Nesta parte do texto, procura-se fazer uma apresentação e análise das estratégias e investimentos que as famílias participantes fazem na expectativa de fornecer recursos variados às crianças. Compõe parte das respostas à segunda pergunta, inicialmente, desdobrada desta pesquisa, qual seja: quais os investimentos e as condições das famílias para a educação escolar de seus filhos?
Um recurso bastante utilizado para ampliar a formação de seus filhos e, de certa forma completar suas atividades diárias são as atividades extracurriculares. Do ponto de vista do aparato de apoio cultural, pedagógico ou de lazer, as crianças das famílias participantes realizam várias atividades extraescolares, conforme
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representado na Tabela 9, a partir, das respostas às questões dispostas no questionário.
Tabela 9. Manifestações sobre as atividades extraescolares das crianças.
Atividades Frequência Esportes. 27 Língua estrangeira 16 Música/Instrumento musical. 11 Dança. 9 Apoio psicopedagógico. 5 Desenho ou pintura. 4 Teatro 4 Reforço escolar. 2 Outros 5
Fonte: Questionário da Pesquisa, 2013
Além dessas atividades inicialmente sugeridas no questionário, os pais ainda citaram outras como: Terapias Psicológica e Ocupacional, Kumon de Matemática, Fonoaudiologia, Robótica e Psicoterapia.
Absolutamente, nenhuma das crianças deixa de participar de alguma atividade extra escolar. Fazendo uma análise agrupando os dados da Tabela 9, é possível verificar que as atividades na esfera esportiva são predominantes, porém as atividades de caráter formativo/cultural são bastante expressivas, também, abrangendo as diversas linguagens artísticas,fato que vem acrescentar aos dados relativos a essa esfera. já verificados no capítulo anterior.
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As demais se distribuem por áreas de novas aprendizagens para escolares: Kumon, apoio psicopedagógico, terapias e robótica. Como, bem aponta Lelis (2005, p. 156) a partir das análises com referencial de Bourdieu:
Estas experiências longe de terem um caráter aleatório, evidenciam a presença de uma estratégia desenvolvida pelas elites e camadas médias para transmitir a seus filhos um tipo de capital cultural , importante indicador de distinção social.
Outros fatores também são considerados importantes para a formação do filho ou aquisição de capital cultural, como é o caso dos instrumentos e objetos disponíveis para a criança.
Assim, os bens culturais podem ser objeto de uma apropriação material, que pressupõe o capital econômico, e de uma apropriação simbólica, que pressupõe o capital cultural. Por consequência, o proprietário dos instrumentos de produção deve encontrar meios para se apropriar ou do capital incorporado que é a condição da apropriação específica, ou dos serviços dos detentores desse capital. Para possuir máquinas, basta ter capital econômico; para se apropriar delas e utilizá-las de acordo com sua destinação específica (definida pelo capital científico e tecnológico que se encontra incorporado nelas), é preciso dispor, pessoalmente ou por procuração, de capital incorporado. (BOURDIEU, 1998, p. 77).
Perguntou-se para as famílias quais os recursos materiais estão disponíveis para as crianças, a partir de uma lista. As respostas foram organizadas na Tabela 10, a seguir:.
A análise da Tabela 10 permite verificar a condição material das famílias, no que se refere à disposição de equipamentos para o uso dos filhos. Além dos objetos mais comumente citados, outros foram acrescentados no espaço para manifestação de distintas alternativas: alguns sujeitos citaram desde materiais mais tradicionais (Bíblia Sagrada e jogos de tabuleiro) até os mais recentes (tablets e celular). Realmente há cuidados com a moralidade (religiosa), mas, sobretudo a oferta de possibilidade para suporte e investimento no estudo e cultura, inclusive com jogos educativos e brinquedos e jogos não eletrônicos, o que significa domínio de variedade de objetos culturais, constituindo parte do patrimônio econômico e cultural, recursos em estado objetivado (livros, instrumentos eletrônicos, instrumentos musicais) como aponta Bourdieu (1989 apud BRANDÃO, 2007).
É possível, assim, afirmar que as famílias investem em recursos materiais de toda ordem para possibilitar que as crianças tenham o maior número de
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experiências de aprendizagem possível. Podemos, mais adiante, refletir sobre qual uso deste capital objetivado está sendo feito, mas é inegável que há esforços para trazer as novidades e a formação para dentro de casa. Esses objetos, como tablets e computadores, também pertencem a uma categoria de objetos que circulam no meio social frequentado, tornando símbolo de pertencimento, conforme nos aponta Bourdieu (1989, p. 226 apud BRANDÃO, 2007): “[...] bens materiais, tendem a impor aos seus detentores o reconhecimento prático e tácito do seu valor, à medida que favorecem o desenvolvimento de disposições ajustadas à posição social que lhes caracteriza”.
