2 Teori
5.2 Konklusjon og avsluttende refleksjon
Na atualidade , a inovação torna-se uma questão cada vez mais central para o desenvolvimento de empresas e economias mundiais (Mendonça, Pereira e Godinho, 2004). Assim, a inovação é um tema bastante pertinente e útil, assim, torna-se necessário um conhecimento mais aprofundado do processo de cooperação no âmbito da inovação incidindo,
principalmente, no estudo dos fatores que impulsionam e limitam a cooperação no âmbito da inovação empresarial. De entre os vários fatores, na presente investigação destacam-se os relacionados com os investimentos das atividades de I&D e o apoio financeiro público no âmbito da inovação.
A importância da cooperação com parceiros externos no âmbito da inovação é amplamente reconhecida. Na literatura regista-se um crescente interesse no estudo das relações de cooperação e de que forma a cooperação influencia o processo de inovação empresarial e, consequentemente, o desempenho inovador (Kaufmann e Tödtling, 2000, 2001; Romijn e Albaladejo, 2002; Drejer e Jørgensen, 2005; Silva e Leitão, 2009; Ponds et al., 2010, Sleuwaegen e Boiardi, 2014; Guan e Yam, 2015; Alonso-Gonzalez, Peris-Ortiz, e Mauri- Castello 2017; Meissner e Carayannis, 2017).
A nível académico, é fundamental o estudo da cooperação no âmbito da inovação, pois pretende-se ampliar o conhecimento sobre a matéria e contribuir ativamente para o desenvolvimento do processo de cooperação com vários parceiros. Procura-se, assim, fomentar algum avanço no estudo do processo de cooperação no âmbito da inovação, em geral, e da cooperação entre as universidades e as empresas, em particular. Pretende-se, ainda, com este trabalho abrir caminho para estudos futuros, quer através de outras análises diferenciadas do objeto em investigação (empresas tecnologicamente inovadoras ou outro tipo de empresas), quer contemplando trabalhos mais alargados sobre a matéria.
A nível prático, com a investigação do processo de cooperação no âmbito da inovação, procura-se, igualmente, obter informações úteis para as empresas que cooperam para inovar, contribuindo com os conhecimentos necessários para que o processo de cooperação seja um sucesso e potencie desenvolvimentos vantajosos ao nível das atividades de I&D e de inovação das empresas, com benefícios óbvios não só internamente ao nível do processo de inovação, como externamente para todos os parceiros que estabelecem relacionamentos no âmbito da inovação. Ao analisar-se se o apoio financeiro público estimula ou restringe o processo de cooperação no âmbito da inovação, obtêm-se informações e conhecimentos úteis para os decisores políticos que implementam medidas no âmbito da inovação.
A investigação terá como objeto de análise as empresas portuguesas e o processo de cooperação dessas empresas. Mais concretamente, a questão de investigação é a seguinte: A cooperação entre as empresas portuguesas e os vários parceiros é influenciada pelos fatores relacionados com investimentos em atividades de I&D e de inovação e apoio financeiro público?
O objetivo deste trabalho consistem em: identificar e analisar se os fatores relacionados com investimentos em atividades de I&D e de inovação e o apoio financeiro público influenciam a cooperação entre as empresas e os diversos parceiros, entre os quais se destaca: (1) empresas de grupo (COA); (2) Fornecedores (COB); (3) Clientes do sector privado (COC); (4) Clientes do
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sector público (COD); (5) Concorrentes (COE); (6) Consultores (COF); (7) Universidades (COG); (8) Estado e institutos de investigação públicos e privados.
Assim, de forma a alcançar o objetivo proposto, a presente investigação contemplará uma parte teórica na qual será realizada uma sucinta revisão da literatura subjacente ao tema e uma segunda parte empírica, baseada na análise dos dados secundários referentes ao Inquérito Comunitário à Inovação (CIS 2012).
