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DEL V: ENDRING 2 – DEN OPPVOKSENDE GENERASJON

5.4 Endring i buddhismens fokus – nying je

Todo pensamento em torno das 'melhores práticas' incita a copiar mais do que a compreender. Ora, a raiz de toda a inovação é a teoria e os métodos, não a prática. Mas não me interprete mal - as práticas são, sem dúvida, importantes, mas são sempre 'situacionistas', se assim as podemos alcunhar. Desenvolvem-se, sempre, como conseqüência das capacidades de um dado grupo de pessoas face às circunstâncias específicas. É, por isto, que a tentativa de 'clonar' as melhores práticas acaba quase sempre por ser extremamente decepcionante. Ninguém aprende a construir aviões, estudando as melhores práticas na indústria aeronáutica. A teoria da aerodinâmica é o fundamento da construção de aviões, tal como outras teorias o são em relação a outros domínios da atividade humana, tanto nas artes, como nas ciências, como na tecnologia.

(SENGE, 2006).

Esse pensamento de Senge serve bem à abertura dessa discussão, síntese, e avaliação sobre o propósito desta pesquisa: avaliar a experiência do PAS/UnB à luz da Teoria da Complexidade e Gestão do Conhecimento, utilizando-se da pesquisa histórica e da pesquisa-ação efetivada pela autora como participante da 2ª Revisão dos Objetos de Conhecimento do PAS.

Interessante notar quanta polêmica traz esse pensamento cartesiano que divide um todo em partes. Assim, parece que o autor acredita melhor compreender esse todo valorizando umas partes em detrimento da outra. “Todo o pensamento em torno das melhores práticas incita copiar mais do que compreender. Ora, a raiz de toda a inovação é a teoria e os métodos, não a prática”. Há controvérsias. A raiz da inovação, de acordo com a Gestão do Conhecimento (McELROY, 2002) está na criação do novo que se aplica a uma necessidade. A criação necessariamente passa pela a aprendizagem.

Aprendizagem que se efetiva na continuidade do ‘aprender a aprender’: a fazer, conhecer, conviver e ser (DELORS, 1998). A humanidade

é construída com a socialização, os seres humanos aprendem uns com os outros, inclusive na prática.

A Teoria da Complexidade tem como uma das premissas o terceiro incluído que escapa da relação apenas binária e traz outras possibilidades. Ou seja, para determinadas situações algo se aplica bem, para outras é preciso esse algo e mais alguma coisa, ou até mesmo a soma de todas as alternativas. Pode acontecer de estratégias usadas em situações análogas não mais se aplicarem. Essa constatação encontra fundamento na TC e aplica-se com tranqüilidade à educação. Métodos que foram eficientes um dia, hoje não mais são adequados. Práticas desenvolvidas com maestria hoje causam desinteresse. Teorias, paradigmas que se perpetuaram por séculos, hoje são analisadas com desconfiança.

Neste estudo se precisou da teoria, dos métodos, da história, dos sentidos, e também do pensamento em torno das melhores práticas para que fosse possível avaliar o PAS/UnB por meio da sua experiência nesses mais de dez anos de vida.

Somar vivência por meio da prática, da aprendizagem que se efetiva agregando conhecimentos explícitos aos implícitos, que segundo Nonaka e Takeuchi só podem ocorrer por meio de estratégias que condicionem essa apreensão. Aqui se ressalta que só foi possível compreender e valorizar com profundidade os documentos que o PAS disponibilizou à sociedade por meio dos diversos eventos, participando efetivamente de suas práticas.

Nesta pesquisa, chega-se às conclusões, admitindo as hipóteses como verdadeiras:

• Há uma CoP no PAS/UnB que viabiliza os seus pressupostos conectando a educação básica (ensino médio) à universidade;

• Há um movimento de re-ligação dos saberes com a interdisciplinaridade e, a partir da 4ª versão do programa, Triênio 2006 a 2008, com a Matriz Tridimensional, a vertente da trans- disciplinaridade, confirmando que há Gestão de Conhecimento em curso;

• A relação de reciprocidade entre pessoas, propósitos e tendências educacionais nacionais e contemporâneas confirmam ser esta pesquisa fundamentada na Teoria da Complexidade;

• Os métodos indutivo-hipotético e histórico atenderam às necessidades de percurso dessa pesquisa-ação de cunho qualitativo e subjetivo.

Conclui-se que a Matriz Operatória, desenhada como instrumento orientador atendeu às organizações necessárias ao desenvolvimento desse trabalho. Assim como o Quadro de Sínteses das Formas de Pensar foi também essencial para as revisitadas de ‘reflexão na ação’.

