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Laboratorietjenestene

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3. Utvikling i volum og sammensetning av tjenestene

3.2 Laboratorietjenestene

Você consegue imaginar como eram as cidades antigas na Grécia e Roma? Nestas sociedades, elas poderiam ser associações de cunho religioso, político e familiar, ou lugar de reunião, de domicílio e do santuário.

Cidade-estado: forma de organização polí- tica que se desenvolveu no período clássico da civilização grega. Consistia na disposição soberana e autônoma de um pequeno território (polis); de população concentrada, entre muros ou fortificações defensivas, e clara distinção entre os seus cidadãos membros (poliitai) e os não- cidadãos ou estrangeiros. As cidades-estado possuíam os atributos e funções de um Estado Nacional, diferindo deste quanto à extensão territorial e por coexistirem com outras cidades- estado em área contígua; tinham em comum o uso da língua, as origens étnicas e a formação cultural, mantendo rígida separação de governo, território e cidadania.

(ENCICLOPÉDIA século XX, 1972, p. 524.)

a) Cidades na Grécia: Os gregos denominavam as cidades de polis, elas eram cidades-estado, possuíam autonomia política, religiosa e econômica. Atenas foi a mais importante cidade grega, seguida por Esparta, que exerceu sua hegemonia político-militar na Grécia entre 404 - 371 a.C., devido ao seu forte exército.

Localizada no sul da Grécia, na Ática, Atenas diferenciou-se por ter desenvolvido uma vida urbana mais dinâmica. Durante o século V a.C., chegou a ser a maior cidade grega. Possuía uma economia voltada para o comércio marítimo com outras cidades e colônias na Península Itálica, mediterrâneo ocidental, Ásia Menor e na Costa do Mar Negro. Foi conhecida por ter desenvolvido a democracia, sistema político que possibilitava maior participação dos cidadãos (teve início com Clístenes [570-507 a.C.], a partir do ano 508 a.C.).

Neste período, Atenas tornou-se o maior centro intelectual e cultural do ocidente (conhecida como a escola de Hélade), contava com um grupo admirável de escritores, artistas, cientistas e filósofos, muitos destes, mesmo que não oriundos desta cidade, sentiam-se atraídos por ela. A maioria das grandes personalidades de relevo cultural da Grécia estava ligada a Atenas entre os anos de 500 e 300 a.C., (época do apogeu de Atenas). Essas personalidades tinham liberdade para pensar, expressar-se e ensinar nesta cidade-estado.

No início da Guerra do Peloponeso (entre Esparta e Atenas, em 431-404 a.C.), cerca de um terço dos cidadãos de Atenas viviam na área urbana. Somava-se, ainda, a esta população os não-cidadãos livres (artesãos, estrangeiros) e os escravos. De terreno com solo pouco fértil, pedregoso e montanhoso, Atenas não comportava um crescimento populacional tão grande como ocorreu com as cidades do Oriente Médio. Foram necessárias reformas urbanas, exemplo disso ocorreu no governo de Péricles (495-429 a.C.), no qual foram construídos os

117 As Cidades na História propileus (escadas da Acrópole) e o Paternon (o templo da deusa

Atena, documento 1).

A maioria dos cidadãos urbanos eram ricos proprietários que desenvolviam suas atividades econômicas ligadas à agricultura, de onde obtinham seus rendimentos e também investiam em escravos. A base econômica dos não-cidadãos era o comércio, a fabricação de armas, de cerâmicas, etc., ou o empréstimo de dinheiro.

No século V a.C., a riqueza de Atenas provinha principalmente dos tributos cobrados sobre as cidades da Liga de Delos (coligação marítima-militar de cidades, lideradas por Atenas a partir de 478 a.C.), das trocas comerciais e da prata extraída das minas do Láurio (cidade grega, situada na Ática). Estas fontes de recursos possibilitaram o desenvolvimento econômico para a sustentação da democracia em Atenas, bem como a manutenção dos cidadãos e de outros habitantes, além da construção de grandes obras.

Texto 2

A cidade tornara-se a capital da Hélade e os cidadãos estavam cônscios disso. No sexto século a.C., a cidade, embora grande, crescera irregularmente; seu centro religioso situava-se na Acrópole, que outrora fora ocupada pelo palácio fortificado dos reis e agora era consagrada a Atena, a deusa protetora de Atenas, e o local do seu modesto templo construído com pedra local. Pisístrato muito fez por Atenas. Construiu um grande e conveniente mercado central, melhorou o abastecimento d’água, abriu uma estrada majestosa para a Acrópole, onde ergueu um novo templo central para a deusa Atená. Tudo isso foi destruído pela invasão persa. A partir de 479 a.C., o trabalho de restauração da destruição prosseguiu ativamente. Cimon foi notável nessa tarefa. Reconstruiu a cidade, particularmente o mercado que também servia como bolsa e clube social e era o local onde se efetuavam alguns negócios políticos.

Todavia a Acrópole ainda estava em ruínas. Péricles, o dirigente e organizador do Império Ateniense, empreendeu a tarefa da sua restauração. Atenas gastou milhões para transformar a Acrópole numa das mais perfeitas produções arquiteturais, adornadas com todo um museu de obras-primas em pedra de cor. Em suas faldas não havia residências particulares ou lojas; somente alguns santuários, inclusive o de Asclépio, davam vida às encostas íngremes da colina.

À direita está o majestoso Partenon, o lar de Atená Partenos, um grande templo dórico.