A importância dos investimentos em atividades de inovação na empresa, como edifícios e equipamentos, softwares e conhecimentos externos, é demonstrada nos trabalhos de Mansfield (1988), Shields e Young (1994), Archibugi et al. (1995), Weiss (2003), Camacho e Rodriguez (2005), Canepa e Stoneman (2008) e Elche e González (2008), Tiwari, Mohnen, Palm e van der Loeff (2008), García-Quevedo, Segarra-Blasco e Teruel (2017) e Pellegrino e Savona (2017). Segundo estes autores, as empresas que mais investem em investigação e desenvolvimento e em melhoria das estruturas e competências dos colaboradores adquirem maior capacidade tecnológica e, consequentemente, têm a capacidade de produzir mais inovações.
Na presente investigação pretende-se analisar se as empresas que investem em melhores estruturas, tecnologias e pessoal qualificado evidenciam maior propensão para cooperarem. Assim, estabelece-se a seguinte relação entre investimentos e despesas em atividades de inovação e I&D e cooperação empresarial:
Hipótese5: A realização de investimentos e despesas em atividades de inovação está positivamente relacionada com a propensão para a empresa cooperar.
Tendo por base a hipótese genérica relacionada com os investimentos e despesas em atividades de inovação e com a tipologia apresentada no CIS 2012, formulam-se neste âmbito as seguintes sete hipóteses específicas:
Hipótese51: A realização de atividades internas de I&D (I&D Intramuros) está positivamente relacionada com a propensão para a empresa de serviços cooperar.
Hipótese52: A realização externa de atividades de I&D (I&D Extramuros) está positivamente relacionada com a propensão para a empresa cooperar.
Hipótese53: A Aquisição de Maquinaria, Equipamento e Software está positivamente relacionada com a propensão para a empresa cooperar.
Hipótese54: A Aquisição de Outros Conhecimentos Externos está positivamente relacionada com a propensão para a empresa cooperar.
Hipótese55: A realização de formação está positivamente relacionada com a propensão para a empresa cooperar.
Hipótese56: A realização de Atividades de Marketing está positivamente relacionada com a propensão para a empresa cooperar.
Hipótese57: A realização de investimentos e despesas com outros procedimentos está positivamente relacionada com a propensão para a empresa cooperar.
A questão do apoio financeiro público surge com o propósito de evidenciar as implicações que este apoio apresenta nas atividades de inovação empresarial (Silva et al., 2009). Para Tourigny e Le (2004) estes apoios podem inclusive reduzir os impedimentos que as empresas enfrentam relativamente à inovação, uma vez que o financiamento surge como um dos principais constrangimentos à sobrevivência e desenvolvimento das empresas (Silva e Raposo, 1999; Musso e Schiavo, 2008; Silva et al., 2009; Yang, Bossink e Peverelli, 2017). Deste modo, urge a necessidade de analisar se o financiamento público influencia o desenvolvimento das atividades de inovação. Para tal, apresenta-se a seguinte hipótese:
Hipótese6: A disponibilidade de obtenção de apoio financeiro público para a inovação está positivamente relacionado com a propensão para a empresa cooperar.
A partir da hipótese genérica relacionada com os apoio financeiro público para a inovação e com a tipologia apresentada no CIS 2012, formulam-se neste âmbito as seguintes 3 hipóteses específicas:
Hipótese61: A disponibilidade de obtenção de apoio financeiro público ao nível da Administração Local ou Regional está positivamente relacionado com a propensão para a empresa cooperar.
Hipótese62: A disponibilidade de obtenção de apoio financeiro público ao nível da Administração Central está positivamente relacionado com a propensão para a empresa cooperar.
Hipótese63: A disponibilidade de obtenção de apoio financeiro público ao nível da União Europeia está positivamente relacionado com a propensão para a empresa cooperar.
A presente investigação pretende analisar se as empresas que beneficiaram de apoio financeiro público têm maior propensão para cooperar que as empresas que não receberam qualquer apoio. Numa investigação anterior Noronha Vaz, Cesário e Fernandes (2003) referem que, no âmbito dos processos de inovação, as mais recentes formas de interação empresarial devem ser consideradas na elaboração de políticas para apoiar o desenvolvimento das regiões menos favorecidas. Neste sentido importa analisar se existe relacionamentos de cooperação no âmbito da inovação e que fatores estimulam essa cooperação.