9. AVSLUTNING
9.3 Konklusjon
A autoeficácia é definida como um julgamento sobre a própria capacidade de conseguir um determinado desempenho ou resultado, uma sensação de adequação e eficiência em tratar dos problemas da vida. Bandura apud Vazquez (2005) mostrou que pessoas de autoeficácia elevada acreditam que são capazes de lidar com todas as situações de sua vida. Como elas esperam superar obstáculos, buscam desafios e mantêm um alto nível de confiança em sua capacidade para ter êxito. No entanto, as pessoas de baixa autoeficácia sentem-se incapazes de realizar algo. Muitas vezes desistem de tentar resolver os problemas quando seus esforços iniciais fracassam. Quanto ao desenvolvimento da autoeficácia, Bandura (1989)
considera que ambientes que proporcionam oportunidades para experiência, facilitam a aquisição do senso de autoeficácia; a família como fonte de aprendizagem de autoeficácia; a escola como ambiente básico para a manutenção e validação social desta; e tanto na adolescência como na vida adulta, há nossos desafios à percepção de autoeficácia e na meia idade há as redefinições de metas e projetos e de readaptação do senso desta. Para as pessoas que possuem autoeficácia baixa, Bandura (1989) recomenda três passos: 1 – trabalhar a auto observação - conhecer-se e ter certeza de ter uma visão exata de seu comportamento. 2 - Trabalhar os padrões - certificar-se de que os padrões que a pessoa estabeleceu não sejam inatingíveis. Não se destinar ao fracasso. Padrões muitos baixos também não têm sentido. 3 - Trabalhar a autoresposta – não se castigar. Celebrar as vitórias e não se perder sobre os fracassos. Portanto, quanto maior a autoeficácia maior o esforço e a persistência. E nas situações de escolha, a autoeficácia influi na decisão de fazer ou não alguma coisa. Quanto à produção do comportamento, afeta a motivação, mas não cria novas habilidades.
A autoeficácia requer não apenas habilidades, mas também força de vontade em acreditar na capacidade de exercer uma determinada conduta, o que é um importante elo entre o saber o fazer. Autoeficácia refere-se ao sentimento sobre o valor próprio e a potencialidade que cada indivíduo possui. A teoria da autoeficácia refere-se à autoestima, em crer nas próprias habilidades. Não se trata de possuir certas capacidades, mas sim de acreditar que as tem, ou que possa adquiri-las por meio de esforço pessoal (expectativa de resultado). Hall e Lindzey (1978) mencionando Bandura relatam que a autoeficácia afeta o começo e a perseverança do comportamento dirigido, já que, os indivíduos tendem a desviar-se de situações quando julgam não serem capazes de resolvê-las, entretanto atuam com mais garantia em circunstâncias que possam dominar. A autoeficácia faz parte do autoconceito. Sem autoconceito positivo quanto a uma área de atividade, não haverá aplicação de esforço, assim como não poderá faltar o julgamento de autoeficácia, que focaliza aquela tarefa definida e circunstanciada. O autosistema (que seria constituído de três etapas auto- observação, autoavaliação e autoreforço) pode permitir a regulação de uma conduta ou desempenho através de estruturas cognitivas que permitem avaliar inúmeras variáveis envolvidas no processo.
Capítulo 3
Atividade Física e a saúde do idoso
A atividade física segundo Nahas (2001) é definida como qualquer movimento corporal produzido pela musculatura esquelética, portanto voluntária, que resulte num gasto energético, acima dos níveis de repouso. Inclui desde as AVD’s - atividades da vida diária - até as atividades esportivas e de lazer como dança, caminhadas, entre outros. Já a aptidão física pode ser definida como a capacidade que um indivíduo possui para realizar atividades físicas.
Exercício físico, segundo Caspersen et al.(1985) é toda atividade física planejada, estruturada e repetitiva que tem por objetivo a melhoria e a manutenção de um ou mais componentes da aptidão física. Por exemplo, caminhar por um período de uma hora ou trotar por 30 minutos. E que mesmo apresentando alguns elementos em comum, a expressão exercício físico não deve ser utilizada com conotação de atividade física. É fato que tanto atividade física como exercício físico implica em gasto energético, e desde que a intensidade, a duração e freqüência dos movimentos apresentem algum progresso, ambos apresentam igual relação positiva com os índices de aptidão física. No entanto exercício físico não é sinônimo de atividade física. O exercício físico é considerado uma subcategoria da atividade física.
As praticidades do dia a dia predispõem as pessoas à inatividade física, tornando-as sedentárias. Atualmente, porém, está muito difundida a necessidade de exercitar-se. A atividade física tem estado associada ao bem-estar, à aptidão física, à saúde e à qualidade de vida em todas as faixas etárias, principalmente na velhice, quando os riscos potenciais da inatividade se materializam, levando a perda precoce de vidas e de muitos anos de vida útil.
