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Kapring og gisselsituasjon utenfor Somalia

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3 Anvendelser av metoden

3.2 Kapring og gisselsituasjon utenfor Somalia

no Pará, pois possui uma visão estratégica de ensino-aprendizagem diferenciada, procurando atender à comunidade da região, e sempre preocupado com o desenvolvimento do estado, junto às questões socioculturais da sociedade paraense.

No entanto, ao fazer um levantamento com base na grade curricular e nas ementas das disciplinas pedagógicas ofertadas no curso de Licenciatura em Matemática, observamos a ausência da modalidade de ensino Educação de Jovens e Adultos, todas as disciplinas referem-se ao Ensino Fundamental II (6º ao 9º ano) e ao Ensino Médio, competindo ao professor formador a responsabilidade de direcionar ou não seu trabalho a essa modalidade de ensino.

4.3.4 A Prática de Ensino e o Estágio Supervisionado no curso de Licenciatura em Matemática da UEPA

Com o propósito de entender como se desenvolve as disciplinas Prática de Ensino e Estágio Supervisionado I para a modalidade da Educação de Jovens e Adultos no curso de licenciatura em Matemática da UEPA, ambiente de investigação da nossa pesquisa, procuramos analisar os projetos políticos pedagógico dos últimos cinco anos e as ementas e planos de curso referentes à disciplina Estágio Supervisionado.

Nos últimos anos, a Prática de Ensino e o Estágio Supervisionado têm se constituído o núcleo central do curso de Licenciatura em Matemática. O Estágio Supervisionado como disciplina obrigatória nos cursos de licenciatura foi

introduzido a partir da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira – LDB 9394/96 – e sua duração e carga horária instituídas por Resolução do Conselho Nacional de Educação – CNE/CP 2, de 19 de fevereiro de 2002. O cumprimento da disciplina ocorre principalmente nas escolas de Educação Básica, nos ensinos Fundamental e Médio.

A Prática de Ensino é uma disciplina obrigatória no currículo do curso de Licenciatura Plena em Matemática. Tem por finalidade inserir o aluno na experiência e vivência da prática profissional no papel de estagiário, possibilitando o exercício da prática de ensino que deverá ser operacionalizada sob a forma de estágio supervisionado. Essa experiência é um processo construtivo que permite ao aluno a aplicação de seus conhecimentos teóricos à realidade concreta, à realidade sociopolítica, econômica e cultural, em que poderá, através da prática pedagógica, aprender a aprender as estratégias de ação profissional comuns aos campos de atuação do ensino de Matemática.

A partir da definição da obrigatoriedade de alterações nos projetos pedagógicos dos cursos de Licenciatura em Matemática, a Resolução nº 2/2002, do Conselho Nacional de Educação – CNE, assegura, em seu Art. 1º, que a carga horária dos cursos de Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, deve ser efetivada mediante a integralização de, no mínimo, 2800 (duas mil e oitocentas) horas. Dentro dessa carga horária, a articulação teoria-prática deve garantir, nos termos de seus projetos pedagógicos, 400 (quatrocentas) horas de prática como componente curricular, a serem vivenciadas ao longo do curso.

No aspecto de formação docente, a Resolução CNE/CP 2, de 19 de fevereiro de 2002, dispõe em seu artigo primeiro sobre a carga horária dos cursos de Formação de Professores da Educação Básica, estabelecendo:

Art. 1º. A carga horária dos cursos de Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, em curso de licenciatura, de graduação plena, será efetivada mediante a integralização de, no mínimo, 2800 (duas mil e oitocentas) horas, nas quais a articulação teoria-prática garanta, nos termos dos seus projetos pedagógicos, as seguintes dimensões dos componentes comuns:

II - 400 (quatrocentas) horas de estágio curricular supervisionado a partir do início da segunda metade do curso;

III - 1800 (mil e oitocentas) horas de aulas para os conteúdos curriculares de natureza científico-cultural;

IV - 200 (duzentas) horas para outras formas de atividades acadêmico- científico culturais.

Parágrafo único. Os alunos que exerçam atividade docente regular na educação básica poderão ter redução da carga horária do estágio curricular supervisionado até o máximo de 200 (duzentas) horas.

