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Del 4: Konkursen

5. Konkursen - hva gikk galt?

Ao longo destas reflexões descrevi globalmente o meu percurso da prática pedagógica que realizei durante este mestrado, focalizando-me essencialmente nas minhas maiores dificuldades sentidas; nas aprendizagens que realizei e nas alterações nas minhas intervenções, resultantes dessas aprendizagens realizadas. Todos estes aspetos definiram a minha ação junto das crianças, caracterizando assim o meu percurso nos momentos de observação, planificação e reflexão. Considero que o facto de refletir acerca destes aspetos é essencial, pois o professor deve ser capaz de o fazer de modo a poder adequar e melhorar o seu trabalho, consoante as exigências da sociedade. Segundo Giméno Sacristán (1994) citado por Roldão (2009, p. 49)

O pleno exercício de uma profissão pressupõe a possibilidade, a necessidade e a capacidade de o profissional reflectir sobre a função que desempenha, analisar as suas práticas à luz dos saberes que possui e como fontes de novos saberes, questionar-se e questionar a eficácia da acção que desenvolve no sentido de aprofundar os processos e os resultados.

Durante este percurso nem sempre foi fácil trabalhar em interação com outras pessoas, especificamente com pessoas de faixas etárias bastante diferentes da minha e com formações totalmente distintas, nomeadamente com uma das cooperante que considerava que tudo deveria partir dela não colocando a criança no centro da ação e não a considerando um agente ativo da sua própria aprendizagem.

Estas diferentes pessoas permitiram-me assim contactar com diferentes estratégias de ensino e enriquecer a minha ação educativa, retirando partido dos aspetos que considerei mais benéficos em cada uma das cooperantes. As diferentes práticas e rotinas

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implementadas por cada uma também me permitiram perceber a importância da definição correta de regras e rotinas num grupo de crianças, de modo a facilitar o ensino e a gestão do mesmo.

Perante todos estes fatores, as conquistas realizadas ao longo destas experiências foram muitas e de seguida irei centrar-me naquelas que considero terem sido as mais significativas e mais diretamente relacionadas com as minhas escolhas metodológicas.

Uma dessas grandes conquistas, foi o trabalho com as crianças com necessidades educativas especiais. Como já referi, no contexto de jardim de infância tive uma criança com autismo; no 1º contexto de 1.º CEB, tive uma criança com paralisia cerebral e cegueira e no 2º contexto de 1.º CEB tive um aluno com défice cognitivo e intelectual e indícios de Espectro de Autismo, sendo o trabalho com cada um deles um grande desafio. Embora soubesse em termos teóricos o que implica cada uma destas NEE’s, não sabia exatamente como adequar o meu trabalho na prática. Contudo e apesar de algumas dificuldades sentidas, considero que ultrapassei grandes obstáculos e que consegui desenvolver um trabalho adequado ao esperado, embora muitas vezes tivesse dificuldade em reagir às suas ações, não sabendo prontamente como agir com elas.

O contacto com estas crianças foi assim bastante proveitoso, pois elucidou-me de como se gere o trabalho do dia-a-dia destas crianças e quais as atividades mais adequadas para desenvolver com estas.

Ao longo destas práticas foi-me permitida a utilização de diferentes metodologias de trabalho. Desenvolvemos trabalhos em grande e pequeno grupo e ainda trabalho individual e foram vários os momentos em que trabalhámos tendo por base uma metodologia de projeto. Embora eu já detivesse alguns conhecimentos acerca desta última metodologia, obtidos na formação académica, só com a sua efetiva aplicação é que fiquei a conhecer determinados detalhes que, na teoria, não eram tão evidentes, nomeadamente a forte potencialidade desta estratégia, no desenvolvimento de inúmeras competências na criança. Esta metodologia permite, que a criança adote uma postura ativa no seu processo de aprendizagem, sendo ela própria a procurar a resolução para os problemas, tomando decisões, chegando a conclusões e formando assim um conhecimento sólido e significativo. Esta metodologia de trabalho ajuda ainda a tornar as crianças autónomas; conscientes e capacitadas para resolver, de forma estruturada, os

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problemas que surgem no dia-a-dia. Daí a importância que considero que esta metodologia tem, pois prepara as crianças para se tornarem seres autónomos e intervenientes ativos na sociedade e capazes de resolver problemas que surgem no ceio desta, indo ao encontro de um dos objetivos da educação que pretende preparar os indivíduos para a integração na sociedade.