Respeitando os princípios da Teoria da Complexidade (Morin, 2000) emergência do todo sobre as partes, o PAS/UnB (como um todo) beneficia aqueles que a ele estão relacionados. Seja nas escolas públicas e particulares, representadas pelos seus protagonistas (professores, estudantes, famílias.) como na universidade, nos cursos de graduação.

Assim, influencia e é influenciado em movimentos não-lineares, mas circulares. Aplica-se aí o princípio da influência. Princípio esse que aplica também entre os protagonistas que compõem esse processo, nessa relação de interdependência onde a aprendizagem é a essência que realimenta e mantém esse sistema.

Sistema educacional esse que tem como núcleo a avaliação seriada como alternativa ao vestibular para ingresso em curso superior. Quando analisado como subsistema de um sistema educacional maior - a educação no Brasil e no mundo globalizado - constata-se a influência que exerce nesse macro-sistema por meio das diversas experiências similares, exemplificadas por algumas nesta pesquisa. Não tem como ficar de fora das relações de interdependência, de influência e das emergências, próprias dos sistemas complexos.

Nota-se com as reflexões decorrentes da pesquisa que luzes (insights) vão surgindo em busca de aclarar saídas para problemas tão antigos como a qualidade na educação básica, alicerce dos cursos superiores.

Sistemas de avaliação, nacionais (Enem, Saeb, Prova Brasil) e internacionais (Pisa), buscam indicadores para aplicação de novas idéias que

possam minimizar ou até mesmo solucionar as ineficiências dos processos educacionais existentes. O conhecimento da realidade (ou parte dela) conduz a novas ações como a utilização do Exame Nacional do Ensino Médio como pré-requisito para o ProUNI (financiamento pelo governo de curso de graduação) como uma alternativa de atendimento à demanda de jovens que não conseguem entrar nas universidades federais por meio dos vestibulares e também não tem condições econômicas de investir na educação em universidade particular.

Na União Européia, uma novidade é o Processo de Bolonha que agrega vários países que juntos pensam formas de qualificar a educação, ampliando procedimentos que rompem com as fronteiras dos países e também das disciplinas. O Processo de Bolonha pensou em formas diferentes do vestibular para o ingresso do jovem no ensino superior.

Nessa linha, ressalta-se no Brasil Naomar de Almeida Filho, reitor da Universidade Federal da Bahia, que sugeriu a adoção dos chamados Bacharelados Interdisciplinares (BIS), também chamados de Universidades Novas. Ao terminar o ensino médio, o estudante ingressaria no BI, numa área genérica como ciências ou humanidades, sem a preocupação de optar por uma especialização profissional.

O BI propõe para o início do curso superior a interdisciplinaridade que trabalharia conhecimentos genéricos necessários a qualquer especialização como base. Com isso, se visualizaria as dimensões humanas tão importantes quanto à cognitiva e que atualmente passam despercebidas. Proporcionar ao jovem tempo e condições de amadurecimento para a escolha profissional reduziria a evasão dos cursos superiores que tanto prejuízo dá ao Estado e a seus cidadãos.

Após três anos, com o título de bacharel poderia parar ou seguir para uma especialização em medicina, engenharia, enfim, um curso de graduação.

O Bacharelado Interdisciplinar objetiva estimular a interdisciplinaridade nesse processo já a caminho, por meio da evolução das ciências (físico-química, biofísica, bioquímica), bem como

cuidaria de proporcionar tempo e condições para o estudante construir maturidade de determinar a sua profissão. O ingresso na universidade por meio dessa proposta recorreria ao Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM, como avaliação genérica que substituiria o vestibular, tornando assim o sistema educacional brasileiro compatível com os dos principais centros universitários mundiais, notadamente os dos EUA e União Européia, que, por meio do processo de Bolonha, está integrando os modelos de vários países.

Tem sentido essa ‘passeada’ por esses projetos no sentido de valorizar uma experiência tão rica quanto o Programa de Avaliação Seriada da UnB, pois é possível sentir que esta iniciativa tem sido muito feliz. Antecipou-se às tendências, buscou eficiência, eficácia em processos que visam à inovação. Inovação essa que tem como núcleo a educação que atinge todos os setores de qualquer sociedade, haja vista que o bem maior atualmente é o conhecimento.

O modelo atual de avaliação do PAS/UnB está pronto para uma seleção, para um Bacharelado Interdisciplinar, como proposto no discurso acerca da Universidade Nova, comprovando “a visão de futuro” dos gestores do PAS na UnB.