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Kongresspapers og -foredrag

In document Årsmelding 2003 (sider 107-111)

8. Publikasjoner

8.6 Kongresspapers og -foredrag

É uma das técnicas de construção com terra crua em que se comprime a terra umedecida entre as taipas de madeira (fôrma), sendo estas desmontáveis após a secagem da terra apiloada (socada com uma mão de pilão), de modo que na sequência da confecção do bloco monolítico por meio da fôrma (taipal), forma-se a parede. Essa técnica também é conhecida pelos ingleses como

Rammed earth e pelos franceses como Pisé.

A taipa de pilão que se aplica no Brasil apresenta as seguintes etapas construtivas:

I. Fundação: recomenda-se uma fundação em pedras (Figura 59) ou em

concretos armados, principalmente nos contornos da base externa da edificação para assegurar e garantir a resistência das paredes de

barro. A fundação deve ter uma espessura maior ou igual à espessura da parede a ser erguida para resistir à sobrecarga e à umidade.

A profundidade da fundação deve ser em função do tamanho da obra. Não se deve esquecer que a maior parte da técnica de construção com a terra crua se baseia no método empírico da construção pela sabedoria (recursos humanos) local, mas qualquer dimensionamento científico facilita e garante uma maior durabilidade da obra.

Figura 59: Fundação em pedra e taipal para a confecção da 1ª fiada.

Fonte: www.projetotaviva.blogspot.com.br

II. Alvenaria: geralmente as alvenarias de taipa de pilão são construídas

em grandes blocos monolíticos desde a primeira fiada até a última, atingindo assim uma altura (elevação) desejada da edificação. Cada fiada é feita por várias camadas de terra úmida socada dentro de taipal (Figura 60) e, após a secagem da fiada ser concluída, os taipais são removidos para a confecção de uma nova fiada.

Normalmente, ao ser a terra crua local misturada e depois apiloada, a mesma é escolhida pelo taipeiro por sua experiência acumulada por meio do método da vista e do tato, com o objetivo de se obter uma mistura (massa) com boas propriedades plásticas que, por sua vez, define a espessura da parede pelo taipal. Quanto maior for a espessura da parede, menores serão as trincas de barro devido a sua

baixa força de tensão, e maior ainda será o conforto térmico e acústico.

Nas alvenarias onde serão locadas as aberturas (portas e janelas), é feita uma estrutura de madeira montada no formato da porta e da janela antes da aplicação dos blocos monolíticos da taipa de pilão.

Figura 60: Taipal e bloco monolítico (fiada).

Fonte: http://www.arq.ufsc.br/arq5661/trabalhos_2005-1/taipa/images/pilao2.jpg Figura 61: Taipal (confragem) e as fiadas (parede) de taipa de pilão.

III. Cobertura: considerando a grande espessura das paredes e pilares em

volta da edificação que resistam à carga da estrutura de cobertura, pode-se fazer uma cobertura em quatro águas e também em duas águas, para que sejam proporcionados grandes beirais (mínimo de 0,50 m) como ilustrados na Figura 63, protegendo assim as paredes de terra contra eventuais chuvas.

Quanto menor for o peso do telhado, melhor será o desempenho das paredes de taipa de pilão considerando a sua baixa resistência à compressão. Recomenda-se um telhado resistente às chuvas e confortável ao clima local. Portanto, a escolha do material para a cobertura (tipo de telhado) é um critério muito importante para esse tipo de edifício.

Figura 62: Paredes em taipa de pilão e as

aberturas. Construções Ecológicas no Brasil. Figura 63: Habitação construída em taipa de pilão. Construções Ecológicas no Brasil.

Fonte: Manual para construção de uma casa

em Taipa. http://www.arq.ufsc.br/arq5661/trabalhos_2005- 1/taipa/manual.htm Fonte: http://www.arq.ufsc.br/arq5661/trabalhos_2005- 1/taipa/manual.htm 4.3 Terra moldada

A terra moldada (tijolos de adobe) é uma técnica que foi muito aplicada no Brasil no período colonial, principalmente na cidade de Ouro Preto, Tiradentes – Minas Gerais (Figura 64), e em Goiás, para as construções de alguns edifícios residenciais, públicos e etc.

O emprego das novas tecnologias de construção (fator rapidez e maior vida útil da edificação), a disponibilidade da terra crua apropriada para a modelagem no canteiro de obra e o preconceito do uso da terra como material de construção, foram os fatores que originaram a sua decadência e o abandono do uso de tijolos de adobe em pequenas obras dentro no Brasil.

A técnica adobe aqui mencionada, considerando o seu procedimento construtivo e principalmente a sua etapa de execução da alvenaria (Figura 65) é similar ao sistema construtivo apresentado pela terra moldada que se aplica em Guiné-Bissau – África, descrito no item 3.2.2. Porém, uma das diferenças é que no Brasil a maioria das obras em tijolos de adobe apresenta acabamentos e decorações mais significativos (Figura 64) em relação às edificações em tijolos de adobes em Guiné-Bissau.

Figura 64: Construção do final do século

XVIII, em adobe revestido, com reforços em pedras sabão. Tiradentes – MG/Brasil.

Figura 65: Canteiro de obra, parede curvilínea em

terra moldada (tijolos de adobe). Construções Ecológicas no Brasil.

Fonte: Silva Júnior; Velludo, 1996. Fonte: Tradição do adobe e o preconceito contra o

pauapique.

Em:http://ambiente.hsw.uol.com.br/adobe5.htm

Com a terra moldada pode-se obter bons resultados a partir de um projeto adequado de arquitetura, compatível ao conforto ambiental do lugar como, por exemplo, (Figura 66) uma casa projetada pelo Arquiteto Maurício, em Limeira/SP – Brasil.

Figura 66: Residência em Limeira em tijolos de adobe. Projeto: Arquiteto Maurício Venâncio.

Fonte: Ecocasa, Tecnologias Ambientais. In:

http://www.ecocasa.com.br/produtos.asp?it=849651

Com os tijolos de adobe é possível trabalhar vários recortes das paredes, telhados e as aberturas, a fim de dimensionar e/ou proporcionar um bom formato (fachada) da casa (Figura 66). Contando-se também com uma boa localização (terreno), pode-se aproveitar a ventilação e a iluminação natural ao implantar edificação.

Isso tudo mostra que existem várias possibilidades para o uso da terra crua (taipa e principalmente tijolos de adobe) em construções de edifícios de baixo custo e que, por sua vez, podem ser associadas e adequadas às novas tecnologias de construções para amenizar as desvantagens, déficit habitacional e o preconceito. Contribui-se assim para uma sustentabilidade habitacional, gerando abrigo ou moradia digna para a população de baixa renda e, por outro lado e, consequentemente, disponibilizando-se emprego e renda para uma parcela da população local.

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