6 DISKUSJON AV HOVEDFUNN
6.1 Kreativ kunnskapsutvikling som dialogisk prosess
A distribuição dos medicamentos derivados do plasma humano, ou hemoderivados, e dos estupefacientes ou psicotrópicos (MEP), estão a cargo das Farmacêuticas do setor de ambulatório, no entanto seguem um circuito de distribuição dito especial.
A requisição, distribuição e administração de medicamentos hemoderivados encontram-se legisladas pelo Despacho nº 1051/2000, de 14 de setembro, de forma a permitir uma investigação de eventual relação de causalidade entre a administração terapêutica daqueles medicamentos e a deteção de doença infeciosa transmissível pelo sangue. Estes atos são registados num impresso próprio para o efeito (Modelo n.º 1804, exclusivo da Imprensa Nacional - Casa da Moeda, S. A.) que é constituído por 2 vias: “Via Farmácia” (autocopiativa com quadros A, B e C que fica nos SF) e “Via Serviço” (quadros A, B, C e D que volta para o Serviço para ser arquivado no processo clínico do doente) [7][8].
Um profissional de saúde do Serviço requisitante desloca-se ao setor de ambulatório com os quadros A (identificação do médico prescritor e do doente) e B (requisição/justificação clínica), do impresso supracitado, preenchidos pelo Médico. O Farmacêutico confirma o seu correto preenchimento, valida a prescrição e procede à cedência do hemoderivado com consequente preenchimento do quadro C (Registo de Distribuição), o que tive oportunidade de fazer. De seguida, cabe aos Enfermeiros administrar o hemoderivado ao doente e preencher o quadro D (Registo de Administração). Quando o medicamento não é administrado por algum motivo, esta devolução também é devidamente lavrada e assinada no quadro D pelo Enfermeiro responsável e a medicação tem que ser devolvida aos SF num prazo de 24h [8].
A Comissão Transfusional do CHCB, da qual faz parte uma farmacêutica afeta ao setor de ambulatório, faz auditorias dos hemoderivados selecionando uma amostra representativa de 5% das requisições elaboradas e, desde 2005, faz uma análise económica do consumo de medicamentos hemoderivados. Colaborei no levantamento de dados da referida amostra para
a auditoria, assim como colaborei no levantamento dos dados económicos destes medicamentos para o ano de 2013.
Com o intuito de diminuir as não-conformidades no preenchimento do impresso dos hemoderivados, uma farmacêutica do setor de ambulatório desloca-se a todos os serviços clínicos para conferir o seu correto preenchimento e eu acompanhei nessa deslocação [8]. No que diz respeito aos MEP, como estes têm características e legislação própria, colocam à Farmácia Hospitalar uma série de questões relacionadas com a necessidade de controlo efetivo. Desta forma, todos os movimentos de MEP entre os SF e os SC são efetuados num livro de registos/requisições (Modelo nº1509 designado por “Anexo X”) de venda exclusiva da Imprensa Nacional Casa da Moeda e aprovado pelo INFARMED [9].
Os Serviços Clínicos (SC) têm um stock definido com os SF de MEP que encontram-se armazenados em cofre de dupla fechadura. No entanto, aquando da reposição de stock, um profissional de saúde do SC desloca-se ao setor de ambulatório e apresenta o “Anexo X” devidamente preenchido por um Enfermeiro, e assinado pelo Diretor do Serviço ou legal substituto, para o qual o medicamento se destina. O Farmacêutico valida os registos efetuados neste livro e a requisição é assinada por quem cede e recebe os MEP, sendo que os originais deste “Anexo X” ficam nos SF e o duplicado acompanha a medicação para o SC requisitante. No dia seguinte à dispensa, o Farmacêutico confere todas as requisições e entrega à Assistente Técnica (AT) para que esta proceda aos registos necessários para enviar trimestralmente em suporte informático ao INFARMED uma relação dos estupefacientes utilizados em tratamento médico e todos os movimentos de Medicamentos Estupefacientes e Psicotrópicos (MEP) do CHCB [9].
Nos SF, os MEP estão armazenados no armazém 10 e 20 em armário metálico com dupla fechadura especificamente destinado para o efeito e a conferência deste stock é feita semanalmente por um Farmacêutico e pelo AT, procedendo-se a uma análise detalhada nos casos de deteção de não conformidade para correção imediata. No final da conferência elabora-se um mapa de controlo que é devidamente assinado pelo Farmacêutico e Assistente Técnico, sendo posteriormente arquivado [9].
Além desta conferência semanal de stock interno, uma farmacêutica afeta à área de ambulatório desloca-se mensalmente aos SC para proceder à contagem dos MEP que estão armazenados nos cofres. Desta forma consegue verificar validades e proceder a correções necessárias, como por exemplo trocar os medicamentos com validade curta por outros com validade mais alargada, encaminhando os MEPs de validade menor para os SC de maior consumo, reduzindo assim o desperdício [9].
5 Farmacotecnia
Contrariamente há duas décadas atrás, já são poucos os medicamentos que se produzem nos hospitais, no entanto mantêm-se a exigência de produzir preparações Farmacêuticas seguras e eficazes o que exige uma estrutura adequada e um sistema de procedimentos que assegure um “Sistema de Qualidade na Preparação de Formulações Farmacêuticas” [2].
O setor afeto à preparação de medicamentos denomina-se setor de Farmacotecnia, ao qual estive afeta durante a terceira e quarta semanas de estágio, e compreende 5 áreas distintas: preparações estéreis de citotóxicos injetáveis; preparações estéreis de nutrição parentérica e de outras soluções estéreis; preparações não estéreis (manipulados); reembalagem e purificação de água [10].
No CHCB estas áreas têm lugar em 3 locais físicos distintos: unidade de preparação de soluções estéreis, a qual é constituída por 2 Sistemas Modulares de Salas Limpas Misterium (um para a preparação de citotóxicos e outro para a mistura de nutrição parentérica e colírios) e que tem armazenado o material clínico necessário à manipulação e o arquivo em suporte de papel que apoia a área; laboratório de Farmacotecnia (no qual se manipulam preparações não estéreis e se faz a purificação de água) e a sala de reembalagem, onde se encontram as máquinas de reembalagem automática e semiautomática [11]–[13].