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Konklusjon

In document Laboratorie- og (sider 36-43)

5. Drøfting

5.2 Konklusjon

Quando você pensa nas cidades árabes, imagino que logo lhe vem a mente a idéia do sultão, as mulheres que fazem a dança do ventre, as grandes mesquitas, conforme aparecem na maioria dos filmes sobre a cultura islâmica. Seria isso mesmo?

Desde o início das conquistas dos califados árabes, por volta do ano 632 d.C., as cidades árabes começaram a ganhar importância para as comunidades muçulmanas. Nesse período, antigas cidades, como Damasco, Alexandria, Alepo e outras, foram dominadas pelos islâmicos. Com a expansão árabe, as cidades tornavam-se sedes de dinastias, como foi o caso de Bagdá (762) e do Cairo (criada pelos fatímidas [dinastia xiita, que governou o Egito de 969 a 1171] no ano de 969).

Na época da dinastia abássida (749-1258), a cidade de Bagdá tornou-se residência do califa al-Mansur (754-775) em 762, a qual foi transformada

no primeiro entreposto comercial do Oriente Médio, possuía intensa vida intelectual e era o grande centro do mundo islâmico.

Cairo, a cidade dos califas, desde o ano de 973, foi sede das universidades de Al-Azhar, e de Fustat; no século XII, teve toda a sua volta cercada por muralhas, construídas na época de Saladino (Salah al-Din Yusuf, 1138-1193). Essa cidade tornou-se um centro comercial, industrial e intelectual e, atualmente, atrai milhares de turistas do mundo inteiro (documento 2). Mas como é a cidade do Cairo hoje? Você pode ficar sabendo mais lendo o texto jornalístico expresso no documento 3.

Documento 3

Por um lado, a capital do Egito sofre dos problemas comuns a todas as cidades que cresceram em ritmo acelerado sem terem recursos para acompanhar a explosão demográfica e urbana. Por outro, tem uma vibração única. Que é sentida com mais ênfase após o anoitecer, quando seus habitantes se encontram para bater papo e namorar nas pontes sobre o Nilo e nos calçadões às suas margens. O som das rezas nas mesquitas une-se ao ruído incessante das buzinas dos carros e à música estridente dos barcos-boates que sobem e descem o rio para tornar as noites frenéticas.

O centro da cidade foi construído na metade do século 19 por Khedive Ismail, um monarca francófilo que se inspirou nas ruas retas e planejadas de Paris. Mas, aos poucos, é o incrível passado longínquo da cidade que se torna cada vez mais presente, com todas as suas contradições.

Essa herança está em várias igrejas, como a Suspensa, construída sobre as fundações de uma fortaleza romana, exemplo único da arquitetura, da decoração e dos símbolos religiosos coptas.

Há o Cairo islâmico, que se espalha por uma grande área e tem inúmeras mesquitas, tumbas, palácios e, claro, a Cidadela e o bazar Khan al Khalili. Das dezenas de mesquitas, três se destacam. A do sultão Hassan, erguida entre 1356 e 1363, durante o império mameluco, é um dos maiores edifícios islâmicos do mundo.

Chama a atenção pela imponência arquitetônica em especial do pátio central, cercado por quatro madrassas (escolas), dedicadas às quatro vertentes do pensamento islâmico dominantes no Cairo na época. O mausoléu do sultão tem uma cúpula altíssima, onde a oração do imame local (ministro da religião muçulmana) ecoa com uma beleza única.

Já a mesquita Al Azhar, construída em 970, é considerada a mais antiga universidade do mundo. As opiniões de seus chefes religiosos são ouvidas com atenção em todo o mundo muçulmano, motivo pelo qual ela é chamada de Vaticano do islamismo.

Finalmente, há a mesquita de Ibn Tulun, erguida em 879 no estilo arquitetônico característico do Iraque, inclusive com um minarete em formato de zigurate (templo babilônio antigo em forma de torre piramidal, com uma escada externa em espiral).

(Adaptado de CAIRO é um caleidoscópio de sensações. Folha de S.Paulo online. 29/03/2004 - 02h41. Turismo. http://www1.

Cidade do Cairo, capital do Egito;

n

Documento 2

http://pt.wikipedia.org

121 As Cidades na História

Sintetize, por escrito, os aspectos urbanos da cidade do Cairo que mais lhe despertaram atenção. Compare as permanências e as mudanças entre a Cairo medieval e a atual, conforme apontado no documento 3.

ATIVIDADE

Outra importante cidade para os povos islâmicos tem sido Meca, na Arábia Saudita. Nesta cidade nasceu o profeta Maomé (570-632), fundador da religião muçulmana ou islamismo. No ano 630, essa cidade foi conquistada por Maomé, que impôs sua religião aos árabes. Desde então, Meca tornou-se a “cidade santa”, o lugar para onde destinam-se caravanas de fiéis, pois lá encontra-se a Caaba (santuário da religião muçulmana).

Além de sua importância religiosa, a cidade desen- volveu-se como centro comercial. Ainda hoje, Meca atrai seguidores de várias partes do mundo, conforme demonstra o documento 4.

Você poderá conhecer mais sobre algumas dessas cidades, analisando os textos da historiografia.

Texto 5 Bagdá

Um palácio e uma mesquita que al-Mansur mandou construir no lado oriental do rio motivaram aí o desenvolvimento de um rico bairro que ficou ligado à cidade por duas pontes de barcos. Do centro real dos dois lados do Tigre, ruas estreitas e tortas, assim feitas para evitar o sol, apresentam suas ruidosas lojas até as proximidades dos distritos dos ricos. Cada negócio tinha a sua rua ou mercado: perfumistas, cesteiros, cambistas, tecelões de seda, livreiros, etc. Acima e além das lojas ficavam as casas do povo. Com exceção das residências dos ricos, todas as casas eram de tijolo cru, feitas para o curso de uma vida, não mais. Harun reconstruiu e ampliou uma primitiva mesquita de al-Mansur e al- Mutadid reconstruiu e ampliou essa mesquita de Harun.

Dentro ou perto de Bagdá ergueram-se milhares de esplêndidas mansões, vilas, palácios simples por fora, porém no interior nada senão ouro e azul.

(Adaptado de GIORDANI, 1976, p. 216.) A Caaba na cidade de Meca , sendo visitada

muçulmanos. n Documento 4 http://www6.estadao .com.br n Texto 6

A iluminação pública, quando existia, era feita por lâmpadas de petróleo (no Irã e na Mesopotâmia) ou lâmpadas de azeite (na Síria e no Egito). A grande mesquita de Damasco era profusamente iluminada à noite, o que atraía grande número de habitantes para um passeio noturno. Nas localidades em que não existia iluminação pública, os transeuntes movimentavam-se levando consigo lanternas.

Em grupo, analise os textos 5 e 6. Converse com os colegas e expresse sua opinião. Depois organize suas idéias e escreva uma narrativa histórica sobre as cidades muçulmanas.

ATIVIDADE

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