7 Field experiments – Results and discussion
7.2 Experiment TOF 3.2 - Low dispersant application and high-capacity water flushing bow-
7.2.3 Effect of dispersant treatment
Nesta parte da pesquisa, dar-se-á destaque às manifestações diante das questões que remetem à relação da família com a escola.
A primeira pergunta emitida aos pais sobre escola pedia manifestação sobre o que entendiam ser o papel da escola na vida dos filhos.
As respostas foram dissertativas e, após análises, foram agrupadas por semelhança, segundo o argumento utilizado, como apresentado, a seguir:
Desenvolvimento integral do filho (16 respostas das 32 famílias que responderam): respostas que aparecem como preocupações quanto aos aspectos intelectuais, emocionais e sociais da criança.
Futuro da criança (6 respostas das 32 famílias que responderam): respostas que trazem a ideia, de que a escola é fundamental para um futuro melhor.
Socialização (6 respostas das 32 famílias que responderam): item que aparece nas respostas transmitidas pelos pais, inclusive nos que foram quantificados como desenvolvimento integral do filho. A maioria aponta a importância da convivência com outras crianças, ampliação do universo social e aprendizagem de normas e condutas para se viver em sociedade.
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Herança para os filhos (2 respostas das 32 famílias que responderam): algumas respostas sugerem que a escola é a única e talvez a melhor herança que os pais podem deixar aos seus filhos.
Desenvolvimento Cognitivo (2 respostas das 32 famílias que responderam): Respostas que somente enfatizaram a questão do conhecimento escolar.
Nenhuma das famílias cogitou a possibilidade de algum outro tipo de educação sem ser pela escola. Todas valorizam a entrada do filho na escola e colocam, de uma forma ou de outra, como fundamental esta passagem. Isto sugere que há uma extrema valorização desta instituição para o grupo de pais participantes, apesar de haver no Brasil movimentos de famílias pela desescolarização3, no caso destas famílias a escola é extremamente importante e alguns citam a ideia, de que não há outra opção melhor para os filhos, do que estarem na escola. De certa forma, esta conduta também corrobora para que a escola seja eficiente e que seus filhos tenham sucesso escolar, pois há um acordo ou um pacto de confiança.
Na sequência, uma questão procurou identificar se as crianças já haviam frequentado uma escola anterior à entrada no Ensino Fundamental. Vinte e três famílias afirmaram que sim e doze afirmaram que não. Ao analisar as respostas, percebe-se que o número de crianças que já havia frequentado uma escola anteriormente é bastante significativo. Pode-se concluir que a valorização da escola identificada anteriormente começa bem cedo para muitas crianças, e que os pais procuram escolas diferentes quando se trata da Educação Infantil e a passagem para o Ensino Fundamental, por diferentes razões.
Aquelas famílias que trocaram os filhos de escola apresentaram as seguintes justificativas: a escola anterior era apenas de Educação Infantil, reprovação do trabalho da escola; busca de uma escola maior para a fase que se inicia (Ensino fundamental), mudança de endereço ou cidade e filho (a) de docente, conforme apresentado na Tabela 13, abaixo:
3É um movimento contrário à ideia de que adquirir conhecimento dentro da escola é a única maneira de chegar ao sucesso profissional. Adeptos do conceito valorizam oportunidades educacionais ocorridas fora da escola, em casa, na comunidade, na internet, em qualquer lugar. Criado na década de 1970, o termo incentiva a exploração das atividades domésticas realizadas pelas crianças, assim como sua curiosidade a respeito de qualquer tema, os livros que lê e até mesmo seus jogos preferidos. http://porvir.org/wiki/desescolarizacao, 2014.
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Tabela 13 Justificativas pela troca de escola
Fonte: Questionário da Pesquisa, 2013
É interessante observar a perspectiva crítica que os pais manifestam na insatisfação com o atendimento da Educação Infantil. Dos vinte e três que responderam que a criança já havia frequentado uma escola anterior, onze justificaram que a escola era muito pequena. Reforçando a ideia, de que há um projeto escolar definido: uma escola pequena para a educação infantil e, quando é hora de entrar no ensino fundamental, os pais optam por escolas maiores ou que tenham algum prestígio, é como se confirmasse a concepção de que, sendo o ensino fundamental: “agora é para valer”.
