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DEL V: ENDRING 2 – DEN OPPVOKSENDE GENERASJON

5.1 Kulturoverføring

A metodologia interdisciplinar em seu exercício requer como pressuposto uma atitude especial perante o conhecimento, evidenciando-se no reconhecimento das competências e incompetências, possibilidades e limites de cada disciplina e de seus agentes, no conhecimento e valorização das demais disciplinas e dos protagonistas que as sustentam. Estes devem estar capacitados e em processo contínuo de capacitação apoiada na abertura participativa e no reconhecimento do caráter provisório do conhecimento.

Importante também para o processo criativo a abertura para novos enfoques e aportes é a capacidade de escutar e questionar, ou seja, “aprender a aprender” em todas as dimensões que essa atividade (tipicamente humana) exige.

Segundo Fazenda (1994, p. 69):

a metodologia interdisciplinar parte de uma liberdade científica, alicerça-se no diálogo e na colaboração, funda-se no desejo de inovar, de criar, de ir além e exercita-se na arte de pesquisar. Não objetiva apenas a valorização técnico-produtiva ou material, mas sobretudo, possibilita ascese humana, na qual se desenvolve a capacidade criativa de transformar a concreta realidade mundana e histórica em aquisição maior de educação no seu sentido lato, humano e libertador do próprio sentido de ‘ser-no mundo’.

A leitura interpretativa que se pode fazer por meio das entrevistas é que a interdisciplinaridade é notória no PAS por todos os entrevistados (na totalidade 15 entrevistados). Responderam que para essa constatação basta rever a primeira prova, aplicada em 1996 e a última prova com aplicação em 2006. Em assim sendo, ilustra-se a afirmativa com alguns dos depoimentos retirados do respectivo documento em anexo:

Sim, a Matriz Tridimensional força a interdisciplinaridade enfatizando as competências e habilidades por meio dos objetos de conhecimento, quebrando com a fragmentação.

Sim, é clara. Analisando as provas percebemos o processo interdisciplinar: primeiras provas divididas por disciplinas, depois por blocos interdisciplinares; agora totalmente inter e trans- disciplinar.

Sim, pois os temas se imbricam e as diferentes disciplinas comungam suas idéias dentro dos objetos de conhecimento.

Sim, há um esforço tanto no estabelecimento do programa como na elaboração das provas em diminuir os limites entre as disciplinas. Sim, o 1º programa foi uma mera listagem de conteúdos; o 2º, embora já trabalhando com competências .e habilidades, a interdisciplinaridade era desenvolvida parcialmente nas provas do Cespe e das Escolas.

Em relação à pergunta se percebiam a interdisciplinaridade nas escolas cadastradas no PAS, local de trabalho profissional dos professores entrevistados, os mesmos responderam, em maioria, que sim. Raros foram os que responderam negativamente.

Vale ressaltar que o processo de mudança por essa via iniciou gradativo e lento. Mesmo com dificuldades e resistências, é um caminho sem volta visto que cada escola é um subsistema de um sistema maior. A totalidade do contexto social, local e mundial, com todas as benesses e mazelas que esse sistema influencia (output) e é influenciado (input) mantém relação de interdependência entre as partes, com propriedades emergentes do todo, exercendo influência sobre as partes.

Cada escola, tomada como realidade única, está em um nível, umas mais avançadas, alertaram-se em tempo, outras que nem tomaram conhecimento das mudanças acontecidas no seu ambiente interno e externo tendem ao fracasso. Porém, a Gestão de Conhecimento nessas ambiências tornou-se inevitável na sociedade da informação e da comunicação.

Como ilustração dessa emergência do PAS nas escolas cadastradas por meio da interdisciplinaridade, transcreve-se das entrevistas alguns pontos de vista:

O pedagógico melhorou muito, pois a escola tem me dado certa liberdade. Criei, há 5 (cinco) anos, o Projeto Artes com a interdisciplinaridade entre cênicas, visuais e plásticas.

Sim: Na atuação direta de coordenadores pedagógicos e orientadores no desempenho dos professores e estudantes; reuniões bimestrais para capacitação de professores para esse método; na reformulação do projeto político-pedagógico da escola particular onde trabalho.

Sim, em projetos pedagógicos com interdisciplinaridade, entre alguns componentes curriculares; em alguns projetos interdisciplinares e nas avaliações bimestrais interdisciplinares.

Já observo mudanças lentas: aulas integradas com diversas disciplinas, abordando o mesmo texto e o Guia do PAS onde os estudantes participam da escolha dos textos.