Tivemos ainda a preocupação de preparar atividade individuais, em grande e pequeno grupo, de modo a mostrar às crianças as diferentes possibilidades de trabalho e as potencialidades que advém de cada tipo e da partilha de experiências e saberes. Além destes aspetos as atividades realizadas em grande e pequeno grupo revelaram potencialidades bastante distintas, nomeadamente o trabalho em pequeno grupo que permite ao professor ter um contacto mais direto com cada criança, podendo assim auxiliá-la de uma forma mais personalizada e construindo laços afetivos cada vez mais sólidos.

A outra grande aprendizagem prende-se com a planificação e sequencialidade das atividades. Nos diversos contextos houve inicialmente o erro de planificar atividades descontextualizadas e cuja passagem de umas para as outras provocava cortes abruptos. Contudo, esta questão foi sendo limada e nos meados das práticas foi sendo ultrapassada, passando a haver uma sequência lógica na elaboração das planificações e um encadeamento das atividades, surgindo umas da realização das anteriores.

Outra aprendizagem remete-se ao modo de introdução e apresentação, ao grupo, das atividades a desenvolver, havendo determinadas diferenças dependendo do contexto em que estava presente. Ou seja, na creche e no ensino pré-escolar, a grande maioria das atividades tinha que ser precedida por uma exemplificação de modo a que as crianças conseguissem compreender o que se pretendia e não ficassem bloqueadas perante as minhas explicações. No contexto de 1.º CEB, as explicações eram maioritariamente orais, não sendo a vertente prática tão intensa, impedindo assim a limitação da criatividade e liberdade da criança. Esta diferença permite perceber claramente, que nos contextos de creche e de pré-escolar, o educador é um modelo mais ativo para as crianças, dependendo estas em maior percentagem do adulto. No contexto de 1.º CEB, as crianças revelam-se mais autónomas, não sendo tão dependentes do adulto, porém necessitando igualmente das exemplificações deste aquando de determinadas atividades.

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No caso concreto deste contexto, numa das atividades que realizei com o 1º ano em que trabalhámos a expressão musical, foi necessário exemplificar o que pretendia de modo a orientar as crianças, visto que nunca tinham realizado uma atividade semelhante.

Outra grande aprendizagem que se refletiu necessária em todos os contextos relaciona- se com a preparação dos materiais. O facto de termos atempadamente todos os materiais preparados, evitando que as crianças tenham que esperar pela preparação destes, facilitava em muito a dinâmica de gestão e controlo do grupo, pois eram evitados momentos mortos dentro da sala e potenciais focos de agitação e consequente desmotivação em relação às atividades. Esta preparação atempada dos materiais exigiu muitas vezes da nossa parte, longos períodos de trabalho em casa de modo a conseguirmos preparar os materiais necessários para todos os elementos dos grupos.

Além de todos estes aspetos mais diretamente relacionados com a ação do professor e as opções feitas por este, pude ainda consciencializar-me da importância da dinâmica das relações estabelecidas com as famílias das crianças e percecionar as potencialidades que podem advir desta relação. O conhecimento da situação familiar de cada criança permitiu-me conhecer melhor cada uma delas e compreender alguns dos seus comportamentos e atitudes.

Concluo referindo que, apesar de alguns momentos de um certo desespero e de grande cansaço, posso afirmar que todos eles foram importantes pois permitiram-me um amadurecimento a nível profissional, mas acima de tudo a nível pessoal.

