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residencial atrai para si toda a responsabilidade de inovação e diferencial de mercado, necessários ao sucesso comercial do empreendimento." (PINHO, 2005).

Outros empreendimentos de edifícios com sistemas residenciais inteligentes com outro nicho de mercado são os para portadores de necessidades especiais (e / ou idosos) e os que contemplam os conceitos sobre sustentabilidade ambiental (nos itens 3.2.4.12 e 3.2.4.14 estes sistemas serão caracterizados). Segundo a pesquisa CABA: Connected Home Roadmap 2006, atualmente, há dois importantes indutores que levam à residência inteligente, que são os proprietários de residências e a tecnologia.

O primeiro caminho são os proprietários das residências. Isto não significa que o mercado esteja limitado aos donos das propriedades. Retrofit e aplicações móveis das tecnologias da casa inteligente (pois boa parte dos equipamentos de automação doméstica não ficam obrigatoriamente incorporados ao imóvel, podendo ser levados pelo seu proprietário quando se mudar) serão uma evolução natural do mercado e proporcionam qualidade de vida aos moradores das residências. Os proprietários, procurando soluções para fazerem suas vidas mais fáceis e suas casas mais confortáveis ou prover economia de custos, serão atraídos pelas soluções da casa inteligente.

O segundo caminho é claramente a tecnologia. A tecnologia já é incorporada ao lar de duas formas principais:

1. Através da necessidade de estar em contato, principalmente dirigido pelas demandas do trabalho ou famílias ocupadas. Este estilo de vida ativo e tecnologicamente integrado procura por acesso ininterrupto à suas casas, não importando aonde estejam ou o que precisem.

2. Através de entretenimento, introduzidos por membros jovens da família. Neste caso a maior parte da tecnologia na casa inteligente é desejada por consumidores que querem diversão. Os usuários querem flexibilidade de acesso ao entretenimento (o conceito de anything, anytime, anywhere).

PROCESSO DE PROJETO PARA EDIFÍCIOS RESIDENCIAIS INTELIGENTES E O INTEGRADOR DE SISTEMAS RESIDENCIAIS

Capítulo 2 - ESTRATÉGIAS COMPETITIVAS DANIELA G. MATTAR

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2.5 Considerações sobre o Capítulo 2

Os clientes estão exigindo cada vez mais qualidade e serviços superiores, além de alguma customização; percebem menos diferenças reais entre produtos, mostrando menos fidelidade a marcas. Eles também podem obter muitas informações sobre produtos por meio da Internet e de outras fontes, o que permite que comprem de maneira mais racional e com maior sensibilidade em relação ao preço. Concluindo: os consumidores mudaram e os produtos da Indústria da Construção Civil tendem a se transformar para atendê-los. Para isso se torna imprescindível projetos e produtos de qualidade, e que tenham um diferencial competitivo frente ao mercado.

A automação residencial atualmente é um diferencial competitivo. Isto ocorre porque ainda há poucas firmas que detêm a tecnologia e as parcerias necessárias para produzi-la em seus produtos e porque representa um grande benefício ao público consumidor.

Castro Neves (1994) afirma que “A evolução no setor de obras civis de todos os portes na direção dos sistemas de automação, segurança e cabeamento pode ser considerada irreversível, uma vez que está inteiramente baseada na evolução tecnológica, otimização operacional e benefício financeiro”. A grande tendência é a popularização da automação residencial pelo surgimento de novos produtos, barateamento das tecnologias existentes, familiarização com os produtos por parte dos consumidores e mais pontos de vendas dos produtos. Assim que isto ocorrer, o diferencial competitivo tomará outra configuração com a qualidade dos serviços prestados e com o oferecimento de diversos novos serviços agregados.

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Capítulo 3 - EDIFÍCIOS RESIDENCIAIS INTELIGENTES DANIELA G. MATTAR

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3. EDIFÍCIOS RESIDENCIAIS INTELIGENTES

O capítulo 3 aborda o processo histórico da verticalização das edificações, o conceito e o histórico dos edifícios inteligentes e seu atual estágio. Primeiro é apresentado um panorama das referências internacionais que influenciam a automação no Brasil e, na seqüência, são detalhadas quais as características de um edifício residencial inteligente.

Foi-se o tempo em que, como Lemos (1989) afirma, “A nossa velha casa patriarcal não pode ser imaginada sem a presença do escravo solícito – é difícil imaginarmos uma servidão pressurosa, mas assim intramuros – subindo e descendo escadas, carregando sacos de lixo, feixes de lenha, potes de água, tigres plenos de fezes de sinhozinhos e nhanhãs mandonas; subindo e descendo pesadas janelas de guilhotina; abanando e afastando as moscas do patriarca à mesa, esfregando areia molhada nos assoalhos sempre limpos; fazendo comida, fazendo velas, fazendo sabão de cinzas. O negro foi elevador, guindaste, esgoto e ventilador, como bem lembrou certa vez Lúcio Costa.”. Repetindo o mesmo raciocínio de Lemos para a contemporaneidade, pode ser feito o questionamento: sem o que a moradia brasileira não poderia ser imaginada?Este capítulo tem o objetivo de responder a esse questionamento, ao abordar como está sendo projetada a moradia contemporânea.

3.1 Processo histórico da verticalização das residências

Segundo a Fundação Seade o apartamento tem sido uma modalidade de habitação cada vez mais adotada por uma parcela significativa da população, principalmente nas grandes cidades. Para Gobbo e Rosso (2002), “o apartamento representa uma formação tipológica baseada na otimização da produção industrial, adequada às exigências da cultura de uma sociedade baseada na funcionalidade, refletindo-se, inclusive, na configuração interna dos ambientes, pequenos, mas com superposição de funções, passando a ser fator de orientação de projeto de arquitetura dos edifícios de apartamentos”.

A verticalização da moradia é um importante aspecto e suas origens remontam à Idade Média européia com suas cidades fortificadas, cujos limites físicos obrigavam os

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Capítulo 3 - EDIFÍCIOS RESIDENCIAIS INTELIGENTES DANIELA G. MATTAR

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