Ill Attributt 7
17 Relativ oddlengde %
5 KULTUROMRÅDER I ØSTNORSK MEROVINGERTID
5.6 Kulturområder som arkeologisk fenomen. Testforslag
2.4.1. Autoimagem em idosos
Da mesma forma como as alterações anátomo-fisiológicas que ocorrem com o processo de envelhecimento, ocorrem mudanças psicossociais na vida dos indivíduos idosos. O acréscimo da idade acarreta impactos, tais como: diminuição da sociabilidade; depressão; mudança no controle emocional; isolamento social; baixa autoestima e autoimagem; dificuldades auditiva, visual e motora; síndrome do ninho vazio (consequente à saída dos filhos de casa); e impotência sexual, entre outras condições (STORCH et al., 2012).
A autoimagem (AI) é caracterizada como a percepção que o indivíduo tem de si mesmo e sofre a influência intensa das experiências que o ser humano vivencia em seu ambiente (MOSQUERA,1984). Expressa a percepção que a pessoa tem de si, sendo definida em termos de uma constelação de pensamentos, sentimentos e ações acerca do relacionamento do indivíduo com outras pessoas, bem como acerca do eu como uma entidade distinta dos outros (GOUVEIA; SINGELIS; COELHO, 2002).
Para Mosquera e Stobäus (2006), a autoimagem surge da interação da pessoa com seu contexto social e é consequência de relações estabelecidas com os outros e consigo mesma. Estes autores acreditam que, desta forma, ―o indivíduo possa entender e antecipar seus comportamentos, cuidar-se nas relações com outras pessoas, aprender a interpretar o meio ambiente em que vive e tentar ser o mais adequado às exigências que lhe são feitas e que ele propõe para si mesmo‖.
A Autoimagem, diz ele, é o (re) conhecimento que fazemos de nós mesmos, como sentimos nossas potencialidades, sentimentos, atitudes e ideias, a imagem o mais realista possível, enfim, que fazemos de nós mesmos. A autoestima é o quanto gostamos de nós mesmos, realmente nos amamos, nos apreciamos; autoimagem é o quanto nos vemos, sabemos que somos capazes de, o como realmente somos. Ambas surgem no processo de atualização continuada na nossa interação em grupo, isto é, são interinfluências constantes que nos levam a nos entender e entender os outros, de modo o mais real possível (MOSQUERA; STOBÄUS, 2006, p.85).
No idoso, a imagem corporal desempenha papel importante sobre a consciência que ele apresenta de si e dos outros. Vale salientar que a imagem corporal remete-se tanto à
imagem mental quanto à percepção de si, então, o paradigma está diretamente relacionado, ou seja, se a percepção do corpo é positiva, a autoimagem será (STORCH et al., 2012).
Mosquera e Stobaus (2006) apontam que o ser humano é dependente do seu corpo, de suas habilidade e capacidades, as quais devem estar em harmonia em relação ao eu.
A autoimagem e a autoestima estão interligadas, sendo dependentes uma da outra e variam de acordo com o gênero. Desta maneira, elas refletem os papéis sociais ocupados pelo indivíduo. Quando a autoestima é alta, decorre de experiências positivas que o indivíduo vivenciou ou ainda está vivenciando; por outro lado, quando a autoestima é baixa, resulta de fatores negativos. A autoimagem está sempre em mudança, conforme o indivíduo adquire experiências na vida cotidiana, ocupacional e de lazer.
Mazo (2003), em estudo realizado em mulheres idosas, verificou que quanto melhor a autoestima, melhor é a autoimagem das idosas; aquelas mais ativas estão satisfeitas com a sua autoimagem e a sua autoestima; as que não apresentam doenças mostram melhor autoestima e menor percepção de sentimentos negativos.
Na velhice há tendência à modificação da autoimagem, tornando-a menos positiva, modificação esta ainda sem explicação plausível. (MAZO; CARDOSO; AGUIAR, 2006)
2.4.2. Autoimagem em idosos com DRTC e FAV em hemodiálise
O indivíduo com DRCT, em função da sua doença, desenvolve riscos para apresentar: autoestima e autoimagem prejudicada, enfrentamento e padrão de sexualidade ineficazes, e medo, entre outros. Estas alterações se devem à presença de uma doença crônica e à dependência de tratamento altamente desgastante para sua sobrevivência (CARPENITO, 2003).
A autoestima baixa apresenta-se como uma perturbação da pessoa no modo de perceber a autoimagem, sendo caracterizada por sentimentos negativos sobre partes do corpo ou por escondê-las. Tal comportamento está relacionado a fatores fisiopatológicos, neste caso a DRCT, e às mudanças geradas por ela, como a presença da FAV no corpo (CARPENITO, 2003).
