6.d Borgerkrigens fjerde fase: Hispania Ulterior
8. Konklusjon
As quinze semanas de PES permitiram-me uma experiência e vivência única, rica, desafiadora e gratificante, porque tive a oportunidade de observar, recolher dados, planificar e interagir com as crianças. Percebi que o papel do educador deve estar centrado na criança, pois ele tem a responsabilidade de planificar previamente as experiências educativas e de organizar o espaço da sala, com o intuito de estimular a brincadeira, a socialização, novos conhecimentos e aprendizagens. Logo, o papel do educador é apoiar e orientar as crianças ao longo das suas aventuras e experiências que envolvem a aprendizagem pela ação (Hohmann & Weikart, 2011).
Neste contexto aprendi que o período de observação foi importante nas primeiras semanas, mas é, também, fundamental ao longo de todo o contexto educativo, porque permite observar diversas estratégias a serem utilizadas na realização das experiências educativas, na forma de resolver os conflitos e os obstáculos do dia-a-dia, e ainda, de forma a tornar cada momento vivido pelas crianças único. Logo, compreendi que a observação é o pilar de uma prática constante de um educador, uma vez que, as crianças estão em constante desenvolvimento e aprendizagem, tendo que os educadores de adaptar a sua ação educativa consoante essa constante mudança. Isto permitiu-me ficar a saber um pouco mais sobre cada uma das crianças, para que pudesse planificar experiências educativas que correspondessem aos seus interesses e necessidades. Assim, um educador deve observar para, posteriormente, pensar acerca da sua ação educativa, mas também é necessário estabelecer uma forte relação com as crianças, para se poder descobrir um pouco sobre elas e aprender um pouco com elas. Para tal, é importante colocar a criança no centro do contexto como um ser humano "competente", ativo e que aprende a agir.
Assim, ao longo desta etapa tentei demonstrar uma atitude observadora de todos os momentos de desenvolvimento e aprendizagem das crianças, isto porque "A vantagem de ser um observador participante reside na oportunidade de estar disponível para recolher dados ricos e pormenorizados, baseados na observação de contextos naturais" (Burgess, 1997, p.86). Desta forma, antes pensava que os adultos transmitiam e davam a conhecer o mundo às crianças, contudo, agora penso que as crianças são muito curiosas, observadoras, têm um espírito explorador e uma vontade enorme de aprender. Logo, com isto quero dizer que, as crianças iniciam a sua própria aprendizagem, porque manifestam um papel ativo e importante na sociedade, e, na forma como um educador pode interagir com elas, porque as crianças são "competentes" no que fazem, colocam hipótese e testam os adultos (Hohmann, Banet &Weikart, 1995).
Embora no início sentisse um pouco de receio em relação à planificação e às experiências educativas proporcionadas ao longo deste processo, vim a perceber que a ação educativa do educador deve estar centrada nas crianças com o objetivo de promover a autoestima e a autoconfiança, de modo a que, a criança reconheça as suas potencialidades, e ainda, deve estar centrada em estimular o desenvolvimento, respeitando as características de cada criança, de modo a
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que, as experiências sejam de descoberta e significativas. Deste modo, uma das minhas preocupações foi proporcionar um espaço e ambiente educativo que oferecesse ao grupo de crianças uma verdadeira vivência nos momentos de brincadeira livre, de exploração e na socialização. Assim, vim a perceber que, a minha postura devia de centrar-se na orientação e auxílio das crianças ao longo das suas descobertas, aventuras e experiências educativas que integram a aprendizagem pela ação (Hohmann & Weikart, 2011).
Estar perante um grupo de crianças foi um desafio, pois levou-me a interagir, a comunicar e ao envolvimento das experiências educativas. Assim, considero que as minhas intervenções foram gratificantes e significativas, porque possibilitou-me aprender a adaptar-me aos obstáculos e às alterações do que é planificado, a utilizar estratégias para melhorar a forma como proporciono um ambiente educativo e os momentos de desenvolvimento e aprendizagem das crianças. Fui aprendendo muito com as próprias crianças, porque elas manifestam os seus interesses, desejos, dificuldades e ambições. Aprendi que através das experiências educativas existe uma relação entre todas as áreas do saber, tendo o educador o papel de orientador e mediador na promoção do desenvolvimento e a aprendizagem das crianças. Queria referir que gostei de descobrir e conhecer este mundo tão vasto e interessante que mudou a minha perspetiva do conceito de Educação de Infância valorizando o papel da criança na nossa sociedade.
Outro aspecto que está indiretamente relacionado com a minha ação educativa e que retiro do trabalho desenvolvido ao longo destas semanas de PES, foi o trabalho realizado com a minha colega no decorrer da prática pedagógica. Inicialmente foi uma dificuldade porque não nos conhecíamos e tivemos contacto com a instituição no segundo dia de aulas, mas com o tempo foi melhorando. Aquando da fase de planificação e da intervenção, o trabalho colaborativo foi importante, porque com a minha colega foi fundamental a partilha de ideias, o debate de opiniões e a conquista dos interesses das crianças. Portanto, fez-me perceber que é importante saber trabalhar com pessoas pouco habituais e saber aceitar e construir críticas de forma construtiva.
Depois de uma caminhada durante quinze semanas em contexto de Educação de Infância, apesar de ter alguns receios e momentos de insegurança, julgo que vivi uma experiência muito enriquecedora e benéfica, porque realizei inúmeras aprendizagens para o meu futuro pessoal e profissional, porque conheci um pouco deste mundo tão curioso, que modificou a minha visão do conceito de Educação de Infância, pois a partir de hoje valorizo com outro olhar o que é ser criança, qual o seu papel na ação educativa e na sociedade. Em suma, este foi um percurso de variadíssimas aprendizagens onde desenvolvi conhecimentos significativos para a minha formação pessoal e profissional.
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