De acordo com McArdle et al.(1988) as mudanças que ocorrem com o processo do envelhecimento variam de individuo para individuo, dependendo de fatores como hábito de vida e herança genética. A prática regular de atividade física e lazer é capaz de minimizar os efeitos do envelhecimento. Carvalho (2006) relata que a atividade física vem sendo utilizada como importante recurso para amenizar a degeneração provocada pelo envelhecimento, possibilitando ao idoso manter uma qualidade de vida ativa. Mesmo havendo essa associação entre atividade física e saúde, grande parte da população idosa é inativa. O enfoque principal da atividade física regular deve ser na promoção da saúde, e para indivíduos com comorbidades, a prática de exercícios é muito importante, pois pode controlar, amenizar, evitar progressão da doença e/ou reabilitar o paciente. A atividade física e lazer sociabilizam o
idoso, melhora a autoestima e promove o sentimento de auto-eficácia. Segundo Carvalho (2006) há melhora física psicológica e social. Com a prática regular de exercícios e atividades de lazer, o idoso mantém a autoestima, autoconceito positivos e um sentimento de autoeficácia. Pois com o envelhecimento ocorrem mudanças corporais e com a atividade física o idoso gosta mais de seu corpo, obtém satisfação pessoal, melhora a autoestima, envelhece ativo e tem autonomia e independência por mais tempo.
3.1 – Atividade Física para idosos
A atividade física orientada para idosos previne doenças e melhora a qualidade de vida, expressão esta, utilizada como sinônimo de saúde, bem estar e felicidade. Muitos centros especializados do país já oferecem espaços para idosos praticarem atividades físicas, com acompanhamento de especialistas e programas personalizados. Exercícios orientados e regulares, além de combater a obesidade, o que evita e retarda o surgimento de diabetes, protege contra a hipertensão, melhora a capacidade aeróbica – pois fortalece o coração e pulmões, controla a perda de massa óssea e muscular. O fortalecimento muscular reduz dores já existentes provenientes de doenças como artrite, tendinite, bursite, artrose e outras. Ajuda a manter velocidade, resistência e força. Melhora a vigilância mental e desempenho cognitivo, ajudando aliviar a ansiedade, sintomas da depressão, melhora o ânimo e eleva a autoestima (PAPALIA e OLDS, 2000). A atividade física regular tem sido descrita como um excelente meio de atenuar a degeneração provocada pelo envelhecimento dentro dos vários domínios físico, psicológico e social.
3.2 – Prescrição de atividade física para Idosos.
A avaliação quanto ao nível de dependência funcional é de extrema importância antes de prescrever atividades físicas para o idoso, pois proporcionará uma prescrição de exercícios físicos mais direcionada as suas reais necessidades, aumentando a efetividade do programa e reduzindo os riscos. Os princípios gerais para a prescrição de exercícios físicos para idosos fundamentam-se na modalidade(s) apropriada, intensidade, duração, freqüência e progressão da atividade física, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida, minimizar as alterações fisiológicas, melhorar a capacidade motora e proporcionar benefícios sociais, psicológicos e físicos (TRIBESS et al. 2005).
O sedentarismo habitual do idoso contribui para a redução da aptidão funcional e a manifestação de diversas doenças; como conseqüência a perda da capacidade funcional. Neste sentido, tem sido enfatizada a prática de exercícios como estratégia de prevenir as perdas.
Todos os autores que pesquisam sobre prescrição de atividade física para idosos recomendam, antes de iniciar qualquer atividade física, uma avaliação médica cuidadosa.
Os objetivos segundo Matsudo e Matsudo (2001) devem estar diretamente relacionados às modificações decorrentes do envelhecimento, e direcionados ao melhoramento da flexibilidade, força, coordenação, velocidade, resistência, manutenção do percentual de gordura em proporções aceitáveis. As atividades programadas devem conter atividades recreativas (para a produção de endorfina e andrógeno responsável pela sensação de bem-estar e recuperação da autoestima); Atividades de sociabilização (em grupo, com caráter lúdico); Atividades moderadas e progressivas (preparando gradativamente o organismo para suportar estímulos cada vez mais fortes); Atividade de força, com carga (principalmente para os músculos responsáveis por sustentação/postura, evitando cargas muito fortes e contrações isométricas); Atividades de resistência (com vista à redução das restrições no rendimento pessoal); Exercícios de alongamento (ganho de flexibilidade e de mobilidade) e Atividades de relaxamento (diminuindo tensões musculares e mentais). (MATSUDO e MATSUDO, 2001)
Conforme a capacidade de desenvolver as atividades da Vida Diária os idosos são classificados em grupos, e as atividades são classificadas de acordo com a American Geriatrics Society em: 1 - Básicas (ABVD): Atividades Básicas da Vida Diária - Atividades de Autocuidado; 2 - Intermediárias (AIVD): Atividades Intermediárias da Vida Diária - Englobam as ABVD e incluem tarefas essenciais para a manutenção da independência; 3 - Avançadas (AAVD): Atividades Avançadas da Vida Diária - Referem-se às funções necessárias para se viver sozinho, sendo específica para cada indivíduo. Elas incluem a manutenção das funções ocupacionais, recreacionais e prestação de serviços comunitários (OKUMA, 1998).
