2 TEORETISKE PERSPEKTIV OG PROBLEMSTILLINGER
4.3 Kundeundersøkelse gruppegjester
fundamentado em estudos ambientais sobre a região. Pois sem conhecer o ambiente que está sendo estudado, é impensável fazer um planejamento minimamente eficiente que vise o desenvolvimento sustentável da região.
Para Martins Jr. et al. (2006), uma metodologia para se realizar este estudo é a construção de cenários, enfocando três momentos:
Passado: como o ambiente em questão se portaria originalmente, sem a interferência humana. Isso permite aproximar-se de quais são as condições ideais às quais o ecossistema da região se adaptou ao longo dos milhões de anos de evolução. Este cenário serve como uma meta ideal (porém utópica) de preservação ambiental, que embora não possa ser alcançada, visto que se deve conciliar nela as atividades humanas, a mesma serve como ponto de referência para o estabelecimento de metas e objetivos.
Presente: como o ambiente se configura atualmente, além de suas características estáticas e dinâmicas e processos ecológicos. Devem ser estudadas, tanto as condições dos ambientes naturais, quanto do ambiente humano, e as interações entre ambos. As informações contidas nesse cenário vão dar ao planejador a consciência dos atuais problemas ambientais presentes na região.
Futuro: um conjunto de cenários com previsões de evolução do quadro atual do ambiente de uma região. São computadas as tendências de ocupação territorial, crescimento urbano e rural, acúmulo de substâncias poluentes, desmatamentos, capacidade de recuperação do ambiente, e tantas mais, quanto for possível, já que o objetivo é fazer uma previsão a mais abrangente possível, sendo tanto mais eficiente quanto mais variáveis recobrir. Devem ser feitos cenários tanto para o caso do ritmo de degradação ambiental se manter, caso não seja implementado nenhum programa de gestão ambiental, quanto também cenários para cada uma das alternativas de planos de ação ambiental a serem executados. Em tempo, a ser percorrido entre cada previsão pode variar tanto quanto os processos ecológicos que ocorrem em um meio ambiente, mas também devem se adaptar aos ciclos administrativos humanos, para que possa ser acompanhada sua evolução em paralelo com a atividade de gestão ambiental. Por exemplo, a degradação ou recuperação de uma floresta pode levar décadas, mas podem ser definidas etapas intermediárias que permitam acompanhar esses processos.
Todavia, Martins Jr. et al. (2006) afirmam que o processo de elaboração de cenários, assim como a gestão ambiental, não devem e nem podem entregar um produto estático e acabado com a solução para os problemas. Devido a constante imprevisibilidade dos processos sociais, econômicos e naturais, a gestão ambiental deve conter um processo contínuo de monitoramento e de reciclagem do modelo, quando este for quantitativo matemático, capaz de rastrear as alterações ambientais, em especial os efeitos das intervenções humanas.
Existem várias maneiras de efetuar esse monitoramento. Com o desenvolvimento da tecnologia de banco de dados, o cadastramento de proprietários e empresas obrigadas a fornecer informações sobre sua situação ambiental (incluindo a propriedade e as atividades impactantes ao meio ambiente) pode gerar uma grande rede de informações ambientais, tornando possível, inclusive, o acompanhamento das modificações ambientais ao longo do tempo. Estas redes locais de informação ambiental precisam ser integradas às demais redes de dados dos demais órgãos ambientais do Brasil, compartilhando a informação para os diversos níveis de decisão e poder de ordenamento territorial sustentável. Essa é uma situação que ainda está em processo de implementação no Brasil, visto que os órgãos ambientais já começaram a estruturar suas redes de dados. Todavia, além da falta de dados, ainda não há integração entre estas diversas redes. O resultado tem sido um conjunto de ilhas de informação, com dados escassos e isolados das demais informações que permitiriam uma visão mais ampla no processo de gestão ambiental.
As recentes inovações da tecnologia de imageamento remoto por satélites e aeronaves, inclusive com preços mais acessíveis, permitirão um monitoramento cada vez mais freqüente da evolução da situação ambiental de uma região. Pode-se lançar mão, tanto de imagens ópticas (dentro do espectro luminoso da visão humana em espectros mais amplos de ultravioleta e/ou infravermelho), quanto de imagens de radar (obtidas pela reflexão de microondas sobre uma região).
As imagens ópticas são muito boas para observação de atributos físicos (como forma, umidade e temperatura), enquanto as imagens de radar são direcionadas para atributos eletromagnéticos e de reflexividade. Ambos os tipos de imagens possuem suas especificidades técnicas de interpretação, revelando diferentes informações sobre o território coberto, e sua importância tem sido crescente no monitoramento de desmatamentos e de expansão rural e urbana.
Além dos cadastros e do imageamento remoto, é imprescindível a atuação de fiscais dos departamentos de meio ambiente, para ir a campo, conferir a veracidade das informações e fazer valer o poder concedido pelo governo aos órgãos ambientais. Este é um grave problema do aparato governamental brasileiro, pois apesar de possuirmos uma legislação coerente com a preservação do meio ambiente, os órgãos, sem o mínimo de pessoal efetivo para realizar a administração e fiscalização
Por fim, para gerenciar toda a gama de informações de uma maneira inteligente e eficaz, os programas (softwares) de geoprocessamento se mostraram ferramentas essenciais. Por conseguir integrar milhares de informações cartográficas e de banco de dados, os SIG (Sistemas de Informações Geográficas) permitem alçar a gestão ambiental a um novo patamar, agilizando operações cartográficas tradicionais e possibilitando inclusive novas operações antes inviáveis. O uso de ferramentas específicas destes programas possibilita que tarefas que antes demandavam meses de trabalhos de uma equipe de técnicos, agora sejam realizadas em horas por um computador, sem esquecer da facilidade de atualizações e correções contínuas no material disponível em formato digital. Devido a estas novas facilidades, o uso de programas SIG tem proporcionado aumento na qualidade e quantidade de informações ofertadas, e o seu uso tornou-se praticamente obrigatório na elaboração de planos diretores, assim como no processo contínuo de gestão ambiental e ordenamento territorial.
A partir dessas fontes de dados sobre a região, entra em cena todo um trabalho de interpretação por parte de profissionais especialistas em meio ambiente, sem esquecer da necessidade de saídas a campo para que possam complementar ainda mais os dados obtidos.
A transformação dos dados em informações úteis deve ser feita da maneira a mais pluridisciplinar possível, tentando recobrir o maior número possível de ciências e áreas de conhecimento. Dessa forma, procura-se retratar o objeto de estudo em suas muitas faces e possibilidades de interpretação. Em seqüência, vem o trabalho não menos delicado de integrar essas informações de maneira interdisciplinar, relacionando todos estes dados para uma gestão integrada do ordenamento territorial. Novamente, não se pode esquecer dos programas de geoprocessamento / SIGs, que permitem uma apresentação de dados de maneira flexível e adaptável às necessidades das diversas interpretações ambientais, além de facilidades de tratamento matemático e estatístico de dados em grande escala (Martins Jr. et al. 2006).