4. Vurderingskriteriene for å unnta arbeidstakere fra arbeidstidsreglene
4.1 Grensen mellom «ledende stilling» og «særlig uavhengig stilling»
4.2.7 Lederfunksjoner, beslutningsmyndighet og ansvar
No início do período, durante a semana de planejamento das disciplinas, se fez necessário realizar uma breve entrevista com o professor de Projeto de Arquitetura de Sistemas Construtivos Industrializados, a fim de verificar quais as suas impressões e expectativas pedagógicas acerca do sistema que iria adotar na condução dos projetos desta disciplina (Roteiro de Entrevista nº 1 aplicado com o Docente da Disciplina de Projeto de Arquitetura IV, com ênfase nos Sistemas Industrializados - Apêndice E) Esta entrevista foi realizada no final de julho de 2011.
A entrevista consistiu em três perguntas chaves: (1) qual sua opinião inicial sobre o sistema Arcostruttura uma vez que ele tem experiência em ministrar a disciplina de projeto de arquitetura que tem por ênfase o uso de sistemas industrializados; (2) Como poderia explorar este sistema na disciplina; e (3) com relação às questões plásticas, como avaliava o uso do sistema no ensino de projeto de arquitetura.
Com relação à primeira questão levantada nesta entrevista, o docente destaca a flexibilidade do sistema como sendo uma de suas maiores vantagens no processo projetual. A seu ver, esta característica ajudaria ao aluno a pensar nas dificuldades encontradas na elaboração das soluções projetuais em nível de planta de uma maneira mais racional. Outros pontos que esperava contribuir para a aprendizagem seriam a portabilidade do sistema, e a durabilidade dos materiais construtivos, uma vez que este sistema está presente no mercado, fazendo com que o aluno estivesse apto a trabalhar com questões reais. Além destes ‘ganhos’ do processo de aprendizagem ela ainda chamou atenção para a possibilidade de pensar os projetos no que se refere às questões de conforto bioclimático, o que traria um diferencial ao projeto.
Sobre como exploraria os recursos projetuais, ele entendeu que optar por um programa de necessidades que utilizasse um edifício convencional e um espaço itinerante faria com que seus alunos pudessem exercitar bem a flexibilidade nos seus projetos. Quanto à questão plástica ele se mostrou bastante confiante na aplicação do sistema, esperando que os projetos
apresentados trouxessem composições harmônicas e adequadas às situações físicas dos lotes adotados na simulação.
Ao final do semestre letivo, nova entrevista foi realizada com o professor, a fim de tentar identificar se suas impressões iniciais sobre o exercício projetual haviam se cumprido, bem como verificar quais os pontos acadêmicos que mereceriam considerações mais aprofundadas. A segunda entrevista foi realizada no final de dezembro/2011 e buscou dados sobre o processo de aplicação da simulação sob a ótica do docente. O roteiro (Apêndice F) continha 8 (oito) perguntas que visavam entender se o catálogo do SCR adotado disponibilizou informações suficientes para a atividade dos estudantes, além da sua percepção sobre a motivação dos alunos para realizar o exercício e a adequação dessa atividade à aprendizagem projetual, bem como aspectos relacionados ao processo de projeto.
Neste sentido, o docente ressaltou que, embora a possibilidade de utilizar um produto remontável, de grande durabilidade, adaptável e de boa aparência plástica tenha motivado os alunos, para tornar-se ainda mais adequado a um exercício acadêmico (e mesmo à consulta por profissionais) o catálogo/site mereceria um maior detalhamento, pois, mesmo sendo bastante completo se comparado a outros, as informações não disponíveis representam uma fragilidade para a compreensão do sistema. Apesar dessa dificuldade o professor considera que os alunos assimilaram a experiência de forma positiva. Ressaltam-se a este comentário, as visitas feitas pelos alunos às feiras livres existentes em Natal, que apresentaram tendas e barracas em péssimo estado de manutenção e aparência.
Com relação ao ensino propriamente dito, o mestre comentou que “o resultado dos projetos dos alunos aponta para mais ganhos do que perdas” (Docente da disciplina PIV). Segundo ele, a flexibilidade e a modulação, comentadas em sua entrevista inicial e presentes no SCR possibilitaram variedade aos arranjos e a definição de layouts compatíveis com o uso da edificação, além das composições plásticas resultantes das combinações usadas mostrarem-se realistas e adequadas.
