• No results found

5. FBIs bruk av eksperter

5.3. Kritikk av ekspertbruken

Nessa seção discute-se as mudanças de paradigmas referentes aos estudos e usuários e suas necessidades e uso de informação.

De acordo com Guimarães (2000, p. 65, grifo nosso) o usuário é “o elemento que se apropria de uma informação para gerar conhecimento, conhecimento esse que irá novamente alimentar o sistema”. Assim, o usuário pode ser considerado o objetivo principal de todo o sistema que visa a geração do conhecimento.

Para Zins (2007d), os usuários referem-se aos usuários potenciais dos recursos e podem ser indivíduos ou grupos e comunidades.

Sendo este estudo a respeito das interações de usuários no AVA, é preciso que se busque conhecer como se comporta o usuário na busca da satisfação das suas necessidades de uso da informação.

O que pode ser considerado como “estudos de usuários” ou “necessidades e uso de informação”?

Para Casado (1994), “estudos de usuários” podem ser definidos como conjunto de estudos que se propõem a analisar qualitativa e quantitativamente os hábitos de informações dos usuários, mediante a aplicação de distintos métodos, entre eles matemáticos – principalmente estatísticos – e o seu consumo de informação.

Usuários Fatores de mediação 1. Trabalhadores do Conhecimento; 2. Conteúdos; 3. Aplicações; 4. Operações e Processos; 5. Tecnologias; 6. Ambiente; 7. Organizações. Recursos informacionais

Assim, seguindo a recomendação de Casado (1994) busca-se saber, entre outras questões, como o usuário está utilizando os recursos disponibilizados no AVA que visam atender as suas necessidades informacionais.

Para Gasque e Costa (2010), os estudos de usuários têm sofrido mudanças teóricas e metodológicas, o que tem trazido transformações que são consideradas cruciais. Assim, há uma nova terminologia e mudança paradigmática resultante de tais transformações que, agora se denomina “comportamento informacional de usuários”.

Comportamento informacional de usuários “refere-se às atividades de busca, uso e transferência de informação nas quais uma pessoa se engaja quando identifica as próprias necessidades de informação” (GASQUE E COSTA, 2010. p. 22). As autoras entendem ainda que o gerenciamento e uso das informações podem ocorrer de forma mais eficaz se houver sistematização e ensino desse conhecimento, ou seja, se os sujeitos forem letrados informacionalmente.

Para Leyva (2004, p. 196), um usuário alfabetizado informacionalmente é aquele que: aprendeu a aprender, sabe como se organiza a informação, é capaz de localizar a informação que necessita e sabe usá-la de forma que permita a outros a utilização da informação que ele produziu.

As características do paradigma “estudos de usuários”, de acordo com Gasque e Costa (2010, p. 27), são:

• Objetividade: a informação como forma absoluta da realidade;

• Mecanicismo (ou tecnicismo): foco no sistema deixando o indivíduo em segundo plano;

• Passividade dos usuários: aquele que apenas recebe pacotes de informações;

• Trans-situacionalidade: previsão do comportamento dos usuários por meio de estatísticas e modelos aplicáveis em diversas situações;

• Visão atomística da experiência: focada na interação entre os usuários e os sistemas de informação;

• Concepção comportamental: privilegia o comportamento externo - contatos com fontes e usos de sistemas;

• As pesquisas como fontes de observações sistemáticas para a criação de padrões de comportamento para os sistemas de informação.

As características do novo paradigma “comportamento informacional de usuários”, de acordo com Gasque e Costa (2010, p. 27, grifo nosso), são:

• Reconhecimento da subjetividade humana resultante de uma realidade que não transmite significado constante;

• O construtivismo5, em que o conhecimento não é visto como acabado, constituindo-se das interações do indivíduo com o meio pelo uso da linguagem; • A visão dos usuários como seres ativos, direcionados por seus próprios objetivos e

capacidade de escolhas próprias;

• A situcionalidade, que considera o comportamento informacional variável de acordo com a especificidade da situação;

• A visão holística, pela qual os usuários devem ser compreendidos em um contexto social mais amplo;

• Os sistemas, como um dos elementos a que podem recorrer se querem informação; • O cognitivismo, baseado na crença de que as abordagens fundamentadas no

comportamento e no desenvolvimento cognitivo podem contribuir substancialmente com a ciência da informação;

• Finalmente, a individualidade sistêmica, em que se reconhece a emergência da inclusão dos valores individuais.

As autoras Gasque e Costa (2010) entendem que a diferença entre as abordagens adotadas no paradigma tradicional (estudos de usuários) e no paradigma emergente (comportamento informacional de usuários) está ligada aos aspectos psicológicos.

De acordo com Sonnenwald (1999 apud GASQUE, 2008, p. 63), a estrutura conceitual do comportamento informacional humano pode ser criada a partir de teorias e estudos empíricos, que integram as áreas da CI, Comunicação, Sociologia e Psicologia, envolvendo:

• “Contexto: espaços multidimensionais onde se compartilham significados”;

• “Situação: conjunto de atividades relacionadas que ocorrem com o passar do tempo em um contexto”;

• Redes sociais: comunicação entre indivíduos onde se constroem situações e contextos, sendo simultaneamente construídas pelas situações e contextos compostos por recursos de informações determinados social e individualmente.

5 Construtivismo é a teoria pedagógica cujo representante é Jean Piaget. A visão é que o indivíduo é resultado de uma construção própria produzida dia a dia como resultado da interação deste com o ambiente (FRANCO, BRAGA E RODRIGUES, 2010).

Figura 3: Uma rede social em uma determinada situação e contexto.

Fonte: Sonnenwald (1999, p. 179).

Os Contextos podem ser “organizações de qualquer natureza, grupos sociais, atividades a que os usuários estejam ligados, tais como leitura, pesquisa ou gestão” (NASSIF, VENÂNCIO E HENRIQUE, 2007).

Para Sonnenwald (1999, p. 178), a Situação pode ser caracterizada como:

um conjunto de atividades relacionadas, ou um conjunto de histórias relacionadas, que ocorrem ao longo do tempo. Ou seja, podemos caracterizar ou descrever situações, ações ou comportamento que ocorrem ao longo do tempo, e que são percebidos como estando ligado pelos participantes e / ou indivíduos externos (SONNENWALD, 1999, p. 178, tradução nossa).

Para Sonnenwald (1999, p. 180, tradução nossa), “um indivíduo em uma determinada situação e contexto pode encontrar uma necessidade de informação e, a situação e contexto ajudam a determinar a necessidade de informação”.

Quanto às redes sociais referem-se à comunicação entre os indivíduos, especificamente, os padrões de conexão e interação, o que pode facilitar a identificação e a exploração de necessidades de informação. Sonnenwald (1999) entende ainda que esse conjunto de elementos pode ajudar a determinar os recursos de informação disponíveis para satisfazer a necessidade dos usuários.

Observa-se, portanto, que um AVA indica ser um espaço adequado para investigação da mediação da informação no que diz respeito à educação online, pois, comporta aspectos da estrutura do comportamento informacional de usuários. Além disso, de acordo com a abordagem do comportamento informacional de usuários, as redes sociais se constituem ambientes que permitem identificar e explorar necessidades de informação. Desse modo, a

utilização da ARS como metodologia para análise do AVAs, as interações para troca de informação para a construção de conhecimento que se efetuam nesse contexto, indica ser coerente com os objetivos dessa pesquisa.