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Krise i Persiabukta

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3.1 Krise i Persiabukta

A partir do ano de 1989, com a implantação do Curso de Licenciatura em Matemática na FEEP, a Educação Matemática no estado passou a traçar novos rumos e, logo em seguida, pode contar com uma ferramenta muito importante, o

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O EPAEM é um evento promovido pela Sociedade Brasileira de Educação Matemática (SBEM) e a Sociedade Brasileira de Educação Matemática Regional Pará (SBEM-PA), com coordenação de seus

LABEM – Laboratório de Educação Matemática, criado em 1992 na UEPA, vinculado ao Curso de Licenciatura em Matemática.

O Laboratório passou a ser referência no estado, pois até hoje é um meio para a discussão de novas propostas através de análises experimentais. Muitos professores da rede pública da capital, e até mesmo do interior, ainda se interessam pelo projeto, evidenciando a preocupação de alguns docentes, mesmo que ainda em pequena escala, com uma melhoria significativa na Educação Matemática no estado. O Laboratório tem contado com professores fixos ou ocasionais e estagiários. O espaço também viabiliza a produção de materiais didáticos e a produção de atividades relativas à discussão de questões voltadas à realidade socioeconômica e cultural da região.

No entanto, apesar de a iniciativa ter sido cercada de sucesso, atualmente, o Laboratório necessita de investimentos, tanto para sua estrutura física quanto para a renovação de materiais, a fim de, assim, incentivar professores e alunos do curso a utilizarem suas instalações. O empenho de alguns professores e alunos faz com que o Laboratório se mantenha vivo para a produção e pesquisa de novos projetos.

A consolidação da UEPA como referência no Pará deve-se, também, às mudanças em seus desenhos curriculares, tais como a inclusão de algumas disciplinas pedagógicas, como Introdução à Educação Matemática, Instrumentação para o Ensino de Matemática I e II, Avaliação da Aprendizagem em Matemática, Educação Inclusiva para o Ensino de Matemática e outras. São objeto desta pesquisa as duas primeiras e a Prática de Ensino e Estágio Supervisionado, pois são as disciplinas que devem ser o locus para a formação inicial de futuros professores de Matemática a vivenciar a modalidade da Educação de Jovens e Adultos, no processo ensino e aprendizagem de Matemática e, também por serem as disciplinas que ministro aulas no curso. Sob a ótica de professora formadora, tais disciplinas passaram a ser uma espécie de

ligação integrada entre as fomentações articuladas nelas e o desafio de formar

professores reflexivos para as exigências do século XXI na Educação, em especial no Estado do Pará.

Na disciplina de Introdução à Educação Matemática22, as fomentações

são sempre no sentido de proporcionar aos futuros professores uma ambiência de reflexão a partir de quatro pilares funcionais. Em primeiro lugar, fazê-los rememorar o tipo de ensino a que foram submetidos – Nível Médio e Fundamental – sempre enfatizando a Educação de Jovens e adultos nos dois níveis, procurando levá-los a identificar alguns reflexos – representações – sobre suas aprendizagens durante o ensino de Matemática. Em segundo lugar, as articulações são apresentadas no sentido de levá-los a refletir/(re)elaborar a ciência como uma construção humana e questionar a visão cartesiana de precisão e descrição do real por leis determinísticas e levá-los a compreender a relação entre a Matemática e a Educação Matemática; em terceiro lugar, apresentar e discutir as preocupações, possibilidades e as principais tendências da Educação Matemática voltadas para o ensino; e, finalmente, em quarto lugar, são convidados a produzir ensaios de propostas de ensino mediante pesquisa bibliográfica em conformação com essas tendências.

Já na disciplina de Instrumentação para o Ensino de Matemática I23, as ações são focadas em três perspectivas. Em primeiro lugar, identificar alguns ―nós‖24 consagrados no ensino de Matemática, sobretudo no Ensino Fundamental,

procurando levá-los a perceber a necessidade de novas posturas diante dessas situações e desafiá-los a buscar alternativas metodológicas que procurem justificar mais adequadamente essas construções. Em segundo lugar, levá-los a perceber virtudes e limitações dos textos matemáticos por meio da análise de livros didáticos. (Re)visitar o livro didático com o olhar de um futuro professor demanda abandonar a perspectiva ingênua/imediata de ―fazer exercícios‖, mobilizando as novas apropriações da Matemática acadêmica para identificar algumas dificuldades nos textos didáticos, sempre procurando discutir a

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A ementa da disciplina enfoca a ciência moderna e o paradigma emergente da ciência na atualidade; Fundamentos Filosóficos e Epistemológicos da Matemática e da Educação Matemática; Tendências da Educação Matemática

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Ensino e aprendizagem de Matemática: Diferentes enfoques e suas implicações no processo educativo. Analisar os objetivos e as características da Educação Matemática na Escola do ensino Fundamental. Explorar os recursos didáticos na elaboração de conceitos matemáticos. Trabalhar as alternativas metodológicas para o ensino da Álgebra, Geometria e Aritmética.

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Construções conceituais que quase sempre são apresentadas como ―receitas prontas‖, sem qualquer explicação prévia – o produto de números inteiros negativos é positivo; a multiplicação e divisão de

necessidade da não separação entre a construção conceitual e a abordagem metodológica.

Segundo Pais (2006), a escolha de conteúdos, métodos e recursos resulta das fontes de influência que atuam na composição da transposição didática. Tais elementos encontram-se registrados em relatórios, teses, artigos,

softwares, parâmetros, programas, em diferentes tipos de exame e em outras

fontes, entre as quais, os livros didáticos. São registros publicados para defender a validade do saber a ser ensinado e também delinear a forma como ele deve ser conduzido. Entre os registros textuais do saber escolar, escolhemos o livro didático (LD) para servir como fonte de dados de pesquisa. Um dos argumentos para justificar essa escolha decorre da influência que esse dispositivo normalmente exerce na condução da prática, como fonte de referência e de validação do saber a ser ensinado. E, além disso, e em terceiro lugar, a perspectiva integrada da disciplina de Instrumentação para o Ensino de Matemática I. Na constituição da concepção da UEPA, os licenciandos são levados a produzir, a partir de suas observações na análise do LD, propostas metodológicas de ensino para minimizar as dificuldades das articulações entre aritmética, álgebra e geometria.

Nas disciplinas Prática de Ensino I e Estágio Supervisionado, as fomentações são no sentido da realização de pesquisas bibliográficas e da produção de textos didáticos, que objetivam a exploração de situações problemáticas25 que envolvam a construção de um ou mais conceitos. Aqui, os

futuros professores são envolvidos numa modalidade de atividade na qual expõem aos colegas de turma, sob minha orientação – professora formadora –, suas produções textuais. Tais produções sofrem (re)elaborações mediante as observações inferidas tanto pelo professor formador que orienta as atividades quanto pelos colegas de turma, delineando um processo de alimentação constante que promove a construção de um texto cada vez mais articulado.

A perspectiva integrada das três disciplinas contribui de algum modo no desenvolvimento profissional dos futuros professores ao provocá-los à reflexão

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sobre a complexidade do trabalho docente. Acredito assim numa contribuição significativa do professor formador ao provocar a reflexão no licenciando sobre as características de um bom professor, ajudá-los a vencer o mito de que a excelência do professor reside tão somente em saber muito bem o conteúdo da matéria que ministra. Tal crença, além de reduzir a função docente, em geral, não concebe de fato o que é ―conhecer a matéria a ser ensinada‖.

Nesse sentido, podemos perceber que o Curso de Licenciatura em

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