LA REVISIÓ DE LA LITERATURA CIENTÍFICA
3.2. RESULTATS DE LA REVISIÓ DE LA LITERATURA
3.2.1 Construcció del rol de germà i de la relació fraternal
3.2.1.3. La família, el centre de l’activitat de cuidar: parentification role
Portanto a duração do copyright foi incrivelmente ampliada — triplicada nos últimos trinta anos. E o escopo do copyright também foi ampliado da mesma forma — de regulamentar apenas editoras para regulamentar prati- camente tudo. E o alcance também mudou, já que praticamente todas as ações causam cópias e portanto são presumivelmente restringíveis por lei. E conforme os tecnólogos encontram formas melhores de controlarem o uso de conteúdo, e conforme os copyright são cada vez mais garantidos pela tec- nologia, a força do copyright também mudou. O mau uso é cada vez mais fácil de ser rastreado e controlado. Essa regulamentação no processo criativo, que começou como uma pequena regulamentação controlando uma pequena parte do mercado de obras criativas, tornou-se o regulador específico mais importante da criatividade. é uma maciça expansão no escopo do controle governamental sobre a inovação e a criatividade; e pode estar se tornando totalmente irreconhecível àqueles que criaram o controle pelo copyright.
Apesar disso, no meu entender, todas essas mudanças não importariam tanto se não fosse uma outra mudança que precisamos considerar também. Essa é uma mudança que é de certa forma a mais familiar para nós, embora sua significância e escopo não foram bem entendidos ainda. Ela é a mudança que cria exatamente o motivo para que fiquemos preocupados com as demais mudanças que eu descrevi anteriormente.
Trata-se da mudança na concentração e integração dos meios de comuni- cação. Nos últimos vinte anos, a natureza da posse dos meios de comunicação passou por uma mudança radical, causada por mudanças nas normas legais que governam a mídia. Antes que tal mudança acontecesse, as diferentes for- mas de mídia eram propriedade de companhias separadas de mídia. Agora, a mídia está cada vez mais sendo propriedade de algumas poucas companhias. De fato, após as mudanças que a FCC anunciou em Junho de 2003, muitos esperam que em alguns poucos anos, nós vivamos em um mundo aonde três companhias irão controlar mais de 85% de todos os meios de comunicação.
Essas mudanças acontecem em dois sentidos: no escopo da concentração e em sua natureza.
As mudanças no escopo são as mais fáceis de descrever. Como o Senador John McCain sumarizou os dados produzidos pela análise que a FCC fez da propriedade da mídia, “cinco companhias controlam 85% de todos os nossos meios de comunicação.”[139] Um grupo de cinco selos musicais formado por Universal Music Group, BMG, Sony Music Entertainment, Warner Music Group, e EMI controla 84,8% do mercado de música americano.[140] As “cinco maiores companhias de cabo transmitem suas programações para 74% dos assinantes de cabo do país.”[141]
A história com o rádio é ainda mais dramática. Antes da desregulamen- tação do setor, o maior conglomerado de radiodifusão era dono de menos de 75 estações de rádio. Atualmente apenas uma companhia é dona de mais de 1200 estações. Durante o período de consolidação o número de proprietários de estações de rádio caiu em 34%. Atualmente, em muitos mercados, as duas maiores empresas de radiodifusão controlam 74% da renda. Acima de tudo, apenas quatro companhias controlam conjuntamente 90% de toda a receita publicitária do rádio no país.
A propriedade de jornais está se tornando também cada vez mais con- centrada. Atualmente existem seiscentos menos jornais diários nos Estados Unidos do que existia a oitenta anos atrás, e dez companhias controlam metade do mercado de jornais do país. Há vinte grandes jornais publicados nos Estados unidos. As dez maiores empresas cinematográficas concentram 99% de toda a renda com filmes. As dez maiores companhias de cabo re- cebem 85% de toda a renda com o cabo. Esse mercado está muito longe do mercado de livre imprensa que os criadores da Constituição procuravam proteger. De fato, esse é um mercado que está muito bem protegido — pelo mercado.
A concentração setorial é uma coisa. A mais terrível mudança é a da natureza da concentração. Conforme o autor James Fallows falou em um artigo recente sobre Rupert Murdoch14
,
“As companhias de Murdoch agora constituem uma linha de produção insuperável em sua integração. Elas fornecem conteúdo — filmes da Fox (. . . ) Shows de TV da Fox (. . . ) transmissões esportivas controladas pela Foz, além de jornais e livros. Elas vendem o conteúdo ao público e aos publicitários — em jornais, na rede de TV, nos canais a cabo. E elas operam o sistema de distribuição física no qual o conteúdo chega aos consumidores. Os
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sistemas via satélite de Murdoch distribui agora o conteúdo da News Corp. na Europa e na ásia; se Murdoch tornar-se o maior dono individual da DirecTV, o sistema irá ter a mesma função nos Estados Unidos.”[142]
O padrão de Murdoch é o padrão da mídia moderna. Não apenas grandes companhias comandando muitas estações de rádio, mas também algumas pequenas companhias que são donas do máximo de meios de comunicação possíveis. Uma imagem descreve esse padrão melhor que mil palavras podem fazer, e essa imagem está na Figura 10.7, Página 148.
