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5. Drøfting av funn

5.1 Hva er helhetlig ledelse?

O objetivo desse concurso foi transcender as proposições teóricas ou acadêmicas, com a pretensão de se criar um Bairro Novo em uma área de cerca de 1.000.000 m², numa região próxima ao centro de São Paulo, que se caracteriza por possuir ótimas condições de acessibilidade e pela existência de grandes áreas vazias ou subutilizadas de propriedade pública e privada.

Para tanto, o objeto contemplava duas escalas de abrangência: área foco e região de referência. A primeira estava compreendida entre a Avenida Castelo

82 Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1000850-regiao-da-barra-funda-em-sp-ganhara-16-km-

Branco (Marginal do Rio Tietê), a Rua José Neto Lorenzon e a Ponte Júlio de Mesquita Neto, até a Avenida Francisco Matarazzo, enquanto que a segunda era delimitada pelas regiões da Água Branca e da Barra Funda.

Esse concurso aconteceu em 2004, em âmbito nacional, sendo promovido pela PMSP, por meio da SEMPLA e da EMURB.

O projeto urbano deveria ser composto por um conjunto de intervenções de reordenação urbanística que contemplasse, no mínimo, os seguintes objetivos gerais (VITRUVIUS, 2004):

- ocupar e propor novas atividades para as glebas existentes na área foco de intervenção, de modo a se pautar pela mescla de usos visando promover a vitalidade e a dinâmica dos espaços propostos nos diferentes períodos do dia e ao longo de toda a semana;

- melhorar as condições ambientais e ampliar as qualidades de vida urbana e as práticas sociais desse setor;

- viabilizar a implantação de empreendimentos, por meio da participação de agentes públicos e privados;

- criar áreas e equipamentos públicos, compatíveis com as novas condições potenciais de centralidade da área foco de intervenção e com suas características de alta acessibilidade e presença de atividades diferenciadas (Terminal Intermodal da Barra Funda e Memorial da América Latina, por exemplo);

- fornecer parâmetros a partir das propostas apresentadas no concurso, à futura revisão da Lei n° 11.774/1995 (Operação Urbana Água Branca), desde que sejam compatíveis com as diretrizes do plano diretor e com o plano regional, da PMSP.

As premissas, em relação ao solo urbano e aos investimentos públicos, resumem-se em: articulação física e funcional entre a malha viária existente e a proposta; existência da ferrovia e as potencialidades por ela geradas representadas pela sua modernização e expansão; existência de corredores de ônibus; integração dos espaços coletivos no conjunto da intervenção urbana; recuperação do Rio Tietê, bem como a relevância de seu potencial paisagístico e o reconhecimento de sua importância como um dos principais elementos estruturadores da região.

A seguir tem-se a Figura 75 com o resumo das principais propostas dos três primeiros colocados.

Principais propostas urbanísticas 1° lugar

(Autores: Dante Furlan, Euclides Oliveira e Carolina de Carvalho)

Rebaixamento da linha férrea e nivelamento da Avenida Pompéia

Implantação

Ampliação de uma parte das quadras

- Demolição do Viaduto Pompéia e rebaixamento da via férrea para facilitar o acesso de pedestres e possibilitar novas e extensas visuais sobre a várzea ao longo do rio;

- Adição de duas pistas laterais para tráfego local onde antes existia o Viaduto Pompéia; - Concepção do sistema viário pelo reticulado cartesiano, que é o adotado na maioria dos bairros vizinhos;

- Criação de grandes quarteirões de 318x318 m, delimitados por vias principais de circulação com 25 m;

- Subdivisão das superquadras em quatro quadras menores delimitadas por vias secundárias;

- Divisão das quadras em lotes regulares de 1250 m² e 2500 m²;

- Determinação de projeção edificável equivalente a 50% da área do terreno a ser obrigatoriamente ocupada em seus limites e um gabarito de seis pavimentos mais o térreo, resultando em uma dominância horizontal; - Destinação dos lotes com acesso pelas vias principais à habitação e uso misto, enquanto que os lotes voltados para o interior dos quarteirões terão uso exclusivamente residencial;

- Existência de uma praça no interior das superquadras, equipadas com ciclovia;

- Harmonização da coexistência entre pedestres e automóveis sem apartá-los em demasia; - Permissão do estacionamento de automóveis ao longo de todas as vias do bairro, sendo conceituado como barreira de proteção necessária entre veículos e pedestres;

- Previsão de garagens públicas subterrâneas; - Adoção de acesso seguro e agradável do pedestre aos pontos de transporte coletivo; - Distribuição uniforme dos lotes destinados à habitação social, com gabarito de seis pavimentos mais o térreo.

