3 TEORETISK RAMMEVERK
3.3 Kulturbegrepet, informert og lærende kultur
A tabela que segue mostra o semestre letivo de ingresso dos mesmos, para que possamos visualizar melhor o percentual de estudantes respondentes de cada um desses semestres no período compreendido entre os anos de 2006 e 2011.
Tabela 16- Distribuição dos Estudantes nos Anos/Semestres Iniciais por Tipo de Aprovação no Vestibular (Argumento de Inclusão)
Escola particular/outro tipo de escola Escola pública SEM beneficio do AI Escola pública COM beneficio do AI Total
Freq. %C Freq. %C Freq. %C Freq. %C
2006-1 16 5,0 9 6,4 13 4,1 38 4,9 2006-2 16 5,0 12 8,6 8 2,5 36 4,7 2007-1 24 7,5 20 14,3 20 6,4 64 8,3 2007-2 24 7,5 10 7,1 16 5,1 50 6,5 2008-1 40 12,5 15 10,7 25 8,0 80 10,3 2008-2 21 6,6 2 1,4 15 4,8 38 4,9 2009-1 39 12,2 16 11,4 40 12,7 95 12,3 2009-2 34 10,6 8 5,7 17 5,4 59 7,6 2010-1 36 11,3 14 10,0 68 21,7 118 15,2 2010-2 29 9,1 17 12,1 29 9,2 75 9,7 2011-1 40 12,5 15 10,7 57 18,2 112 14,5 2011-2 1 0,3 2 1,4 6 1,9 9 1,2 Total 320 100 140 100 314 100 774 100
Fonte: Levantamento de Dados Primário, Agosto/2012.
Como vemos, obtivemos uma amostra em todos os períodos, entre 2006.1 e 2011.2 com destaque para os períodos 2009.1, 2010.1 e 2011.1, onde tivemos um maior percentual de respondentes de estudantes que foram beneficiados pelo argumento de inclusão e que coincidiu com o período em que obtivemos um aumento significativo de estudantes aprovados e classificados com a ajuda do argumento, em relação aos anos anteriores, ano de implantação das mudanças com relação ao processo seletivo e às normas e regras para o uso do argumento.
Outro dado importante refere-se ao número de estudantes que responderam ao questionário e ingressaram na UFRN com o benefício do argumento de inclusão nos semestres 2006.1 e 2006.2, aonde tivemos a quantidade de 21 estudantes, dos 31 que foram aprovados naquele ano com o AI.
Em relação à faixa etária dos estudantes, no período em que prestaram o vestibular, temos a seguinte situação, conforme podemos observar na tabela que segue:
Tabela 17: Faixa Etária dos Estudantes no momento em que prestaram o Vestibular da UFRN por Tipo de Aprovação no Vestibular (Argumento de Inclusão)
Idade/Situação quanto ao argumento de inclusão Escola particular/outro tipo de escola
Escola pública SEM beneficio do AI
Escola pública COM beneficio do
AI
Total
Freq. (%) Freq. (%) Freq. (%) Freq. (%)
15 a 17 anos 13 4,1 3 2,1 6 1,9 22 2,8 18 a 19 anos 52 16,3 12 8,6 64 20,4 128 16,5 20 a 21 anos 76 23,8 27 19,3 57 18,2 160 20,7 22 a 24 anos 113 35,3 36 25,7 93 29,6 242 31,3 25 a 29 anos 43 13,4 27 19,3 45 14,3 115 14,9 30 a 39 anos 16 5,0 23 16,4 39 12,4 78 10,1 40 a 72 anos 7 2,2 12 8,6 10 3,2 29 3,7 Total 320 100,0 140 100,0 314 100,0 774 100,0
Fonte: Levantamento de Dados Primário, Agosto/2012.
A faixa etária de 18 e 24 anos de idade é considerada a faixa etária ideal para ingresso e conclusão do Ensino Superior no Brasil. Como observamos na tabela acima, 19,3% (somando-se os percentuais 2,8% e 16,5%) dos estudantes possuíam entre 15 e 19 anos, quando prestaram o Vestibular da UFRN e foram aprovados em um dos seus cursos. Enquanto isso, para os estudantes acima dos 20 anos de idade, tivemos o percentual de 80,7% (somando-se os percentuais 20,7%, 31,3%, 14,9%, 10,1% e 3,7%), mostrando que a maioria dos estudantes estão ingressando fora da faixa etária ideal para o ingresso.