O movimento de busca e escolha da escola para os filhos é parte central desta pesquisa. Nesta ação podemos identificar quais os investimentos e expectativas que estão em jogo, logo no início desse processo de escolarização.
A ideia inicial nessa direção foi a de identificar quais informações às famílias possuíam sobre as escolas de opção. Perguntou-se, então, como conheceram as escolas em que seus filhos estudam. Para responder esta questão foram apresentadas algumas opções cujas respostas estão explicitadas na Tabela 14.
Como se pode observar, a análise permite identificar como prevalece a “indicação de amigos” seguida de “pais ou outros familiares já estudaram na escola”.
Justificativas pela troca de escola Frequência
Escola anterior era apenas de Educação Infantil 4
Reprovação do trabalho da escola 3
Busca de escola maior para a fase que se inicia 7
Mudança de endereço ou cidade 6
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Os pais também acrescentaram os seguintes itens: Internet, buscando opções próximas de casa, mãe funcionária da escola.
Tabela 14. Origem da informação sobre a escola atual.
Fonte: Questionário da Pesquisa 2013
Verifica-se, nesse acréscimo de informações, a condição da família de operar com as máquinas que afirmam deter em suas casas, o que significa um capital econômico transformado em capital cultural incorporado, presente no uso do computador, como já comentado anteriormente.
A análise dessas respostas (Tabela 14) permite, ainda, identificar a forte influência do capital social, a partir da detecção da indicação de amigos e conhecidos, compondo praticamente metade das informações. Além disso, agregando-se o percentual das informações oriundas das famílias permite analisar um conjunto de respostas vindo das famílias com poder aquisitivo e condições de grupos com alta escolaridade. Como aponta Bourdieu (1998, p. 51) “[...] as vantagens e desvantagens são cumulativas, pelo fato de as escolhas iniciais, escolha de estabelecimento e escolha de seção, definirem irreversivelmente os destinos escolares”.
Informações para escolha Frequência
Indicação de amigos / conhecidos. 17
Pais ou outros familiares já estudaram na escola. 9
Outros 8
No trajeto para o trabalho ou para outros. 6
Propagandas e veículos de divulgação. 2
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Na pesquisa de Lelis (2005, p. 150) também se verificou questões desse tipo, ao que ela comentou “[...] as famílias têm em comum a busca pelo atendimento às necessidades de seus filhos, bem como uma preocupação pragmática com os resultados dos investimentos feitos diante do futuro de seus filhos [...]”, neste caso, o pragmatismo da segurança para a escolha diante do conhecimento acumulado pelos que informaram.
A pergunta seguinte abordava o que os pais consideraram fundamental na escolha da escola. Os informantes deveriam colocar em ordem de preferência as alternativas, movimentando os itens de acordo com a importância atribuída por eles face à pergunta.
Tabela 15. O que considerou importante na escolha da escola por ordem de
importância.
Fonte: Questionário da Pesquisa, 2013
A análise dos dados da Tabela 15 permite agregarmos os resultados em blocos. Somando-se os dados dos itens a e d, consegue-se 16 respostas de
O que considerou importante na escolha da escola Frequência
a. Método de ensino 10
b. Proximidade da casa. 9
c. Por ser uma escola de prestígio na cidade. 7
d. Atividades extracurriculares. 6
e. Relações sociais que poderão ser estabelecidas nesta escola. 6
f. Valor da mensalidade. 6
g. Aprovação nos vestibulares. 5
h. Resultado no ENEM. 5
i. Período estendido. 5
j. Estrutura de segurança da escola (portaria, câmeras,
monitoramento,...) 5
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preocupação expressa com a formação das crianças focalizando método de ensino e outras atividades fora das salas de aula. Entretanto, há a preocupação evidente da família em relação a questões objetivas do dia a dia somando 25 respostas com foco na operacionalização, no atendimento, expresso pelos itens b, f, i, j, revelando o mesmo aspecto pragmático, apontado anteriormente considerando aspectos econômicos, de segurança na porta da escola, proximidade e possibilidade de extensão de período no atendimento, aspectos que precisam ser considerados em uma cidade como São Paulo, com altos índices de violência, trânsito complicado e pais que trabalham o dia todo. Já as demais opções (itens c, e, g, h) revelam a estratégia declarada de busca de bases de capital social e escolar com vistas ao futuro por ser escola de prestígio, bem posicionada nas avaliações, contatos sociais e boas perspectivas de aprovação nos vestibulares ao Ensino Superior.
