4.3 Departementets vurdering av
4.3.6 Konsekvenser for offentlige
O sedentarismo causado pela falta de atividade física é um fator de risco que contribui de forma significativa para a redução da qualidade de vida nos domínios físico, ambiental, social e psicológico (HASSAPIDOU et al. 2013). Segundo Vigitel (2015), 56,6%% da população brasileira e 39,3% da população do Distrito Federal são classificadas como insuficientemente ativa.
Estudos têm demonstrado importante relação entre o número de horas que se caminha por semana e o excesso de peso. Ao comparar os grupos que: caminhavam menos de duas horas por semana e aquele que caminhava mais de sete horas por semana, em uma amostra de 8423 homens gregos, constatou- se que o grupo mais ativo teve doze por cento menos chance de apresentar o desfecho obesidade. Ainda na mesma amostra, indivíduos que caminharam entre duas a quatro horas por semana tiveram quinze por cento menos chance
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de terem o desfecho excesso de peso em comparação com o grupo menos ativo (HASSAPIDOU et al. 2013).
A inatividade física representa uma causa importante de debilidade, redução da QV e morte prematura na sociedade contemporânea, particularmente nos países industrializados. Considera-se sedentário um indivíduo que tenha um estilo de vida com um mínimo de AF equivalente a um gasto energético (trabalho + lazer + atividades domésticas + locomoção) inferior a 500 kcal por semana. Para uma pessoa ser considerada moderadamente ativa, ela deve realizar atividades físicas que acumulem um gasto energético semanal de, pelo menos, 1.000 kcal. Isso corresponde, aproximadamente, a caminhar a passos rápidos por 30 minutos, cinco vezes por semana (NAHAS, 2006).
Pesquisadores têm demonstrado que níveis moderados de AF podem reduzir significativamente o risco de diversas doenças. Um estudo realizado com americanos avaliou a associação entre acúmulo de atividade física e desfecho mortalidade. Foi constatado que substituir uma hora de Comportamento Sedentário (CS) por uma hora de atividade de AF, de intensidade leve, se associou com dezoito por cento menos chance de risco de morte, assim como, elevado tempo de permanência em CS associou-se com maior número de óbitos. Através deste estudo, pode se observar que o incremento de uma hora de CS ao dia aumentou em doze por cento o risco de morte (MATTHEWS et al. 2016). Como demonstrado por Sesso, Paffenbarger, e Lee (2000) indivíduos que caminhavam mais de cinco quilometros por semana apresentaram treze por cento menos chance de desenvolver doenças cardiovasculares.
Longos períodos de tempo sentado reforçam o padrão de comportamento sedentário e também demonstram relação significativa com mortalidade por todas as causas. Mesmo indivíduos que cumpriam a recomendação mínima de AF porém permaneciam mais tempo sentado tiveram maior mortalidadeao ser comparado com grupo que permanecia menos tempo sentado. Logo, a interrupção do tempo sedentário demonstra ser importante além de cumprir a recomendação mínima de AF (KATZMARZYK et al. 2009).
Elevado nível de comportamento sedentário pode ter associação a riscos aumentados de várias condições crônicas e mortalidade. Logo a atividade
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física atenua ou até mesmo elimina os efeitos prejudiciais dos períodos prolongados de comportamento sedentário. No trabalho de Ekelund et al (2016) Examinaram as associações de comportamento sedentário e atividade física com a mortalidade por todas as causas por meio de meta análise. Este trabalhou a chegou a reunir treze trabalho totalizando uma amostra de aproximadamente um milhão de de pessoas, monitoradas durante o período de 2 a 18 anos, durante os quais 84 609 (8,4%) morreram. Quando os dois quartis menos ativos foram comparado com o grupo de referência (sentado < 4 horas/dia) no quartil mais ativo [> 35 · 5 MET-h por semana]), as taxas de mortalidade durante o acompanhamento foram de 12% a 59% maior nos dois menores quartis que praticavam menos atividade física.
Altos níveis de atividade física de intensidade moderada (por exemplo, cerca de 60 a 75 minutos por dia) parecem eliminar o aumento do risco de morte associado ao tempo de espera elevado. No entanto, esse alto nível de atividade atenua, mas não elimina o aumento do risco associado ao alto tempo de visualização da TV. Esses resultados fornecem mais evidências sobre os benefícios da atividade física, particularmente em sociedades onde um número crescente de pessoas tem que ficar sentado por longas horas para trabalhar e também pode informar futuras recomendações de saúde pública (EKELUND et al. 2016)
Devido à dinâmica do trabalho e as exigências físicas impostas a estes profissionais, é necessário um elevado nível de AF para o cumprimento laboral em segurança. Em estudo desenvolvido com amostra composta por bombeiros de Minas Gerais, foi mensurado o NAF através de auto relato, utilizando o questionário Questionário internacional de atividade física (IPAQ) versão curta. Pode se observar que 68,3% da amostra foi categorizada como fisicamente ativa e 31,7% como fisicamente inativa, não atingindo assim a recomendação de atividade física porposta pelo American College Medicine of Sports: sessão de 30 minutos de duração, frequência de 5 vezes por semana de atividade aerobia de intensidade moderada ou sessão de 20 minutos de duração, frequência de 3 vezes por semana de atividade aeróbia com intensidade vigorosa (HASKELL et al. 2007). A prevalência de indivíduos insuficientemente ativos neste estudo foi similar a presente na população no Distrito Federal (JESUS et al. 2015).
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Em amostra composta por bombeiros americanos, encontrou-se inadequado acúmulo de AF durante o período de trabalho e longos períodos de permanência em CS. Uma justificativa para este fato é que a maioria dos quartéis não exigiem práticas regulares de AF. A existência do segundo emprego ou escalas de serviço extra são fatores que contribuem para o aumento da inatividade física no período de descanso e lazer (SOTERIADES et al. 2011). Sabe-se que o baixo NAF pode aumentar as chances de os bombeiros desenvolverem síndromes metabólicas e aumentos do índice de massa corporal - IMC (SOTERIADES et al. 2005).
Logo, muitos bombeiros não atingem as recomendações de AF sugeridas pela OMS (2010): 150 minutos de atividade moderada por semana, ou (ACSM, 2011) citada na Tabela 2 ou TUDOR-LOCKE et al (2013): 10.000 passos, aumentando assim a probabilidade de doenças cardiovasculares.
Entretanto segundo Jesus e colaboradores (2015) ao avaliarem a o nível de atividade física, qualidade, fatores sociodemográficos e aspectos de saúde, em 202 bombeiros, do estado de Minas Gerais, verificou que 70,3% foram classificados como ativos ou muito ativos pelo IPAQ. Os sujeitos ativos demonstraram um odds ratio de 1,1 e 1,02 vezes mais chance de de ter alta percebepção de qualidade de vida no domínio físico de não praticar outra atividade remunerada respectivamente. Da mesma maneira Saint Martin e colaboradores (2018) constataram que 79% bombeiros atingiram a recomendação de atividade física semanal em um período de 24h de serviço ao monitorar a quantidade de atividade física, por meio de acelemotro em três eixos, em 63 bombeiros de ambos os sexos.
Segundo Baur e colaboradores (2012) apesar do declineo da ACR, menor duração da sessões e menor frequência semanal de pratica de sessões de exercício físico com o aumento da idade, os indivíduos com maior NAF, conseguiram atenuar as perdas da ACR, aumento no IMC e doenças cardiovasculares.
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