Figura 10.18: Pincipais corporações de mídia americanas em 2003
NT: é impossível traduzir todo o conteúdo dessa imagem sem gastar páginas e páginas, mas ela mostra exatamente a estrutura das principais
corporações de mídia americanas em 2003 — AOL Time Warner, News Corp., Disney, ViaCom e Clear Channel. é interessante, para título de
raciocínio brasileiro, imaginar os grandes conglomerados midiáticos brasileiros, como Globo e Abril, e comparar em poder essas companhias
brasileiras com as cinco americanas citadas.
Como essa concentração é significativa? Ela irá afetar o que poderá ser feito ou distribuído? Ou meramente essa é uma forma mais eficiente de produzir e distribuir conteúdo?
A minha opinião é de que a concentração não é importante. Eu acreditava que não havia nada melhor que uma estrutura financeira mais eficiente. Mas
agora, após ler e ouvir a um rio de criadores tentando me convencer do contrário, estou começando a mudar de idéia.
Forneço-lhe uma história representativa que irá começar a sugerir a você como essa integração pode ser importante.
Em 1969, Norman Lear criou um piloto para All in the Family. Ele levou o piloto à ABC15
, que não gostou dele. Era muito irritante, eles disseram a Lear. Faça novamente. Lear fez um segundo piloto, ainda mais irritante. A ABC ficou exasperada. Você não entendeu, disseram-lhe a Lear. Queremos algo menos irritante, não mais.
Ao invés de reclamar, Lear simplesmente levou o show para outro lugar. E a CBS ficou contente com a série; a ABC não podia fazer nada para parar Lear. O copyright que Lear tinha asseguraram uma independência do controle da rede ABC.[143]
A rede não podia controlar tais copyright porque a lei proibia as redes de controlarem o conteúdo que elas transmitiam. A lei exigia uma separação entre as redes e os produtores de conteúdo; foi essa separação que garantiu a liberdade de Lear. E até 1992, por causa dessas lei, a maior parte das estréias na TV — 75% delas — eram “independentes” das redes de TV.
Em 1994, a FCC abandonou as regras que exigiam tal independência. Após essa mudança, as redes de TV rapidamente mudaram a balança. Em 1985, haviam 25 produtoras de TV independente; em 2002, apenas cinco delas ainda existiam. “Em 1992, apenas 15% das novas séries foram produzi- das para uma rede por uma companhia controlada por ela. Ano passado, a porcentagem dos shows produzidos por empresas controlas mais que quin- tuplicou para 77%”. “Em 1992, 16 novas séries foram produzidas de forma independente do controle dos conglomerados. No ano passado, apenas uma foi produzida assim”.[144] Em 2002, 75% das estréias televisivas eram pro- priedades das redes que as veiculavam. “No período de dez anos entre 1992 e 2002, o número de horas de horário nobre por semana produzido por estúdios das redes de TV aumentou em mais de 200%, enquanto o número de horas de horário nobre televisivo por semana produzido por estúdios independentes caiu em 63%.”.[144]
Atualmente, um outro Norman Lear com outro All in the Family iria descobrir que suas escolhas seriam fazer uma série menos irritante ou ser demitido: o conteúdo de qualquer show criado por uma rede de TV é cada vez mais propriedade da mesma.
Enquanto o número de canais aumentou dramaticamente, a propriedade de tais canais foi estreitando-se a alguns poucos cada vez mais poucos. Como Barry Dillers disse a Bill Moyers,
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“Bem, se você tem mais companhias que produzem, financiam e levam ao ar seus canais e distribuem para o mundo todo tudo aquilo que passa por seus sistema controlado de distribuição, en- tão o que você tem são cada vez mais menos vozes participando do processo. [Estávamos acostumados] a ter dúzias e dúzias de companhias de produção independente produzindo programas de TV. Agora temos cada vez menos delas.”[146]
Esse estreitamento causa efeitos no que é produzido o produto de redes tão largas e concentradas é cada vez mais homogêneo, seguro e estéril. O produto dos noticiários das redes de TV está cada vez mais sendo costurado à mensagem que a rede deseja vincular. Esse não é o Partido Comunista, embora para aqueles que estão dentro, pareça muito com o Partido Comu- nista. Ninguém pode questionar sem risco de punição — não necessariamente isolamento na Sibéria, mas punição de qualquer forma. Visões críticas, dife- rentes e independentes são esmagadas. E esse não é um ambiente para uma democracia.