Os pais ainda acrescentaram os seguintes itens diante da possibilidade de outras respostas: o fato de a mãe ter estudado na escola; local de trabalho da mãe; não ser necessário pagar mensalidade (filho de funcionária); indicação da Fonoaudióloga; ótima equipe pedagógica (preocupação com a formação dos docentes); construção da identidade da criança como ser humano.
A ideia inicial da escolha da escola ficou expressa nas questões anteriores, porém, perguntou-se aos pais, o que manteria as crianças na mesma escola até o fim do processo de escolarização.
Tabela 16. Razões para manter o filho na escola.
Fonte: Questionário da Pesquisa, 2013
Razões para manter o filho na escola Frequência Preocupação constante com a formação integral da criança 12 Preocupação com a metodologia alinhada aos princípios da família 7
Visão individualizada do aluno 6
Resultados nos exames nacionais 2
Confiança na equipe pedagógica 3
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Os argumentos foram variados: preocupação constante com formação integral da criança; preocupação com metodologia que esteja de acordo com os princípios da família; visão individualizada para cada criança; ter bons resultados no ENEM; confiança na equipe pedagógica. Alguns citaram o fato das crianças estarem bem adaptadas e a manutenção do filho, enquanto estiver vendo-o feliz e sendo estimulado; boas instalações e estrutura; segurança; preparo para o mundo e também foi citada a concepção que a escola é frequentada por pessoas do mesmo nível socioeconômico da família. Como se vê, a resposta à questão aberta reiterou os dados da questão anterior, como a preocupação com a atenção ao filho e um ensino entendido como completo (integral) e a pertença a um mesmo grupo socioeconômico.
Observando os dados sobre o que motivou a escolha da escola e o que faria ficar na escola, podemos identificar que os pais traçam objetivos e apresentam clareza no que querem em relação à escola escolhida. Como se trata de escola privada, os valores das mensalidades, que não aparecem como item fundamental de escolha, vinculam a ideia de compra de um “pacote”. Trazendo a discussão para a questão do mercado educacional, podemos entender, também, que a manutenção do filho na escola está vinculada à promessa de entrega de um produto, no caso a escolarização completa do filho, que a escola se comprometeu em realizar. Os pais manifestaram a conduta de ficar atentos aos itens que escolheram para seus filhos como: atenção individualizada, bons resultados nas avaliações nacionais e a garantia de ver seu filho sendo feliz naquele determinado espaço. Caso, algumas destas promessas não se cumpram, troca-se a escola, assim atuando como uma plena relação de mercado consumidor.
Em contrapartida, o que fariam os pais trocar os filhos de escola?
Conforme a Tabela 17, abaixo, os pais apontaram, em geral, as seguintes condições: percepção de inconsistência pedagógica ou queda de qualidade, o que sinaliza como estes pais possuem domínio do capital escolar e dos códigos deste universo, facilitando avaliações e mudanças de estratégias.
Trocaria minhas filhas de escola caso perceba alguma inconsistência nos conteúdos, caso haja um planejamento não linear ou não progressivo, perceba que o desenvolvimento seja colocado em segundo plano, quando os conteúdos vierem à frente do processo de ensino-aprendizagem. (Família participante).
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Tabela 17. Razões para trocar o filho de escola.
Fonte: Questionário da Pesquisa, 2013
Apontaram também a importância da felicidade e bem estar da prole, ”Trocaria de escola se meu filho estivesse infeliz no colégio” (Família participante).
Preocupações com o chamado bullying e desconfortos emocionais: “Se minha filha sofresse algum tipo de bullying que não houvesse como resolver entre escola e famílias” (Família participante). Apenas 2 famílias citaram que mudariam de escola caso a mensalidade ficasse muito abusiva, o que demonstra a total aceitação da condição de pagante, não importa quanto isso signifique. Não há menção do direito a uma escola gratuita de qualidade. Pontuaram também que mudariam de escola caso percebessem falta de atenção dos professores e da equipe de gestão em relação à criança. “Falta de apoio em problemas que envolvam meus filhos, incompetência de professores, coordenadores e diretores” (Família participante).