Tabela 10. Equipamentos disponiveis em casa.
Equipamentos Frequência
Televisão 35
DVD 34
Computador 34
Livros / revistas / enciclopédias 34
Mesa de estudo 33 Aparelho de som 32 Jogos eletrônicos 31 Telefone 29 Instrumentos musicais 27 Outros: 6
Fonte: Questionário da Pesquisa, 2013
Tais condições materiais, entretanto, não estão descoladas de outras atividades realizadas em família, sobretudo, aquelas que envolvem a interação constante entre os familiares e as crianças. Essa característica da vida familiar é o próximo item da pesquisa a ser apresentado: trata-se sobre forma e frequência das relações entre pais e filhos. É um ponto bastante importante, pois traz dados dos
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habitus e da comunicação que realmente há entre os participantes adultos e sua
prole.
Sobre a participação e interesse dos pais na vida e nas atividades dos filhos, perguntamos com que frequência os pais realizam algumas atividades do dia a dia, apresentadas na Tabela 11.
Conforme se observa na Tabela 11, a seguir, é possível analisar que os pais apresentam um elevado interesse pelas amizades dos filhos; conversam sobre diversas temáticas; interagem nas refeições realizadas conjuntamente e dialogam sobre filmes, livros, tecnologias e internet e ouvem música. Um tema pouco frequente é aquele sobre museus e exposições, mas a presença de preocupação com o futuro demonstra forte tendência de resposta; destaca-se novamente o investimento das famílias com a circulação das crianças pelas casas de amigos e a construção do capital social, além de preocupações com aspectos afetivos ou eventuais problemas.
A questão da “conversa” é extremamente relevante, pois “[...] a linguagem é a parte mais inatingível e a mais atuante na herança cultural” (BOURDIEU, 1998, p. 56). Observa-se, na Tabela 11, que os pais afirmam fazer as refeições juntos com bastante frequência e, se compararmos as colunas “quase sempre” e “sempre”, observamos que há um alto grau de interatividade comparado à maioria das atividades sugeridas no questionário.
São estilos de vida que facilitam um convívio no qual relações mais horizontais (conversas) estimulam que os “herdeiros herdem a herança” [...] A importância deste contato para a reprodução dos habitus familiares é reafirmada pela frequência com que conversam (BRANDÃO; CARVALHO, 2011, p. 7 grifos dos autores).
Em outra pesquisa Brandão, Manderlet e De Paula (2005) comentam sobre tais vínculos e sua importância para a transmissão e aumento do volume e estrutura de capitais adensando as trocas simbólicas envolvendo o cuidado, o gosto entre as duas gerações fortalecendo a constituição de disposições do habitus de classe.
Os dados dessa tabela permitem, novamente, à percepção da inexistência de homogeneidade no grupo, pois houve a ocorrência de 42 manifestações sobre a raridade de conversas no âmbito cultural, refeições conjuntas e atividades de contato social entre amigos, constituindo-se em um número que não deve ser
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desprezado. Configura-se um grupo em que existem frações de classe com visões e valores diferenciados, apesar da proximidade dos recursos econômicos.
Tabela 11. Manifestações sobre as interações familiares.
Fonte: Questionário da Pesquisa, 2013 -* Indica valor nulo.
Atividades Nunca Raramente sempre Sempre Quase
1-Conversam sobre livros? -* - 11 24
2-Conversam sobre filmes? - 3 8 24
3-Conversam sobre programas de
TV? - 2 17 14
4-Conversam sobre museus e
exposições? 4 13 10 7
5-Conversam sobre a continuidade
de estudos? - 8 10 17
6-Conversam sobre sua futura
profissão ou sonhos? - 4 13 18
7-Almoçam ou jantam juntos? - 2 3 30
8-Ouvem música? - 2 4 29
9-Conversam sobre os amigos da
criança? - - 2 33
10-Conversam sobre problemas (algo que incomoda/sentimentos) que a criança demonstre?
- - 4 30
11-Permite que a criança vá à casa
de amigos: - 5 12 18
12-Conversam sobre uso de
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Entretanto, os pais apresentam uma constante preocupação em cercar com o que há de melhor sua prole e estão dispostos a ajudar no que for preciso, principalmente, no que se refere à educação escolar, pois, como visto anteriormente – e presentes na Tabela 12, a seguir – alguns buscam, inclusive, auxílio de outros profissionais para atender determinadas necessidades (KUMON, terapias). A Tabela 12 traz os resultados desta questão sobre ajuda dos pais.
