4 RESULTATER FRA LITTERATURSTUDIEN
4.7 Konkrete eksempler på dramametoder som kan brukes i undervisningen
O professor se tornar pesquisador de sua prática é uma idéia presente na formação de professores. A idéia é que o professor, ao mesmo tempo em que ensina, tenha um olhar investigativo sobre a sua prática, sua aula, seus alunos ou situações que ocorrem na sala e sejam dignas de uma investigação.
O conceito de professor-pesquisador está imbricado ao de professor-reflexivo. Ao refletir sobre as questões da prática, o professor também começa a traçar um caminho de olhar como se dá tal prática, seu contexto, suas dificuldades e seus acertos. Nesse olhar diferente à prática, começa-se um processo que poderá favorecer uma investigação intencional. Professores-pesquisadores como Stenhouse (1981), inicialmente, Elliott (1993) e Zeichner (1992; 1993; 1995; 1997) depois, foram pessoas que lançaram idéias no sentido do professor se tornar um pesquisador.
A perspectiva de o professor ser pesquisador tem se difundido muito a partir da denominada pesquisa-ação, que objetiva contribuir para a melhoria da prática do professor, da situação educacional e da coletividade. Um dos grandes divulgadores dessa idéia é Jonh Elliott, educador inglês, que desde a década de 60 tem discutido essa perspectiva de pesquisa. Pereira (2001) coloca que no campo educacional, pesquisar supõe a busca de estratégias de mudança e transformação, no sentido de mudar a realidade concreta. Essa é a idéia básica da pesquisa-ação. Então, falar do professor-pesquisador não é possível sem atrelar esse conceito à pesquisa-ação e ao conceito de professor-reflexivo.
Esses dois conceitos, pela sua inter-relação (professor-reflexivo e professor-pesquisador), precisam ser vistos em conjunto na ação do professor. Em nossa pesquisa teremos que trabalhar com os dois conceitos intimamente, já que nos propomos a compreender o processo de reelaboração dos saberes dos professores, considerando a reflexão da prática e um olhar investigativo sobre essa prática.
Após apresentarmos estes conceitos é preciso explicitarmos que, no transcorrer da análise, faremos uso das concepções abordadas aqui no sentido de trazermos à tona toda a riqueza que os dados nos fornecem a possibilidade de tecer reflexões acerca das participantes do grupo, o processo de colaboração, a reflexão
da prática docente, a atuação como professoras que olham a ação docente com um olhar investigativo na busca de encontrar caminhos para um outro fazer.
1. 2 A Formação de professores no Brasil e o processo de colaboração: perspectivas atuais
A pesquisa em formação de professores no Brasil tem discutido, nos últimos anos, processos de colaboração entre os professores universitários e os professores que atuam em escolas. Essa colaboração vem ao encontro do que se busca atualmente na formação de professores no sentido de não se fazer apenas uso do trabalho dos professores escolares como fonte das pesquisas desenvolvidas pelos universitários, mas principalmente que os que atuam nas escolas sejam vistos e considerados como colaboradores e pesquisadores de suas práticas de sala de aula.
A perspectiva colaborativa é um tipo de pesquisa usada para trabalhos que têm em sua essência, pressupostos que direcionam para a troca, para o compartilhar de saberes. A colaboração é uma possibilidade de se reduzir o distanciamento que há entre a realidade escolar e o mundo da pesquisa, entre os professores que atuam nas escolas e os pesquisadores universitários.
Dentro dessa perspectiva é possível aproximar o trabalho docente do mundo da pesquisa, no sentido de considerar a prática dos professores das escolas não apenas como um lócus de coleta de dados empíricos, mas como ponto fundamental para a construção de saberes. Neste processo o professor não se sente apenas como sujeito e sim como parte integrante de pesquisas em que contribui, colabora e tem papel fundamental no desenrolar da construção do conhecimento.
Neste processo de colaboração novos aspectos são evidenciados. Dentre eles podemos citar a participação efetiva dos professores das escolas como co- participes da pesquisa, discussão de práticas de sala de aula, elaboração de propostas de trabalhos para os conteúdos, dentre outras.
Na área de ensino da matemática há inúmeras pesquisas que tratam da colaboração entre professores universitários e professores das escolas.
Miskulin et al (2005) ao fazerem um balanço sobre as pesquisas que têm em sua essência a colaboração na área da matemática apontam oito trabalhos resultantes da produção do Grupo de Estudo e Pesquisa sobre Formação de
Professores que Ensinam Matemática (GEPFPM). Esses trabalhos são de Gonçalves (2000); Nacarato (2000); Souza Júnior. (2000); Guérios (2002); Jiménez Espinhosa (2002); Pinto (2002); Ferreira (2003) e Lopes (2003).
As pesquisas citadas pelos autores trazem em sua gênese o processo de colaboração entre os sujeitos envolvidos no processo bem como a consideração de um novo enfoque no ato de pesquisar em formação de professores. Este enfoque considera essencialmente os sujeitos como partícipes do processo investigativo, e de partilha de saberes de práticas, de experiências e do refletir sobre o fazer pedagógico.
As pesquisas atuais na área da formação de professores que ensinam matemática possuem a característica de colaboração entre os seus participantes. A nossa pesquisa se insere dentro dessa perspectiva por estarmos com um grupo constituído em que são estudados conteúdos matemáticos, discutidas questões relativas à prática dos professores e socialização de saberes do fazer cotidiano. É um grupo que busca o crescimento profissional, onde cada participante colabora para tal.
A nossa pesquisa dentro do Programa de Pós-Graduação em Educação na área de Educação Matemática se sobressai como relevante por se constituir pioneira em considerar que os sujeitos de pesquisa são também participantes do processo e como tais, produtores de conhecimentos.