4 RESULTATER FRA LITTERATURSTUDIEN
4.6 Fordeler ved bruk av drama som metode i vokabularundervisningen
4.6.1 Drama gir erfaringsbasert, estetisk læring
A diversidade dos conjuntos espaciais que constituem o plano múltiplo da espacialidade forma, a partir da reunião de tal plano, a interação entre a multiplicidade diferenciada da superfície terrestre.
Como já sabemos, o entrecruzamento dos níveis de recorte caracteriza a noção escalar do espaço. Assim, cada recorte é um plano do todo da escala, sendo sua expressão, um nível de representação por parte do sujeito atuante.
A respeito do plano geográfico da complexidade, enfatizamos a colocação de Moreira (2009, p. 127) que:
[...] a escala, a soma de todas as categorias coagulantes do todo, o elemento que faz o fenômeno um fato geográfico e o põe de imediato na qualidade de uma estrutura complexa, contrastando à leitura habitual da Geografia como uma descrição lisa, simplória e empirista.
Portanto, como evidenciado no item anterior, a consideração da escala como centro das leituras geográficas, constitui-se no ponto de amarração da metamorfose do fenômeno em fato geográfico e conceito coagulante da totalidade em Geografia de acordo com o autor supracitado.
Dessa forma, voltando-se em direção aos aspectos sociopolíticos inerentes ao espaço geográfico, destacamos o subespaço, melhor dizendo, a categoria conceitual na qual se dá a concretização da complexidade associada ao mesmo – o lugar, um conceito operacional que se caracteriza como expressão na escala local.
Nesse ponto, consideramos o lugar na perspectiva de um mundo vivido, o qual leva em conta outras dimensões do espaço geográfico, como já evidenciado por Milton Santos (1996), melhor dizendo, os objetos, as ações, a técnica e o tempo.
O autor supracitado enfoca que o lugar expressa relações de ordem objetiva em articulações com relações subjetivas, relações verticais resultando do poder hegemônico, imbricadas com relações horizontais de coexistência e resistência. Como abordado anteriormente neste estudo, trata-se de uma visão de mundo vivido local-global.
Resgatamos, ainda, que nossa compreensão de lugar faz referência a uma realidade local, podendo estar associada a um indivíduo ou grupo. Trata-se da parte do espaço geográfico efetivamente apropriado para a vida, no qual se desenvolvem as atividades
cotidianas ligadas à sobrevivência e às diversas relações estabelecidas pelo homem. Logo, nosso entendimento de lugar significa muito mais do que simplesmente uma localização geográfica, já que ele está relacionado aos diversos tipos de vivências com o mundo.
Aqui evidenciamos mais uma vez que a noção escalar implica na compreensão da subdivisão do espaço uno e múltiplo, para melhor ser analisado. Logo, cada fenômeno pode ser analisado em uma escala primária e se relacionar a outras análises escalares ao se adquirir a habilidade da reflexão transescalar.
Portanto, em relação a um contexto educacional evidenciamos uma dimensão espacial que propicie a existência de uma lógica sociopolítica que não corrobore ou replique o modelo das classes dominantes.
Trata-se de uma dimensão espacial, lugar vivencial, onde sejam contemplados ou viabilizados, do ponto de vista teórico e empírico, os seguintes aspectos:
Primeiro, uma compreensão de lugar, ou seja, uma dimensão espacial onde seja possível vivenciar a mitigação ou a correção de diferenças e não replicá-las.
Assim, tal dimensão espacial deve considerar o conflito como algo legítimo e necessário, considerando o diálogo em termos dialéticos.
Dessa forma, estamos evidenciando uma ambiência mediadora, ou seja, um espaço compreendido como mediador, já que contempla a existência real da desigualdade, pois neste
locus de vivência contempla-se o princípio da legitimidade do conflito, bem como a
existência de contradições.
Ainda há que se considerar, neste espaço sociopolítico, a ideia de direito, pois sabemos que a criação do direito advém do espaço de prática.
Segundo, tal dimensão sociopolítica carece de uma compreensão conceitual que contemple tamanha complexidade.
Nesse ponto salientamos que se a diferença for definida como mudança de uma coisa no tempo, mais do que como a existência simultânea de uma multiplicidade de coisas, então o tempo seria a dimensão da diferença, tornando-se assim a dimensão crucial.
Contraditoriamente a esse raciocínio e concordando com Massey; Keynes (2004, p. 12) “o espaço é a esfera da possibilidade e da existência da multiplicidade. Por extensão, o espaço como uma dimensão é necessário para a existência da diferença”.
Portanto, compreendemos baseados nos autores supracitados que a diferença é um aspecto potencial da multiplicidade e não como mudança no tempo. Assim Massey; Keynes (2004, p. 13) afirmam que:
Em outras palavras e para modificar a citação de Bergson, o tempo pode ser sem dúvida ‘impedir que tudo seja dado imediatamente’ (embora este seja uma forma incrivelmente curiosa de propô-lo!), mas para existir tempo, pelo menos mais de uma coisa deve ser dada imediatamente. Para existir tempo, deve existir espaço.
Dessa forma, caso não consideremos o espaço como a dimensão da diferença, estaríamos excluindo-o de qualquer processo de criatividade. Logo, nesta ótica, o espaço seria somente a representação, a fixação, a estase. Ao contrário, deve ser visto como a existência simultânea de uma multiplicidade de coisas.
Assim, baseando-nos em Massey; Keynes (2004, p. 13), podemos afirmar que “para existir tempo deve existir interação – para existir interação deve existir multiplicidade – para existir multiplicidade deve existir espaço. O que caracteriza a não existência de dicotomia entre espaço e tempo”.
Ao contrário da visão fragmentada do espaço, portanto, dicotômica, consideramos espaços, lugares e identidades dos lugares como um produto de interações, eis um modo particular de entendermos a relação entre espaço e sociedade, bem como das vivências aí contidas.