• No results found

Komposisjon

In document Hvem er Julie? (sider 39-43)

2   Litteraturvitenskapelig  analyse

2.4   Den  dramatiske  personen  i  dramateksten  som  helhet

2.4.1   Komposisjon

A lexicografia didática em língua espanhola alcançou já há alguns anos um elevado padrão de qualidade. Prova disso é a profusão de bibliografia produzida na Espanha sobre metodologia e pesquisa em Lexicografia Pedagógica35.

Aliada à ampla produção bibliográfica, observa-se no mercado espanhol a oferta de uma grande quantidade de dicionários de aprendizagem, com ênfase especial na edição de dicionários monolíngues de falantes nativos para estrangeiros.

O emprego desse tipo lexicográfico é também indicado pela maioria dos autores espanhóis, que parecem concordar que tal categoria lexicográfica auxilia o desenvolvimento da competência lexical dos aprendizes em nível avançado de estudo língua (BATTANER, 2000; PCIC, 2006).

Esta é a posição de Moreno (1996, p. 52) que considera que as instruções oferecidas nos dicionários monolíngues de aprendizagem são mais completas que as dos dicionários bilíngues. Esta última categoria, apesar de permitir a descodificação de enunciados na língua meta, auxilia muito pouco os

35 A metalexicografia de aprendizagem brasileira ainda não atingiu o nível de aprofundamento

conceitual observado na correspondente espanhola. Só mais recentemente, alguns pesquisadores começaram a diferenciar as categorias dicionários escolares e dicionários de aprendizagem, dois tipos diferentes de dicionários pedagógicos. Os dicionários escolares, como se explicou, devem ser empregados em contextos de ensino de língua materna, mais especificamente no sistema universal de ensino. Os dicionários de aprendizagem visam, em contrapartida, ao auxílio dos usuários ou aprendizes de línguas estrangeiras.

110 usuários na produção de enunciados na L2, já que oferecem uma restrita quantidade de informação gramatical e pragmática (RUHSTALLER, 2004, p. 86-87).

Ezquerra (2003, p. 104-105) defende uma posição um pouco mais ampla que a de Moreno (1996), já que, à diferença deste autor, defende o emprego de dicionários didáticos distintos para professores e aprendizes. Dessa maneira, Ezquerra rompe com a unidade aparentemente existente para usuários de dicionários didáticos. Ao fazê-lo, chama atenção, mesmo que nas entrelinhas, para a necessidade de desenvolver dispositivos lexicográficos diferentes para os distintos atores envolvidos no processo pedagógico de ensino e aprendizagem de línguas, uma vez que os professores estariam mais interessados em utilizar os dicionários pedagógicos para desenvolver atividades, enquanto que os aprendizes o utilizariam, principalmente, para esclarecer dúvidas relacionadas ou não às atividades propostas em aula.

A exemplo de Hernández (1998), Ezquerra (2003) também postula uma tipologia de usuários de dicionários pedagógicos. Para tanto, distingue duas categorias básicas: (i) os dicionários escolares, utilizados como ferramenta didática pelos estudantes nativos e (ii) os dicionários de aprendizagem, que se destinam ao uso de estudantes não nativos.

Estabelecidas essas distinções, o referido autor foca as reflexões nos dicionários destinados ao ensino de línguas estrangeiras, enfatizando o Ensino de Espanhol como Língua Estrangeira (ELE).

Em um texto preliminar, intitulado Los diccionarios bilingües: su

contenido, Ezquerra (1981) foca o estudo de dicionários bilíngues e aponta

alguns inconvenientes que podem surgir quando do emprego dessa categoria lexicográfica no ensino de línguas estrangeiras, já que,

[a] principal dificuldade (…) é causada pelo anisomorfismo das línguas (...). A diferença das línguas que se plasma nos dicionários não se deve tanto às particularidades culturais de cada uma delas (como denominar em outro idioma a fauna de certas zonas americanas?), [deve-se mais] ao leque de possibilidades de significado de cada vocábulo no âmbito dessas línguas. (...) aprender uma nova língua não consiste somente em mudar as etiquetas com as quais se conhecem as coisas, porque mesmo que esse fosse o primeiro passo de acesso a outro idioma, rapidamente caíriamos, ao ir mudando

111 mecanicamente as etiquetas, na armadilha dos falsos cognatos (EZQUERRA, 1981, p. 190 apud RUHSTALLER, 2004, p. 3)36.

S. Ruhstaller (2004) sustenta uma opinião contrária a de Ezquerra (1981) e defende o emprego de dicionários bilíngues nos contextos pedagógicos de línguas estrangeiras, porque observa que os aprendizes preferem recorrer a esse tipo lexicográfico, em detrimento dos tradicionais dicionários monolíngues de aprendizagem (PASTOR et. al, 2001).

Ainda com respeito ao uso de dicionários bilíngues como ferramentas didáticas em contextos de línguas estrangeiras, Ruhstaller (2004, p. 7) explica que essas obras de referência realmente satisfazem às necessidades dos estudantes, na medida em que oferecem, de forma simples,

a) a informação mais frequente em relação à língua meta/ alvo; b) as equivalências semânticas entre L1 e L2;

c) maior facilidade para descodificar enunciados linguísticos, posto que o aprendiz não tem de se esforçar para compreender um enunciado definitório na L2, os quais muitas vezes se redigem de forma incompleta e assistemática.

Ruhstaller defende ademais o emprego dos dicionários bilíngues como ferramenta didática também nos níveis avançados de aprendizagem de línguas estrangeiras, e assim, estabelece um claro contraste em relação à opinião dos demais autores. A despeito disso, o citado pesquisador reconhece que a estrutura dos dicionários bilíngues apresentam “menos de um terço de entradas que um dicionário monolíngüe”37 (RUHSTALLER, 2004, p. 7).

O ponto fundamental em relação ao emprego dos dicionários bilíngues em contextos didáticos de L2 é a implementação de dispositivos lexicográficos capazes de auxiliar os aprendizes nas atividades cognitivo-comunicativa.

36 [la] principal dificultad (…) está causada por el anisomorfismo de las lenguas. (...) La

diferencia de las lenguas que se plasma en el diccionario no se debe tanto a las particularidades culturales de cada una de ellas (¿cómo nombrar en otros idiomas a la fauna peculiar de ciertas zonas americanas?), [se debe, más bien], (...) al abanico de posibilidades significativas de cada voz en el interior de esas lenguas. (…) aprender una lengua nueva no consiste tan sólo en cambiar las etiquetas con que se conocen las cosas, porque si bien ése podría ser el primer paso al adentrarnos en el aprendizaje de otros idiomas, pronto caeríamos, al ir cambiando mecánicamente las etiquetas, en las trampas que nos tienden los falsos amigos (EZQUERRA, 1981, p. 190 apud RUHSTALLER, 2004, p. 3).

112 É neste sentido que se fala em funções de dicionários bilíngues, na metalexicografia de aprendizagem. Tais funções correspondem,

1. a função de descodificação escrita; 2. a função de codificação escrita; 3. a função de descodificação oral;

4. a descodificação da L2 (tradução da L2 para L1); 5. a codificação da L2 (tradução da L2 para L1).

3.9.2 Dicionários bilíngues: definição, conceptualização e atividades

In document Hvem er Julie? (sider 39-43)