É nesse contexto que estão inseridos os cursos de licenciatura atualmente. E esses buscam adaptar-se à legislação vigente, garantindo, ao mesmo tempo, qualidade na formação dos professores.

A prática de ensino no curso de Licenciatura em Matemática da UEPA tem carga horária alocada no desenho curricular, num total de 400 (quatrocentas horas), sendo requisito imprescindível para a integralização curricular. Tal disciplina relacionada com o Estágio Supervisionado é realizada em duas etapas: Prática de Ensino de Matemática I e Prática de Ensino de Matemática II e devem se concretizar no decorrer do terceiro e quarto anos. Nossa pesquisa situa-se no 3º ano do curso de Licenciatura em Matemática, e corresponde às disciplinas Prática de Ensino e Estágio Supervisionado I, referentes ao Ensino Fundamental.

Segundo o Projeto Político e Pedagógico do curso de Licenciatura em Matemática da UEPA ano 2012, o estágio curricular supervisionado tem por objetivo propiciar aos estudantes a observação e avaliação da realidade didático- pedagógica das Escolas de Ensino Fundamental e Médio, no que diz respeito ao ensino da Matemática, oportunizando uma reflexão crítica acerca dessa realidade, de forma que possam sugerir modificações que visem à melhoria do quadro observado. Além disso, tais observações, avaliações e vivências práticas deverão contribuir para sua formação docente. E ainda, tal disciplina visa:

Propiciar ao aluno/estagiário sua inserção na realidade educativa social e escolar, para, por meio da prática pedagógica, aprender as estratégias de ação profissional comuns aos campos de atuação do ensino das diversas áreas do conhecimento matemático que são componentes dos currículos dos níveis, fundamental e médio; Desenvolver habilidades técnico- científicas facilitadoras da aprendizagem dos alunos, com base na aplicação do saber sistematizado da área, relacionando-o ao contexto,

estimulando a criticidade, a ação-reflexão e a criatividade; Possibilitar a prática da docência pelo aluno, aliada à pesquisa e à extensão; Permitir ao aluno vivenciar a educação em contextos escolares e comunitários, levando-lhes contribuições, como meio de participar da resolução dos problemas sociais (PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO, 2012, p. 28).

Segundo o Projeto Político Pedagógico do curso de Licenciatura em Matemática da UEPA, os alunos estagiários devem ser divididos em grupos, a quantidade de grupos é de acordo com o número de escolas disponíveis para a realização do estágio, e cada grupo deve ficar sob a responsabilidade de um docente lotado no departamento do curso – o professor-supervisor de estágio.

No ano de 2010, ano em que desenvolvemos a pesquisa, a turma do terceiro ano tinha dezenove alunos matriculados e foi dividida em dois grupos. Os dois grupos realizaram estágio no período noturno em turmas de EJA na região metropolitana de Belém. Porém, para a pesquisa foi escolhido o grupo em que o professor supervisor de estágio26 aceitou participar da pesquisa. Do grupo escolhido, acompanhamos quatro alunos, que foram divididos em duplas, e cada dupla acompanhada por seu respectivo professor de Matemática da turma de EJA atuante na escola, campo de estágio, o qual também foi convidado a participar da pesquisa. Os estagiários e os professores escolhidos responderam ao questionário e à entrevista. Vale ressaltarmos que a disciplina e o estágio aconteceram no período noturno e em um dia da semana, nesse caso, os encontros foram às terças-feiras.

Em vista do estabelecido no Projeto Político Pedagógico (PPP) do curso, a disciplina Prática de Ensino I, direcionada ao Ensino Fundamental, realiza-se em escolas públicas, sendo desenvolvidas no decorrer do ano letivo as seguintes etapas:

 Diagnóstico do contexto educacional, pela observação e levantamento de dados sobre a realidade escolar.

 Sondagem do ensino da Matemática.

______________ 26

O professor supervisor de estágio na turma refere-se ao docente que me substituiu quando precisei sair de licença para o doutorado. Quando retornei, acompanhamos juntos todo o processo da disciplina prática de ensino, locus de investigação. Sendo que, mesmo ausente, sempre estive em contato em todo o processo,

 Acompanhamento de atividades do ensino de Matemática.  Elaboração de atividades para o ensino de Matemática.  Execução de atividades para o ensino de Matemática.  Avaliação da aprendizagem da Matemática.