Tal como já referi, o facto de ter contactado com diferentes cooperantes e auxiliares de educação, com diferentes perspetivas de vida e de ensino, foi extremamente importante, pois permitiu-me definir o tipo de intervenções por que quero optar, na minha vida profissional futuramente.

Depois de todas estas vivências e experiências foram várias as decisões e conclusões a que cheguei. Primeiramente percebi que ser-se educador ou professor é uma missão complexa e que exige muito do profissional, pois tal como refere Roldão (2000, p. 24), “Ensinar (…) é uma tarefa (…) muito difícil mas isso é que é interessante, porque de facto ensinar não é sinónimo de expor. (…) há forçosamente que organizar e gerir adequadamente os processos de produzir a aprendizagem.” Depois deste meu percurso,

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considero que esta citação define todo o meu pensamento, pois ensinar vai muito para além de expor conteúdos. É necessário que o educador / professor defina estratégias; proporcione atividades diversificadas e significativas; crie ambientes adequados e disponibilize materiais apropriados, encaminhando sempre a criança para a descoberta, provocando-a e tornando-a curiosa e ativa na sua própria aprendizagem. Para tal é necessário o profissional reconhecer as potencialidades das crianças dando-lhes oportunidades para se expressarem e demonstrarem os seus conhecimentos. Este deve assim conhecer as crianças com quem trabalha e criar atividades que sejam ajustadas aos seus contextos de modo a envolver e motivar mais as crianças, pois tal como afirma Ausebel citado por Roldão (2000, p. 23 e 24) “o factor singular mais importante que influencia a aprendizagem é aquilo que o aprendiz já conhece. Descubra o que ele sabe e baseie nisso os seus ensinamentos.”

Todos estes aspetos são necessários de ter em conta desde a conceção e planificação da ação educativa, sua implementação e posterior avaliação e reflexão.

Além da aplicação do currículo no âmbito dos conteúdos programáticos defendidos por este, é necessário que a sua aplicação contribua ainda para a “consolidação de competências indispensáveis à vida pessoal e social” da criança (Roldão, 1999, p. 50). Quero com isto dizer que o educador / professor deve preparar as suas crianças para a integração na vida social, contribuindo assim para o enriquecimento pessoal dos indivíduos que forma.

Para que todos estes aspetos possam ser postos em prática de forma harmoniosa e efetivamente benéfica é necessário criar laços afetivos com as crianças, criando dentro das salas ambientes de conforto e segurança.

Espero assim conseguir colocar em prática todos os conhecimentos que adquiri e todas as aprendizagens que realizei ao longo deste ano e meio de mestrado, de modo a que a minha ação educativa espelhe todos estes aspetos que considero serem essenciais para uma boa prática. Pois tal como defendem Roldão e Marques (2000, p. 131),

O discurso ilumina e clarifica sentidos, mas só se operacionaliza em acção se, e quando, for interactuante com as capacidades (…) das escolas e dos profissionais para agirem lúcida, reflexiva e inteligentemente no sentido de o apropriar ao nível da práxis.

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B) Componente Investigativa

1 – Introdução

Na sequência da primeira reflexão de 1.º CEB surge a dimensão investigativa deste trabalho onde pretendo ficar a saber qual a perceção das crianças do 1º ano do 1.º CEB acerca da escola, assim como quais os fatores que influenciaram essa perceção, nomeadamente a construção da identidade e a influência da opinião das pessoas que lhe são significativas. Começo então por fazer referência ao desenvolvimento esperado para crianças da 2ª e 3ª infância e ao processo de construção da identidade. Refiro ainda o processo de transição da Educação Pré-Escolar para o 1.º CEB; a construção da representação da escola e as influências sofridas nesse processo, nomeadamente a influência dos professores e familiares e por último refiro-me à importância e potencialidades da frequência da Educação Pré-Escolar.