Uma única família participante da pesquisa acrescentou o seguinte comentário:
O processo todo deve ser pensado segundo a capacidade do meu filho se sentir seguro e totalmente focado em ser um estudante e não meramente aluno, aquele que passa pela escola. (Família participante).
Cabe salientar que a organização da Tabela 12 está em ordem decrescente de frequência de respostas para facilidade de visualização dos resultados, embora esta não tenha sido a ordem das alternativas apresentadas aos sujeitos.
O último item é bastante importante. Nenhum pai disse que não acompanharia seu filho no processo de escolarização, fato que reforça a alta frequência da primeira resposta. Observa-se que sete famílias estão dispostas a solicitar mudanças no sistema de ensino e, se acharem necessário, oito solicitariam troca de professores, ou seja, estabeleceriam contato com a escola participando de decisões, o que, também revela complemento de que estes pais apresentam visão de possibilidade de participar de forma ativa da vida escolar do filho.
Entretanto, a maioria das demais respostas leva a perceber uma delegação de responsabilidade pela melhoria de resultados em mãos externas às famílias em diferentes aspectos, ou, de outro ângulo, contar com a responsabilização das próprias crianças a partir desses controles conforme apontam Brandão, Manderlet e De Paula (2005, p. 752): “O monitoramento da escolaridade dos jovens, tanto por parte dos pais como das escolas, tem repercussões importantes sobre o autoconceito dos alunos que, na lógica do efeito pigmaleão2, tendem a se tornar o que deles se espera: bons estudantes”, e poder-se-ia acrescentar: afinal todas as condições estão dadas!
2 Efeito Pigmaleão (também chamado efeito Rosenthal), é nome dado em psicologia ao efeito de nossas expectativas e percepção da realidade na maneira como nos relacionamos com a mesma, como se realinhássemos a realidade de acordo com as nossas expectativas em relação a ela.
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Tabela 12. Manifestação de ajuda dos pais.
Fonte: Questionário da Pesquisa 2013 -* Indica valor nulo.
Quando questionados se obtiveram ajuda dos seus pais quando eram estudantes, praticamente a metade dos participantes da pesquisa afirmou que
Auxílio prestado pelos pais Frequência Acompanhar rotineiramente as tarefas e atividades escolares do
filho(s). 34
Felicitá-lo sempre que tiver conquistas positivas. 33
Pagar curso de línguas extras. 22
Procurar ajuda de outros profissionais para acompanhar a vida escolar do filho caso a escola solicite (psicopedagoga, psicóloga,
fonoaudióloga...). 19
Pagar professores particulares para acompanhar os estudos
quando a escola solicitar. 16
Procurar ajuda de outros profissionais para acompanhar a vida escolar do filho mesmo se a escola não solicitar (psicopedagoga,
psicóloga, fonoaudióloga...). 10
Solicitar que a escola faça modificações no quadro de professores. 8 Solicitar que a escola faça modificações no sistema/metodologia de
ensino. 7
Pagar professores particulares para acompanhar os estudos mesmo
se escola não solicitar. 6
Solicitar que seu filho (s) troque de classe / ou turma por questões
com colegas. 6
Solicitar que seu filho (s) troque de turma para não ficar com
determinada (o) professor. 3
Trocar de escola caso meu filho (s) não vá bem nos estudos. 3 Premiar com bens materiais suas notas escolares quando forem
boas. 3
Penalizar a criança caso suas notas escolares forem ruins. 3 Procurar na escola a culpa pela mal resultado de seu filho(s) 2 Acompanhar esporadicamente a vida escolar do filho (s). 1 Use este espaço caso deseje justificar algum item escolhido ou
acrescentar outras ações que esteja disposta a fazer 1 Não acompanhar a vida escolar, pois é tarefa da escola. -*
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tiveram auxílio (18 respostas), enquanto 6 disseram que não e 11 respostas foram de ajuda parcial. O interessante é que parece haver uma mudança de conduta intergeracional, já que, esta atual geração de pais demonstra frequência maior ao dizer que acompanha diretamente a vida escolar do filho.
Nesta questão, do acompanhamento escolar do filho, podemos também apontar outra direção. Além da formação e aquisição do capital cultural, os pais também projetam o seu sucesso nos filhos. De acordo com Nogueira (1998a) com a mudança histórica da família, o filho passou a ser visto de forma mais afetiva. A autora sinaliza que o filho passou a ficar mais com a posse dos pais, deixa de ser uma garantia de força de trabalho ou descendência, mas um objeto de afeto e preocupação. Daí decorre a preocupação com a instalação do filho na sociedade. Ocorre que, nos nossos tempos, o destino ocupacional, a posição e as possibilidades de ascensão estão estreitas e frequentemente associadas ao sucesso escolar. A escola tornou-se a principal instância de legitimação e de distribuição dos atributos que determinam o valor dos indivíduos (NOGUEIRA, 1998a).