De acordo com Turra et al. (2001), quando há uma doença crônica a imagem que o indivíduo tem do seu corpo é mudada imediatamente, pois toda estrutura motriz dos instintos de vida do sujeito passa a ser focada no órgão doente e tais alterações orgânicas ativam as emoções do indivíduo, reestruturando sua imagem corporal.
Furtado e Lima (2006), investigaram pacientes com DRCT sobre as vantagens e desvantagens da FAV, observaram uma relação positiva quanto à substituição do cateter na veia jugular por uma FAV, pois esta mudança acarretou melhor QV e estética corporal, restabelecimento de algumas necessidades humanas básicas, e tranquilidade e liberdade. Entretanto, os pacientes atribuíram como malefícios da FAV: o abandono das atividades de lazer; as punções sucessivas; e as alterações na aparência física devido às cicatrizes e aos aneurismas, ocasionando olhar preconceituoso e curioso das pessoas e, muitas vezes, discriminatório, o que gera, em algumas situações, constrangimento e vergonha. Este perceber diferente e curioso do outro pode ser a criação do imaginário, ao elaborar uma autoimagem a partir de como ela se percebe e de como observa a percepção do outro acerca de si. O sentimento de vergonha, muitas vezes, ocorre porque a identidade da pessoa constrói-se a partir de um corpo íntegro e completo e quando esse corpo se modifica ocorrem profundas modificações na identidade pessoal, gerando conflitos emocionais.
Para Diniz (2006), a formação da imagem corporal é o núcleo a partir do qual o ser humano realiza suas escolhas e projetos no mundo. A percepção do corpo e de suas capacidades contribui para que o homem possa atingir o controle da própria vida.
Apesar de sabermos que a FAV é a opção mais adequada para realização da hemodiálise, há autor que. aponta que a FAV é porta de entrada para o problemático e difícil caminho para o tratamento dialítico, visto que é motivo de diminuição da autoestima, incapacidades, série de restrições e alterações no humor, deixando o paciente deprimido e não cooperativo com o tratamento (CABRAL et al., 2013). Apesar de a FAV ser vista como um fator limitante no dia-a-dia dos indivíduos com DRCT em função das dificuldades com o trabalho, além do autocuidado impor limitações e prejudicar a AI, ela também é vista como necessária para a sobrevivência, por ser o acesso venoso mais indicado para realização da hemodiálise (SPINDOLA; GONÇALVES, 2012).
Segundo Koeppe e Araújo (2008), os pacientes com DRCT apresentaram-se tristes e constrangidos diante dos olhares dos outros, inferiram que aquilo que pensam sobre você, ou
sobre algo em você, interfere em seu modo de agir e sentir. Isto é, pensamos através dos outros, enquanto outros pensam em nós.
Cabral et al. (2013) procuraram identificar as mudanças ocasionadas pela FAV em relação à percepção da autoimagem de pacientes com DRCT em tratamento hemodialítico e entender as suas preocupações. Em seus relatos, os pacientes mencionaram as mudanças físicas ocasionadas pela FAV: “o braço fica feio demais; fica cheio de nó; Isso é uma aberração; é bastante desagradável tê-la alterando o meu corpo; a gente fica triste com essas alterações”. São falas que retratam insatisfação por mudanças físicas causadas pela FAV,
como, aneurisma, edema, frêmito e hematomas, nos quais se destaca o incômodo por parte dos pacientes que têm a sua estrutura normal do ―membro deformada‖, o que repercute em sua autoimagem. Quando a percepção da imagem corporal é modificada, ocorre sensação de estranheza do próprio corpo e, este estigma impede a desconexão entre a doença e a pessoa. Neste mesmo estudo, foi identificado o incômodo advindo do estigma social frente à FAV, pois essa postura tem uma grande influência no cotidiano desses indivíduos. Como exemplos de verbalizações sobre o tema, tem-se: “Algumas pessoas se assustam quando veem; Como
ela causou deformação no meu braço, eu não fico saindo aí a gente fica com vergonha; [...] Eu acho feia demais, tenho vergonha de andar com ela no meio da rua, aí o povo fica olhando e pergunta se faço hemodiálise”. Estes são relatos de indivíduos que têm incômodo
com o fato de possuir uma FAV, sentem-se inferiorizados e vítimas de preconceito comparados à pessoas saudáveis, gerando sentimentos negativos e levando a comprometimento das relações sociais, em consequência da tristeza, tentativa de isolamento e vergonha (CABRAL et al., 2013).
No nosso meio, percebemos que são criados rótulos, estigmatizando e anulando a individualidade dos indivíduos, considerando as pessoas como portadoras de doenças e classificando-as segundo sua patologia (GUALDA; LIMA, 2004). Os discursos são importantes, sendo imprescindível que os profissionais percebam os seus significados e procurem entender o sentido das narrações, apreendendo-os como meios que facilitem a discussão e reflexão profissional para uma melhor assistência a estes pacientes e, dessa maneira, amenizando seu sofrimento (RAMOS et al., 2008).