Após identificar as capacidades de desenvolver as atividades diárias e classificar o nível de atividade do idoso, Kruel apud Silva (2006) classifica-os em cinco níveis: Nível I -
Fisicamente Incapaz (Não realiza nenhuma AVD e tem total dependência dos outros) e
Fisicamente Dependente (Realiza algumas ABVD:caminha pouco, banha-se, veste-se
alimenta-se, transfere-se de um lugar para outro; necessita de cuidados de terceiros); II - Fisicamente frágil - Faz tarefas domésticas leves: prepara comida; faz compras leves; pode
realizar algumas AIVD e todas as ABVD, pode fazer atividades domésticas; Faz tarefas domésticas leves: prepara comida; faz compras leves; pode realizar algumas AIVD e todas as ABVD, pode fazer atividades domésticas. III – Fisicamente Independente - É capaz de realizar todas as AIVD. Realiza trabalhos físicos leves; é capaz de cuidar da casa e ter "hobbies" e atividades que demandem baixo gasto de energia (caminhadas, jardinagem, dança social, viagens, dirigir automóveis). Está sujeito a passar para o nível II se houver alguma intercorrência na saúde, pois tem baixas reservas físicas. Neta categoria estão incluídos idosos que vão desde os que mantém um estilo de vida que demanda muito pouco da condição física até aqueles muito ativos, mas sedentários. IV - Fisicamente Apto/Ativo - Realiza trabalho físico moderado, esportes de resistência e jogos. Capaz de fazer todas as AAVD e a maioria dos hobbies. Tem aparência física mais jovem que seus pares da mesma faixa etária. V - Atletas - Realiza atividades competitivas, podendo competir em nível internacional e praticar esportes de alto risco.
Idosos Fisicamente Dependentes - Eles necessitam melhorar as funções que permitam realizar as tarefas de auto-cuidado, como alimentar-se, tomar banho, vestir-se, usar o banheiro, transferir-se de um lugar para outro e caminhar. Tais atividades requerem força muscular de tronco, braços, pernas, quadris, mãos e dedos; Flexibilidade de ombros, quadris, joelhos, punhos e tornozelos; e destreza de mãos. (OKUMA, 1998)
Idosos Fisicamente Frágeis - Necessitam melhorar as funções que permitam realizar as ABVD e as AIVD, tais como cozinhar, limpar a casa, fazer compras, sair de casa. Estas últimas requerem força muscular e flexibilidade pra melhorar o padrão da marcha, estabilizar ombros e melhorar a postura, que influenciarão no equilíbrio. (Okuma,1998)
Idosos Fisicamente Independentes - Necessitam melhorar e manter as funções físicas que lhes permitem independência e previnem doenças, incapacidades ou lesões que possam levar ao nível de fragilidade. Isto requer força e resistência muscular, flexibilidade, endurance cardiovascular, equilíbrio, tempo de reação e de movimento, agilidade e coordenação. (OKUMA, 1998)
Idosos Fisicamente Ativo/Aptos - Necessitam manter em nível ótimo a aptidão física e funcional, ou seja, a força e resistência muscular, a flexibilidade, a endurance cardiovascular, o equilíbrio, o tempo de reação e de movimento, a agilidade e a coordenação(OKUMA, 1998)
Idosos Atletas - Necessitam de treinamento que mantenha o nível de aptidão física e condições de performance máximas específicas das atividades competitivas ou recreativas(OKUMA, 1998)
Cuidado e restrições devem ser observados quando na prescrição de exercícios para idosos. Como restrições: Evitar alta intensidade nos exercícios - Evitar a solicitação do sistema anaeróbico - Evitar exercícios isométricos. Marques, Faro Junior, Lourenço & Barros Neto (1996). - Evitar movimentos rápidos e bruscos (MATSUDO e MATSUDO, 1992). E quanto aos cuidados: Não ultrapassar a amplitude máxima dos movimentos - Não prolongar exercícios na presença de dor (MARQUES, 1996) – Observar o uso de medicamentos (YAZBECK e BATISTELLA, 1994). - Não levar à exaustão. (MATSUDO e MATSUDO, 1993)
Em relação à intensidade, duração e freqüência e tipo de exercícios, existe um consenso entre os pesquisadores, segundo Marques (2006), que a melhor opção está nos exercícios dinâmicos e de predominância aeróbia, em função dos benefícios do nível de aptidão das funções cardiorrespiratória, força e resistência muscular com menor sobrecarga sobre o músculo cardíaco. Quanto à freqüência mínima, são aceitáveis três sessões semanais com duração de 20 a 60 minutos no máximo, com a freqüência cardíaca em torno de 40 a 60% ou de acordo com a capacidade individual conforme Yazbeck e Batistella apud SILVA (2006).
Um programa de atividade física para idosos deve prepará-los para o cumprimento das tarefas de suas necessidades básicas diárias, de forma que sejam autônomos e autosuficientes e que tenham saúde física e psicológica.
CAPÍTULO 4 4. METODOLOGIA