Esses dados revelam ainda o grau de heterogeneidade dos estudantes que frequentam o ensino superior, pois encontramos estudantes pertencentes a diversas faixas etárias, apesar de o maior percentual estar concentrado entre a faixa etária ideal para ingresso no ensino superior, 18 a 24 anos. É interessante observar também que não encontramos disparidades entre os estudantes egressos de escolas públicas e privadas, pois um percentual significativo
de estudantes com idade ideal para o ingresso no ensino superior apareceu em todos os tipos de escolas, levando em consideração o total representativo de cada uma delas.
Entretanto, a partir dos trinta anos de idade, encontramos um número bem maior de estudantes egressos de escolas públicas (com ou sem o argumento de inclusão), comparando- se com os egressos de escolas privadas: para os estudantes egressos de escolas públicas temos que 84 (40,6%) deles informaram ter 30 anos ou mais, enquanto que para os egressos de escolas privadas esses números despencam para 23 (7,2%) estudantes que informaram ter idade nessa faixa.
É um dado interessante de observar, até para ser analisado futuramente em relação à Política de Acesso e Inclusão da UFRN, que parece estar beneficiando também uma parcela da população que está ingressando no Vestibular tardiamente, ou então está na condição de reingresso, provavelmente por necessidade de alcançar melhor qualificação para o mercado de trabalho.
Em relação ao gênero, apresentamos os seguintes dados:
Tabela 18- Distribuição dos Estudantes por Gênero por Tipo de Aprovação no Vestibular (Argumento de Inclusão)
Escola particular/outro tipo de escola Escola pública SEM beneficio do AI Escola pública COM beneficio do AI Total
Freq. %C Freq. %C Freq. %C Freq. %C
Feminino 169 52,8 67 47,9 167 53,2 403 52,1
Masculino 151 47,2 73 52,1 147 46,8 371 47,9
Total 320 100 140 100 314 100 774 100
Fonte: Levantamento de Dados Primário, Agosto/2012.
De acordo com a tabela 18, dos 774 estudantes da nossa amostra, 403 são do sexo feminino, enquanto 371 são do sexo masculino, como podemos observar na tabela que segue. Constatamos ainda, um número maior de mulheres, tanto no conjunto de estudantes egressos de escolas privadas, quanto no correspondente aos egressos de escolas públicas com o benefício do argumento de inclusão, entretanto, em se tratando de estudantes egressos de escolas públicas sem o argumento de inclusão, há uma predominância de estudantes do sexo masculino. São 73 homens contra 67 mulheres.
No Vestibular da UFRN, ao analisarmos o perfil dos estudantes, candidatos e matriculados, apresentados e publicados anualmente no site da COMPERVE, podemos constatar que, historicamente, mais mulheres se inscrevem no Vestibular, entretanto, são os homens que exibem melhor desempenho nas provas, obtendo, por conseguinte, maior aprovação no Vestibular. Os dados constantes na tabela que segue mostram os resultados do Vestibular nos anos de 2006 à 2012, em relação ao número de candidatos e de matriculados, por gênero, os quais atestam o que constatamos.
Tabela 19: Candidatos e Matriculados por Gênero nos Vestibulares de 2006 a 2012 Vestibular Candidatos e
Matriculados Feminino Masculino Total Feminino Masculino Total
Freq. Freq. Freq. (%) (%) (%)
2006 Candidatos 13150 9704 22854 87,92% 82,83% 85,69% Matriculados 1806 2011 3817 12,08% 17,17% 14,31% Total 14956 11715 26671 100,00% 100,00% 100,00% 2007 Candidatos 12211 8726 20937 86,74% 80,91% 84,21% Matriculados 1867 2059 3926 13,26% 19,09% 15,79% Total 14078 10785 24863 100,00% 100,00% 100,00% 2008 Candidatos 11259 8026 19285 85,85% 78,87% 82,80% Matriculados 1855 2150 4005 14,15% 21,13% 17,20% Total 13114 10176 23290 100,00% 100,00% 100,00% 2009 Candidatos 11417 8351 19768 81,09% 73,72% 77,81% Matriculados 2662 2977 5639 18,91% 26,28% 22,19% Total 14079 11328 25407 100,00% 100,00% 100,00% 2010 Candidatos 12236 8513 20749 80,91% 71,35% 76,69% Matriculados 2887 3418 6305 19,09% 28,65% 23,31% Total 15123 11931 27054 100,00% 100,00% 100,00% 2011 Candidatos 12981 9004 21985 81,56% 73,75% 78,17% Matriculados 2935 3204 6139 18,44% 26,25% 21,83% Total 15916 12208 28124 100,00% 100,00% 100,00% 2012 Candidatos 14114 9811 23925 83,19% 74,51% 79,40% Matriculados 2851 3357 6208 16,81% 25,49% 20,60% Total 16965 13168 30133 100,00% 100,00% 100,00% Fonte: Observatório da Vida do Estudante Universitário, Comperve, UFRN, 2012.
