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11.2 Main findings

11.2.1 Lack of effects from the NLCs

3.1. AVALIAÇÃO DA CONDIÇÃO DE SAÚDE E HÁBITOS DE VIDA NOS UNIVER-

SOS ESCOLARES EM ESTUDO

O questionário aplicado (Anexo 2) divide-se em quatro partes; a primeira parte permitiu aferir as características de identidade e condições gerais de saúde dos participantes no rastreio, de forma a averiguar o cumprimento dos critérios de inclusão na análise. Na se- gunda, pretendeu-se avaliar o grau de conhecimento e os hábitos de higiene/cuidados de saúde oral. Na terceira, pretendeu-se avaliar o grau de conhecimento e de empenhamento da mãe no que respeita aos seus próprios cuidados de saúde e aos do seu fi lho. Por último, na quarta fase, avaliaram-se os hábitos alimentares, nomeadamente quanto ao seu poten- cial cariogénico. Apenas por uma questão se diferenciaram estes questionários quando aplicados nas duas regiões; no caso dos inquéritos dos Açores substitui-se a expressão “chiclets” por “gamas” com o objectivo de minimizar o erro de viés decorrente da primeira não ser uma expressão culturalmente aceite.

O autor defi ne, nesta área, a existência de variáveis directas, quando resultam da inter- pretação objectiva das perguntas existentes no questionário. Em contra-ponto com estas, existem as variáveis transformadas, quando são resultantes de operações matemáticas. Um outro grupo de variáveis resulta da transformação de variáveis qualitativas em quantitativas (variáveis dummy) criadas em função do número de classes (K-1)4 de forma a permitir a

utilização de métodos MRM.

Da lista de variáveis utilizadas na análise estatística, as transformadas (*) e as dummy (**) seguem-se assinaladas, cujas transformações se podem consultar (Anexo 3):

Variáveis de caracterização: a. Idade

b. Sexo

Variáveis sobre saúde oral e hábitos de higiene: a. Número de escovagens por dia* b. Período de escovagem_bom** c. Período de escovagem_aceitável** d. Período de escovagem_sofrível** e. Aporte de fl úor_bom**

f. Aporte de fl úor_moderado** g. Hábitos antes de dormir h. Acessibilidade ao dentista i. Realização de consulta anual **

j. Conhecimento mas impossibilidade de consulta anual ** k. Mãe atribui muita importância aos dentífricos fl uoretados** l. Mãe atribui importância aos dentífricos fl uoretados**

m. Mãe atribui importância moderada aos dentífricos fl uoretados** n. Mãe atribui pouca importância aos dentífricos fl uoretados** o. Mãe escova tempo adequado**

p. Mãe escova tempo reduzido** q. Mãe escova tempo muito reduzido**

r. Mãe dedicou assistência à higiene por tempo razoável** s. Mãe dedicou assistência à higiene por tempo moderado** t. Mãe dedicou assistência à higiene por tempo reduzido** u. Intervalo de refeições por dia**

v. Número de alimentos cariogénicos fora das refeições w. Número de alimentos cariogénicos antes de dormir

Nesta parte do questionário, algumas questões foram suprimidas no capítulo da análise de resultados. A pergunta nº 11 por não se encontrar devidamente formulada para o objectivo a determinar e as perguntas nº 13, 14 e 15 pelo facto da unanimidade (óbvia) de respostas não reproduzir qualquer efeito explicativo na análise futura, não foram tidas em conside- ração. Acresce que a pergunta nº 13 carece de precisão e, de certa forma, também o seu objectivo aparece reformulado na questão nº 25. As questões nº 17, 18 e 19 apresentaram mais de 10% de respostas inválidas e a questão nº 23 também foi suprimida da análise estatística correlacional (MRM), pelo facto desta variável, sendo aplicável somente até aos 13 anos, poder originar uma elevada rejeição de casos válidos.

3.2. AVALIAÇÃO DO ESTRATO SOCIAL

Para a avaliação do estrato social foi aplicado um questionário (Anexo 4) com a escala de Graffar adaptada à população portuguesa por Fausto Amaro em 1990 (Costa 1996).

O questionário, preenchido por um dos progenitores, concretamente o que revelava melhor condição social, dividiu-se em cinco perguntas temáticas: profi ssão, habilitações literárias, local de residência, origem do rendimento familiar e descrição da casa. Em cada uma das perguntas, solicitou-se que se assinalasse a opção adequada dentro de cinco alíneas pos- síveis. Sendo que todas as alíneas, em cada grupo, possuíam por ordem crescente, valores de um a cinco pontos. Assim, pelo somatório pode-se esperar no máximo 25 pontos e no mínimo 5. O questionário está estruturado de forma a atribuir menor pontuação às classes mais elevadas e, por sua vez, maior pontuação às classes mais desfavorecidas. A classifi ca- ção da atribuição do estrato social resulta do somatório dos pontos obtidos, posteriormente divididos em cinco classes estratifi cadas:

Classe Alta: Classe I: Famílias cuja soma de pontos vai de 5 a 9.

Classe Média-alta: Classe II: Famílias cuja soma de pontos vai de 10 a 13. Classe Média: Classe III: Famílias cuja soma de pontos vai de 14 a 17. Classe Média-baixa: Classe IV: Famílias cuja soma de pontos vai de 18 a 21. Classe Baixa: Classe V: Famílias cuja soma de pontos vai de 22 a 25.

Face às pontuações atribuídas pelas respectivas denominações das classes sociais, que se faz de forma inversa, seria, porventura mais coerente, falar-se de estratos de degradação social. Este questionário, apesar da sua calibração para a realidade portuguesa, entendeu- se, nos Açores, aplicá-lo com uma alteração, substituindo a expressão “Bairro de lata” por “Zona muito degradada sem condições de habitabilidade”, pelo facto da primeira expres- são não ser do domínio popular.

Quando não aplicados pelo próprio investigador, o número de questionários deste género, integralmente válidos, é, por norma, reduzido. Admitir a profi ssão quando é pouco quali- fi cada, mas principalmente reconhecer baixo nível de escolaridade são preconceitos que quando não considerados na estimativa, enviesa os resultados, baixando sistematicamente a soma e elevando o estrato social. Para obstar a tais circunstâncias, procedeu-se à modifi - cação na obtenção do cálculo, criando, em vez do somatório, a média aritmética, mas só admitindo um número mínimo de três respostas válidas (Cunha 2008), isto é, os casos com apenas duas ou menos respostas não contribuíram para a variável (transformada): “Nível

social médio – Adaptado pelo método de Graffar” aplicada no presente trabalho com a respectiva estratifi cação de resultados – Estrato sócio económico – médio (Tabela 2).

Tabela 2. ESTRATOS SÓCIO-ECONÓMICOS MÉDIOS (ADAPTADO DO MÉTODO DE GRAFFAR)

Classes de valores Variável estratifi cada – Estrato sócio-económico

médio (Adaptado pelo método de Graffar)

1 – 1,8 1

Nível social médio

(Adaptado pelo método de Graffar) 2 – 2,6 2

2,8 – 3,4 3 3,6 – 4,2 4

4,4 – 5 5

O procedimento anterior pareceu, na óptica do autor, legítimo pelo facto das cinco ques- tões em análise estarem fortemente correlacionadas entre si (multicolineares), criando so- breposição na variabilidade explicada e de se ter mantido a proporcionalidade, evitando um excessivo número de casos perdidos, ou pior, um enviesamento na amostra.

4. METODOLOGIA E MÉTODOS IMPLEMENTADOS NO DIAGNÓS-