Veja bem, na questão da modulação facilita a projetação, ele (aluno) começa a trabalhar com aquela malha, naquele reticulado, e isso possibilita a ele se organizar no desenvolvimento da projetação. E eu acho isso interessante porque possibilita ao aluno criar dentro de parâmetros norteadores: a modulação. Ele tem onde se embasar, onde as medidas não são limitações. Ao contrário, são direcionamentos (Extraído da entrevista com o Docente da disciplina PIV).
Com relação às composições projetuais, o docente se mostrou bastante satisfeito com as propostas apresentadas que (sua opinião) ficaram interessantes volumetricamente, pois “a forma plástica já estava pronta. Era só compor” (Docente da disciplina PIV). Quando se trata de um projeto voltado para feira livre “não pode fugir muito do layout, ou ela é linear ou cruciforme.
Então, pra essas duas linhas de pensamento o sistema funciona muito bem”
(Docente da disciplina PIV).
Um ponto tido como especialmente negativo é a dificuldade de representação gráfica das tendas. Por terem a curva como elemento geométrico em quase todas as representações e vistas, não foi bem desenvolvido pelos alunos no desenho, que reclamavam a falta de blocos prontos no AutoCAD.
Contudo, destaco como ponto negativo o fato de não haver disponibilizado pela empresa blocos desenho no AutoCAD à disposição de projetistas. Faltam algumas medidas para representação correta. Então um bloco resolveria o problema (Extraído da entrevista com o Docente da disciplina PIV).
Outro fator negativo é o fato de o catálogo ou folder, requerem um maior nível de detalhamento. No exercício foi difícil para o docente explicitar melhor como seriam as instalações e tubulações para as bancadas da feira. Há o indicativo a título de sugestão para que a empresa possa desenvolver mobiliários que se adaptassem às tendas que produz.
Por outro lado, se comparados o processo de ensino de projetação de uma arquitetura convencional com uma remontável, o professor aponta muitas semelhanças, afinal para ele, em todas as situações projetuais o arquiteto (ou aprendiz) seguem as mesmas etapas e condicionantes. Na verdade, o que varia é a forma de ensinar projeto de arquitetura quando a edificação é
portável, ou seja, o sistema adotado permite uma melhor prática do ensino de projetos voltados para edificações desta natureza.
Quanto ao processo projetual o uso de condicionantes, as etapas projetais posso dizer que nada mudou. O projeto da convencional foi o mesmo (no caso do Mercado). O que mudou no que diz respeito ao ensino de projetos volantes (feiras) foi a parte efêmera, pois o grande problema é que quando trabalhamos vendo as feiras daqui (Natal) através dos estudos de caso, a gente não percebe modulação, não percebe flexibilidade, como estão organizadas as células (bancas), e como esse sistema ele possibilita trabalhar a padronização (Extraído da entrevista com o Docente da disciplina PIV).
A modulação necessária para projetos mais complexos se fará presente em qualquer que seja a natureza temporal da obra. Ela serve para o aluno como um norteador que dará ao projetista, direcionamentos. No caso de um sistema pré-fabricado as medidas não são limitações, ao contrário, são norteadores projetuais. Assim como a modulação, a estrutura definida ajudou ao aluno a propor uma cobertura sem grandes preocupações de peso e gravidade.
De certa forma as impressões iniciais do docente se confirmaram, sobretudo quanto aos aspectos ligados às primeiras decisões projetuais, tais como modulação e flexibilidade. Segundo ele, as dificuldades no uso do sistema se relacionaram muito mais à compreensão do catálogo, do que propriamente do sistema, assim como as dificuldades de representação apontaram para uma deficiência no ensino das disciplinas gráficas, e não propriamente ao uso do SCR em si.
Entendemos, assim, que as dificuldades de compreensão do catálogo apontadas pelos estudantes, talvez pudessem ter sido resolvidas, ou mesmo minimizadas se atividade proposta tivesse adotado maquetes físicas do SCR como facilitadoras do exercício projetual, o que não deixa de ser uma sugestão