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DEL II REFORMENS INTENSJONER

Stortingsmelding 31 (2007 – 2008) Kvalitet i skolen

2.8.1 Tipo de abordagem investigativa

Os procedimentos indicados para a abordagem investigativa utilizou a pesquisa do tipo qualitativa por considerar o ambiente do choro uma fonte direta de dados. As informações coletadas durante a pesquisa refletiram o modo de agir e pensar dos agentes do choro selecionados em duas categorias. Assim, foram utilizados dois tipos de formulários para a entrevista semiestruturada. No primeiro a categoria foi direcionada a “músicos e outros agentes” e, no segundo, à categoria “bandolinistas”. Os itens da categoria “músicos e outros agentes” abordou os itens: a) Identificação, b) Formação, c) aprendizagem, d) Choro e cultura brasileira, e) Jacob do Bandolim. A segunda categoria “bandolinistas” buscou identificar os itens: a) Identificação, b) Formação, c) Atuação profissional e d) Aprendizagem. A escolha da

23 O conceito de memória coletiva será abordado especificamente no item 5.3 “A memória coletiva na prática do Choro”.

24 O Samba lançado em 1933.

categoria “bandolinistas” se deu pelo habitus do autor enquanto bandolinista, professor, compositor e instrumentista do choro. Com base nessas informações, a pesquisa buscará identificar as formas de transmissão cultural pelo ensino e aprendizado musical do Choro e seus significados. No tópico “O habitus na formação musical do autor” se buscará a caracterização da participação “êmica”26 do autor no sentido de contribuir no que diz respeito ao processo de identificação da atividade musical docente e sua trajetória como músico de choro. Abordagens mais recentes tendem a utilizar conceitos êmicos na transcrição e análise como forma de se aproximar mais do que a própria sociedade julga ser música (BROWNER, 2000 e FALES, 2002 apud RIBEIRO, 2002).

Com o intuito de estudar as conexões entre o Choro e a cultura visando seu desvelamento e sua aplicação na educação musical brasileira, buscaremos a voz dos músicos de Choro narrando sua própria trajetória, de forma a aproximar a visão do pesquisador da visão dos agentes, assim como aspectos da experiência do autor no aprendizado e ensino do choro. Procedimentos metodológicos de coleta de dados, com a observação participante27, o questionário, a entrevista semiestruturada a músicos brasileiros, as notas de terreno, a análise documental sobre gravações em LPs, CDs, fitas-cassete, notas, notícias de jornal possibilitarão a coleta de dados e com os quais serão trabalhados no intuito de apresentar posteriormente os resultados levantados. Motivada pela atividade profissional do autor enquanto professor, compositor e instrumentista, a pesquisa buscará identificar suas formas de transmissão pelo ensino e aprendizado musical do Choro e seus significados.

Quanto ao conceito de “observação participante”28 motivada pela atividade profissional do autor enquanto músico de choro, professor, compositor e instrumentista, o Manual de Pesquisa Qualitativa (GUERRA, 2014) assim se posicionou:

26 A participação “êmica” acontece quando pesquisadores baseam suas abordagens a partir da própria experiência e performance musical.

27 Tanto LIMA (2008) quanto MINAYO (2008), apontam que a observação participante é a técnica mais utilizada nas pesquisas de natureza qualitativa. Nesta técnica, o observador faz parte da vida dos observados e assim é parte do contexto sob observação. Ao mesmo tempo em que investiga, é capaz de modificar o objeto pesquisado e também de ser modificado pelo mesmo.

28 Ao realizar uma observação participante, segundo QUEIROZ et al (2007), o pesquisador deve se preparar, cuidando para que as fases desta abordagem sejam devidamente planejadas.

a) Aproximar-se do grupo a ser observado: aproximação do pesquisador ao grupo social em estudo. Esse é um trabalho longo e difícil, pois o observador precisa trabalhar com as expectativas do grupo e garantir aceitação e confiança.

b) Conhecer o grupo a ser observado: o pesquisador deve procurar adquirir uma visão de conjunto do grupo. É importante reconstruir a história de vida do grupo, levantar dados em documentos, conhecer pessoas e/ou instituições relevantes, anotar em seu diário de campo as observações relevantes da vida cotidiana do grupo em estudo.