As etapas mencionadas acima são divididas em quatro fases do Estágio Supervisionado: a pré-prática, a observação, a participação e a regência, além das oficinas ou minicursos executados ao final do estágio, sendo que as oficinas e minicursos cabem ao professor-supervisor colocá-los em prática, visto que, no regimento da disciplina, a exigência, depois de realizada a regência, é a apresentação de um relatório final do Estágio. Nesse caso, o professor supervisor adere às oficinas e minicursos e, ainda solicita a elaboração de um artigo, como requisito final de avaliação da disciplina.

Chamamos de Pré-prática o momento vivido pelo estudante antes de atuar no campo de estágio. São destinadas em média 50 horas para desempenhar as funções decorrentes a esse momento. Segundo a Ementa da disciplina, nessa fase, estuda-se a fundamentação teórica através de textos, os aspectos relacionados à prática pedagógica, como metodologias para o ensino de Matemática, além de tópicos sobre planejamento e avaliação, porém, tais aspectos são vistos de uma maneira geral, não especificando nenhum nível de ensino.

Nesse momento, em acordo com o professor supervisor de estágio, foi dada ênfase à Educação de Jovens e Adultos, visto que o estágio ocorreria nessa modalidade de ensino e a modalidade seria um campo de investigação. Nessa fase, ocorrem também discussões sobre aspectos didáticos, como capacidade de comunicação, movimentação e voz adequada, necessidade de despertar o interesse dos alunos, utilizar exemplos e ilustrações, proporcionar feedback fazendo perguntas e propondo exercícios, além da utilização do tempo e dos recursos de forma adequada.

Na pré-fase, são desenvolvidas as micro aulas, momento em que o estagiário-aluno deve planejar a micro aula individualmente, sob a orientação do

professor-supervisor. O micro ensino é importante, pois possibilita um maior envolvimento entre professor-orientador e aluno-estagiário, que juntos buscam pela avaliação e correção de possíveis falhas, sobretudo metodológicas. Essa situação enseja a crítica construtiva, por meio de comentários do professor- orientador, que visam à melhoria do desempenho pedagógico.

Para finalizar as pré-práticas, os estagiários são convidados a elaborar Projetos de Pesquisa a serem realizados por eles no espaço do campo de estágio. As temáticas devem estar relacionadas ao processo ensino- aprendizagem de Matemática e podem envolver os vários setores e atores que compõem a atividade pedagógica das escolas. Os miniprojetos devem ser socializados em sala de aula, assim, foi solicitado aos alunos estagiários que levassem em consideração as especificidades e particularidades da modalidade em que ocorreria o estágio.

Para a realização das três fases seguintes – Observação, Participação e Regência – na escola campo de estágio, são destinadas 150 horas, completando a carga horária da disciplina. De acordo com a ementa da disciplina, a fase de Observação ocorre no primeiro contato com o ambiente escolar, através de questionário e entrevistas com alunos, professores e corpo técnico, visando conhecer a realidade na qual o estagiário irá atuar. Nessa etapa, são caracterizadas as situações relacionadas à prática docente da sala de aula, identificando os recursos e os procedimentos operacionais adequados para cada situação, e ao desempenho profissional.

Estudos mostram que o desenvolvimento histórico da escola, sua construção, seus valores e seu formato organizacional determinam a qualidade dos resultados de aprendizagem (LIBÂNEO et al., 2003). Para Carvalho (2012), a organização da escola orienta em relação às atitudes, às ideias e aos modos de agir tanto dos professores como dos alunos. No entanto, para essa autora (2012, p. 11):

Os estágios de observação devem apresentar aos futuros professores condições para detectar e superar uma visão simplista dos problemas de ensino e aprendizagem, proporcionando dados significativos do cotidiano escolar que possibilite uma reflexão crítica do trabalho a ser desenvolvido com o professor e dos processos de ensino e aprendizagem.