Assim era o centro de Atenas, o resto da cidade era feio e insignificante, com ruas estreitas e tortuosas, casas modestas, lojas e oficinas, barulho, poeira e lama. Além disso, os homens de Atenas não passavam muito tempo em casa. O mercado, o Pnix, onde a assembléia popular se reunia, os tribunais e a câmara do conselho eram os lugares onde as classes altas passavam o seu tempo. As classe baixas trabalhavam nas docas e nos armazéns do Pireu, ou em suas lojas e oficinas.

(Adaptado de ROSTOVTZEFF, 1986, p.173-178.)

b) A cidade de Roma: localizada na Península Itálica, representava para os romanos um ambiente de vida em sociedade, o centro da vida civil. Entretanto, a cidade de Roma cresceu sem planejamento. A maior parte da cidade possuía casas altas e pouco desenvolvidas, as ruas eram tortas e estreitas e dificultavam as construções centrais de finalidade

Texto 3

A audácia de Nero [37-68 d.C.], depois do incêndio no ano de 64 d.C., tinha consistido em aproximar essa fronteira da cidade, invadindo os bairros construídos até então. A sua Casa de Ouro (esse foi o nome dessa verdadeira vila urbana) continuava diretamente o palácio imperial do Palatino, começado por Calígula [12-41 d.C.], e punha-o em comunicação com os célebres jardins de Mecenas [70 a.C.- 8 d.C.], no Esquilino. No centro, ele mandou escavar um grande lago e rodeá-lo de um campo em miniatura: aldeias, florestas, pastagens, nada aí faltava. Um pórtico monumental ia do Forum até a entrada do palácio. Depois de sua morte, o parque da Casa de Ouro foi desmembrado. Assim que o lago foi seco, no seu local, se construiu o anfiteatro de Flávio conhecido desde a Antiguidade sob o nome de Colosseum, o Coliseu. Sobre as vertentes do Célio, a norte do anfiteatro, Tito edificou um grande estabelecimento de banhos, as termas que têm o seu nome. Os banhos deixam de ser um anexo da palestra ou ginásio, ou um simples estabelecimento de higiene, e transformam-se num local de prazer, simultaneamente “café”, círculo de reuniões e de jogo.

(Adaptado de GRIMAL, 1981, p.108-110.)

Texto 4

Era uma cidade de altos edifícios e ruelas, nas quais os pobres alugavam apartamentos abarrotados de gente e onde os senhorios engordavam. O barulho, à noite, era terrível; os colapsos, freqüentes, e os incêndios uma constante ameaça em razão das construções de madeira e da iluminação a óleo. A começar com Augusto [63 a.C. - 14 d.C.], os Imperadores tomaram sérias providências para limitar o seu desenfreado crescimento e melhorá-la. Novos aquedutos foram construídos e se multiplicaram as fontes públicas; havia então um policiamento rigoroso e bombeiros, armados de bombas manuais e abafadores úmidos tudo agora a expensas do Estado. Os imperadores assumiram a responsabilidade

política. Muito embora os romanos tivessem sido construtores de cidades, enfrentaram dificuldades para melhorar a estrutura de Roma, a exemplo das colônias latinas da Península Itálica: Alba Fucens (303 a.C.) e Cosa (273 a.C.), cujo estilo arquitetônico predominava com as formas de retângulos e ruas planas.

Mesmo assim, podem ser evidenciados alguns aspectos urbanos na arquitetura da cidade de Roma. O cimento passou a ser utilizado nas construções romanas a partir do século II a.C., o que propiciou construções bastante sólidas. Neste mesmo período, a primeira basílica foi construída por Catão, o Velho (243-143 a.C.), a Basílica Porcia. Na basílica faziam-se reuniões, passeios e negócios. No apogeu de Roma (século I d.C.), no Forum, realizavam-se as festas religiosas e manifestações cívicas. Entre os monumentos comemorativos, consta- vam os “Arcos de Triunfo”, criados no final do século I d.C., em diante, era uma espécie de porta monumental, exemplos: o Arco de Tito (Titus Flavius Vespasianus [39-81]), de Sétimo Severo (Lucius Septimius Severus [146-211]) e o de Constantino, o Grande (Flavius Valerius Constantinus, [272-337]).

Para você entender melhor os aspectos urbanos nas cidades de Roma, analise como alguns historiadores tratam esta questão.

119 As Cidades na História

alimentado pela fartura estatal de milho, depois de pão e vinho, até que, por volta do século III, um prefeito pretorano exclamasse amargamente: ‘Só lhe falta servir galinha’. Mas donativos e espetáculos nada mais eram que paliativos para o que Juvenal chamou graficamente de vida de competição da miséria.

(Adaptado de FREDERIKSEN apud BALSDON, 1968, p. 15)

Identifique, nos textos 3 e 4, as diferenças existentes nos espaços urbanos da cidade de Roma. Depois comente por escrito a utilização pelos cidadãos romanos destes espaços.

Em equipe, retome a leitura dos textos 2, 3 e 4. Depois organize um quadro com as diferenças e semelhanças entre as cidades de Atenas e de Roma.

ATIVIDADE

Discuta com os colegas as características das cidades de Atenas e de Roma, comparando com alguma cidade atual que você conhece. Considere os seus respectivos contextos sócio- históricos.

Analise a distribuição dos espaços urbanos destas cidades em relação ao centro da cidade, aos bairros de moradia, ao acesso aos prédios públicos, etc. Anote sua análise e debata com a sala.

DEBATE

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