Houve menção de falta de estacionamento e estrutura que está descontentando a família. “Pela falta de estacionamento, que dificulta muito na hora da retirada da criança, e pela falta de estrutura para educação infantil” (Família participante).
Mais uma vez, podemos chamar a atenção para o fato, de que as estratégias são traçadas e as expectativas são cobradas. É preciso que a escola devolva aquilo
4 Bullying é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas (REVISTA NOVA ESCOLA, 2009).
Razões para trocar o filho de escola Frequência Percepção de inconsistência pedagógica ou queda de qualidade 14
Felicidade e bem estar da prole 3
Preocupação com bullying4e desconfortos emocionais 5
Mensalidade abusiva 2
Falta de atenção com a criança 7
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que a família espera, como uma relação de compra de um produto, qualquer sinal de defeito será notado e as estratégias serão revistas.
Um mercado. Essa é a dimensão do espaço de produção da excelência que se aprende com mais facilidade nas listas de “boas escolas” preparadas pela imprensa. Encontra-se aí, por exemplo, a valorização de uma relação entre a oferta e a demanda que será resolvida por uma escolha livre apoiada nas análises dos especialistas sobre a qualidade do produto. A escolarização é tratada como um produto de consumo oferecido num mercado específico e que apresenta características particulares a respeito das quais os pais devem estar bem informados para exercer com competência seus direitos de consumidores. (ALMEIDA, 2009, p. 58). Como as famílias explicam a visão pedagógica da escola a que se referem? Esta questão é fundamental, pois auxilia a compreensão sobre qual o grau de consciência do campo educacional que cada família possui. Nas respostas pode-se observar certo domínio das regras deste campo o que favorece, e muito, cada família na escolha assertiva daquilo que deseja para sua prole.
Tabela 18. Visão pedagógica da escola.
Fonte: Questionário da Pesquisa 2013
Conforme a Tabela 18, agrupando as respostas pela semelhança, podemos nomear da seguinte forma: escola com abordagem sócio construtivista (criança no eixo do processo, visão individualizada, respeito aos tempos e interesse), abordagem tradicional (disciplinar e conteudista) e mescla tradicional construtivista. Adotou-se o uso dos termos: “socioconstrutivista” e “tradicional”, citados pelos próprios pais, o que reforça a imagem de que há um trunfo de conhecimento das abordagens pedagógicas. A palavra tradicional para definir a escola apareceu em 4 respostas e socioconstrutivista apareceu em 8. Outras palavras da esfera pedagógica também foram citadas como: humanista, não conteudista, lúdica e formação integral.
Visão pedagógica da escola Frequência
Abordagem construtivista 22
Abordagem tradicional 3
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Seguem algumas respostas dadas que se referem a uma visão socioconstrutivista da escola:
- É de acordo com a faixa etária, sem querer adiantar o processo de aprendizado. É uma escola de visão humanista e não somente "conteudista", ela se preocupa com o desenvolvimento integral do indivíduo e não somente com a parte cognitiva;
- O papel e visão da criança é o ponto de partida para o desenvolvimento das atividades. A criança é ouvida e colocada para pensar e dialogar; - Tem uma abordagem construtivista e entende cada criança como única, em constante desenvolvimento e aprendizagem;
- Muito lúdica, meus filhos aprendem brincando e dão muito valor e incentivo à cultura, leitura e alimentação. (Famílias participantes).
Seguem algumas respostas que se referem a uma visão tradicional da escola: A visão é tradicional, e de amplo preparo para o futuro, visando o máximo de informação; Escola tradicional, que é o que vai ser quando forem para o colegial e para faculdade, a base deles foram em colégio construtivista, que acho importante para crianças pequenas, porem acredito que não funcione muito bem para maiores, pois precisam ter mais disciplina. (Família participante).
A seguir, algumas respostas que se referem à visão que mescla tradicional e construtivista.
- É uma apostila com método misto. Construtivista e tradicional. Gosto da escola por ter porte pequeno, número pequeno de crianças em sala de aula e a professora pode dar atenção especial para o desenvolvimento particular de cada um;
- Escola tradicional, com uma mescla de constritivismo. (Famílias participantes).