Sob essa ótica, fazer uma crítica fundamentada no ensino é necessário, pois cria condições para o estagiário reestruturar seus conceitos de ensino e de aprendizagem, que são pré-requisitos para uma futura mudança metodológica.

A fase de Participação ou Co-participação ocorre, sobretudo, na dinâmica da sala de aula, no acompanhamento do professor da classe nas reuniões pedagógicas, participação do planejamento das aulas, participação na elaboração e correção dos exercícios dos alunos. Para Carvalho (2012, p. 67), essas atividades de co-participação vão das mais simples e burocráticas, como auxiliar o professor na distribuição de material didático, até discutir com os alunos em grupo, ajudando-os no entendimento de resolução de problemas.

A fase seguinte ocorre quando o professor já adquiriu confiança no aluno- estagiário e espera que ele contribua em algumas de suas aulas. Se isso não ocorrer, o estagiário pode tomar a iniciativa e se oferecer para ministrar algumas aulas. Esse momento é a fase da Regência, ou seja, o momento em que o estagiário executa a prática docente, preparando e ministrando aulas que serão avaliadas, tanto pelo(a) professor(a) de Prática de Ensino como pelo(a) professor(a) da escola-campo de estágio. Nas atividades de regência de classe, o discente em estágio assume a turma e responsabiliza-se pelo planejamento, condução e orientação da aprendizagem, baseado nas informações coletadas com antecedência na fase de observação e em conversas com o professor da turma em que está sendo desenvolvido o estágio.

Por fim, são elaborados e executados minicursos e oficinas, os quais são sequências didáticas que apresentam objetivos bem definidos, conceitos matemáticos a serem trabalhados e procedimentos metodológicos a serem usados na execução.

Segundo Carvalho (2012, p. 73):

O estágio de minicurso é a atividade mais livre para os estagiários, pois, não estando diretamente sob a responsabilidade do professor de uma escola, eles podem planejar, executar e avaliar seu próprio trabalho, a partir de suas próprias ideias de “como” ensinar determinado conteúdo.

Para a autora, é no período de formação profissional que o estagiário deve observar o quanto o aluno aprende com uma atividade prática, o quanto se motiva antes, durante e após uma aula prática, e sentir, durante sua iniciação ao magistério, o que ele já estudou teoricamente: o significado da experimentação, do concreto, da formação dos conceitos concretos.

Ao final do Estágio Supervisionado, de acordo com o Projeto Político Pedagógico e com a ementa da disciplina Prática de Ensino, é entregue um relatório ao professor orientador, o qual tem como objetivo principal diagnosticar a realidade educacional, por meio da observação da realidade física da escola, de estudos dos currículos e metodologias de ensino adotadas, das condições pedagógicas, bem como dos docentes nela existentes, para propor ações pedagógicas que contribuam para a ressignificação do espaço escolar como lugar da socialização do saber. Além do relatório, sugerimos, em concordância com o professor-supervisor, ao aluno, como avaliação final, a elaboração de um artigo decorrente das atividades desenvolvidas durante o Estágio.

Todas as fases são momentos na formação em que o graduando pode vivenciar experiências, conhecendo melhor sua área de atuação. Para Lima e Aroeira (2011, p. 130), o estágio é um espaço privilegiado de práxis, um lugar de partida e de chegada para a vida profissional, nesse sentido, faz parte da trajetória de vida e da formação.

No próximo capítulo, são apresentados os protagonistas da pesquisa e os núcleos de análise a partir das vozes entrecruzadas entre os professores de Matemática atuantes na EJA e dos alunos em formação inicial.

C

APÍTULO

5

PRÁTICAS DE FORMAÇÃO DA EJA: AS VOZES

ENTRECRUZADAS DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA

E DE LICENCIANDOS NO ESTÁGIO SUPERVISIONADO

O objetivo deste capítulo é identificar que elementos comuns trazem as vozes dos professores atuantes e dos alunos em formação inicial, para a contribuição de uma prática de formação da EJA na perspectiva reflexiva a partir das disciplinas Prática de Ensino e Estágio Supervisionado da UEPA, pautada na interlocução entre a escola e a universidade. No primeiro momento, apresentamos o perfil dos protagonistas da pesquisa com base nos dados do questionário aplicado.

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