O valor do filho passa a ser medido pelo seu valor escolar. Os processos escolares assumem um lugar de destaque na vida das famílias, embora com variação segundo o meio social. A mobilização e os movimentos em torno da escolarização constituem um dos poucos consensos sociais. (NOGUEIRA, 1998a, p. 99).
O êxito dos filhos passa a ser uma espécie de êxito pessoal dos pais, daí a importância de participar e cuidar para que tudo transcorra bem na escolarização da prole.
Brandão e Lelis (2003) também se referem a esse tipo de dados, pois no Rio de Janeiro os pais também acompanham o desempenho dos filhos principalmente, por meio dos boletins escolares e das informações dos estudantes. Ter o "senso do jogo" significa ter a capacidade de acionar estratégias corretivas e mesmo preventivas em face do primeiro sinal de risco de insucesso, como é o caso da aula particular, prática a que recorrem esses pais com muita frequência.
Neste capítulo procurou-se destacar o aparato que a família oferece que visa promover o sucesso escolar dos filhos. São atividades extraescolares, equipamentos, interações e acompanhamento explícito do processo escolar,
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acreditando-se que desta maneira a família está promovendo o que há de mais eficaz para a garantia deste sucesso. Fica evidente também que:
nas famílias atuais os pais são levados a tratar suas relações afetivas com os filhos de um modo quase profissional, ouvindo especialistas variados (pediatras, psicólogos, orientadores e etc). Por outro lado, eles se veem obrigados a instrumentalizar os filhos para as diferentes situações de competição que estes deverão enfrentar na vida: a escolarização, a profissionalização; o que não se faz hoje em dia sem uma ansiedade típica do investimento afetivo. (NOGUEIRA, 1998a, p. 98).
Neste capítulo foi possível observar que, além de todo aparato instrumental e um acompanhamento da vida escolar do filho, há também um movimento de terceirização da prole. Todas as crianças fazem atividades extraescolares, possuem uma agenda bastante diversificada com cursos de idioma, esportes, além da escola. Tal movimento, apesar de, de certa forma, enfraquecer a transmissão do capital cultural que se dá por meio, da convivência intensa com os pais e familiares, essas atividades acontecem sempre com o objetivo de ampliar o repertório e enriquecer a rotina das crianças, para que não fiquem “ociosas” perdendo tempo diante de tantas conquistas que precisam ter para alcançarem o sucesso. É possível apontar que a educação familiar com vistas à escolarização e socialização bem sucedida é conduzida segundo as regras do jogo, tanto do campo educacional quanto do grupo social ao qual pertencem, ou seja, operam de acordo com a illusio, conforme apontam Bourdieu e Wacquant (2008).
Em um texto recente com o qual tive contato após o término da pesquisa, Nogueira (2013) traz algumas reflexões sobre essas relações frações de classe média e escola. Embora reconhecendo, ainda, questões relativas à conceituação de classes médias, a autora relata dados de pesquisa de vários países (Estados Unidos, França, Inglaterra) apontando as ações familiares de desenvolvimento cognitivo e social dos filhos ao organizarem programação contínua com esportes, aulas de artes, idiomas visando o cultivo programado como estratégia de internacionalização, em que se incluem as viagens como acumulação ou atualização de capitais, fato que aumenta constantemente abrangendo faixas da população antes não usuárias de tais estratégias, além da abrangência para tods os graus de ensino e não apenas o superior, como vimos nos dados aqui relatados. Na Inglaterra foram divulgados dados que apontam o intensivo monitoramento da vida escolar por meio de vários procedimentos.
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No Brasil alguns dados são relatados por Nogueira, Aguiar e Ramos (2008) em artigo que aborda o crescimento dessa estratégia da internacionalização das experiências escolares de estudantes brasileiros.
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CAPÍTULO III
RELAÇÃO ENTRE FAMÍLIA E ESCOLA
O foco, relevante neste estudo, a ser destacado neste capítulo, é a questão da relação entre as famílias e as escolas. Neste trecho se concentram as respostas à terceira questão desdobrada da pesquisa direcionada as expectativas das famílias em relação à educação e gestão escolar. Uma vez que, a participação na vida escolar é apontada como uma das formas de se alcançar a qualidade educacional, é urgente a necessidade de se discutir esta questão partindo da ideia, de que a escola reproduz aquilo que seu público traz.