Contributions and Conclusions
3.2 Latest Results
3.2.1 . Rea lizaçã o do Inte rna to da espe cialidade de M GF por se xo e por grupo etá rio
Referiram ter realizado o Internato da especialidade de MGF 462 médicos, 72,8% do total de respondentes. Analisada a distribuição por sexos, disseram ter realizado o Internato da Especialidade 128 (62,1%) médicos do sexo masculino e 334 (77,9%) do sexo feminino. Foi encontrada associação estatisticamente significativa entre as duas variáveis (χ2(1) = 17,350, p< 0,001; n = 635).
No grupo dos 25 aos 34 anos, treze médicos responderam estar ainda a realizar o Internato da especialidade. Dos inquiridos com mais de 55 anos, 53,2% não realizaram este Internato. Todos os inquiridos, do grupo etário dos 35 aos 44 anos, referiram ter realizado o Internato da especialidade de MGF.
Conforme se pode ver pela Figura 11., a maioria dos médicos com menos de 19 anos de prática (93,8%) mencionou ter realizado o Internato da especialidade, contrariamente ao verificado nos médicos com vinte ou mais anos de prática, dos quais apenas cerca de metade (45,5%) referiu possuir esta formação. Foi encontrada associação estatisticamente significativa entre ambas as variáveis (χ2(3)= 170,815, p< 0,001; n = 634).
3.2.2 . Re a lizaçã o do Interna to da espe cialidade de M GF e m funçã o do local de e xercício
Responderam ter realizado o Internato da Especialidade: 84,2% dos médicos que referiram trabalhar num serviço público não integrado no SNS, 77,1% dos médicos que referiram trabalhar numa USF, 70,6% numa UCSP e 52,9% no sector privado. Foi encontrada associação estatisticamente significativa entre ambas as variáveis (χ2 (3) = 11,294, p = 0,010; n = 621).
3.2.3 . Formaç ão e m cessaç ão tabágica
Referiram possuir formação teórica em cessação tabágica 322 (50,7%) médicos. Do total, apenas 8,2% referiram possuir formação teórica com mais de 35 horas. Três médicos não responderam a esta pergunta.
O sexo masculino apresentou uma proporção de respondentes que referiu possuir formação em cessação tabágica (42,0%) inferior à do sexo feminino (54,7%), existindo associação estatisticamente significativa entre ambas as variáveis (χ2(3) = 12,829, p =
0,005; n = 635).
A proporção de médicos que referiu possuir formação teórica nesta área diminuiu com os anos de prática de MGF, sendo de 56,3% no grupo de médicos com menos de dez anos de prática, de 47,9% no grupo com 20 a 29 anos de prática, de 46,0% no grupo com 10 a 19 anos de prática e de 44,4%, no grupo com trinta ou mais anos de prática. Contudo, não foi encontrada associação estatisticamente significativa entre ambas as variáveis (χ2(9) = 15,345, p = 0,082; n = 633).
Mencionaram ter formação teórica em cessação tabágica 59,0% dos médicos que responderam trabalhar numa USF, 46,6% dos que disseram trabalhar numa UCSP, 31,6% em outros serviços do SNS e 40,0% no sector privado. Foi encontrada associação estatisticamente significativa entre as duas variáveis (χ2(3) = 13,780, p = 0,003; n = 621).
Em 459 médicos que realizaram o Internato da especialidade, 53,4% referiram ter formação teórica em cessação tabágica. Dos 173 médicos que não realizaram este Internato, 43,9% referiram possuir formação nesta área.
Dos médicos com o Internato da especialidade: 7,2% referiram possuir formação teórica, em cessação tabágica, com duração superior a 35 horas, 14,4% com duração
superior a sete e menor ou igual a 35 horas e 31,8% com duração igual ou inferior a 7 horas.
Entre os médicos sem o Internato de MGF: 11,0% disseram possuir formação teórica em cessação tabágica com mais de 35 horas; 11,0% com duração superior a sete e menor ou igual a 35 horas e 22,0% com duração igual ou inferior a 7 horas.
Afirmaram possuir formação prática em cessação tabágica 18,7% dos médicos. Do total, apenas 27 médicos (4,3%) responderam possuir formação prática com duração superior a 35 horas. Disseram possuir formação prática neste domínio 18,7% das mulheres e 18,3% dos homens.
Entre os médicos com o Internato da especialidade de MGF, 81,5% referiram não ter formação prática e apenas 3,7% referiram possuir formação prática com mais de 35 horas de duração. Entre os médicos sem este Internato, 80,8% não têm formação prática e 5,8% referiram possuir formação prática com mais de 35 horas de duração.
Não se encontrou associação estatisticamente significativa entre ter formação prática em cessação tabágica e sexo (χ2
c(1) = 0,001; p = 0,974; n = 635); grupo etário
(χ2(3) = 7,183, p = 0,066; n = 634); anos de prática de MGF (χ2(3) = 6,834, p = 0,077; n = 633); realização do Internato da especialidade (χ2c(1) = 0,041; p = 0,839; n = 632) e
local de exercício (χ2(3) = 1,915, p = 0,590; n = 621).
Responderam não necessitar de formação em cessação tabágica 23 médicos (3,6%). Apresentam-se no Quadro 24. as necessidades de formação identificadas, em função dos temas.
