7 FAKTORER SOM PÅVIRKER LØNNSDANNELSEN:
7.3 Lønn
7.3.3 Lønn og kjønn
No início do nosso trabalho com a SD, logo no primeiro encontro, fizemos a apresentação para os alunos sobre o projeto que seria desenvolvido, apresentamos os propósitos estabelecidos, falamos sobre as nossas escolhas em relação ao gênero que seria explorado durante os nossos encontros semanais, o qual seria a autobiografia. Após essa
conversa com a turma, percebemos que um significativo número de alunos recebeu muito bem a notícia da escolha do gênero e do projeto também, dado o reconhecimento por parte deles das dificuldades que tinham com a escrita.
Reforçamos os principais objetivos que gostaríamos de alcançar com o desenvolvimento da sequência didática, que convergiam para propiciar avanços no processo de redigir desses alunos, visando ao ensino da produção escrita a partir do texto autobiográfico, considerando, para isso, as etapas indispensáveis a esse aprendizado, as quais constituem-se no planejamento, na revisão e na reescrita do texto. Normalmente, os nossos alunos não têm o costume de fazer rascunhos, escrevem seus textos diretamente na folha definitiva e, dificilmente, revisam o que escreveram para tentar melhorar a organização das ideias ou fazer outras modificações.
No momento seguinte, apresentamos uma motivação para a escrita, uma necessidade de interlocução, para incentivar o estudo e a produção do gênero textual autobiografia, em uma situação posterior. Nessa perspectiva, falamos da organização e edição do nosso livro com os textos produzidos por eles ao final da SD e da possibilidade de publicação desse material no site do Museu da Pessoa, com as devidas explicações do que seria esse museu e sobre como ele funciona, a fim de proporcionar a circulação do gênero na sociedade, para que outras pessoas pudessem conhecer a história de vida deles.
Ainda em relação ao reconhecimento do gênero trabalhado, fizemos perguntas aos alunos com a finalidade de sondar sobre os seus conhecimentos prévios acerca da autobiografia, por exemplo: se eles conheciam esse tipo de texto, quais as suas marcas próprias, o lugar e o momento de sua produção, se apresenta uma estrutura de fácil identificação. Além desses questionamentos, verificamos também se os alunos já teriam lido, escutado ou produzido a autobiografia deles e em qual momento, com o intuito de motivar os estudantes a participarem da conversa e de fomentar a discussão a partir do retorno deles.
A apresentação da situação teve a sua continuidade com o próximo passo, que foi a leitura compartilhada de textos autobiográficos diversos selecionados, em um total de dez, (Cf. Anexo A), apontando as estruturas semelhantes nesses textos; destacando o contexto de produção; identificando as marcas linguísticas presentes neles; destacando as diferenças na escrita e observando as características desse gênero.
quais foram trabalhados com a turma nos seus aspectos estruturais, organizacionais, além das principais marcas próprias do gênero. A construção desse mural teve como finalidade a consulta dos alunos para esclarecer possíveis dúvidas sobre a autobiografia. Fixamos o mural na própria sala de aula do 9º ano participante da pesquisa.
Antes ainda de finalizar essa conversa inicial sobre o gênero em questão, solicitamos aos alunos que socializassem com os colegas de sala pequenos relatos de momentos que consideravam importantes na vida deles e sobre os quais se sentissem à vontade para falar. Desse modo, trabalharíamos a oralidade desses alunos, deixando-os mais confortáveis para produzirem suas autobiografias.
Devido ao volume significativo de atividades para esse primeiro momento, que é conhecido como a apresentação da situação, decidimos propor a produção inicial em um outro encontro de duas aulas geminadas, disponibilizando um tempo maior para os alunos produzirem sem pressa.
Desse modo, dando continuidade ao trabalho com a sequência didática, dedicamos um encontro para a realização da produção inicial, que foi proposta depois que relembramos algumas considerações que fizemos no momento anterior, o da apresentação da situação, a fim de retomar as informações passadas. Então, propusemos aos alunos que produzissem a autobiografia deles, individualmente, a partir dos nossos estudos realizados no encontro anterior.
Para a construção do texto, sugerimos que elegessem fatos importantes vividos por eles e organizassem esses fatos em uma sequência narrativa lógica com a história de vida deles. Relembramos também que, depois de passarem por todo o processo da escrita, os textos finais deles seriam organizados em um livro que, depois de pronto, entregaríamos para eles próprios e para a família de cada um, além de deixarmos um exemplar na biblioteca da escola e outro com o grupo gestor para futuras consultas e registro do nosso trabalho desenvolvido com essa turma de 9º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Ismael Pordeus. Relembramos ainda e ressaltamos a possibilidade de publicação das autobiografias deles no site do Museu da Pessoa, conforme já havíamos explicado no primeiro contato com a turma, ou seja, no nosso primeiro encontro.
Sugerimos aos alunos, no momento da produção inicial, simultaneamente à temática apresentada, um roteiro de escrita para que tivessem acesso às devidas instruções de
construção desse primeiro texto, mas enfatizamos a ideia de que eles não teriam a obrigação de seguir esse roteiro porque poderiam criar um próprio a partir da importância que dariam aos fatos vividos e, assim, relatados por eles e, a partir de então, quando surgiram as dúvidas mais frequentes sobre o gênero e fizeram as perguntas, esclarecemos que redigissem da maneira que soubessem, seguindo o que foi trabalhado em sala sobre o gênero produzido e com os conhecimentos que tinham sobre a autobiografia. Reforçamos, assim, que eles teriam a oportunidade de trabalhar o gênero autobiográfico e, consequentemente, aprimorar os seus textos com as próximas atividades, nos encontros seguintes.
A produção inicial, portanto, representa o diagnóstico do desempenho dos alunos em relação ao objeto da aprendizagem, funcionando como reguladora da sequência didática, tanto para os alunos quanto para o professor.