Lendo algumas respostas apresentadas pode-se perceber o uso de palavras do universo escolar, de maneira correta ou não, mas que aponta para certo conhecimento das regras do jogo de cada escola. Nessas manifestações dos pais sobre os tipos de abordagem pedagógica que fundamentam o trabalho identifica-se o processo de vulgarização na circulação das ideias que, inclusive, muitas vezes informam os processos de propaganda das mesmas.
Quando questionados sobre os aspectos da visão pedagógica que mais se alinham aos valores da família, a maioria dos pais respondeu que há muita correlação entre ambas as instituições. Os pais manifestaram cuidado na escolha de uma escola que realmente articula suas ideias com as da família.
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Tabela 19. Aspectos da visão pedagógica alinhados aos valores da família.
Fonte: Questionário da Pesquisa, 2013
Os principais aspectos que foram apontados pelos pais da pesquisa são: respeito ao outro, respeito à individualidade do aluno e a formação integral da criança.
Os aspectos da visão da escola que se alinham com os valores da família são, na verdade, um encontro de interesses comuns que se apoiarão ao longo da escolarização dos filhos. Conforme aponta Bourdieu (1998, p. 47): “Os objetivos das famílias, reproduzem de alguma maneira a estratificação social, aliás, tal como ela se encontra nos diversos tipos de ensino”.
A pesquisa centra-se em pais de alunos de séries iniciais do Ensino Fundamental, preferencialmente 1º e 2 º ano; porém, já pode ser percebida nas
Aspectos da visão pedagógica alinhados aos valores da família Frequência
Valorização da infância 1
Disciplina 2
Respeito ao outro 5
Valorização dos estudos 3
Religião 1
Bilinguismo 1
Formar para o mundo 3
Preocupação com o social 1
Formação integral 3
Ambiente familiar 2
Respeito à individualidade do aluno 6
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respostas dos pais a visão estratégica da futura colocação dos filhos em universidades. Pois, a maioria dos pais participantes já visualiza esta destinação.
Vinte e seis dos trinta e quatro participantes válidos responderam que já pensam na universidade de seus filhos. As universidades almejadas são todas públicas ou privadas de excelente qualidade (e alto custo financeiro). Os pais também apontam intenção de mandar os filhos estudarem no exterior. As alternativas apontadas pelos pais compõem a Tabela 20.
Tabela 20 Universidades almejadas pelos pais.
Fonte: Questionário da Pesquisa, 2013
Universidades almejadas pelos pais Frequência
USP 7 Públicas no Brasil 9 Universidades no exterior 4 Mackenzie 4 PUC 6 Unicamp 2 FATEC 1 FGV 1 As mais conceituadas 1
Universidades privadas de primeira qualidade 1
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Esta questão, sobre a expectativa da futura colocação em universidades responde claramente quanto às expectativas que estão em jogo desde o início da escolarização. Boa parte já cogita o assunto. Talvez, coubesse aqui outra questão sobre qual curso gostariam que os filhos cursassem na universidade, podemos até inferir que certamente a maioria das famílias até neste tipo de escolha já pensou.
Sem dúvida, seria imprudente pretender isolar, no sistema de relações que são as carreiras escolares, fatores determinantes e, a fortiori, um fator predominante. Mas, se o êxito no nível mais alto do cursus permanece muito fortemente ligado ao passado escolar mais longínquo, há que se admitir que as escolhas precoces comprometem muito fortemente as oportunidades de atingir tal ou tal ramo do ensino superior e de nele triunfar. Em síntese, as cartas são jogadas muito cedo. (BOURDIEU, 1998, p. 52). Perguntou-se, também, aos pais, o que entendem por sucesso na vida escolar. Apesar de seus filhos estarem no início do processo, os pais já apresentam concepções de que o sucesso na vida escolar passa por: sucesso na aprendizagem, aquisição de bagagem acadêmica, competência para resolver desafios, realização profissional, aprovação em boas universidades e uma relação positiva com a escola, sempre apontando a ideia de ser “feliz na escola”.
Tabela 21. Entendimento de sucesso na vida escolar.
Fonte: Questionário da Pesquisa, 2013
Entendimento de sucesso na vida escolar Frequência
Sucesso na aprendizagem / boas notas 1