Quadro 24. Necessidades de formação identificadas em função do tema n % Tema
415 (65,6%) Entrevista motivacional 370 (58,5%) Prevenção da recaída 358 (56,6%) Intervenção breve
348 (55,0%) Estágio prático em cessação tabágica 338 (53,4%) Terapêutica farmacológica
272 (43,0%) Abordagem de apoio intensivo 188 (29,7%) Método clínico centrado no paciente
Verificou-se que 62,7% dos médicos que referiram possuir menos de dez anos de prática de MGF; 54,3% com 10 a 19 anos; 48,6% com 20 a 29 anos e 61,1% dos médicos com trinta ou mais anos de prática identificaram necessidades de formação em intervenção breve (χ2(3) = 10,585, p = 0,014; n = 630).
No que se refere à abordagem motivacional, verificou-se que 68,3% dos respondentes com menos de dez anos de prática de MGF, 71,4% dos médicos com 10 a 19 anos de prática, 63,1% com 20 a 29 anos de prática e 53,7% com trinta ou mais anos de prática identificaram necessidades de formação nesta área (χ2(3) = 5,993, p = 0,112; n = 630).
Foram identificadas necessidades de formação na utilização de terapêuticas farmacológicas na cessação tabágica por 65,8% dos médicos com menos de 10 anos de prática de MGF e por cerca de 43,4% dos restantes médicos.
Dos médicos com o Internato de Especialidade de MGF, mais de metade referiram necessidades de formação, conforme Quadro 25.
Quadro 25. Necessidades de formação, por tema, em função da realização do Internato da especialidade de MGF Intervenção breve Entrevista motivacional Terapêutica farmacológica Prevenção da recaída Estágio prático Sem o Internato da especialidade 50,3% 63,0% 46,8% 50,9% 47,4% Com o Internato da especialidade 59,0% 66,7% 56,4% 61,6% 57, 9% (n = 629) Valor de p p = 0,049 p = 0,388 p = 0,032 p = 0,014 p = 0,018
Identificaram necessidades de formação em intervenção breve 66,0% dos médicos sem formação teórica em cessação tabágica. Este resultado foi de 62,0% no grupo com 7 ou menos horas de formação, de 32,5% no grupo com mais de 7 a 35 horas de formação e de 19,2% no grupo com mais de 35 horas de formação, existindo associação estatisticamente significativa entre as duas variáveis (χ2 (3) = 62,348, p<
0,001; n = 633).
Apenas 11,1% dos médicos que referiram possuir formação prática em cessação tabágica superior a 35 horas e 36,7% com formação prática ≤ 35 horas identificaram necessidades de formação em intervenção breve. Este valor foi de 62,3% nos médicos
sem formação prática, existindo associação estatisticamente significativa entre as duas variáveis (χ2(2) = 44,156, p< 0,001; n = 632).
Identificaram necessidades de formação em entrevista motivacional, 69,9% dos médicos sem formação teórica em cessação tabágica. Este valor foi de 67,4% no grupo com 7 ou menos horas de formação, de 56,5% no grupo com mais de 7 a 35 horas de formação e de 48,1% no grupo com mais de 35 horas de formação, existindo associação estatisticamente significativa entre as duas variáveis (χ2(3) = 12,922, p =
0,005; n = 633).
Dos médicos sem formação prática em cessação tabágica, 66,2% identificaram necessidades de formação em entrevista motivacional. Este valor foi de 64,4% no grupo com 35 ou menos horas de formação e de 55,6% no grupo com mais de 35 horas de formação prática em cessação tabágica, não existindo associação estatisticamente significativa entre as duas variáveis (χ2(2) = 1,342, p= 0,511; n = 632).
Apresentam-se no Quadro 26. as proporções de respondentes que identificaram necessidades de formação, em função dos temas e da posse de formação teórica e prática em cessação tabágica.
Quadro 26. Necessidades de formação em função da formação teórica e prática em cessação tabágica Intervenção breve Entrevista motivacional Terapêutica farmacológica Prevenção da recaída Estágio prático Sem formação teórica 66,0% 69,9% 57,4% 57,7% 60,3% Com formação teórica 47,4% 61,4% 49,5% 59,2% 49,8% Sem formação prática 62,3% 66,2% 56,1% 20,6% 59,8% Com formação prática 30,8% 62,4% 41,9% 17,0% 34,2%
A proporção de médicos que identificou necessidades de formação na utilização de fármacos na cessação tabágica diminuiu com o número de horas de formação teórica, existindo associação estatisticamente significativa entre ambas as variáveis (χ2 (3) = 30,837, p< 0,001; n = 633), conforme Quadro 27.
Quadro 27. Formação teórica em cessação tabágica e necessidades de formação na utilização de terapêutica farmacológica
Necessidades de formação em terapêutica farmacológica Formação teórica Não Sim Total n 133 179 312 Não % 42,6 57,4 100,0 n 71 113 184 Sim ≤ 7 h % 38,6 61,4 100,0 n 52 33 85 Sim >7 e ≥ 35 h % 61,2 38,8 100,0 n 39 13 52 Sim > 35 h % 75,0 25,0 100,0 n 295 338 633 Total % 46,6 53,4 100,0
Verificou-se que 56,1% dos médicos sem formação prática em cessação tabágica, 48,9% dos médicos com formação prática inferior a 35 horas e 18,5% com formação superior a 35 horas identificaram necessidades de formação relativamente à utilização de fármacos para a cessação tabágica, (χ2 (2)= 15,467; p< 0,001; n = 632), conforme se confirma no Quadro 28.
Quadro 28. Formação prática em cessação tabágica e necessidades de formação em terapêutica farmacológica Necessidades formação em terapêutica farmacológica Formação prática Não Sim Total n 226 289 515 Não % 43,9 56,1 100,0 n 46 44 90 Sim ≤ 35 horas % 51,1 48,9 100,0 n 22 5 27 Sim >35 horas % 81,5 18,5 100,0 n 294 338 632 Total % 46,5 53,5 100,0