 86 – Linha de bonde que conecta Vauban à Freiburg
Disponível em: <http://www.badische-seiten.de/bilder/freiburg-vauban/>. Acesso em: 05 jan. 2010 Figura 87 – Rua compartilhada em Freiburg
Disponível em: <http://www.ecodebate.com.br/2009/05/13/comunidade-alema-de-vauban-decide-ter- uma-vida-sem-automoveis-e-vira-referencia>. Acesso em: 05 jan. 2010
Assim como Vauban, Elephant & Castle também faz parte de um programa de revitalização, sendo identificado como uma área promissora próxima à região central de Londres e, desde o início, houve um cuidado especial com as questões relativas à qualidade ambiental dos espaços livres e à mobilidade, incluindo propostas de melhorias no transporte coletivo e o incentivo a outros meios de locomoção para reduzir o uso de automóveis.
A renovação de Elephant & Castle (Figuras 88 e 89) teve início em 2002, com previsão de término em 2014, e inclui a criação de um novo centro da cidade voltado ao pedestre, bem como praça do mercado, espaços verdes, novas habitações e empregos.
Algumas cidades americanas também estão adotando iniciativas que visam priorizar outras formas de deslocamento.
Figura 88 – Fechamento parcial de rua aos veículos em Elephant & Castle Figura 89 – Proposta de criação de calçadas com 40 m de largura em Elephant & Castle
Disponíveis em: <http://www.elephantandcastle.org.uk>. Acesso em: 05 jan. 2010
A cidade de Portland, no estado de Oregon, nos Estados Unidos, é um exemplo disso. Essa cidade possui cerca de 575.000 habitantes, ampla área verde e uma movimentada vida local, aliada ao funcional sistema de transporte coletivo, composto por quatro linhas de VLT, bondes, ônibus e trens (Figura 90). Além disso, a cidade possui um traçado plano, sendo considerada a melhor cidade americana para o uso de bicicleta, onde ocorrem vários eventos que atraem um grande número de participantes93 (Figura 91).
Figura 90 – O bonde divide o espaço com as pessoas em Portland
Disponível em: <http://adventure.howstuffworks.com/portland-city-guide.htm/printable>. Acesso em: 05 jan. 2012
Figura 91 – Encontro de ciclistas pelas ruas de Portland
Disponível em: <http://apocalipsemotoriza-do.files.wordpress.com/2008/06/naked_ride_portland.jpg>. Acesso em: 05 jan. 2010
Embora os carros circulem nos bairros e nos subúrbios, eles foram vetados na região central e numa área de 300.000 m² às margens do Rio Willamette, que reúne edifícios residenciais, restaurantes e um bulevar. Porém, em Portland, esse
93
veto só foi possível por meio da adoção de outras formas eficientes de deslocamento como o sistema integrado de VLT, bondes, ônibus e trens94.
Mesmo com a diferença de escala entre os exemplos mencionados acima e a cidade de São Paulo, eles demonstram a possibilidade da mudança de hábito e de opinião, desde que ocorra um planejamento adequado, participativo e integrado.