A própria economia oferece um paralelo que explica porque essa inte- gração afeta a criatividade. Clay Christensen escreveu sobre o “Dilema do Inovador”: o fato que as grandes firmas tradicionais acham racional ignorar novas tecnologias revolucionárias que competem com o seu core business16
. A mesma análise pode ajudar a explicar porque as grandes empresas tradi- cionais da mídia acham racional ignorar novas tendências culturais.[147] Gi- gantes pesados não apenas não podem, como não deveriam, correr. Mas se o campo está aberto apenas para os gigantes, haverá muito pouca corrida.
Eu não acredito que conheçamos o suficiente sobre economia do mercado de mídia para dizer com certeza o que a concentração e a integração farão. A eficiência é importante e os efeitos sobre a cultura são difíceis de serem mensurados.
Mas eis aqui um exemplo quintessencialmente óbvio que pode nos dar muitas preocupações.
Junto com a guerra do copyright, estamos no meio de uma guerra das drogas. A política do governo é fortemente direcionada contra os cartéis das drogas; as cortes civis e criminais estão cheias das conseqüências de tal batalha.
Deixe-me primeiro deixar claro minhas posições antes de qualquer posi- cionamento do governo que diga algo sobre o fato de eu achar essa guerra um profundo erro. Eu não sou a favor das drogas. De fato, venho de uma família que já foi arruinada pelas drogas — embora as drogas que arruinaram
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NT:ao pé da letra, negócio central. É um termo de administração de empresas que significa o principal negócio da empresa, aonde o seu foco deve ser máximo
a minha família eram legais. Eu acredito que essa guerra é um profundo erro por causa dos efeitos colaterais que podem ser tão grandes que podem tornar essa guerra insana. Quando você adiciona os fardos do sistema legal, o de- sespero de uma geração de crianças cujas únicas oportunidades econômicas envolvam entrar no mundo das drogas, o esmagamento das proteções cons- titucionais por causa da vigilância constante que essa guerra exige, e mais profundamente, a destruição total dos sistemas legais de muitos países da América do Sul por causa do poder dos cartéis locais das drogas, eu acho que seja impossível acreditar que os benefícios mínimos na redução do consumo de drogas pelos americanos poderiam cobrir os custos citados.
OK, você pode não estar convencido. Tudo bem. Vivemos em uma democracia, e é pelo votos que decidimos nossa políticas. Mas ao fazer- mos isso, nós dependemos fundamentalmente das notícias para informar aos Americanos sobre esses fatos.
Começando em 1998, o Office of National Drug Control Policy (Escritório de Políticas Nacionais Anti-Drogas) lançou uma campanha de mídia como parte da “guerra contra as drogas”. A campanha produziu vários pequenos trechos de filme sobre assuntos relacionados às drogas ilegais. Em uma dessas séries (a série Nick e Norm) dois homens em um bar discutem a idéia de legalização das drogas como uma forma de evitar alguns dos efeitos colaterais da guerra. Um deles apóia argumentos a favor da legalização das drogas. O outro responde de maneira forte e efetiva contra os argumentos do primeiro. No fim, o primeiro cara, muda de idéia (ei, isso é TV). No fim das contas, a propaganda é um ataque condenável contra as campanhas pró-legalização.
OK, é um bom anúncio. E não muito distorcido. Ele passa muito bem sua mensagem. Uma mensagem justa e razoável.
Agora imaginemos que você pensa que essa é uma mensagem errada, e você que responder com outro comercial. Vamos dizer que você quer pas- sar uma série de comerciais que tentem demonstrar o dano extremamente colateral que virá da guerra contra as drogas. Você poderia o fazer?
Bem, antes de mais nada, esses anúncios custam muito caro. Mas vamos assumir que você consiga levantar o dinheiro. Vamos assumir que um grupo de cidadãos preocupados lhe doem todo o dinheiro necessário para auxiliar você a levar tal mensagem. Será que você poderia garantir que sua mensagem seria ouvida?
Não. Você não pode. As estações de TV possuem uma política geral de não transmitirem anúncios “controversos”. Anúncios divulgados pelo governo são claramente válidos; aqueles que discordam do governo são controver- sos. Essa seletividade pode ser inconsistente com a Primeira Emenda, mas a Suprema Corte determinou de estações tem o direito de escolher o que exibir. Desse modo, os principais canais da mídia comercial podem-se negar
a apresentarem um dos lados em um debate crucial. E as cortes defenderão os direitos de tais viéses das estações de TV.[148]
Eu adoraria defender também os direitos das redes de TV — se vivêsse- mos em um mercado midiático que realmente fosse diversificado. Mas a concentração da mídia coloca tal condição em cheque. Se um pequeno grupo de companhias controla o acesso à mídia, e se esse pequeno grupo de com- panhias decidem o tipo de posições políticas que serão promovidas em seus canais, então, de uma forma óbvia e importante, a concentração preocupa. Você pode gostar das posições selecionadas pelo pequeno grupo de compa- nhias. Mas você pode não gostar nem um pouco de um mundo aonde alguns poucos decidem sobre que assuntos o resto de nós ficará sabendo.