Infelizmente, não posso dizer que há mudanças significativas por esse motivo. A escola particular deseja agradar a seus clientes, então.

Quase nada, a escola em que trabalho tem um contexto em que a última preocupação é com o PAS.

Na escola em que trabalho a equipe de matemática elaborou e entregou um documento sugerindo a adequação da prova ao nível de maturidade dos estudantes, isso na 1ª etapa do PAS (início do programa).

Sim, a Matriz Tridimensional força a interdisciplinaridade enfatizando as competências e habilidades por meio dos objetos de conhecimento, quebrando com a fragmentação.

O PAS influenciou as mudanças relacionadas ao processo pedagógico: mexeu com a aprendizagem dos estudantes, na postura dos professores e na interdisciplinaridade entre as matérias.

Há um processo de Gestão de Conhecimento tanto no PAS como nas escolas que fazem parte do programa. Essa GC vai ao encontro da 3ª geração, conforme referenciais teóricos (McELROY, 2002).

Com o intuito de investigar até que ponto o PAS contribuía com aprendizagens individuais e por meio de quais estratégias e procedimentos tal crescimento se efetivava, se propuseram essas questões.

O resultado pode ser organizado para melhor visualização das boas práticas implantadas por essa comunidade. Sobre a influência do PAS na vida pessoal e profissional dos professores e suas e recomendações ao PAS, seguem alguns relatos que efetivam essa práxis:

O PAS mudou toda a minha vida, pessoal e profissional. Mexeu com a minha forma de ver e pensar o mundo, me fez crescer profissionalmente, hoje estou na SEDF, e, em breve lanço um livro pela UnB. Sugiro que aconteçam Imersões durante o processo e não só no final de cada etapa como aconteceu na versão 2006. A Imersão foi o ápice: entrelaçou as visões das equipes de construção dos OC com os elaboradores de provas, o diálogo trouxe transparência para o processo. A participação de alguns membros da banca que elabora as provas do PAS junto ao GRS na Imersão de finalização da 1ª etapa (que foi em um hotel) foi uma prática que fez a diferença.

Venho refletindo sobre a avaliação e o seu papel na prática pedagógica, antes a prova era operatória, behaviorista, agora o centro é a aprendizagem do estudante. Sinto também que preciso organizar o meu tempo para o trabalho virtual. O atrativo do PAS é a

construção democrática, a aceitação dos referenciais de cada um, os momentos que tivemos com o grupo todo como na Imersão (no hotel). Vejo que a constituição de um grupo cerne, que seja responsável pela continuação e agilidade do trabalho, é necessário. É muito interessante esse processo democrático, sem hierarquias, sem remuneração, às vezes lento, com avanços e retrocessos. Gosto do desafio ao grupo para a interdisciplinaridade entre pessoas e disciplinas diferentes.

Estou muito feliz e sinto-me muito à vontade no PAS, trabalhar com projetos é bom, mas os pais diziam que estava distante do vestibular. Sinto-me apoiado pessoal e profissionalmente. Por outro lado, sinto algumas dificuldades: o grupo é heterogêneo, há dificuldade em chegar a um ponto comum; pessoas voluntárias – algumas não se comprometem com o trabalho com inconstâncias nas reuniões têm pessoas que se destacam pela permanente garra e perseverança que no geral são sempre os mesmos.

Ouvindo e falando percebo concepções que nunca tinha imaginado - destaco os conflitos devido à formação diferente dos professores que são de extrema importância para o trabalho.

Que continue sendo um programa de formação continuada em que os problemas principais da nossa área possam ser discutidos. Entre estes: produção de texto, leitura e sistematização gramatical, soluções pedagógicas e fundamentação teórica para decisões nas práticas cotidianas.

Desde o PAS passei a planejar as minhas atividades pedagógicas junto ao maior número de professores.

O fato de me fazer pesquisar mais, estudar mais e pensar mais sobre artes tem sido para mim um verdadeiro mestrado. Ressalto o reconhecimento das ARTES como conhecimento importante para a vida.

O interesse das pessoas que se envolveram no processo, em melhorar as condições de aprendizagem dos jovens.

O PAS oferece-se como espaço de crescimento para todas as pessoas que se envolvem com ele. Nas diferentes manifestações é impossível medir em que ponto isso acontece. Porém é possível resgatar as práticas e atributos que mais foram citados e assim identificá-las como algumas das melhores práticas do programa vigente.

3.4 Melhores práticas identificadas a partir do estudo comparativo de