Continuação Principais propostas urbanísticas 2° lugar

(Autores: José Paulo de Bem, Jaime Cupertino, Juan Villà, Luis Guilherme R. Castro, Silvia Chile e Maria Augusta Bueno)

Implantação

- Redução da escala das grandes glebas existentes por meio da implementação de vias locais;

- Composição de um grande vazio urbano nas áreas da estrada de ferro, equipadas com áreas verdes e bacias de acumulação de água das chuvas;

- Construção de uma nova estação de trem equidistante das estações Barra Funda e Lapa, agregando praça para pedestres, comércio, bares e restaurantes, cinemas e estacionamentos (subsolo), residências e os edifícios tombados;

- Criação de larga perspectiva ao longo da Avenida Nicolas Boer guarnecida, de cada lado, por áreas verdes de 40 m de largura, com ciclovia, quiosques e áreas para recreação;

- Proposição de praças de menor porte no centro das áreas residenciais e próximas às glebas institucionais;

- Construção de tridimensionalidade variada, porém predominantemente horizontal;

- Previsão de estacionamentos de um ou dois níveis.

3° lugar

(Autores: Francisco Spadoni, Lauresto Esher, Selma Bosquê e Tiago Andrade)

Implantação

- Adoção de traçado ortogonal;

- Sobreposição de duas escalas de intervenções no viário, sendo uma de veículos para cruzar a região ou acessar o interior das quadras e a outra de pedestres, podendo, pelo sistema de praças corredores, articular os vários modos coletivos; - Incorporação do recuo obrigatório como extensão do passeio, resultando em calçadas com 8 m de largura;

- Supressão dos lotes nas quadras de forma que essas sejam únicas, contemplando, no centro da gleba, o espaço coletivo;

- Verticalização da Barra Funda como condição necessária para qualquer estratégia de reestruturação;

- Utilização de usos mistos para que ocorra vitalidade de setores urbanos vinculados com a capacidade de renovação ao longo do dia;

- Divisão do sistema viário na categoria de vias coletoras e vias locais no interior das quadras; - Arborização da extensa faixa lindeira aos trilhos para a criação de uma faixa verde de 20 m de largura;

- Criação da praça principal, com 60 m de largura e 800 m de comprimento visando conectar a marginal e a linha férrea, onde foi proposta uma grande praça de chegada da estação Água Branca a ser relocada pelo projeto.

Conclusão Figura 75 – Principais propostas urbanísticas dos três primeiros colocados no Concurso Bairro Novo

Além dos três projetos vencedores do concurso, foram concedidas sete menções honrosas que abordaram, entre outros, a articulação física entre o rio e a ferrovia; a estruturação de espaços verdes aliados às ciclovias e aos percursos para pedestres; a adoção de usos mistos; o aumento da densidade construtiva e populacional; a adoção de traffic calming; o deslocamento fluvial e a recuperação das margens do rio.

Quanto à questão da mobilidade, essa aparece de forma mais detalhada na proposta da menção honrosa 483, onde são mencionados no Quadro 9 os desafios e as diretrizes propostas.

Desafios Diretrizes

Divisão equitativa do espaço e tempo de circulação

- Priorização da circulação dos ônibus sobre o tráfego de automóveis;

- Implantação de espaço seguro e confortável para o transporte não motorizado (pedestres e bicicletas).

Trânsito, infraestrutura viária e de transportes compatíveis com os sistemas existentes

- Articulação com os sistemas de transporte e circulação existentes;

- Proposição de soluções para os pontos críticos; - Atendimento das carências viárias ou de transportes existentes.

Transposição / integração / conexão física, social, ambiental e visual das barreiras constituídas pelos sistemas viários e de transportes existentes

- Adoção de traçado viário que favoreça a eliminação de barreiras e do seu caráter de fronteira;

- Implantação de novas alternativas de transposição das barreiras configuradas pela via férrea e pelo Rio Tietê.

Mobilidade e acessibilidade com conforto e segurança para todos

- Adoção de padrões do desenho universal na concepção dos espaços de circulação;

- Requalificação da rede de calçadas existentes; - Implantação de rede de transporte não motorizado com conforto e segurança;

- Sistema viário que proporcione facilidades para os pedestres, de modo a não incentivar velocidades excessivas de veículos motorizados;

- Adoção de padrões de desenho apropriados nos espaços de atividade social.

Quadro 9 – Desafios e diretrizes da mobilidade contidos na menção honrosa 4 do Concurso Bairro Novo

Elaborado pela autora com base em Vitruvius (2004)

83 Os autores da menção honrosa 4 são: Ana Carolina Penna, Luciene Quel, Lílian Hun, Ronald Werner Fiedler,