Como vemos, em todos os anos mostrados na tabela acima, mais mulheres do que homens buscam uma vaga na universidade, entretanto, mais homens conseguem ser aprovados e se matriculam. É uma categoria que vale a pena ser aprofundada em outros estudos, para termos mais evidências sobre os motivos pelos quais esse fenômeno acontece. Por que as mulheres estão buscando mais por uma qualificação em nível superior do que os homens? E por que o percentual de aprovação não é compatível com a inscrição? Será que esses resultados também acontecem em nível nacional? São questionamentos também importantes de serem discutidos.
No estudo desenvolvido por Pessoa (2011), a mesma analisa o desempenho de estudantes no ensino médio, nas provas do vestibular da UFRN e na universidade, após o ingresso, mostrando que tanto no ensino médio como na universidade as mulheres têm o desempenho superior ao dos homens, mas isso não acontece nas provas do Vestibular. É mais uma evidência importante para a análise do gênero, e vale questionarmos se isso pode ser atribuído às questões emocionais mostradas nas pressões existentes em torno do exame, e que podem, consequentemente, influenciar nos resultados do Vestibular.
Outro aspecto importante foi constatado no estudo realizado por Granja (2012), aonde a mesma analisa os fatores de sucesso e insucesso na universidade, e reafirma o sucesso das mulheres, mas isso vai variar em detrimento das áreas e carreiras escolhidas. Neste sentido, a autora constata a existência de espaços demarcados existindo, dessa forma, uma segregação baseada no gênero. Os homens estão concentrados predominantemente nas carreiras mais valorizadas e tradicionalmente “masculinas” como os cursos da área tecnológica II, ou seja, carreiras mais técnicas. Também se concentram nos cursos voltados para os setores mais dinâmicos do mundo da produção. As mulheres, por sua vez, apresentam uma presença marcante em cursos das áreas humanísticas e biomédica. Deste modo, as mulheres tendem a seguir profissões tradicionalmente desempenhadas por elas: magistério, artes, enfermagem, como mostram os estudos desenvolvidos por Rosemberg e Amado (1992).
O estudo desenvolvido por Granja (2012) também mostra que a tendência entre os homens de buscarem carreiras técnicas, mais voltadas para setores mais dinâmicos, implica no fato desse gênero apresentar um maior percentual de insucesso, pois se encontram inseridos em cursos de maior complexidade. Diferente dos homens, as mulheres buscam cursos onde há maior flexibilidade de conteúdos e mais possibilidades de sucesso.
No tocante à situação de moradia dos estudantes, é um dado relevante para compor o perfil, sobretudo do ponto de vista social e econômico. O fato, por exemplo, do estudante não
residir mais com os pais pode implicar, em muitos casos, em assumir novas responsabilidades, sendo boa parte destas financeiras, o que implica também em assumir novos papéis e até mesmo uma nova identidade.
Ser, tão somente, estudante de uma universidade, morando com os pais ou parentes próximos que assumem o papel de “pais”, é diferente de ser estudante e, concomitantemente, ser pai, trabalhador, morar sozinho, enfim, assumir diferentes papéis sociais que vão além da ideia que representa “ser estudante” na universidade. Na tabela que segue podemos observar os resultados em relação à situação de moradia dos estudantes.
Tabela 20: Distribuição dos Estudantes por Situação de moradia, por Tipo de Aprovação no Vestibular (Argumento de Inclusão)