5 INæNTIVER I ARBEIDSMARKEDET
5.4 Hovedproblemer i kvinneyrker i offentlig sektor
comprovar que as dificuldades desses jovens estudantes do Ensino Fundamental nessa atividade, muitas vezes, vêm de longe, de costumes ligados à rotina de casa, ou da falta de bons hábitos de leitura e de escrita.
Vieira (2005), em sua obra, que consideramos de grande importância para a nossa pesquisa, apresenta inicialmente as múltiplas funções e propósitos da escrita, que são desapercebidos na pressa do cotidiano ou nas atividades repetitivas da escola. Esclarece, a partir daí, questões prementes sobre o ensino da escrita, dando significativas contribuições para esse ensino.
Sobre os começos da criança na atividade da leitura, Vieira (2005) ressalta a importância de se criar um leitor, mostrando como se alcançam bons resultados em relação a essa meta; por exemplo, a criança pode ouvir histórias antes de dormir, sejam elas consagradas, conhecidas ou recriadas, desde que seja dada à criança essa possibilidade. Essas leituras podem ser diárias e de graus crescentes de dificuldades.
Muitas vezes, o que nós, professores, escutamos dos nossos alunos do Ensino Fundamental II4é que, poucas vezes, foram estimulados à leitura em casa, porque, segundo o depoimento deles, os pais não tinham tempo para fazerem leituras para eles devido ao excesso de trabalho. Esse fato, associado às dificuldades financeiras também, impedia os pais ou responsáveis de investirem melhor em materiais para este fim. Essas considerações dos estudantes corroboram o que nós ressaltamos na abertura desta seção.
A referida autora acrescenta ainda sobre como fazer funcionar o mundo fascinante de coisas escritas através de várias ações elencadas a seguir e que devem ser apresentadas ao aprendiz:
O ambiente da escrita envolvendo nossa casa, a família recebendo e trocando informações por escrito. Listas, anotações, cartas, bilhetes domésticos, recados de telefone, instruções e formulários. Computador ligado, jornais chegando, abertos e largados pela casa, deixando escapar letras enormes ou bem apertadinhas em pedaços de “coisas” que a gente quer tanto entender... e não para de perguntar… Livros coloridos com muita figura para ver, ou livros de gente grande, tão grossos e cheios de mistérios em altas estantes onde a gente não pode mexer… Mesas cheias de papeis importantes, que não devemos tocar…(VIEIRA, 2005, p. 15)
4 Registramos aqui momentos vivenciados na nossa prática em sala de aula na Educação Básica da Rede Pública Municipal de Fortaleza.
A autora acrescenta também que falar e escrever podem parecer “faces de uma mesma moeda”, mas o texto escrito e o oral têm diferentes propriedades e modos de construção. Na escrita, o meio é diferente e faz com que as exigências também sejam maiores. O texto escrito é permanente e, por isso, não pode conter as interrupções e as retomadas que o texto oral tem. Na modalidade escrita, o assunto deve ter continuidade e progredir de forma lógica e mais compreensível.
Então, diante da aprendizagem da escrita, surge o questionamento: “Como é intrigante o fato de as crianças aprenderem a falar com tanta naturalidade e terem tanta dificuldade para aprender a escrever, redigir?” Para sanar tal dúvida, Vieira (2005) apresenta as razões seguintes:
1- A fala é matéria viva do dia a dia;
2- A escrita está nos livros, nos impressos e no meio digital;
3- Muitos contextos da escrita estão distantes das necessidades infantis;
4- Na escola, às vezes, passa-se a falsa ideia de que a escrita é uma simples transcrição da fala;
5- Confusão entre o oral e o escrito.
Relata a autora que o essencial ao professor é saber que a fala e a escrita são modalidades de uma mesma linguagem e que o modo de aprender a falar pode orientar o modo de ensinar a escrever. Tanto uma como outra são processos gradativos de construção de significados. Para tanto, é preciso repensar o trabalho com a linguagem na escola. No momento, apresentam-se as seguintes ideias:
i) A fala do aluno sempre merece respeito (seja de que origem for) e é tão boa em termos comunicativos quanto o português-padrão falado nas camadas socioculturais mais elevadas;
ii) Aprender a linguagem escrita envolve atividade contínua do aprendiz lendo e escrevendo para diferentes finalidades, mediada pela interferência do adulto letrado;
iii) Um bom professor compartilha com seus alunos o prazer e o conhecimento de como se lê e se escreve para cada situação de uso da linguagem.
possibilita a participação na vida social, o acesso aos bens culturais, favorece o desenvolvimento cognitivo e confere poder. Na escola, porém, a linguagem escrita costuma ser apresentada de forma deturpada e empobrecida, transformando-se num produto meramente escolar, com pouca habilidade na vida prática.
Em uma sociedade letrada, a linguagem permeia todos os nossos atos. Aprender a ler e a escrever implica ter acesso à escrita, para fins de participação cultural ou de transformação social e é preciso saber usá-la para diferentes finalidades.
A criança usa a escrita como “vozes”, com as quais faz coisas diferentes. Começa escrevendo apenas para se expressar, depois passa a utilizá-la para fins práticos, realizando diferentes atos com a escrita. Ao contrário do que se pensa, ela também é capaz de produzir textos mais elaborados esteticamente, como narrativas e poemas.
Em geral, nós, professores, subestimamos a competência textual das crianças e o valor que a linguagem desempenha em suas vidas. Se prestarmos atenção, veremos que elas leem e escrevem espontaneamente. Esta escrita deveria ser melhor aproveitada na escola. O maior desafio no ensino da linguagem escrita é fazer as crianças entenderem seus propósitos e convenções. Para isso, é preciso criar situações comunicativas verdadeiras, usando textos interessantes e variados, estimulando a leitura de diferentes materiais impressos e propondo leitores reais para seus textos.
Os alunos precisam de tempo para lidar exaustivamente com a linguagem escrita até entenderem como ela funciona e de que maneira expressa significados. Nós devemos intermediar esse trabalho, explicitando nossos conhecimentos de uso e de motivação da escrita, escrevendo junto, mostrando as diferenças entre a fala e a escrita. O professor, portanto, tem o importante papel no desenvolvimento da competência linguística e comunicativa do aluno. Cabe-lhe selecionar textos, criar situações interessantes em sala de aula e, acima de tudo, demonstrar como se lê e como se escreve.
Temos conhecimento de que há ainda muitos professores que não apresentam aos seus alunos uma motivação real para ler ou para escrever, conforme afirma Vieira (2005), além de não esclarecerem para eles a finalidade destas atividades, porém acreditamos que existem também aqueles educadores comprometidos com a aprendizagem de seus alunos e que, de alguma forma, usam estratégias que favorecem a escrita como um processo e tratam, com relevância, o contexto e a situação comunicativa que envolvem a escrita.
Desse modo, na próxima seção, apresentaremos o ensino da composição escrita como um processo, assunto de suma importância para a nossa pesquisa, visto que embasamos a produção de texto dos nossos alunos nessa abordagem processual proposta por Vieira (2005).