[...] a observação participante29 é recomendada quando o pesquisador julgar que sua participação direta no evento ou fato a ser observado gerará maior profundidade na compreensão do mesmo, além de possibilitar uma intervenção por parte do pesquisador no fenômeno, fato ou grupo. Por esse motivo, geralmente a observação participante vem também carregada de propósitos políticos, e está fundamentada nos paradigmas que não concordam com a neutralidade e imparcialidade do pesquisador. Um de seus pontos fortes é integrar o observador à sua observação, aproximar o sujeito conhecedor ao seu conhecimento (GUERRA, 2014)30.

2.8.2 O estudo exploratório e a seleção dos sujeitos da pesquisa

A abordagem sobre a Roda de Choro servirá como ferramenta para uma análise das falas dos sujeitos entrevistados com base nos conceitos de habitus, capitais culturais e campo de Pierre Bourdieu incorporados no contexto dos agentes envolvidos. As formas de transmissão de cultura com a construção de tradições na música popular brasileira e suas relações com sua história na busca por uma identidade nacional serão balizadas pela revisão bibliográfica com os conceitos da Musicologia Histórica.

“Etnografia [ethnography] Método de pesquisa de campo, derivado em grande parte da antropologia em que o pesquisador tenta entrar na cultura de um grupo particular e dar conta de sentidos e atividades “desde dentro”. O procedimento enfatiza a distância cultural que cabe aos pesquisadores atravessar para que possam tornar inteligível a comunidade ou o grupo de estudo. O etnógrafo utiliza um amplo escopo de fontes para pintar o quadro de um grupo social e participa “das vidas cotidianas de pessoas durante um longo período, assistindo o que acontece, escutando o que é dito e fazendo perguntas. Assim, a etnografia estima especialmente a comunidade de linguagem – tanto que esse método também é compreendido enquanto perspectiva que não se enquadra na análise de conversação. Embora a etnografia seja vista normalmente como subfilial da antropologia ou da sociologia, sobretudo no caso da Escola de Chicago sobre o interacionismo simbólico, cabe observar os cruzamentos com aspectos da observação participante em psicologia (O’SULLIVAN, 2001)31.”

Com o objetivo de “pintar um quadro” com as fontes coletadas dos entrevistados como integrantes de um “habitus de músico de choro”, a observação participante buscará a proximidade à realidade cultural do contexto. Para tanto, torna-se necessário a compreensão da dimensão histórica da atividade musical do Choro.

c) Sistematizar e organizar os dados: essa é a fase final, ou seja, a fase em que a pesquisa revela seus resultados. É uma etapa difícil e delicada. A análise dos dados deve informar ao pesquisador a situação real do grupo e sobre a percepção que esse possui de seu estado. Daí a riqueza de uma pesquisa qualitativa.

29 Vale relembrar que o observador, na pesquisa científica, não é figura neutra ou imparcial. O que observar ou como observar são questões influenciáveis pelos esquemas teórico-metodológicos adotados pelo pesquisador (GUERRA, 2014).

30 GUERRA, Elaine Linhares de Assis. Manual de Pesquisa Qualitativa. In: Suporte ao Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Edição Grupo Ănima Educação. Belo Horizonte, 2014.

31 O’Sullivan, Tim. Conceitos-chave em estudos de comunicação e cultura, por Tim O’Sullivan e outros. Tradução de Margaret Griesse e Amós Nascimento. Piracicaba: Editora UNIMEP, 2001. 288p. 21cm.

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ASPECTOS DA GÊNESE DO CHORO COMO UMA ESCOLA

MUSICAL